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Out 30
Sylvester Stallone na Shonen Champion
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Lancaster |
PERMALINK |
5
Categorias: Shonen Champion

O que o filme Os Mercenários, de Sylvester Stallone, tem a ver com a revista semanal para garotos Shonen Champion, da Akita Shoten? Bom, ambos representam uma espécie de bastião final de testosterona em um mundo que mais e mais vem sendo emasculado. Os Mercenários representa a volta do cinema de ação como o conhecíamos nos anos oitenta, em filmes como Comando para Matar e Braddock – em meio a uma época aonde até Darth Vader aparece rolando em flores na maldita nova trilogia de Star Wars; já a griffe Shonen Champion – tanto na sua publicação semanal quanto na mensal – preservou uma identidade meio rude, típica dos quadrinhos japoneses dos anos setenta, que garante títulos como Crows e Worst – ou a comédia grossa de Urayasu Tekkin Kazoku – como se os demais títulos seguissem a maré e hoje publicassem coisas como Katekyo Hitman Reborn (até tu, Jump?), e as Champion fossem o bastião da resistência. Há afinidade.
Por isso não é de se surpreender: a edição mais recente da Champion semanal está trazendo uma entrevista exclusiva de Sylvester Stallone, feita por ninguém menos do que Keisuke Itagaki, autor da popular e truculenta série de ringue Grappler Baki (e de suas continuações, New Grappler Baki e Baki: Son of the Ogre – esta última ainda em publicação na revista), que não por acaso é o destaque de capa. Itagaki é um fã assumido da série Rocky e ele confessa, na entrevista, que Rocky III (aquele com o Mr. T, lembra?) foi uma de suas inspirações ao longo da série. De quebra, a revista ainda faz promoções com a figura de Stallone, com direito a sorteio de autógrafos do ator e de Itagaki. Boa associação de imagem pública a identidade editorial.
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Comentários:
Com certeza os leitores vão se divertir horrores.
Eu aprecio a série Baki. Sei das viagens e do visual esquisitão (inegáveis), mas ainda acho demais; ali não há lugar para emos-revoltadinhos-com-trauma-existencial.
Também acho muito legais os filmes truculentos dos anos oitenta! E acho mais legal ainda ter uma revista ainda em mercado (ainda mais no Japão! que eu não chamaria de país bicha, mas de país assexuado, à julgar pelo que eu ouço falar) que mantenha este nicho. Mas, convenhamos, toda década tem sua fase! Chorar pelos anos oitenta é a coisa "menos macho" que alguém poderia fazer.
...em tempo, já leu uma crônica do Veríssimo falando sobre o "Macho que é Macho", Lancaster?
Alexandre:
Alexandre: Eu acho que se houvessem apenas dois filmes, o primeiro (Rocky, o Lutador) e o último (Rocky Balboa), a série valeria ouro. O dois jamais deveria ter sido feito, mas uma vez que foi, a série virou diversão bacana. Acho que o V é o único ovo podre de verdade ali.
Por fim, hoje troco todos por 'Menina de Ouro'.
Alexandre: Menina de Ouro é filmão. Mas não é o melhor filme de boxe de todos os tempos (esse fica com o Touro Indomável do Scorscese) e eu não trocaria o primeiro Rocky por ele. Ainda bem que ninguém lembra do chatíssimo "O Campeão..."
Só acho que seria mais legal se ambos, Stallone e Itagaki sensei, fossem os entevistados.
É TRETA, MANO! É TRETA!
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