Busca
Ago 28
Adeus, Comic Bunch!
Compartilhe:
Lancaster |
PERMALINK |
1
Categorias: Comic Bunch

Essa é a capa da edição final do almanaque para leitores adultos Comic Bunch, da Shinchosha. Não quero falar muito da revista em si agora, de como o projeto surgiu ou de outros detalhes sobre sua história. Apenas queria pontuar esse momento de despedida: conheci a Coamix (braço quadrinhístico da editora japonesa Shinchosha) através de seu projeto mal-sucedido nos Estados Unidos, a Raijin Comics, que publicava semanalmente tanto materiais clássicos da Jump como Slam Dunk e City Hunter, quanto materiais publicados naquele momento pela Bunch em território Japonês, como Souten no Ken. Foi um projeto que acompanhei – e de lá pra cá, nunca deixei de ter um olho no que a Jump fazia ou deixava de fazer. Infelizmente, a postura editorial da empreitada jamais foi progressista: a Bunch se tornou um almanaque para os órfãos da Jump dos anos oitenta, e convenhamos: editora de um título só não vai para a frente, e é isso que a Coamix sempre foi.
Em todo caso, lamento. É mais um título que se despede na atual crise financeira e criativa dos quadrinhos japoneses – e um que apesar de tudo vinha na contramão da tendência fetichista que vem devorando os quadrinhos japoneses de modo geral.
Desse almanaque em especial, eu vou sentir falta.
Posts similares:
Angel Heart fecha Primeira Temporada
Comic Bunch no Seu Celular
Anunciado Cancelamento da Comic Bunch!
Post anterior: A Volta de Golden BoyPróximo post: Dois Anos de Maximum Cosmo



Comentários:
Quadrinhos antigos tinham sim foco na estória e no desenvolvimento dela, e eu prefero isso. Ou vai me dizer que One Piece, Naruto, Bleach querem levar ao leitor uma estória que seja mais atraente que os personagens? Isso já ta manjado, Sr. Oda, os otakus se identificam com aquele pirata com cara de bobo e de nome que eu nem sei...
Vai lá, eu sou mais a mangás de história curta do que os milhões de capítulos impossíveis de acompanhar dos shounens frouxos de hoje em dia. Eu prefiro absorver algo da estória do que me comparar ao personagem.
Mas o leitor de mangás, vulgo otaku, não. E parece que não é só no Brasil que mangá só ta vendendo pra otaku, no Japão também tá assim...
Eu não conhecia essa revista que hoje descansa em paz, mas, pelo que o Lancaster falou, ela devia agradar aos leitores frescos como eu.
Deixe seu comentário: