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Nov 27
Mais Saigado entre os Gauleses
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Lancaster |
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Categorias: frança

Quem conhece o nome Saigado não o faz impunemente: é um estúdio encabeçado pelo artista Dougen Ishoku, que produz tanto fanzines pornôs como material do gênero para editoras bem estabelecidas – entre elas, a Futabasha – o que deve surpreender alguns: ela é o lar editorial de séries-família como Crayon Shin-Chan e de autores com prestígio de crítica como Fumiyo Kouno e Jiro Taniguchi. Mas também é a mesma editora que publica a revista para moezeiros terminais Comic High (Kodomo no Jikan, Chu-Bra, Lolicon Saga), o que não é motivo de orgulho para ninguém.
E como quem entra na lama é para se sujar, a Futabasha tem na sua grade de almanaques a revista Action Pizazz, para onde a Saigado produziu títulos como Otaku no Megami-San e Haken no Muuko San. E são justamente esses dois títulos que a editora francesa Taifu anunciou como lançamento garantido para o próximo ano. Haken no Muuko San (que ilustra esse post), é sobre… ora, quem busca esse tipo de material está interessado em sinopse? O que interessa é que são produtos cabeludíssimos, com dois volumes cada um, sendo publicados na França não por uma editora especializada em material peludo, mas por uma editora que publica títulos menores mas divertidos como Gang King (da Young King) e Change 1, 2, 3 (da Champion Red).
É importante reparar em um detalhe muito importante: na França, aparentemente se entende o conceito nipônico de segmentação e se expande seu público para além dos fãs de sempre: se há público potencial para algo, eles vão buscar, mesmo que no momento eles não estejam necessariamente lendo quadrinhos.
E sim, isso também vale para a pornografia. E apesar dos pesares, mais gente pode ter lido Full Metal Alchemist e Inu-yasha no Brasil, mas na hora de comprar, mais leitores de Love Junkies compareceram à banca. Pensem nisso.
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Comentários:
(embora eu tenh ouvido falar que Lost Girls teve problemas por lá por causa do lance "de menor" e tudo).
Alexandre: Verdade, mas o Lost Girls... sabe que acho aquilo um poço de pretensão? É um fanfic pornô cheio de referências culturais para mostrar como o autor é erudito. Ninguém é Deus nessa terra, nem o Alan Moore. Ele tem sua cota de bombas, o problema é que quando elas aparecem, ninguém quer reconhecer isso.
... e se eu fosse o Alan Moore eu TAMBÉM seria pretensioso, adoraria um Deus-Serpente, não cortaria mais a barba, falaria mal do cinema, dormiria numa cama feita de milhares de livros velhos e fumaria 15 centímetros de maconha todos os dias!
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