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Robotech: Longa em Produção, Nova Animação – e Warner no meio

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Lancaster | PERMALINK | 7

Categorias: robotech

Macross

Existem vários grandes eventos sobre quadrinhos nos Estados Unidos, que acabam se tornando uma espécie de nexo central da cultura nerd local e dando margem a vários anúncios em segmentos como o de animação e cinema. As Comic Con de San Diego e Nova York são as mais famosas, mas não são as únicas. E na Comic Con de Long Beach (Califórnia), que está acontecendo durante esse fim de semana, foi aberto um painel dedicado a longeva franquia Robotech, que surgiu a partir da clássica série japonesa Macross, mas – a partir de suas adulterações para consumo nos Estados Unidos – acabou tomando vida própria. Nele, estavam presentes nomes da Harmony Gold, detentora dos direitos da série, com novidades a respeito da marca – e do esperado filme baseado na série: foi reconfortada a presença na produção de Akiva Goldsman, Jason Netter e o ator Tobey Maguire como produtores (não faço ideia se Maguire fará o papel de Rick Hunter, mas a verdade é que em geral, atores se tornam produtores justamente para garantir para si papéis de destaque que mantenham sua carreira em andamento; eu tenho praticamente certeza que isso vai acontecer, nem que descaracterizem o personagem para se encaixar ao ator). Também foram reconfortadas na produção do roteiro as presenças de Lawrence Kasdan (Caçadores da Arca Perdida, Império Contra-Ataca), o que é bom, e a dupla Miles Millar e Alfred Gough (Smallville, Mercy Reep), o que não é bom nem de longe.
As noticias de peso na verdade estão no terreno dos licenciamentos e da animação: foi anunciado Robotechque a Warner Bros. está com os direitos de merchandising do vindouro longa-metragem, o que praticamente é um sinal um pouco mais concreto de andamento da produção. Convenhamos: Robotech é um potencial novo Transformers no sentido da indústria de brinquedos, e independente do segundo filme ter sido horripilante, ninguém pode dizer que a franquia não deu dinheiro. Robotech sempre foi uma marca com alcance mais global do que Macross e até mesmo Gundam (vejam em quantos países Robotech foi exibido na televisão aberta). Dando certo, pode virar a principal franquia do gênero mecha no mundo. De resto, foi anunciado mais material animado de Robotech para 2011; se é um novo longa-metragem como Shadow Chronicles ou se teremos uma nova série de televisão para a marca, ainda iremos saber.
O perigoso apesar de tudo ainda é a presença de Millar e Gough no roteiro do longa-metragem. Se a base for de Kasdan, pode não ser o fim do mundo. Mas eu tenho medo. Muito medo.


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Comentários:

Nome: Júlio Nunes da Silva Filho 31/10/10 12:04
Lancaster, você deve concordar comigo:
Se há uma franquia no mercado que pode crescer exponencialmente, por absoluta falta de trabalho correto e constante,esta é Robotech.
Agora, deve haver uma explicação para a série ser tão problemática; eu não sei; você sabe, Lancaster?
Atenciosamente
Júlio Nunes da Silva Filho
P.S.: Lancaster, recebeu o meu e-mail de Dia das Bruxas?
(se ficou ofendido com as brincadeiras, peço desculpas; sobre o texto de P&SG, será enviado sexta-feira, sem falta)

Alexandre: Opa, não fiquei ofendido não, que é isso. XD
Eu fiquei atolado e acabei deixando de responder um monte de mensagens – a sua incluso. Foi mal.

Quanto a Robotech, acho que eles não tem recursos para irem muito mais longe. O filme é aquilo que eles precisam.
Nome: Mikie-chan 31/10/10 06:37
Ah, vc está com medo? Muito mesmo? Então somos dois!
Nome: Felipe Onodera 31/10/10 06:58
Recentemente estive em Buenos Aires, e Robotech ainda é surpreendentemente popular por lá. Vi brinquedos, DVDs, livros, enciclopédias, etc... A série deve render ainda muita nostalgia por aquelas bandas. Infelizmente, foi esquecida aqui no Brasil, como também Transformers nunca chegou a ser esse fenômeno todo antes do filme.

