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Ago 16
Freezing: Mangá de Coreanos vira Anime
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Lancaster |
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6
Categorias: anime

Saiu na Comic Natalie japonesa, mas o blog venezuelano La Ventana de Saouri chegou na frente: foi aberto um website oficial confirmando a produção de um anime baseado no mangá Freezing, dos coreanos Dall-Young Lim e Kim Kwang-Hyun, os mesmos de Aflame Inferno (publicado na antologia coreana para jovens adultos – ou seja, tchungyun manhwa, o equivalente ao seinen mangá na nomenclatura local – Booking, da Haksan. Dall-Young Lim é também autor de Unbalance X2, com os traços de Lee Soo-Hyon, publicado na antologia Young Champ, da Daiwon). Não é de se esperar a penetração: Freezing é publicado na revista Comic Valkyrie, que serializa material
coreano, convenientemente já espelhado para o sentido local e com onomatopéias refeitas para o japonês (ou seja, somos uns bolhas: se os japoneses fazem isso com os quadrinhos de outros países, tá tudo certo; quando fazemos o mesmo, é atentado cultural sujeito à boicote. Hipocrisia é uma beleza). Também não é de se espantar que um material com essa procedência vire animação: Black God (também escrito por – advinhem quem? – Young Lim, com traço de Sung-Woo Park) pode não ter sido o ó do bobó, mas foi ele quem abriu uma ponte, a do material coreano ganhando versão animada japonesa e sendo exibido simultaneamente nos dois países. Por fim, não é de se espantar também os bons resultados de autores coreanos; várias revistas já os publicam e a Shonen Sunday semanal, da Shogakukan, que ainda é uma das três grandes, abriu suas portas para eles com Defense Devil, escrito por Youn In-Wan e Yang Kyung-il (os autores do manhwa Island), sem falar que In-Wan também está escrevendo para a revista Sunday GX a série Westwood Vibrato, desenhada por Kim Sun-Hee. E a lista de gente que cruzou o oceano, seja publicando material original coreano no Japão, seja trabalhando diretamente para os japoneses, não para por aí. Por fim, esse sucesso tem rendido bons frutos para a editora Kill Time Communications, empresa que surgiu voltada ao segmento de quadrinhos pornográficos e encontrou na revista Comic Valkyrie (e em seus títulos coreanos) uma forma de diversificar suas atividades e entrar com algum produto concreto no mainstream comercial. A arte de Kim Kwang-H
yun é muito bonita, fato, e ele tem uma mão boa para a construção de character designs eficientes e identificáveis para o que ele se propõe – seu trabalho em Freezing entra no mesmo segmento de títulos como Ikkitousen e Tenjho Tenge, no verdadeiro gênero em si só que se tornou o ato de colocar gostosonas seminuas rasgando as roupas numa porradaria irrestrita sem roteiro. O homem que nunca congelou a visão quando seus olhos eventualmente passaram pela imagem de duas mulheres brigando na lama que atire a primeira pedra.
Mas quanto ao anime? Bom, pela imagem filmada discretamente durante a exibição do trailer no Comiket (o maior evento de quadrinhos do mundo – e um ótimo local pra divulgar um material desses para um público mais hardcore, que ano que vem na certa comparecerá com vários fanzines povoados por essas personagens – e fanzine é divulgação feita por fã, gente), e que podemos ver logo abaixo, já podemos imaginar: essa série de televisão na certa ocupará horários ermos de madrugada e será pouquíssimo vista, mas será gravada aos montes e venderá muitos blu-rays, figures (aqueles bonequinhos pintados) e outros produtos bem dirigidos. Em suma, será produto restrito, voltado ao mundinho de sempre. Mas eu fico curioso; pensem no dia em que um grande sucesso de massa possa surgir de autores coreanos nas revistas mainstream japonesas. Quando isso acontecer, vão por mim: muita, mas muita gente, vai cair da cadeira. Sem brincadeira.
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Comentários:
Alexandre: Acabo de trocar. Obrigado.
Alexandre: É um ponto. O maior, mesmo, em dimensão, riqueza e qualidade, é Angoulême – mas em termos de visitantes, o Comic Market é o maior. Talvez eu devesse ter usado "mais visitado".
^ Eu diria "Mais prestigiado", já que o Comic Market, pelo que sei, supera o festival de Angoulême não só pelo número de visitantes, mas também pelo volume de dinheiro movimentado. Foi só uns comentários que li sei lá onde, então não posso afirmar com certeza, mas acredito que seja verdade, pelo que já sei sobre ambos os eventos.
Gramaticalmente falando, dá na mesma, mas a linguagem tem dessas sutilezas. =)
Aliás, qual a periodicidade do festival de Angoulême?
Alexandre: Anual, Pato.
Eu amo demais esse traço. E também esses... deixa pra lá. =X
Alexandre: Por que será que isso não é surpresa?
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