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Ago 08
Enquanto isso, aqui no Brasil...
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Lancaster |
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Categorias: mangá global

Duas notinhas para movimentar esse domingo meio parado de Dia dos Pais. A primeira é que após a conclusão da historinha curta Zucker (com arte de Montserrat e desenhos de Simone Beatriz), publicada em exíguos capítulos de três páginas na revista Neo Tokyo da Editora Escala, o Studio
Seasons está lançando uma nova série nessa revista: Mitsar, o prelúdio de Sete dias em Alesh (história inicialmente publicada pela Hans Editora, que não foi para a frente). Mitsar sai a partir da edição 55, novamente com roteiro de Montserrat, mas agora com arte de Sylvia Feer, a responsável pelos traços do Alesh original. A outra notinha não é realmente uma novidade, mas já deveria ter sido postada por aqui: uma das histórias do álbum Mangá Tropical, que reuniu vários autores fazendo histórias curtas ambientadas no Brasil, foi liberada oficialmente pelos autores para download na internet. Marcelo Cassaro (que atualmente faz parte do time de roteiristas de Turma da Mônica Jovem) e Érica Awano (atualmente produzindo trabalhos para o mercado americano), a mesma dupla por trás de Holy Avenger e da menos conhecida série de fantasia Dragonbride (que foi serializado em capítulos na revista de RPG Dragon Slayer, da Escala – e cadê o encadernado dessa série, afinal de contas?), disponibilizaram a história "Especial" (que já foi republicada na extinta revista Animation Invaders). Ela pode ser vista AQUI neste link. Fica o registro.
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Comentários:
Alexandre: Desculpa interromper, mas... não. Se você disser Beetlejuice três vezes, Beetlejuice aparece. Eu quero manter esse blog agradável para meus leitores, longe de trolls.
Bem, é um risco que se corre ao falar sobre mangás no Brasil. Ame-o ou Esqueça-o.
Alexandre: Eu aceito isso. Já falei mal no velho Tower of Strength de um mangá nacional muito ruim lançado da direita para a esquerda. O criador daquilo veio me encher o saco. Até aí tudo bem. Eu me lembro que tinham treze exemplares daquilo na banca quando saiu. Comprei um para ler e comentar. No final do mês, os doze exemplares restantes continuavam lá.
Cheguei a conclusão que o que não contribui de alguma forma pode ser ignorado.
(viu só, Jussara, o tipo de criatura das trevas que tenho que aturar?)
Eu li seus comentários acima,que você não queria saber sobre Studios Seasons. Como assim.. " Criaturas" é sobre dela? Não entendo isso.
Alexandre: Não estava falando do studio seasons – que sempre teve espaço em meu blog e sempre teve meu respeito. Elas acrescentam ao nosso cenário de quadrinhos nacionais porque o elevam qualitativamente. A Jussara levantou um assunto do qual eu não queria falar, para não atrair certos trolls com os quais tive contato (tenho mais o que fazer) e eu o cortei, com licença da própria jussara, pra não levantá-lo em público.
Bem, o respeito ao mangá nacional é ruim mesmo? Não sei que os leitores preferem o mangá originalizado japonês. O mangá nacional não. Não sei que os leitores falam " que história ridicula" ou "traço brega". O que você acha disso? E também artistas nacionais? E os mangás nacionais e conhecidos como Holy Avenger, Ethora...
Alexandre: Se você acompanha o blog há bastante tempo, vai perceber que eu sempre defendi o mangá feito fora do Japão. Eu não fiz uma série de artigos sobre o crescimento do mangá fora do japão à toa. Mas se você lia minhas velhas colunas, sabia que eu defendia também que ele acrescentasse ao mercado, que não fosse feito com cabresto mental, que não fosse o fã brincando de manga-ka tentando repetir os clichês dos materiais japoneses para um público desavisado, e sim que fosse feito com consciência de que o Brasil é um terreno a ser desbravado e que temos que descobrir os gostos e o espírito do cidadão comum. Eu posso achar legal um Holy Avenger ou Ethora, mas o que não dá é, por exemplo, que todo mundo que vier depois deles faça rigorosamente o mesmo, por exemplo. Ou a gente sai do mundinho otaku, ou nunca vamos ser mais do que artigo de consumo de meia dúzia. E sinceramente, até Luluzinha Teen, por pior que seja, tem o mérito de não ficar dentro desse mundinho e olhar para o mundo ao redor.
