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Ago 17
Autora de Mamotte Shugogetten na Young Champion Retsu
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Lancaster |
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Categorias: Akita Shoten

O nome de Mirene Sakurano não é bem o que eu chamaria de uma grande recomendação para uma história. O mais conhecido trabalho dela é o noventista Mamotte Shugogetten (Guardian Angel Getten nos Estados Unidos), um Oh! My Goddess genérico que foi publicado nos Estados Unidos pelo almanaque Raijin Comics da Gutsoon (o fracassado braço americano da Shinchosha), que rendeu 17 volumes divididos em duas séries – 11 da primeira, publicada por uma ainda incipiente Shonen Gangan (da Square Enix, braço editorial da empresa de jogos homônima) e um prelúdio de seis volumes, Mamotte Shugogetten! Retrouvailles, publicado pelo almanaque Comic Blade da Mag Garden. Agora, a autora aparentemente está colocando seus pés em
nova casa editorial – a Akita Shoten, através do almanaque Young Champion Retsu – com o one-shot (história curta e fechada) Aran, publicado na edição que está saindo hoje, dia 17, no Japão. A história, em tese, é uma trama romântica focada em uma jovem destinada a se tornar cortesã (e ainda virgem). Pode resultar em um drama interessante, mas temos que levar em conta que a Retsu é um depositório de erocom (material erótico softcore – ou melhor dizendo, pornochanchada) que parece ter surgido por algum tipo de necessidade editorial. Podem reparar: na escala dos títulos da linha Champion da Akita Shoten, a Champion Red parece ter assumido o papel de "versão para leitores mais velhos da principal revista para garotos da editora", gerando uma presença maior do que devia dos erocom na Young Champion tradicional; minha impressão é que a Retsu surgiu justamente para atender essa demanda e evitar que a Young derivasse por completo para esse caminho. Em todo caso, essa revista se tornou uma das publicações que recentemente caíram na mira da censura japonesa, por flertar por demais com a pornografia para um título que pode ser comprado abertamente, e já anda baixando um pouco o tom para evitar uma reclassificação indesejável. Não sei qual o papel de Aran nesse contexto, mas se for para virar um erocom comum, contar uma história dessas com uma personagem tão jovem – se não for mera impressão minha – me parece uma falta de bom-senso ou coisa pior.
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