Busca
Jan 09
Cyborg 009: Através do Tempo e do Espaço
Compartilhe:
Lancaster |
PERMALINK |
9
Categorias: Cyborg 009
Dificilmente um autor sabe qual de suas obras será consagrada como o trabalho de sua vida. Para Osamu Tezuka, este seria o grande livro sacro de sua filosofia e perspectiva sobre a vida: Hi no Tori. Mas hoje todos sabem que quem ficou com o título foi Astro Boy, indubitavelmente o mais representativo de toda sua carreira. Talvez, ao criar Cyborg 009, Shotaro Ishinomori ainda não soubesse do gigante que estava prestes a dar à luz. Mas Cyborg 009 é um fenômeno: o mangá hoje é peça obrigatória em todas as livrarias, com encadernações luxuosas, que não poupam esforços em se renovar, ano após ano. Gente de peso na indústria foi influenciada pelas histórias dos nove ciborgues. Dentre eles se destacam Tsukasa Hojo, Katsuhiro Otomo, Riyoko Ikeda, Moto Hagio, Keiko Takemiya e Kazuhiko Shimamoto, para citar alguns. Se a tarefa de escolher a melhor obra de Ishinomori fosse dada a meu espírito crítico, essa honra recairia sobre
Sabu to Ichi Torimono Hikae ou Manga Nihon no Rekishi (A História do Japão em Mangá), mas as emoções falam mais alto, e sei que Cyborg 009 é merecedor desse título.
A série começou a ser publicada no ano de 1964, no extinto almanaque para garotos Shonen King, da editora Shonen Gahosha. Ishinomori tinha apenas 25 anos e era ávido por leituras de teor científico. Ao ler uma matéria sobre próteses robóticas, ele rapidamente as associou ao conceito de ciborgue na ficção. Fã do time de beisebol Yomiuri Giants, admirava o trabalho de equipe bem equilibrado entre os nove jogadores que compunham o time. Ficção cientifica era uma área que Ishinomori dominava e nunca lhe faltaram idéias; esses dois temas poderiam ser explorados em conjunto, mas não podiam acabar por aí. Humanista convicto, Ishinomori acreditava que, para se acabassem as guerras, as nações deveriam se unir sob um ideal grupal de pensamento. Para ilustrar ainda melhor esta ideia, fez de seu protagonista, Joe Shimamura, um gaijin (termo pejorativo no Japão para designar um estrangeiro indesejado; no caso, trata-se de um mestiço de pai americano e mãe japonesa). Cada um dos personagens representava seu país, mas uma causa em comum os unia, sobrepujando eventuais diferenças. O cenário da Guerra Fria era perfeito para a enigmática organização Black Ghost, mercadores da morte que financiavam guerras por trás das cortinas. Após o fim da Shonen King, a série retornou brevemente nas páginas da revista Shonen Magazine (da Kodansha), onde teve o último arco, “O Império Subterrâneo de Yomi”, publicado.
Último por ora, na verdade: sob circunstâncias similares às que levaram Arthur Conan Doyle a trazer de volta à vida seu detetive Sherlock Holmes, Ishinomori foi bombardeado por cartas de fãs indignados com o fim que a série recebera. A pressão foi tanta que ele resolveu atender a seus
leitores, e a série retornou, desta vez na revista Big Comic (da Shogakukan), com novos arcos de história. Como a Big Comic era um almanaque dirigido a leitores mais velhos, ele decidiu que já era chegada a hora de ousar mais um pouco, e iniciou a produção do controverso Arco dos Anjos. Essa história lida com temas muito mais maduros do que aquelas que o leitor médio estava acostumado, ao mesmo tempo em que transformava Cyborg 009 em uma obra cada vez mais distante de sua proposta original e mais próximo de um trabalho autoral de Shotaro Ishinomori. Temendo que talvez seus leitores não estivessem preparados para o que viria a seguir, ele decidiu encerrar a história com o seguinte aviso: “Cyborg 009 é uma obra que todos tiveram o prazer de ler nas páginas de revistas semanais ou mensais por quase cinco anos, e pela qual, como autor, nutri um profundo afeto. Como muitas vezes acontece nas longas serializações, chega o tempo aonde é possível se sentir a fadiga (seja do autor, seja das personagens). Considerando que o “Arco dos Anjos” entrará para a história como a última e violenta batalha dos ciborgues, que começou como a soma de tudo o que havia até o momento, irei conceder-me um pouco de repouso para torná-la ainda mais interessante depois de haver acumulado a força necessária para a sua realização. De um modo ou de outro, asseguro que publicarei em breve a continuação. Peço que tenham paciência até este momento.”
Eventualmente, Ishinomori seria chamado para levar a história adiante na revista COM, de Osamu Tezuka, em um dos seus mais ambiciosos projetos: “A Batalha dos Deuses”. Ishinomori já publicava a sua série experimental Fantasy World Jun na antologia, mas a chegada dos ciborgues foi recebida com maior entusiasmo.
A Batalha dos Deuses
“Quando desenhará a continuação do Arco dos Anjos? Você tem que publicar o quanto antes!” De cartas como essas, após a primeira suspensão da publicação, Ishinomori recebeu uma montanha: “Saberemos esperar todo o tempo que precisar, mas não deixe de publicá-lo!” além de outras mensagens belíssimas como “Deve desenhá-la antes de morrer”, “Você é um mentiroso!”, “Te amaldiçôo, maldito!”
Estas eram as cartas que o deixavam mais apreensivo. Já fazia anos em que essa situação se arrastava, e por vezes pensou que tudo que tinha a fazer era não se alarmar e começar a desenhar, sem perder tempo. Mas para ele, as coisas não eram tão simples: a Saga dos Anjos seria uma história muito longa e complexa, algo para o qual ele não julgava ter o tempo necessário de buscar inspiração para desenhá-la. Quanto mais criava expectativas para com o produto final, mais se sentia distante de realizá-lo sob sua condição corrente de trabalho – ininterrupta e inesgotável. Para a última batalha de Cyborg 009, a satisfação teria de ser tanto do autor quanto do público.
De resto, como todo sucesso gigantesco e de grande perenidade, Joe Shimamura e seus oito companheiros saíram das mãos do autor – e se tornaram um patrimônio comum de todos. “Quando penso que não é mais o “meu” Joe, o senso de responsabilidade na ocupação me pesa realmente muito. Além disso, a experiência me leva a pensar que muita expectativa pode levar uma obra ao insucesso.”
Tudo isso leva a crer que Ishinomori estava indeciso sobre o curso que aquela história deveria tomar. Ele costumava declarar que, no momento que pudesse manter a cabeça vazia e se aliviar do tremendo peso do trabalho, finalmente poderia encabeçar um projeto ambicioso como este. E este momento ainda estava muito longe de acontecer; pedia desculpas e um pouco de paciência a seus leitores: poderia não estar preparado para a última grande saga, mas isso não significava o
fim definitivo da série: “Digo que ainda teremos a última batalha, mas eu não devo desenhá-la... agora! Desenharei muitas outras aventuras! A Saga dos Anjos pode esperar”.
Para ser exato, o Arco dos Anjos era apenas o título da primeira parte. A segunda se intitularia Arco dos Demônios e só então seria contada a fase final, a Grande Batalha Contra os Deuses. A história, como sugere o título, seria a última e heróica batalha na qual vida e morte estarão em jogo entre os deuses de lendas em todo o mundo e os ciborgues número 00. Se não vencerem os deuses, a civilização moderna desaparecerá da face da Terra e o nosso amado planeta se tornará um mundo habitado unicamente pelos seus oponentes. Em outras palavras, 009 e seus companheiros enfrentarão divindades dotadas de imenso poder, fazendo-se detentores do destino de toda humanidade. Obviamente, apesar de serem humanos modificados, nossos heróis não podem fazer nada contra os misteriosos poderes dos deuses. A sorte sorrirá claramente a estes últimos.
Será o momento em que 001 despertará do seu longo sono – agora dotado de faculdades paranormais, que durante o seu longo sono serão amplificadas. Todavia, diante do poder dos deuses, os poderes de 001 não poderão fazer muito. Mas e se todos os nove possuíssem a mesma capacidade sobrenatural de 001? Assim se iniciará, sobre a guia de 001, a mutação dos números 00 até o estado de super-humano. Nascerão os ciborgues esper, guerreiros de faculdades sobrenaturais! A partir desse ponto a história assumiria o contorno de uma batalha entre “super-humanos” e “deuses” que se iria se estender das profundezas marinhas ao espaço cósmico, sempre repleta de reviravoltas e uma trama inesperada que se concluiria no Armageddon, a guerra definitiva. O que são os anjos? E os demônios? O que significa Deus para a humanidade? Qual sua verdadeira natureza? E o que são os seres humanos? A vida? A morte? O espírito? O corpo? O amor? O ódio? O que, de fato, é o bem e o
mal? Este seria o tema da história, que responderia às dúvidas que o próprio autor, há muito, alimentara por toda a sua vida – e que, quando estivesse preparado, responderia.
(Parando para pensar, todos esses questionamentos compõem o corpo da obra completa de Shotaro Ishinomori).
Em breves linhas, a Batalha dos Deuses se desenvolveria por este modo. Este grandioso projeto seria dividido em vários capítulos, expandindo o universo da serie: de um microcosmo, evoluiria para um mundo espiritual – um macrocosmo que levaria os leitores aos confins do universo. Assim, Ishinomori apresentou o seu projeto, para que pudéssemos compreender, ao menos em parte, o quão onerosa seria a sua realização.
A maior parte do que apresentei aqui está no posfácio de Cyborg 009 Sono Sekai (Cyborg 009 e o seu mundo), editado pela Asashi Sonorama e publicado em 25 de abril de 1978. Um novo arco envolvendo o arco dos Deuses foi publicado nas páginas da antologia COM, como eu mencionei anteriormente, e talvez represente o ápice de maturidade de Ishinomori com relação ao seu trabalho em Cyborg 009. Este poderia ter sido o derradeiro fim da série também para os anos vindouros. Mas o arco não prosseguiu pelos motivos que o próprio autor nos conta a seguir:
“Bem, para falar brevemente e em miúdos, só há uma razão para a suspensão da publicação nesta edição da revista: não fomos capazes de obter um consenso da parte dos leitores. Detalhando melhor: A obra não tem obtido popularidade suficiente. Parece que a serialização de Cyborg 009 na revista COM se provou fatal, não bastasse as cartas de fãs que temos recebido todos os dias. “Não estou entendendo nada!”, “Os desenhos estão aleatórios!”, “Arruinou a imagem passada de Cyborg 009!” são apenas algumas das reclamações que recebi. Não sem razão, mas... É certo que tenho desenhado aleatoriamente, mas porque coloco no papel a primeira coisa que me vem em mente, sem refletir sobre sua ordem ou colocação como
parte de uma grande narrativa. Em alguns anos, quando tiver terminado de desenhar toda essa parte, o sistematizarei como as peças de um mosaico e reunirei tudo em um ou dois volumes para contar essa história como se deve.
Em uma era frenética, definida como a época das revistas semanais, trabalhar em um título mensal e ainda com um escasso número de páginas não é realmente o ideal.”
Apesar de ter estado sempre por dentro das grandes descobertas cientificas e manter uma postura cética sobre assuntos como religião e misticismo, as antigas superstições ainda fascinavam a mente de Ishinomori, o que o levou a tomar a decisão de planejar o final da saga para quando Nostradamus havia previsto o fim da humanidade: a virada do milênio, o ano 2000. No entanto, Ishinomori faleceu com apenas 60 anos em 1998, deixando apenas seus manuscritos – que foram usados de base para que seu filho, Akira Onodera, publicasse o romance Cyborg 009 2012 Conclusion: God´s War, anos mais tarde. Mas durante todos esses anos, a série nunca desapareceu completamente das principais antologias para jovens e adultos da época. Foram diversos arcos de histórias publicadas de 1975 a 1986, dentre os quais se destacam os de Edda, as Pirâmides Submersas, Neo Black Ghost e Viagens Através do Tempo e Espaço, este último dando seqüência ao antigo arco dos Imigrantes, de 1968.