O importante é abrir horizontes. Sabe porque levaram o Felipe Smith para trabalhar na Kodansha? Porque ele não fez samurais ou seres andróginos suspeitos. Ele fez, nos Estados Unidos, um mangá chamado MBQ – uma história com elenco majoritariamente negro, algo que a maioria dos autores japoneses não teria condições de fazer tão bem – e com um estilo que é dele mesmo, você bate o olho e é o Felipe Smith.
Acredito que deveríamos usar o mangá para viabilizar novas idéias, e não viver de caricatura do que é feito. O Studio Seasons prometeu uma história chamada Contos de Amor e de Honra que pode se tornar a obra-prima do grupo – e eu quero ver isso. Tenho confiança nelas.
Bem, respeito a você ouvir sua opinião sobre isso. Se não preferir dar sua opinião, tudo bem.
Você sabe que gosto de ler o seu blog que é muito legal ter muitas as novidades. Até mais Lima
Alexandre: Obrigado, Lima. Seja sempre bem-vinda.
Quero ver quando teremos algo do Studio Seasons nas bancas, aqui não chega a NeoTokyo tampouco sei se vale a pena comprar tbm por causa de 3 páginas.
Agradecemos publicamente o espaço sério que oferece em seu blog e compreendemos as possíveis críticas que possa fazer ao nosso trabalho, pois ele está no seu direito de opinar, da mesma forma que deixamos claro que, sempre que desejar, tanto ele como outros interessados terão a liberdade de se dirigir a nós para tirar dúvidas sobre nosso trabalho e nossos procedimentos profissionais.
Obrigada pela divulgação e pela atenção.
Alexandre: Agradeço muito pelas suas palavras, Montserrat.
Aproveito pra deixar claro: não divulgo ou deixo de divulgar o que eu gosto ou o que não gosto – porque senão, eu não falaria de, digamos, Negima por aqui. Eu preciso fazer filtro porque muita coisa surge todo dia e não posso me dedicar exclusivamente a fazer este blog. Então eu basicamente escolho minhas matérias por relevância, pelo que tem a contribuir, seja como mercado, seja porque tem interesse legítimo. Acredito, sim, que no futuro poderemos sim ter um material feito no Brasil que contribua realmente para a existência de um mercado legítimo e popular de quadrinhos, que fale não para meia dúzia, mas para um grande público. E acredito sim, que se isso acontecer, haverá um espaço precioso para o Seasons, para Cassaro e para Awano. Nível acrescenta. Ter emplacado cinquenta edições mensais acrescenta.
Talvez eu não devesse ter cortado (com aviso) o texto da Jussara por saber que não importa a resposta que eu daria, isso traria os trolls e sua galera, mesmo os que fingem ser amistosos para jogar de forma embutida veneno sobre algo que nem leram. Mas fico feliz que entre nós, isso não gerou mal-entendidos.
Alexandre: Acredite, mas o que eu quis fazer ao não falar era justamente não trazer isso para cá. Foi um mau passo, admito. Melhor teria sido falar pessoalmente com a Jussara para eu não ter que levantar a lebre.
Prezo muito a tranquilidade desse blog e quero que esse canto seja agradável a meus leitores – eu poderia deixar tudo aberto, pronto para ser invadido, e gerar movimentação pela brigalhada. Okay, às vezes ela é engraçada, como no caso dos fãs de boy bands japonesas outro dia. Mas normalmente não tem graça nenhuma. Claro, eu teria audiência, e audiência reverte em dinheiro em termos de blogs. Mas não a esse custo. Me lembro do antigo website da herói. Ele se tornou detestável justamente por conta de trolls que criavam diversas identidades.
Eu admito que estou realmente cansado.
Continuo tão apaixonado por anime e mangá quanto antes, mas há um lado nesse mundo que dá nos nervos. Gosto de Naruto e One Piece provavelmente de forma igual, mas estou de saco cheio de defesas apaixonadas de fãs de ambos os lados querendo provar que o seu é melhor... esculhambando o outro. Ou o ativismo de certos setores para o que na prática é só cretino – e que é a mãe de certos tipos de trollagem. Basta lembrar o inferno que foi na comunidade do orkut da Neo Tokyo quando publiquei um artigo sobre Kodomo no Jikan na revista. Eu não vou mudar uma palavra do que disse naquela época. Continua valendo. Só faltaram mandar vírus para a minha caixa postal.
Gosto de partilhar impressões sobre o que leio ou deixo de ler. No fundo, eu gostaria apenas de escrever artigos, e tenho um enorme prazer em fazê-los – sim, eu gosto de escrever – mas sei que um blog precisa de movimentação para se manter vivo e por isso eu posto as novidades. Não dá para escrever artigos imensos todo dia. Já tentei procurar colaboradores, mas tirante o Onodera, não houve muita resposta. E além disso, tenho outros projetos, que precisam de toda a minha atenção – além de pessoas que são especiais para mim e que merecem um pouco mais de dedicação da minha parte. A vida não é só a prancha de desenho e a tela do computador, afinal. Mas não quero deixar o Cosmo morrer.
Eu estou cansado também de brigas e egos. Foi isso que me fez perder o gosto no Orkut – só entro em uma ou outra comunidade para lidar com amenidades. E tem gente que gosta da briga pela briga, de fazer fofocagem, de encher o saco. Descarrego minha agressividade em um saco de areia três dias por semana, não preciso me rebaixar a esse nível. Me incomoda mais que isso possa causar mal-estar com gente boa, causar má impressão. Tenho minhas opiniões e eu não vou mudá-las, claro; tenho todo direito a elas. E claro, vocês tem todo direito em discordar. Faz parte.
De modo geral a política que tenho adotado para o blog tem mantido tudo em bom nível. Eu não pretendo mudá-la. Vou continuar moderando e liberando, justamente pra evitar que selvagens se instalem por aqui.
Desculpem o desabafo.
Estou pensando seriamente em trancar os comentários deste post e seguir em frente. E pensar justamente em um novo modelo para o Maximum Cosmo. Ele vai fazer dois anos, afinal.
E adorava especialmente as homenagens que eles faziam, tinha até uma piada que fazia referência a Evangelion. =)
Dragonbride curou meu preconceito que, como fã hardcore, tinha por material local.
Deixe a galera falar o que quiser afinal todo mundo tem uma opinião (boa ou totalmente inútil), faz parte de toda mídia enfrentar este tipo de coisa!
Sobre quadrinhos brasileiros me dá muita raiva. 1º por eu ter uma forte vontade de me tornar um cartunista (quadrinista), mas não vejo mercado e nem oportunidade, ainda mais no nordeste (Na Bahia é pior ainda, eu acho).
2º Pela criatividade do brasileiro, Minha mente fica fervilhando historias criadas por mim, e não vejo nenhuma janela de saída e tenho que ver quadrinhos muito dos mal feitos saindo em venda, muitas vezes imitando os animes e comics, TOSCO.
Poxa é muita falta de criatividade e de sem noção, custa pelo menos modificar algo criar em uma estrutura nova (eu mesmo tenho boas ideias de Bleach e Naruto).
Brasileiro é criativo, mas é burro e preguiçoso, não por querer, mas pela sua própria cultura de submissão, nunca pensa profundamente só faz engolir tudo que jogam!
Infelizmente temos meio que engolir isso e aceitar esta condição afinal é um país em desenvolvimento, e países em desenvolvimento sempre vivem a margem dos desenvolvidos, DROGA!(deveria ter nascido europeu pelo menos não estava joga meu talento no lixo)
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