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Ago 19

A Volta de Melmo, de Osamu Tezuka

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Lancaster | PERMALINK | 1

Categorias: Comic Ryu

Melmo

O excelente almanaque Comic Ryu, da Tokuma Shoten (o mesmo que publica materiais como Emanon, de Kenji Tsuruta, e autores como Yoshikazu Yasuhiko), parece ter tomado gosto pelos remakes de obras mais conhecidas após o lançamento do reboot da série Dirty Pair. A autora Keiko Fukuyama (ex-assistente de Rumiko Takahashi, e criadora de Fukuyama Gekijou Natsu no Himitsu), está serializando um remake de uma das obras mais, digamos, complicadas de Osamu Tezuka: Fushigi na Melmo. A história conta as aventuras de uma menina que perde os pais em um acidente de automóvel e Melmoprecisa cuidar dos irmãos menores – e que graças a um elemento sobrenatural, pode se transformar em adulta para ajudar sua família. A série era publicada na revista Shogaku-Ichinensei da Shogakukan – voltada aos alunos do primeiro ano do ensino primário – e carregava uma intenção um tanto polêmica do autor: de servir como um veículo de ensino de educação sexual para crianças. Algo necessário, mas que muitas vezes esbarra no conservadorismo dos pais – e obviamente isso fez com que o material tivesse uma penetração minúscula fora do Japão (a versão animada só chegou a ser exibida na Itália); e consta que a série era muito mal-vista pelos pais, por gerar na criançada toda aquela bateria de perguntas que os pais não gostam de responder. Bom, se não está disposto a responder essas perguntas, não tenha filhos. Quanto a nova versão, que se chamará Melmo-Chan, ela sairá a partir da edição de Outubro da Comic Ryu. E talvez essa seja uma boa saída: hoje em dia, os almanaques infantis estão em curva descendente; os materiais voltados a essa faixa etária tendem a ser item de merchandising de brinquedos, e bons quadrinhos infantis como Yotsuba & e Chii Sweet Home acabam em títulos adultos – porque o filtro dos títulos infantis passa pela aprovação dos pais no fim das contas.


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Comentários:

Nome: Felipe Onodera 19/08/10 07:24
Meio atipico da Comic Ryu, não? O Fushigi no Melmo original era um material incrivelmente raso, foram poucos capítulos, uns seis ou sete, e com média de 15 a 20 páginas. Tinha muito cara de material didático, a protagonista mais funcionava como uma Zé Gotinha que explicava de forma caricatural sobre a reprodução humana. Se alguém se lembra disso com saudosismo, sem dúvida é por conta do anime, que era muito melhor trabalhado em termos de roteiro e tinha alguma história pra contar. É curioso reparar que ali atrás tem um garoto com o mesmo penteado do Tobio, o garoto que o Atom substituiu.

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