Trump Tower (o título faz alusão ao termo japonês de “jogar cartas” e não a Trump Tower de Nova Iorque), sobre o qual eu irei falar a seguir, se passa em algum momento entre essa fase e a saga final descrita no romance 2012 Conclusion: God´s War. Embora nenhum anúncio oficial tenha sido feito ainda, Kazuhiko Shimamoto já demonstrou interesse em adaptar a Grande Batalha dos Deuses para mangá.
Trump Tower
Ishinomori organizou sua história de forma que pudesse escrever quantas histórias quisesse sem necessariamente encerrar sua obra em um momento ou outro. Isso tornou possível a aparição de Cyborg 009 em quase todos os principais almanaques da época, havendo geralmente um intervalo entre uma série e outra, já que o autor se dedicava não só a este, mas dezenas de outros títulos simultaneamente. Com isso em mente, a Shonen Sunday, da Shogakukan, com apoio da Ishimori Pro, organizou um concurso onde o prêmio seria a possibilidade de um autor selecionado escrever o roteiro para uma nova história de Cyborg 009, 18 anos após a última ter sido publicada. O vencedor foi Ryoto Yamaguchi, que roteirizou séries como Cowboy Bebop e The Vision of Escaflowne – e a história (um one-shot, leia-se uma história fechada) foi postada na página online de quadrinhos da linha Sunday, a Club Sunday, podendo ser vista AQUI até o dia 24 de Fevereiro.
O que muito se tem comentado por ai é que o resultado final foi tão bom que é quase como se o próprio Shotaro Ishinomori tivesse escrito a história. O meu veredito final foi positivo: de fato, Yamaguchi demonstrou talento e mostrou que estudou e conhece bem o trabalho do rei do mangá. No entanto, avaliando pelo conjunto da obra, Trump Tower poderia muito bem figurar entre os 36 volumes da série original, mas certamente não entre as melhores histórias. O enredo conta um caso de conspiração comum entre os trabalhos de Ishinomori, mas desta vez com o uso de tecnologias que ainda não existiam em seu tempo, como o telefone celular.
A arte faz um bom trabalho em resgatar o estilo Ishinomori, sem atualizações que o alinhem às convenções dos mangás de hoje – como fez Kazuhiko Shimamoto em seu Skullman. Eu especulo que o artista principal seja Masato Hayase, cuja carreira gira em torno de emular o traço de Ishinomori para campanhas e lançamentos da Ishimori Pro. Recentemente foi responsável pelo mangá Sea Jetter Kaito, inspirado em um projeto abandonado de character design que Ishinomori realizou para Chojin Bibyun em 1976 – que acabou se tornando a mascote do museu temático erguido na cidade natal do autor. Apesar disso, olhos mais atentos perceberão que a arte não se mantém tão consistente do inicio ao fim e, em certos pontos, é possível perceber nitidamente que não foi o homem em pessoa quem desenhou aquelas páginas.
Mas isso não tira de forma alguma o mérito do trabalho; em tempos como os de Babel II: The Returner, é até um grande alivio. Pena o próprio Ishinomori não estar vivo para dar seu parecer sobre o produto final, mas eu realmente espero que continuem produzindo histórias sobre os ciborgues número 00.
Aproveitando a chance: vale lembrar que Mamoru Oshii parece estar planejando um ambicioso longa metragem com as personagens (e cuja prévia já foi mostrada aos japoneses há alguns meses atrás). Em tempos mais remotos, Peter Chung, autor de Aeon Flux, também anunciou estar trabalhando em projeto de revitalização de Joe e companhia, mas a noticia parece ter passado batido e simplesmente desapareceu no vácuo. Lembrando também: já foi anunciado que um trabalho de Shotaro Ishinomori terá sua adaptação hollywoodiana prevista para 2012. Então, tudo é possível!
(Artigo de Felipe Onodera)

Posts similares:
Pôster de Cyborg 009 por Autor de Blazing Transfer Student
O trabalho do mestre
Shotaro Ishinomori
Cyborg 009 na Club Sunday
Post anterior: Enquanto Isso, em um Hospital Radical...Próximo post: A Volta de Arsene Lupin, Ladrão de Casaca



Comentários:
Pena que não faço a MÍNIMA ideia do que está escrito lá...
Alexandre: Mas Ishinomori não tem sido descoberto do seu lado do oceano? Sabu to Ichi saiu na França, e também é um bom exemplo das explorações narrativas de Ishinomori...
Por diversas ocasiões, era óbvio que o próprio Tezuka sentia inveja do jovem Ishinomori, principalmente na época em que este começava a sobrepujá-lo em popularidade. Principalmente com o destaque que ele recebeu na mídia com Ryujin-numa, tirando o mangá para meninas das banalidades sobre amor, princesas e cavaleiros, e dando mais profundidade ao seu argumento, usando temas como mistério, terror e até ficção cientifica (Ryujin-numa foi a grande bíblia para as artistas que mais tarde fariam parte do “Grupo dos 24”
009 é uma série inteligente e carregada de emoções. é um verdadeiro refresco para aqueles que estão saturados das fórmulas batidas da maior parte dos animes e mangás de hoje em dia. costumo recomendar mesmo para aqueles que não são muito chegados à animação japonesa.
no mais, o artigo foi muito bem escrito. curti a seleção de imagens!
espero que as pessoas que ainda não conheciam a obra do ishinomori, em especial 009, tenham se convencido a finalmente procurá-la!
luisa
Que texto bom!
Então, pelo pouco que conheço e li de Tezuka sensei e Ishinomori sensei, eu gosto mais deste como narrador.
Claro que o pioneirismo e a genialidade daquele são marcantes, mas concordo com a análise de que Ishinomori sensei foi desmerecidamente colocado em segundo plano.
Outra: Yamato, você conseguiu expressar toda a sua constante e intensa admiração por Ishinomori sensei! Senti calafrios por um longo tempo ao ler a premissa desse arco final!
001 é, para mim, um ótimo exemplo de bom personagem deus ex machina. Não é forçado e me faz lembrar a comum figura do NPC-fodão-do-bem de jogos de RPG. Aliás, esse desenho dele de olhos bem abertos, bastante mais adulto que o bebê fofinho com cabelo cobrindo a vista, é muito marcante e mostra que algo bem bombástico vai acontecer!
Pelas nossas conversas, não sabia que A Grande Batalha Contra Os Deuses era tão, mas tão apoteótica! Seria ela a precursora de tantos confrontos extraplanares em manga? Quando bati o olho no nome pela primeira vez, automaticamente lembrei de Cavaleiros do Zodíaco, ainda que não tenha falado nada na ocasião.
Quanto ao processo criativo, experimentalismos e reação do público, concordo completamente com Mickie-chan.
Yamato, esta minha indagação pode parecer muito folgada, mas como anda sua busca pelo romance dessa derradeira saga?
Muito obrigado e, mais uma vez, parabéns!
Vale notar que entre os mais de 200 volumes do Tezuka traduzidos para o francês ainda não há obras significativas como Alabaster, A Canção de Apolo ou mesmo Shintakarajima. Esses autores têm uma obra vasta demais para se imaginar que possa um dia haver uma tradução integral!
E isso Tezuka e Ishinomori. Autores menos consagrados no ocidente como a dupla Fujiko Fujio (vai me dizer que você não gostaria de ler o Manga Michi?), Mitsuteru Yokoyama ou Sampei Shirato podem contar nos dedos o número de traduções de suas obras.
Agora, não é vantagem sair em iWhatever, já que eu não tenho nenhum produto da Apple. E dificilmente terei.
Deixe seu comentário: