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Leituras nº002 – 02/10/2010: Macross the First e Milk Closet
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Categorias: Artigos e Reviews

Antes de me afastar, falei abertamente que pretendia emendar de uma vez as pausas por conta de alguns projetos e de algumas necessidades técnicas do Maximum Cosmo. Importante frisar: Estou escrevendo aos poucos, e este blog deve ser reformulado, para que possa continuar vivo. No entanto eu pretendo manter algumas seções vivas, não importando o fator reformulação. Pensei em voltar aos rankings – mas olhando os últimos que comentei aqui no blog antes da pausa, eles andaram repetitivos. Porque o mercado entrou em um círculo descendente e eu apenas reagi a isso. Será que vale a pena comentar algo quando se sabe que, em um mês, você praticamente dirá a mesma coisa da qual falou antes? Tivemos semanas até positivas durante minha ausência, mas realmente não há tanto o que se falar. A semana foi fraca mas previsível e o maior destaque acabaria sendo a presença do segundo volume de Macross the First, de Haruhiko Mikimoto – um material que eu pessoalmente aguardava com grande expectativa e acabei trombando com uma grande decepção ao encarar a antologia Macross Ace, da Kadokawa Shoten. E como eu acabaria falando mais dele do que qualquer outra coisa... porque não dar logo a primazia a série na seção Leituras, que só teve uma edição até agora e precisa de um pouco de atenção? Aproveitando o gancho, vou começar a usar essa seção para postar velhos reviews curtos da época em que eu escrevia para a revista Neo Tokyo, e o primeiro deles será Milk Closet, de Hitoshi Tomizawa.
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Macross the First, de Haruhiko Mikimoto
A maior parte dos fãs de velha guarda já conhecem bem o que se esconde atrás do nome Macross, e por mais que eu queira ser amigável ao leitor de primeira viagem, não me sinto muito animado em explicar novamente do que ela se trata – o Google vai jogar isso de forma farta para os interessados logo na primeira olhada superficial. O conceito de uma adaptação para os quadrinhos é simples de se entender em se tratando de uma obra tão famosa – mas para que se entenda o que realmente significa Macross the First, publicado pela Kadokawa Shoten na revista especializada Macross Ace e agora chegando a seu segundo volume compilado, temos que levar em conta os rumos da carreira de seu autor, Haruhiko Mikimoto – character designer oficial do velho desenho animado, e
também o maior chamariz desse material.
O mercado japonês é altamente competitivo e normalmente o caminho natural dos veteranos, quando eles não conseguem atingir aquele raro estado de respeitabilidade de público e de crítica, acima do bem e do mal, que poucos autores conseguem atingir, o seu destino é virar artigo de nostalgia. Mikimoto contornou isso se reinventando como artista em algum ponto dos anos noventa. Ele continua mantendo seu altíssimo nível de qualidade técnica como ilustrador, agora trabalhando com cores digitais, mas seu padrão passou a ser mais dirigido ao público consumidor de meninas bonitinhas. Talvez o melhor exemplo do que se tornou seu trabalho tenha sido o nefando Gundam – Ecole du Ciel, publicado na antologia Gundam Ace da mesma Kadokawa Shoten – que um amigo definiu acertadamente como "Gundam Moe". Junte-se a isso o fato de que Mikimoto sempre teve altos e baixos como roteirista (vocês não querem ver uma coisa horrível chamada Marionette Generation, vai por mim). E o resultado...
Bom, eu acho que já fiz esse comparativo antes, mas a melhor forma de efetuar o paralelo seria o verdadeiro alto-conceito editorial que se tornou o Gundam the Origin de Yoshikazu Yasuhiko. Ambos são adaptações da pedra fundamental de suas franquias, feitas pelos character designers originais dessas séries (oferecendo, portanto, uma espécie de "mangá oficial" com um senso de legitimidade que essas séries jamais tiveram em seu tempo), e trabalhadas
como os carros-chefe de almanaques que trazem o nome dessas mesmas franquias. Como bom alto-conceito, a fórmula passou a ser reprisada: G Gundam está tendo uma adaptação feita por seus dois criadores, o diretor Yasuhiro Imagawa e o quadrinhista Kazuhiko Shimamoto – uma dupla acima de qualquer dúvida, sem brincadeira. O resultado já nasce garantido. Yasuhiko também tem um currículo acima de toda prova: nos mangás, ele deu obras obrigatórias como Arion, Jeanne (de quem já falei AQUI) e Venus Wars. Isso tudo se reflete nos Gundams adaptados.
