Busca
Jan 04
J-Comi: Criador de Love Hina e Google Juntos
Compartilhe:
Lancaster |
PERMALINK |
16
Categorias: business

Goste-se ou não das obras de Ken Akamatsu, criador de obras comercialmente bem-sucedidas, verdade, mas pelas quais não tenho muita simpatia – como Negima e Love Hina, tenho que tirar meu chapéu para ele: não bastasse o sucesso de sua empreitada on-line, o J-Comi, que veicula quadrinhos (já descontinuados – e que já pagaram seu custo de produção) gratuitos, o autor e empresário acabou de anunciar seu novo parceiro: ninguém menos do que o Google, com quem ele está desenvolvendo, em conjunto, um novo aplicativo leitor de quadrinhos, que incluirá tradução simultânea, possibilidade de adicionar comentários e suporte para anúncios – garantindo que anunciantes de outros países também possam participar e atingir leitores, de acordo com sua origem e língua. Com isso, fãs poderão oferecer traduções voluntárias, notas de pé de página e mesmo interagir com outros fãs.
Não importa mais o que penso das histórias dele. Akamatsu é o cara. Danem-se as disposições em contrário - e elas existem.
Posts similares:
Criador de Love Hina no Masters of Manga
Tudo o que Você Queria Saber sobre Negima
Shueisha e Kodansha na J-Comi de Ken Akamatsu
Post anterior: Trailer de novo Dororon Enma-KunPróximo post: Enquanto Isso, em um Hospital Radical...



Comentários:
Alexandre: como dizia a Unidos do C****** a Quatro do saudoso programa dos finados Hermes e Renato... ah, deixa pra lá. XD
Agora, só o que me preocupa, é que a cada dia o mundo está colocando cada vez mais os seus ovos na mesma cesta.
Alexandre: elabore.
Só que acho que isso não faz sentido. A não ser para obras bem antigas e com nenhum licenciamento aberto.
(Pensei nos primeiros volumes de Kochi Kame ¬¬ )
Alexandre: faz mais sentido à luz dessa notícia AQUI.
E a Google tem esse perfil de "polvo", mesmo.
Boa sorte para ele que as ideias são boas.
"Ovos na mesma cesta" é porque cada vez mais está havendo grandes monopólios de informação, com o Google querendo abocanhar agora a distribuição de mangás.
Bons tempos...
E sei também que ninguém tem a resposta ainda ...
Alexandre: sinceramente acho que se eles estimularem tradutores, vai ser até mais intenso do que antes. Pense bem: se você usar o translator do google, eles perguntam se há uma melhor forma de se traduzir uma frase. Isso garante traduções mais acuradas, a medida em que houverem correções feitas pelo próprio leitor. Ora, o scanlator vai ser o primeiro a fazer essas correções nos materiais traduzidos pelo google translator e se incomodar com alguma frase truncada! Isso quer dizer que esse recurso periga estimular a tradução voluntária.
"Na crise, crie"
Akamatsu é o empreendedorismo em forma de moez..., digo, de mangaka. Está virando o paladino dos quadrinhos japoneses.
Em parceria com o Google oferecendo interatividade com outros usuários em relação às séries?
É o mesmo que entrar num site de videogames e ler que... sei lá, não consigo imaginar nenhuma notícia que seja tão épica, sobre qualquer assunto.
Agora eu imagino alguém usando a tradução automática do Google e obtendo resultados bizarros, mas dane-se É épico e acabou (tapa os ouvidos e sai cantando).
Alexandre: É como eu falei no outro comentário: traduções do google podem ser acuradas ao longo do tempo, com a colaboração dos leitores. Esse recurso em especial já existe. Aplicado a uma história, ela pode ir aos poucos sendo corrigida por leitores experientes.
Cara, ainda não li os textos que você escreveu sobre o J-Comi. Acabou que, por ora, só li esta notícia curtinha mesmo.
"devo admitir que o cara conhece o mercado como poucos " [2]
"Quem imaginaria que o Amakatsu fosse liderar tal revolução." [2]
"Não pude deixar de rir com a sua citação ao unidos do c****** a quatro do hermes e renato no segundo comentario" [2]
Repetecos de comentários à parte, já comentei neste blog sobre como a besta - e, posteriormente, as armas de fogo - foi uma inovação tecnológica que contribuiu para a queda do sistema feudal. E comparei essa história com a atual revolução da alta difusão de informação por meio de cópia.
O caso Wikileaks também fortalece essa ideia de inovação tecnológica revolucionária, pois ajuda a quebrar a ditadura e o obscurantismo da propriedade privada e faz com que a tão pregada transparência seja feita na marra, demagogias de empresas e governos à parte. Liberdade para Assange!
Eu não conheço o conceito de singularidade descrito por Jussara, nem pesquisei no Google (olha ele aí, poderosíssimo e perigosíssimo...). Mas, pelo visto, é ela mesma que está vindo.
Viva!!!
=D
Ainda mais agora com a adesão das grandes editoras japonesas e do Google, o projeto começa a andar por um caminho cada vez mais interessante!
A única coisa que me incomoda, é a questão do fechamento dos recursos a uma única plataforma. músicas e vídeos tocam em qualquer programa, por isso que se difundiram tão rápido. O formato atual de distribuição do j-comi, ainda não é o preferível, por ser um formato fechado da Adobe, mas por possuir diversos leitores em praticamente qualquer lugar, é passável.
Agora, se ocorrer a segmentação e o controle excessivo que se vê com as publicações de ebooks, vejo que a situação possa rapidamente perder o fôlego e se fechar em um beco sem saída...
Não estou dizendo que as obras dele são boas (apesar de que eu gosto tanto de Negima quanto de Love Hina), mas, lendo as obras dele, você percebe que ele tem um senso de mercado muito aguçado. Ele sabe de antemão o que o leitor comum quer ler e tem capacidade para criar esse material. Em suma, as obras dele não são necessariamente boas ou geniais, mas elas vendem.
Love Hina, basicamente, é uma compilação de clichês que já existiam na época de uma forma primitiva (Tsundere, protagonista herbívoro, harém, etc) cristalizadas e organizadas numa obra de forma que o resultado torna-se muito atrativo ao leitor e que também dita para o gênero o que uma obra deve ter ou não para vender (semelhante a Dragon Ball, quem diria).
Negima é mais ou menos a mesma coisa só que para o gênero de batalha (o mangá vira um shounem de batalha a partir do 3º ou 4º volumes) com a diferença de que esses clichês e fórmulas do gênero já estavam ditados bem antes (novamente Dragon Ball e outros precursores da época), mas, ainda sim, continua vendendo porque o Akamatsu sabe trabalhar com esses e fazer um material que venda bem.
Os rankings de vendagem estão aí para provar e o pioneirsmo do J-Comi também.
Alexandre: É um pouco assustador de se pensar, mas digerindo seu comentário, cheguei a conclusão de que você tem razão.
Só atento que o Keitaro ainda não era herbivoro – porque eles ainda não eram tendência e não haviam tomado sua forma definitiva à época. Ele quer ser alguma coisa e tem ambição (no caso a Toudai) – o que o torna passivo é sua relação com as mulheres. Legítimos herbívoros são Shinji Ikari de Eva, ou Sakuraga Saku de Yomeiro Choice, ou o Aoi Sora de Aki Sora (que assusta por ser passivo e se abandonar à iniciativa das mulheres ao redor em um quadrinho erótico softcore – só falta dizer "ah, então tá"), ou o Shin Kujou de En Passant (que tá desculpado porque a história no fundo é um deboche desse tipo de atitude).
Deixe seu comentário: