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O Legado de Gundam Wing

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Lancaster | PERMALINK | 61

Categorias: Artigos e Reviews

Alguém se lembra dos Samurai Troopers – conhecidos como Ronin Warriors nos Estados Unidos e Samurai Warriors no Brasil? Talvez tenha sido um dos produtos mais sem pé nem cabeça que já aportaram em nossas praias. Uma produção da Bandai com roteiro de Katsuyuki Sumizawa, a história era um clone de Cavaleiros do Zodíaco onde tínhamos cinco personagens meio anódinos que eram separados pelo vilão, eles caminhavam cada um de seu canto, dois pares deles conseguiam se encontrar enquanto um ficava zanzando sozinho, aí eles encontravam o vilão, eram Gundam Wingseparados de novo, e tudo rodava em piloto automático no roteiro ad nauseum, só mudando as parcerias, até que no final, quando todas as combinações possíveis dentro desse esquema matemático já tenham sido feitas, os cinco conseguem se encontrar e vencer o grande inimigo da série.
Quando a Bandai comprou a Sunrise, entregaram uma série da franquia de ficção científica e robôs gigantes Gundam a essa criatura. O que Sumizawa fez? Pegou doze anos da série, de onde picotou uma série de eventos para serem posicionados ao longo da história sem eixo coerente, mais na estrutura de "situação da vez"; montou o elenco como quem monta uma boy band (com direito a uma persona pública calculada – o "meigo", o "rebelde", o "durão", etc. – tentem ver o episódio dos Simpsons aonde fazem de Bart e outros garotos da cidade uma boy band e vejam Gundam Wing em seguida com os amigos. Vocês não vão ver mais Wing com os mesmos olhos), e repetiu a receitinha de bolo do quase-grupo que vai se encontrando parcialmente em diferentes combinações, até o final quando todos estão finalmente juntos, com direito a herói principal arrumando uma nova e mais poderosa versão de sua boa e velha armadura. Faça acontecer todos os duelos que já eram para ter acontecido e... voilà!
Não é preciso mais do que isso para definir New Mobile Report Gundam Wing.

Yoroiden Samurai Troopers

Porque estou escrevendo sobre isso? Por causa de uma notícia que vai deixar as nostálgicas por Gundam Wing muito contentes – ou pelo menos aquelas que não vão assistir aquilo de novo e dizer "porque eu gostava daquele treco?": Como os leitores regulares deste blog devem saber, a Gundam Ace, revista da Kadokawa dedicada a maior franquia de robôs gigantes no Japão, encontrou um filão e tanto ao lançar seu Gundam the Origin: trazer os responsáveis por séries consagradas de animação e garantir que eles, mesmo tardiamente, sejam o responsável pela sua Gundamadaptação para os quadrinhos.
Assim, Yoshikazu Yasuhiko – que após fazer sua fama no meio de animação, migrou para os quadrinhos e se mostrar um autor de mão cheia, voltaria à franquia para recontar a saga original de Gundam em uma versão que deve se tornar a definitiva daqui para a frente (já houveram duas outras adaptações antes, sem o mesmo gabarito). A Kadokawa criou a Macross Ace, repetindo a fórmula ao trazer Haruhiko Mikimoto para recontar a saga original de Macross em quadrinhos. E a Gundam Ace decidiu aplicar o mesmo raciocínio à seus universos paralelos, a partir de G Gundam.
Okay: G Gundam peca apenas por usar o nome Gundam em algo que não tem nada a ver com o que se espera dele, mas é diversão de primeira linha, graças às boas mãos de gente como Yasuhiro Imagawa e Kazuhiko Shimamoto. Um mangá assinado por eles na certa tem que valer ouro e não vai se limitar a ser uma transcrição do que foi visto na tela (da mesma forma que Gundam the Origin e Macross the First não são).
Convenhamos: era questão de tempo até que Gundam Wing entrasse na dança. Não que a Kadokawa tenha conseguido puxar o character designer Shukou Murase para essa roubada, mas não duvido que eles tenham batido à sua porta para esse fim; é o que a editora tem feito até agora nesses casos, logo...

