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Nov 04
Lançada Série Multimídia do Roteirista de Sakura Wars
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Lancaster |
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3
Categorias: Shonen Rival

Os fãs da franquia Sakura Wars devem estar familizrizados com o nome de Ouji Hiroe, envolvido desde 2002 na produção dos mangás da franquia (Sakura Taisen de 2002, Sakura Saisen Show Gekijou de 2005 e Sakura Taisen Mangaban Dainibu, todos desenhados pelo competente Ikku Masa). Mas sua carreira não se limita a isso: ele tem em seu currículo a sensacional (mas tristemente breve) série Ouritsuin Kumomaru no Shougai, mais conhecida no ocidente como Samurai Crusader, publicada na revista semanal para garotos Shonen Sunday no biênio 1991-
1992 – temos que respeitar uma história em que um samurai nos anos trinta enfrenta nazistas ao lado de… Ernest Hemingway e Pablo Picasso. Isso em uma época legal da Sunday, em que tínhamos títulos como Spriggan, Patlabor, Ranma ½ e Ushio to Tora segurando a peteca da revista.
Tudo isso apenas para dizer que Ouji Hiroe é um veterano que agora engrossa as fileiras da revista Shonen Rival, da Kodansha, que demorou a se acertar em termos de perfil (ela surgiu em substituição não a outra revista para garotos de seus doze, treze anos, mas a uma revista infantil – a Comic Bonbon), mas que hoje eu vejo como uma espécie de resposta discreta da editora, em termos de perfil, à Shonen Jump da Shueisha (porque sua principal revista para garotos, a Shonen Magazine, tem outro perfil e não bate diretamente contra a Jump). E na edição de dezembro da revista (que, segundo a tradição editorial japonesa, sai em novembro), ele assina uma nova série: Double Heroine, que contará com a arte de Hiroyuki Tamakoshi, o mesmo da série colegial Boys Be, publicada na citada Shonen Magazine, com sequências produzidas em diferentes títulos da editora. Tamakoshi estava enterrado nessas continuações de Boys Be por anos a fio, sem grande repercussão, e finalmente ele aparece em um projeto diferente a essa altura da carreira.
A série traz as contínuas missões de duas detetives, a veterana Rachel Akimoto e a novata Asuka Mizutani, em uma região de Tóquio reconstruída e dividida após uma queda de meteoros (Tóquio Oeste). O mais interessante é a natureza multimídia do projeto: ele já nasce em paralelo com uma série de rádio que já vem sendo exibida desde Outubro (é preciso vender o manga de alguma forma e já vai longe o tempo em que um anime estreava poucas semanas após o mangá), aonde as vozes das heroínas ficarão por conta de duas integrantes do conjunto AKB48, Sayaka Akimoto e Sae Miyazawa. A trilha sonora da radionovela fica com Kohei Tanaka, também egresso da franquia Sakura Wars. Hiroe também anunciou que pretende encenar um musical com suas duas heroínas.
Talvez o mais interessante no projeto seja justamente esse encadeamento de mídias diferentes. Pode até dar certo e vai ser bom para a Shonen Rival, que só parece emplacar um sucesso editorial quando algum autor da Magazine, como Hiro Mashima (Fairy Tail), decide fazer alguma série paralela a seu sucesso da vez. Mas a Rival precisa de um sucesso que seja "prata da casa".
Agora, cá entre nós: eram necessários aqueles trequinhos na cabeça de uma moça que supostamente é uma detetive? :P

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Comentários:
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¬¬
Alexandre: traduzi um artigo que trata com mais detalhes esse aspecto, aqui.
Agora, seguindo o palpite do R.Moss, o que a detetive Asuka Mizutani tem na cabeça não são donuts, mas sim antenas de captação do sinais da policia, além do celular.
É de longe a maneira mais pratica de cominicação, ela não precisa se preucupar em carregar o rádio, nem o celular.
Atenciosamente
Júlio Nunes da Silva Filho
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