Alexandre: Não é o único caso: no Chile, é tão popular que de modo geral a rota dos eventos internacionais de Robotech passa por lá. Macross nunca chegou perto – okay, Shadow Chronicles é mediano que dói, mas o que a franquia no Japão tem a oferecer para o resto do mundo? idols?
Nome: Pedro H. 31/10/10 10:49
Não era você que falava nos seus textos da época do AnimePro que Robotech não ia pra frente principalmente por causa dos fãs americanos, que se achavam "donos" da franquia?

Alexandre: Verdade, mas eu comecei a sentir uma mudança de atitude nesse sentido a partir de Shadow Chronicles. E convenhamos que o novo longa é uma oportunidade pra se decolar de vez, caso tudo seja bem-feito.
Nome: Fábio Hideki Harano 01/11/10 02:47
Não manjo de Macross, não entendo de Robotech, mas conheço o trabalho de Millar e Gough em uma certa cidadezinha fictícia do Kansas.

É bem capaz disso ser justamente o ponto fraco, a kryptonita da franquia. Teeeeenso...

Estou com uma certa expectativa boa quanto ao filme de Yamato. Aliás, Lancaster, sobre esse você tem novidades?

Alexandre: Ele vai ser exibido aqui no Brasil, mas até agora não vi imagens dos Gamilons. É aí que tudo pode sair muito bom ou pode ficar desastroso.
Nome: Marcio E. Goncalves 01/11/10 03:01
Robotech e mais popular da America Espanhola (nao vou falar Latina pq nao e popular no Brasil) do que nos EUA.

Aqui o pouco que havia de popularidade foi transplantada pelo Macross original e suas continuacoes.

Pois, independente do Lancaster nao gostar deles ou nao, sao todos infinitamente superiores em termos de roteiro e producao do que coisas bizonhas como o Robotech: Shadow Chronicles e seu"Rick Hunter" musculoso com cara de Cable do X-men e CG anos 80.

Alexandre: O que me incomoda no que se tornou Macross no Japão é que ele deixou de se tornar uma franquia de mechas. Admito que Macross Frontier impressiona sensacionalmente em termos de animação, mas o equilíbrio se foi: ele virou uma franquia sobre idols com um peso violento no público otaku. Sheryl Nome e Ranka Lee eclipsaram todos os outros aspectos da série e isso acabou respingando em tudo – tente pegar a Macross Ace.

E sinceramente acho que o Shadow Chronicles tem o mérito de dar uma forma mais coesa a esse universo conjunto. Dá para ver os três como parte de um cenário só. Mas sou o primeiro a reclamar que o roteiro é a coisa mais marromenos do mundo – se limita a colocar a bola em campo mas não começa a jogar. Isso nunca neguei.


Robotech como marca se mostrou um desastre aqui nos EUA. Os dois games com a franquia na geracao passada venderam muito mal e as tentativas de reboot em gibi e animacao nunca colaram (de novo o Macross original bate Robotech. O game de Macross p/ o PS2 eh uma perola, enquanto o equivalente do Robotech eh muito fraco).

Um filme blockbuster com certeza poderia renovar a franquia, mas a situacao eh bem mais complicada do que ocorria com a franquia Transformers pre-filme.

Transformers de uma forma ou outra sempre esteve presente em diversas formas desde os anos 80, seja em gibis ou animacoes 2D e 3D (BeastWars, Beast Machines, etc...). Robotech nao.

E enquanto o envolvimento do Tobey Maguire eh um ponto positivo (nao so ele eh um otimo ator como tambem e real fa de carteirinha da serie) nao digo o mesmo do Lawrence Kasdan.

Ele escreveu dois de meus filmes favoritos (The Empire Strikes Back e Raiders of the Lost Ark) mas de meados dos anos 80 p/ ca ele nao escreveu nada no nivel.

Pior ainda, ele escreveu o que DE LONGE foi o pior filme de 2010 ate o momento: o remake de Clash of TItans.

Alexandre: O fúria de titãs novo realmente é horripilante...
Nome: João ferreira 02/11/10 11:43
Esperar pra ver, mas pelo menos deve ter uns mechas bacanas que se transformam em jatos. E, concordo, Robotech (ou a "matriz", Macross) tem muito mais potencial globalmente do que Gundam.

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