O currículo pregresso de Mikimoto também se reflete em Macross the First – mas aqui o resultado é o contrário: ele soa não como uma adaptação, mas como um remake (factualmente fiel) da série original voltado às necessidades de hoje do mercado mais restrito, porém mais fiel. Ou seja, ele ganhou um filtro que reflete justamente o encolhimento e os descaminhos que o mercado teve e que levaram o autor a uma readaptação para se manter presente e sólido como profissional, não um artigo de nostalgia. Em miúdos, Minmay foi "moezada" – ela obedece ao mesmo perfil de público de um Macross Frontier – podem reparar, alguém fala em algum canto sobre a trama de ficção científica de Macross Frontier? Não. Seus fãs estão mais interessados ou em Ranka Lee ou em Sheryl Nome (agora temos duas cantoras e um piloto, e temos quase um triângulo lésbico, porque o personagem masculino parece assustadoramente com uma mulher –
Diabos, ele é a versão masculina da Motoko Aoyama de Love Hina se olharmos bem! Tenho uma opinião cruel sobre isso e sobre a incapacidade crescente dos fãs japoneses em se identificar com personagens masculinos, fazendo com que séries como K-On!, cujo sucesso é um poço de horrores do ponto de vista da sociologia, estejam tomando o lugar até mesmo dos tradicionais haréns... mas é melhor deixar pra lá); mesmo na pior das situações, nunca vi o lado sci-fi de Macross ser tão colocado de lado por seus fãs quanto o da atual série, e para um país que já gerou obra-prima atrás de obra-prima no gênero, isso é digno de um tiro na cabeça.
Claro que os fãs do Macross clássico não precisam entrar em pânico – lembrem, a história original está lá, e Mikimoto, mesmo não sendo mais o Mikimoto do Macross original, ainda é um excelente artista. Infelizmente, o enfoque dado a Minmay é praticamente expandido para valorizar essa presença – ela é a verdadeira estrela da série; é como se um mesmo roteiro de filme passasse para as mãos de outro diretor, que por acaso dorme com a atriz principal e por isso trabalha a edição do longa para se tornar veículo para essa atriz. Sério, o protagonista Hikaru Ichijo virou escada não-oficial. E isso se alinha medonhamente ao perfil da Macross Ace, cujas histórias parecem ser menos voltadas a expandir o cenário sci-fi de Macross (algo que sua irmã editorial, a
Gundam Ace, faz muito bem com seu respectivo universo) e mais focadas em apresentar novas idols de papel para moezeiros, cada uma em um cenário previamente inserido em outras séries.
Entendem porque eu sempre digo que apesar de tudo, Robotech (a versão costurada e expandida da série para o mercado americano) é melhor universo do que Macross, com maiores possibilida... não, vocês não apenas não vão entender como vão espernear e falar mal de Robotech. Paciência. Para ir direto ao ponto, a historia segue passo a passo o andamento da série original, mas de acordo com as suavizações que ocorreram no longa-metragem Do You Remember Love? (DYRL para os íntimos) – que foram feitas justamente por conta do sucesso de Lynn Minmay e de sua intérprete, Mari Ijima (convenhamos, ela era a própria). Muita gente que assistiu apenas DYRL não consegue entender porque tanta gente odeia Minmay e muita gente que assistiu apenas a série não consegue entender porque tanta gente releva o que ela fez (e sinceramente: eu, se fosse Hikaru/Hunter naquele último capítulo da série, enxotaria a moça a vassouradas da minha casa antes que ela pudesse falar qualquer coisa. Podem me chamar de insensível, nem ligo).
Para os fãs velhos de guerra da série original, vale? Bem, na verdade é obrigatório. Se saísse no Brasil eu fatalmente compraria, porque ainda assim é o Macross feito pelo seu artista original.

Mas fico pensando o que seria essa série se tivesse sido feita pelas mesmas mãos ainda nos anos oitenta, ou mesmo no começo dos anos noventa. Com certeza seria outra coisa – e seria um material bem mais equilibrado, diferentemente deste Macross the First.
O fato é que apesar dessa sensação de oficialidade, a abordagem Minmay Moe da série dá margem para que a Harmony Gold, proprietária da griffe Robotech, queira concorrer nos Estados Unidos oferecendo a série de ficção científica que a série de Mikimoto não está dando – basta arrumar um desenhista bom, nos Estados Unidos ou na Coréia, e mandar ver. Eles podem não ter um artista do mesmo gabarito, mas ainda assim podem fazer melhor; que os puristas reclamem.
Eu, que assisti as duas versões exibidas no Brasil, não tenho o menor interesse em ler uma história sobre idols. E é chato para mim reparar que tanto nas capas dos encadernados quanto nas capas da Macross Ace, nenhum Valkyrie teve destaque. Isso sinaliza para quem a franquia se dirige hoje.
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Milk Closet, de Hitoshi Tomizawa
Em 2005, crianças começam a desaparecer misteriosamente. Na verdade, elas passam a saltar para universos paralelos, sem controle do que fazem. Algumas delas, entretanto, tem a capacidade de retornar de seus saltos, e dentre estas, algumas passaram a ostentar uma "cauda" senciente e amigável (na verdade essas caudas são aliens simbiontes, muito parecidos com golfinhos e baleias). Estas crianças com cauda podem metamorfosear parte de seu corpo em armas de combate e formam a Milk Squad ("Milk", aqui, são iniciais de "Macrocosmic Invincible Legion of Kids") – diariamente salvando crianças comuns que são teleportadas para universos hostis. No entanto, atrás dessa história existe uma ameaça que pode destruir todo o multiverso e talvez ela seja algo grande demais
para a capacidade do Milk Squad...
Agora falem a verdade, com a sinopse aí atrás, vocês pensaram logo de primeira em Digimon e similares, não?
A verdade é que não é por aí que a banda toca. Milk Closet, escrito e desenhado por Hitoshi Tomizawa, rendeu quatro volumes durante sua serialização na revista para adultos Afternoon da Kodansha – o mesmo lar de séries como Blade of the Immortal. Não é leitura para crianças, embora se valha da mesma iconografia de várias séries infantis. Não à toa, Hitoshi Tomizawa (autor de Alien 9), é considerado um dos expoentes do cenário Superflat dentro dos quadrinhos (ver matéria AQUI) e páginas originais dessa série estiveram presentes na exposição de vários artistas relativos a esse movimento no Museu de Arte Contemporânea da Califórnia, exibida de 14 de Janeiro a 27 de Maio de 2001. O que define o Superflat em si é a canibalização da cultura de massa dos animes e mangás em nome de uma visão autocrítica dos clichês de sua estética – muitas vezes levando essa iconografia para o terreno do grotesco de forma a melhor deformar o objeto de sátira (porque toda sátira se vale de algum grau de deformação para melhor exibir o que há de incongruente no satirizado e nem toda sátira é cômica).
Em Milk Closet, Tomizawa não faz por menos e desconstrói o conceito de "crianças aventureiras bonitinhas com acessórios fofinhos e bichinhos falantes" (as caudas vivas), submetendo-as à experiências traumáticas – o que traz à mente a abordagem realista de um Alan Moore para com o gênero dos super-heróis em Watchmen. E através disso, fala sobre alienação, isolamento, e de outros tópicos nada confortáveis, em meio a uma história que aumenta de complexidade (e grandiosidade de eventos) em níveis tão exponenciais que vão deixar tonto o leitor desatento. Não custa lembrar que em suas três primeiras temporadas, Digimon pretendia falar de dramas comuns à crianças nos dias de hoje. Milk Closet não foge disso a princípio, mas seus dramas são muito, muito mais duros.
