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Nov 23
Enchendo a Cara com Bartender
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Categorias: bebida alcoólica

Bartender, de Araki Joh e Kenji Nagatomo, é uma dessas séries que mostram bem o potencial temático dos quadrinhos adultos japoneses. Publicada no almanacão para leitores maduros Super Jump, da Shueisha, a série é um drama que acompanha a vida cotidiana do bartender Ryuu Sasakura, popular por conta dos coquetéis que ele produz em um bar chamado Eden Hall no distrito de Ginza, Tokyo. Os clientes acabam levando seus problemas para o ombro de nosso protagonista e sua influência acaba fazendo com que essas pessoas acabem mudando suas vidas. Ou seja, é estruturalmente um produto bem parecido com a fórmula episódica de seriados de televisão, com o bônus de ser regado a muito, muito álcool. Bartender chegou a ganhar uma versão animada até interessante em 2006, que é o pavor de qualquer ser humano em processo de recuperação do alcoolismo (só vendo para entender), mas já tem 17 volumes e se mantém popular – tanto que agora acaba de ter anunciada nas páginas da edição mais recente da Super Jump uma nova série para televisão para a TV Asahi, agora com atores. Na verdade, essa afinidade dos quadrinhos adultos de massa japoneses com o formato de seriado para televisão, sem o ranço underground que parece ser aplicado aos materiais voltados a essa faixa etária por aqui, me parece um dos maiores atrativos desse tipo de história. E isso poderia ser lembrado ao se repensar o conceito de quadrinhos adultos no Brasil.
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Comentários:
Alexandre: Então, tome um drinque, ora! XD
Desculpe, mas este enredo emoldura PERFEITAMENTE essa canção antiga e batida, mas extraordinariamente atemporal e válida.
Gostaria de ler este material! Alias muito quadrinho adulto que eu gostaria de ler sim - mas infelizmente aqui no Brasil coisas assim caem no ranço udigrudi porque aqui SÃO udigrudi! A maioria dos "adultos" leitores de quadrinhos do nosso país só lêem coisas para pivetes mesmo.
Alexandre: Pior que é verdade; muito material indie na verdade é feito para adultos que jamais deixaram de ser adolescentes...
Alexandre: E isso é tudo, menos adulto.
Alexandre: Eu também lamento, mas me pergunto: venderia?
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