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Ago 04
Duas Novidades na Shonen Rival
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Categorias: Shonen Rival

Toda vez que eu falo da revista Shonen Rival, acabo tocando no assunto de sua turbulenta origem: ela surgiu sem muito cuidado editorial, mais para tapar um buraco surgido pelo fim de uma antologia infantil, a Comic Bonbon – e colocando em seu lugar uma revista shonen (para garotos) mais tradicional. Com o tempo me dei conta da verdadeira proposta da Rival: uma vez que a principal antologia juvenil da editora, a Shonen Magazine (e suas derivadas) miram para um público ligeiramente mais velho do que o grande almanaque para garotos do mercado, a Shonen Jump da Shueisha, a Rival teria como função básica estabelecer algum pé mais concreto da editora Kodansha nesse segmento de adolescentes mais jovens que a Jump domina tão bem. Em conteúdo, ela é realmente mais próxima da Jump do que a própria Magazine, e talvez o nome Shonen Rival sinalize uma vontade concreta de que, um dia, eles possam competir no mesmo terreno com os bambambans da Shueisha. Até lá, vão estreando novas histórias em busca de um sucesso que puxe a revista de forma mais concreta do que os eventuais títulos curtos de Hiro Mashima (autor
de Fairy Tail) periodicamente colocados ali para deixar a revista em evidência, e a mais recente novidade da Rival, na edição de Setembro da revista (que como de costume, saiu agora mesmo, em Agosto) é Samurai Ragazzi, de Tatsuya Kaneda. O autor não é um novato na Rival: já produziu uma história fechada em dois volumes, Kimitaka no Ateru!, para as páginas da revista. Além disso, ele engrossa o caldo de artistas que começaram na Shonen Sunday, da Shogakukan (com a série Ayakashidou no Hourai, que teve seu plugue puxado), e pularam fora da editora, provavelmente por conta de sua, digamos, cultura empresarial no trato com os autores, que praticamente empurrou muita gente boa para os braços da concorrência. A premissa de Samurai Ragazzi é interessante: garoto samurai viaja ao redor do mundo e encontra aventuras fora do Japão durante a época em que o país estava imerso em constantes guerras civis. Um conceito simples e funcional, que pode dar muito certo – aconteceu muita coisa no mundo no espaço de um século; assunto não vai faltar. Espero que esse título emplaque.
Não é a única novidade na Rival: a edição seguinte trará outra nova série, ambientada no cenário do videogame Last Ranker, da Capcom. Adaptações de jogos para os quadrinhos são parte importante do cardápio da revista (não a toa, o apelo de Monster Hunter Orage foi trazer um autor consagrado como Mashima a um jogo de sucesso como Monster Hunter – também da Capcom; o sucesso desse material ajudou a estabelecer o filão na revista). Last Ranker não vai ser o primeiro nem o último jogo a fazer presença nesse almanaque (de lá para cá já tivemos God Eater e até mesmo Love Plus e Idolmaster no lote – nada é perfeito), então a perspectiva, como de costume nesses casos, é que a série não seja muito longa, porque sua função no frigir dos ovos é apenas servir de artigo de divulgação do jogo. Fica o registro.

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Comentários:
Alexandre: Pior que entendo a observação: Fairy Tail É um título da Jump no lugar errado (não a toa Mashima volta e meia bate ponto na Shonen Rival, que é mais próxima da Jump do que a Magazine). Acho que o ponto é o que pode ser considerado cool para uma faixa etária específica. Ser boxeador profissonal tem mais apelo do que ser, digamos... ninja?
Já Negima tem apelo claro para seu público: meninas bonitinhas. "Sem calcinha, sem ursinho e sem pelinho", lembra dessa frase emblemática? (não adianta, Akamatsu. Teu passado te condena)
Alexandre: Mas mangás de samurais de bom nível existem aos montes no Japão! O problema é que eles aparecem em sua maioria naqueles mangás para adultos já na faixa dos trinta anos – e esse material não costuma despertar atenção para o fandom ocidental de mangás...
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