Gundam Wing

A série final Gundam Wing: Endless Waltz, que já teve uma das adaptações pouco dignas de nota típicas da franquia pré-Gundam Ace, vai ganhar um spin-off escrito pelas mãos de Sumizawa. Por que será que acredito que essa iniciativa não vai se limitar a isso?
Gundam Wing é um desses trabalhos cuja chegada pode ter sido um sucesso (na maior parte do ocidente; consta que o Brasil foi o único país aonde ele não emplacou comercialmente), mas cujas consequências foram nefastas – da mesma forma que a série "Batman", com Adam West, pode ter sido uma excelente série cômica, mas criou um estigma que levou anos para ser arrancado do nome do morcegão. Ancorada pelo fator boy band do grupo, Gundam Wing gerou uma espécie de "Família Restart" da animação japonesa no hemisfério de cá deste planeta. Falar mal daquela porcaria gerava uma reação violenta de meninas hidrófobas, fanatizadas, que se apossavam de um personagem como se fossem delas, e que hoje xingariam muito no Twitter. Sim, elas tinham "probleminha" – e de quebra, talvez tenha sido o germe do vírus yaoizeiro no ocidente.

Gundam Wing

Podem me chamar de homófobo se quiserem, mas esse tipo de acusação é uma solução fácil pra vilanizar os outros – e diacho, há histórias como a sitcom em quadrinhos Family Compo, de Tsukasa Hojo, que tratam diretamente do tema homossexualismo e que podem ser lidas sem culpa por qualquer um, porque não foram feitas para ser veículos de fetiche – sei muito bem de mim Gundam Wingmesmo e não vou deixar de gostar de mulher por ler isso ou aquilo; acredito que isso valha para qualquer um que se garanta, não é este o problema (até porque, não custa dizer, a propalada orientação sexual dos personagens de Wing é mera imaginação de quem assiste, vai por mim). O problema foi a articulação de grupos de pressão. A yaoizeira para mim é a versão feminina do moezeiro – ambos versões do mesmo tema: o fã que busca mais o elemento de fetiche associado a uma história do que a existência de uma história em si. Para mim não há diferença entre a mulher que acha que o mais importante que dois homens troquem germes e os sujeitos que queimaram revistas pela possibilidade da protagonista de Kannagi não ser mais virgem. É a constância do fetiche sendo mais importante do que a construção de roteiros, e isso é o que está matando realmente os quadrinhos japoneses pouco a pouco. Não importa se seja para homens ou para mulheres.
Estou lendo o To Terra, de Keiko Takemiya (que era uma história para garotos), e embora eu ainda não tenha terminado a leitura, dá para ver que ela era uma construtora cuidadosa de roteiros; embora jamais tenha me interessado em ler Kaze to Ki no Uta (uma das pedras fundamentais do material homoerótico japonês) não acredito que ela escreveu esta obra pra fazer meninas vestidas de preto miarem como gatos, tanto é que o responsável por sua adaptação foi Yoshikazu Yasuhiko – ele mesmo, o criador de Venus GundamWars, Arion, Jeanne (que já ganhou artigo neste blog), Nijiiro no Trotsky e... Gundam: The Origin. O cara é sério. O julgamento dele, eu respeito. Não acredito que ele adaptasse uma obra que não fosse respeitável. Mas é só pôr um pedófilo fungando no cangote de um menino de doze anos com orelha de gatinho, e uma horda se ouriça aos gritinhos. Diabos, a editora brasileira New Pop anunciou DORORO, DE OSAMU TEZUKA, COMPLETO, E NINGUÉM LIGOU! Em vez disso, só se falava no twitter brasileiro de uma série cujo nome ninguém sabe, cuja autora ninguém desconfia qual seja, apenas porque a mesma editora anunciou também que irá lançar um material aonde há a certeza de encontrar um sujeito mais alto abrindo as pernas de um sujeito mais baixo, sem maiores detalhes. Duvido que o novo filme do Buttman seria tão comemorado entre os fãs de pornografia.
Embora Gundam Wing não apresente troca de germes entre marmanjos, ele trouxe o fetiche – e o fanatismo associado a ele – ao ocidente; digitem "Gundam Wing" e "fanfic" (histórias não oficiais feitas por fãs com seus personagens favoritos) no Google e vocês terão uma idéia vaga da dimensão que isso tomou em seu auge. Gostaria de crer que boa parte das meninas que perpetraram isso em seu tempo ficaram com vergonha de seu passado negro à medida em que cresceram e apagaram pelo menos dois terços do que foi espalhado pela internet, mas eu duvido que isso tenha acontecido. Quanto a roteiro… bem, Wing não tinha mesmo. Seu público não precisava disso, e talvez fosse esse o grande ponto – principalmente quando as séries clássicas de Gundam sempre foram caracterizadas por roteiros amarrados e personagens bem construídos. Quanto a qualquer tipo desenvolvimento em Wing… o que é isso? O personagem Zachs Merquise (no original Sechs Marquise – o nome é tirado do número seis em alemão, mas na versão americana isso foi remendado porque teria a sonoridade de… "sex", o que tornaria tudo pior do que já é, como se fosse preciso mais lenha na fogueira) era um clone do seminal personagem Char Arznable desprovido de personalidade, em versão anúncio de shampoo Pantene, pronto para balançar a cabeleira. Tudo o que ela oferecia era pose.
Na verdade, eu me lembro de uma autora de fanfics, fã da série clássica, que fez uma avaliação bem dura e fria do material na época: o Gundam clássico não inspirava muito a imaginação dos fanfiqueiros porque ele simplesmente era tão bem construído e amarrado que não haviam brechas a ser exploradas pela imaginação. Romances que se desenvolviam? Estavam lá. Personagens? Tão bem definidos que não havia como se moldá-los à vontade. Buracos de trama? Eram resolvidos ao longo do tempo. Já Wing era um mar de pontas soltas de trama, e seus personagens eram tão genéricos quanto um copo de vidro. Leia-se, um paraíso para fanfiqueiros: personagens que não tinham uma personalidade, mas um alinhamento vago de comportamento, sobre o qual se poderia construir qualquer coisa, de acordo com sua própria interpretação.