Mesmo no terreno da ação, as próprias crianças que saltam para universos paralelos não têm muitos motivos para ficarem felizes – e definitivamente para elas essa viagem não é uma aventura empolgante aonde todos encontrarão novos amiguinhos. Em mundos tão alienígenas que poderiam enlouquecer a maior parte dos seres humanos, e tão seguros quanto o passeio de um cupim em um formigueiro, essas crianças estão sujeitas à morte nas mais horríveis formas
nas mãos de aliens grotescos cujo modus operandi lembra tudo o que você não gostaria de ver em um documentário sobre a vida dos invertebrados caso esteja na hora do almoço. Com certeza, é material para crianças que não querem dormir de noite – por dias.
O foco inicial da história é a menina Hana, que sempre se teleporta para lugares insanos e grotescos – e está enlouquecendo com isso. Quando uma menina misteriosa surge e lhe oferece um par de laços de fita, sugere que ao usá-los ela não irá para lugares tão assustadores. Ao invés disso, nossa protagonista cai em um mundo onde ela quase morre ao ser escolhida como almoço por um dos muitos aliens bizarros que povoam o multiverso. Resgatada pelo menino Tarou, que também quase morre e só pode sobreviver com a adição da cauda simbionte, ela passa pelo mesmo processo como única solução – podemos dizer que a criatura engole o hospedeiro para reconstruí-lo, e aquele se torna sua cauda. O que essas crianças vão descobrir é que o processo de desenvolvimento desse bicho no corpo de um ser humano o torna menos um simbionte do que um parasita, e o preço a ser pago será assustadoramente alto.
De volta ao nosso mundo, a menina que deu a fita à Hana reúne um esquadrão de cinco crianças (na verdade, quatro crianças e um adulto modificado – há uma lógica interna no porquê de só crianças conseguirem viajar por outras dimensões, e esse adulto está assim como consequência dessa lógica dos fatos).

A partir desse ponto, a rotina de salvar outras crianças (e andar com um misto de animal e rabo que assusta a muitas pessoas) começa a minar a própria vida escolar, social e familiar de Hana – além de se revelar uma experiência dura demais para uma menina de oito anos. Matar aliens ferozes, homicidas e porque não dizer, asquerosos, para possivelmente encontrar os cadáveres das vítimas que não puderam ser salvas a tempo – isso quando a culpa não é da própria inexperiência de nossos heróis – não é exatamente uma experiência que tornará alguém mais feliz na vida.
Só que em meio a isso tudo, essas crianças trombam com o verdadeiro inimigo: uma praga
conhecida como "as formigas", que invadem dimensão atrás de dimensão para destruir a todos em uma escala genocida e, ao final do processo, destruir a própria realidade. O número de universos se torna menor – e quando o universo de nossos protagonistas é localizado... bem, melhor verem por si mesmos. Basta dizer que a partir daí, a história ganha conotações trágicas e ainda mais perturbadoras (e ao contrário do que poderia se esperar, quanto mais fundo a história vai, mais o nível de ação aumenta). E que as baixas no elenco se multiplicarão.
Tomizawa não tem um desenho de personagens particularmente bom – eles chegam a ser um pouco mal acabados. O seu mérito são cenários e mesmo a sua capacidade em desenhar seres grotescos realistas (e repelentes). Mas sua narrativa é incrível e, aliada à sua capacidade de criar cenários muito alienígenas, consegue resultados impressionantes em certos momentos. O primeiro capítulo em especial chega a ser brilhante, usando a narrativa com maestria para imergir o leitor no mesmo senso de estranheza, desorientação e tristeza da protagonista (não se preocupe se você não entender de início, a protagonista não entende também) – que se dá conta dolorosamente ao longo do episódio de que não há mais senso de realidade ou certezas em que ela possa se ancorar. E talvez nunca mais haja.
Não é para todos os gostos, mas realmente merece uma olhada atenta – e se o leitor tiver o pulso firme, vale a pena acompanhar a trajetória de Hana, Tarou e companhia onde nenhum digi-escolhido jamais esteve... e nem gostaria de estar.

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Comentários:
Mas realmente eu compraria este Macross pelo traço lindaço! E convenhamos, nunca tive grande interesse por esta série.
Sobre Milk Closet, parece mesmo interessante! - pena que as chances de chegar ao nosso país seja zero.
