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Out 07
40 Anos de Adachi nos Quadrinhos
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Lancaster |
PERMALINK |
6
Categorias: Mitsuru Adachi

Com atraso, porque essa bola foi cantada há quase um mês (e eu já estava fora do ar), mas como o material em si está saindo agora, ainda vale: oi anunciado para o próximo dia próximo dia 12 (um dia antes do meu aniversário, não esqueçam), uma edição especial da Shonen Sunday Mensal (Gessan, para os íntimos), comemorando os quarenta anos de carreira de Mitsuru Adachi – uma instituição tanto da griffe Shonen Sunday quanto dos próprios quadrinhos japoneses. O material já está por aí, e além do destaque de capa, temos capítulos de duas séries suas (Idol Ace e Q&A, ambas com páginas coloridas de abertura). Além disso, teremos um livro com mensagens e ilustrações de diversos quadrinhistas que prestam sua homenagem ao trabalho do autor – entre eles Koji Kumeta (Sayonara Zetsubou Sensei), Kazuhiko Shimamoto (G Gundam, asuka@future), Tetsuya Chiba (Ashita no Joe, Ore wa Teppei), Rumiko Takahashi (Ranma 1/2), Gosho Aoyama (Detetive Conan) e muitos outros. O velhinho merece – e eu acho que vou importar essa edição da Gessan, para desespero do meu bolso...

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Comentários:
Se eu fosse o editor em um mercado mais sólido, apostaria em outros títulos.
Pra mim, H2 é a melhor obra dele. Uma pena que fica meio na sombra de Touch...
E essa edição especial é obrigatória para... no mínimo quem gosta de mangá. Mas logo em Outubro??? ;_;
æ Lancaster. Se você comprar mesmo, quero ver umas fotinhas.
E quem sabe no dia 13 uma Megami Magazine não apareça por aí?... XD
Alexandre: É aniversário ou inimigo oculto?
Alexandre:
BTW, essa editora precisa parar de ficar se apoiando em quem JÁ está usando bengala.
Alexandre: Isso é verdade, mas justiça seja feita, Adachi tem qualidade mesmo hoje, escapou de se tornar datado via uso calculado de atemporalidade em suas histórias – e diferente do grosso da Shonen Sunday, vende bem. E suas obras antigas continuam vendendo, a obra de Adachi como um todo chegou aos 200 milhões de exemplares vendidos no Japão e apenas um quarto dessa quantia é por obra e graça de Touch, cuja versão animada é re-exibida todo ano na televisão japonesa. Leia-se: Adachi é um caso especial.
Posso estar errado, mas sempre achei que um mangá como Touch ou Katsu poderia dar certo no mercado brasileiro.
De qualquer forma, parabéns pelo site. Estou acompanhando a pouco tempo e tenho gostado muito o/
Alexandre: Obrigado pelos parabéns, Douglas – mas de resto, sou bem cético quanto a Adachi no Brasil. Primeiro por conta do Beisebol (Katsu! não é de beisebol e eu não desgosto, mas acho o seu trabalho com mais cara de "piloto automático"). O segundo é por conta dos preconceitos quanto a traço dos próprios leitores brasileiros.
Me sinto tremendamente sortudo toda vez que lembro que um dos melhores quadrinistas do Japão trabalha com meu gênero favorito(...o mesmo sentimento que tenho em relação ao Inoue, aliás).
Infelizmente, os classicos são totalmente rebaixados pelo publico brasileiro. Só olham os traços e ja chamam de lixo (é uma coisa que vejo com one piece, apesar de não ter lido, me parecesse uma historia interessante e os traços são sim muito legais, o estilo do cara é esse e dentro do que ele se propõe e muito competente).
Enquanto o fãs brasileiros não amadurecerem e as editoras não se mexerem para fazer o mercado expandir, só continuaremos lendo naruto e bleach.
Um quadrinho esportivo que acho que poderia dar certo seria "One Pound Gospel" da Rumiko Takahachi.
É bem divertido e não leva o lado esportivo tão a sério, e ainda é curto.
Alexandre: Eu acho que boxe pode dar certo, assim como esportes de ringue em geral. O pessoal os veria como luta, não como um esporte de luta, se é que você me entende. Quanto a Ippo, acho que ele teria até chances mais sólidas do que One Pound Gospel – não fosse tão monstruosamente longo...
Sem desenho na televisão aberta, Ippo não rola. Mas se tentassem colocar, aí viria uma alma emasculada reclamar com o ministério público e ferraria com tudo.
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