Gundam Wing

Isso pode ter sido calculado, é verdade. Um dos truques mais antigos do que os próprios quadrinhos – e definido por Alan Moore em entrevista como desimaginação – consiste em se sugerir de tudo e ao mesmo tempo não sugerir nada. Em Gundam Wing (caso isso tenha sido trabalhado de forma pensada), essa atitude pode ter levada a outro patamar: para usar um termo de ringue, em Wing se telegrafa o movimento antes de ser executado... mas não o executa. Explicando melhor: não há romances, gays ou heteros, de verdade. Mas se entreabrem portas à imaginação. Os personagens não Gundamtem conversas com subtons dúbios, e como o espectador espera que alguma coisa aconteça na história, preenche em sua mente o movimento que teria sido feito e o interpreta como um ato concreto que foi feito de forma velada. Mas nem dessa forma velada ele o foi – e podemos dizer que os personagens passaram a história sem fazer nada, nada relevante em termos interpessoais salvo em raros movimentos do roteiro colocados para se fingir que a trama foi para algum lugar. E por isso cada um imagina algo, o que levou a infinitas discussões em fórums de discussão em seu tempo. Criaturas que defendiam Relena com Hiro, Hiro com Duo e por aí vai – podem reparar, para cada personagem masculino do quinteto (e podemos incluir o clone do Char da vez nessa lista) há tanto um potencial casal heterossexual quanto um tipo suspeito potencial pra despertar insinuações. E no final nem são insinuações de verdade, a menos que se meta a presença de Freud na famigerada cena da flauta e do violino com Trowa e Quatre. Ou até com Relena e Dorothy (a menina que amava as guerras, rasa como um vilão de Capitão Planeta, alguém lembra dela?), para mostrar que Gundamhá também outro tipo de fetiche envolvido aqui – e temos o famigerado lapso cultural do akogare, aquela admiração suspeita que garotas parecem estimuladas a cultivar em fase escolar. No ocidente não há dualidade de interpretação para isso. E no entanto, nada quer dizer realmente nada. Até consideraria a possibilidade de que isso tenha sido mero efeito colateral da soma do uso de pose atrás de pose como cortina de fumaça para a falta de um plot central amarrado, mas essas discussões puseram a série na ribalta e a mantiveram viva por muito tempo entre seu público. Ou seja, Wing era uma fábrica de muito barulho por nada – assim como Lost, que criou perguntas atrás de perguntas para manter fãs discutindo e audiência atenta. O mais importante para esse público foi estabelecer sua verdade e discutir até dar no saco.
E a trama de política e ficção científica (ossos e sangue de qualquer série Gundam que se preze)? Ora, os produtores não estavam nem ligando para isso: aqui a trama simplesmente não tem sentido. Periodicamente o status quo mudava, com algum golpe de estado ou coisa parecida, e isso funcionava de forma análoga ao vilão separando todos os personagens em Samurai Troopers, jogando os heróis para longe para reiniciar seu ciclo. Só isso. Na verdade, se o tom militarista não fosse herança natural da franquia, eu diria que aqui isso é mero veículo para usar anacronicamente trajes napoleônicos. Eles tem estilo, afinal.