E sobre o traço do cara, imagino que os cenários sejam belíssimos proque provavelmente não é ele quem os faz, mas sim os assistentes.
...mas quero distância disso aí. Gosto do equilíbrio entre sci-fi, humor e romance dos originais. Acho perfeito >>O QUE FOI FEITO!
Nunca vi MACROSS como um universo e não acho que precisasse ser assim. Uma pena que seja tão grande o buraco onde esses japas tão caindo...
Alexandre: você definiu bem. Gundam (UC) se presta a ser universo porque foi construído estruturalmente de forma que isso funciona. Macross não é um universo, é uma história. Poderia ter se limitado só a isso (apesar de Macross Plus ter sido legal, mas se pensarmos bem, Macross Plus poderia ter outro nome e não faria diferença).
Já cheguei a conclusão de que Mikimoto é como Katsura pré-Zetman: deveria ser mantido bem longe dos roteiros.
Será que tal peso que essa personagem traz consigo também não seria um importante fator em nome da "moezação" da obra?
Fico me perguntando como é que o Mikimoto vai fazedr os leitores se simpatizarem com a Misa, já que foram as atitudes de cadela da Minmay, que na prática era uma "vilã-não-declarada" que levantaram a força de Misa na história.
E apesar de amar Macross de coração, concordo com vc, como Universo, Robotech é muito mas sólido e trabalhado que Macross jamais foi até hoje.
Se vc puder, recomendo que procure aos antigos gibis dos anos 90, em especial a série "Os Sentinelas" que era continuação direta da fase Macross. Na minha opinião, um bom exemplo que a Macross Ace talvez devesse seguir.
Alexandre: Eu desconfio que após Macross Frontier, o público de Macross se otakizou.
Alexandre: A história de Macross e Robotech foi bem mais complicada. Olhando bem, foram as saídas que Carl Macek encontrou para poder exibir o anime que havia licenciado ao lado da Revell. Mas acho que com os anos e o material expandido, Robotech se encontrou melhor do que Macross, que não funciona muito bem como universo se olharmos bem.
Mas me pergunto como você achou essa série, Lancaster. Tenho a impressão que você vai nesses sites e caça novos títulos pela tag sci-fi. XD
E estou surpreso por não ter lido um paralelo com Shadow Star.
Alexandre: Apesar de tudo, eu não compararia Milk Closet mais do que formalmente a Shadow Star. As abordagens são diferentes, e acredito que a afiliação superflat de Tomizawa conte para isso.
Esse mangá "MILK" é bizarrão, hein? Vou ver se acho por aí.
E essa imagem de Macross com o bichinho apoiado na bunda da moça é horrível! Me faz lembrar hen-tai grotescos! ECA!!! Olha a que ponto chegou o fan service!
Alexandre: Na verdade os esboços mostram que não era para ter nenhum bichinho – seria só bunda empinada mesmo. Aparentemente o animal foi colocado como exigência editorial, mas a emenda ficou pior que o soneto... XD
Alexandre: Olá, Elaine. Sendo muito direto, o motivo de eu reclamar tanto dos rumos atuais dados a Macross é por eu gostar muito de Macross e robôs gigantes em geral. Infelizmente é esse o estado de coisas nas grandes franquias de robôs gigantes no Japão.
Alexandre: na verdade, se você olhar bem, a falta de rumo já data lá dos anos noventa – só que se acirrou. Para ser sincero, acho que agora o pessoal anda se esforçando em olhar para trás e reencontrar os rumos da animação.
Obrigada por entrar la na nossa comunidade. Se puder, divulgue-a. Valeu @CissaGatto
Alexandre: Sem galho.
É mais uma questão de você gostar ou não do *estilo* dos personagens dele. Eu pessoalmente achei incrível, porque é único, bem diferente de tudo que eu já vim. E porque é um pouco esquisito -- e como se não bastasse eu gostar de coisas com uma estética estranha, esse estilo é perfeito para a história; outro estilo jamais teria dado tão certo.
Alexandre: é uma forma de se ver a coisa. Eu pessoalmente acho os personagens humanos dele apenas funcionais – o que ele se destaca é justamente na criação de ambientes e criaturas aliens.
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