Gundam Wing

A série causou mais estrago do que se imagina até mesmo no Brasil. Na época em que eu escrevia para a Neo Tokyo, Gundam Seed – cujo perfil pode ser descrito como um material de controle de danos, uma vez que a franquia já havia se desviado muito do seu espírito original – havia sido licenciada ou pré-licenciada para o país. Então, de acordo com o licenciador (que tinha ambas as séries no catálogo), a série precisava de um empurrão, porque Gundam Wing criou uma grande Gundamrejeição à marca Gundam entre os espectadores da Cartoon Network, de acordo com pesquisa interna do canal – eles a achavam "confusa", e realmente é isso o que Gundam Wing era: uma maçaroca de tramas que se sobrepõem umas as outras de forma explosiva antes que as tramas antigas possam ser resolvidas. O artigo sobre Seed na revista foi na verdade feito com a intenção de tentar ajudar a reverter isso, mas não houve muita repercussão na época – e agora a franquia Gundam se tornou comercialmente malvista no país, da mesma forma que aconteceria se jamais tivéssemos uma série de Jornada nas Estrelas exibida no Brasil, e a primeira a chegar por aqui fosse… Voyager (argh). E ninguém pode dizer que as coisas não foram feitas de forma correta aqui: ele teve marketing dirigido (foi destaque nas capas das revistas especializadas, em massa), ele teve o mangá lançado na mesma semana de lançamento do desenho na televisão (não custa dizer que, como boa parte dos mangás de gundam antes da chegada da revista Gundam Ace ao mercado, esse mangá era de segunda categoria), e não custa dizer, Gundam pertence à BandaiGundamnão duvido que houvessem grandes planos nesse sentido a aquela altura do campeonato. Não teremos mais Gundam por aqui em MUITO tempo? Culpe Wing.
Só por causa disso ter acontecido e causado o estrago que causou, há tanto para o roteirista Katsuyuki Sumizawa quanto para o diretor Masashi Ikeda um lugarzinho reservado em algum canto do inferno.
Gundam Wing não foi apenas o típico caso de série questionável que faz sucesso: ele marca o momento em que uma franquia sólida foi tomada pelas saúvas que destroem passo a passo o mercado japonês. Quem acompanha o blog Japan Pop Cuiabá deve ter lido um pequeno artigo aonde o roteirista de Cowboy Bebop, Dai Sato, prevê o fim da animação japonesa em poucas décadas. Transcrevendo parte do texto (que pode ser lido AQUI – e recomendo que o façam, sem falta), "a indústria de animação está rumando para histórias sem plots importantes e dando mais importância ao modelo de Akihabara, onde o merchandising e a exploração de personagens são excessivos. A preferência por temas banais no lugar da abordagem de problemas reais é um dos exemplos citados. 'Se fugimos da realidade e dos problemas reais, como vamos enfrentá-los?' Entre as outras críticas e preocupações estão (…) a imposição de tendências nos animes, tirando o espaço para histórias originais e inovadoras; e a perda da capacidade dos fãs de lidar com narrativas e significados por trás das histórias."
Ele não diz, mas o problema não aconteceu da noite para o dia. Gundam Wing já era um sinal bem claro de que tudo isso já começava a acontecer.

Gundam Wing

G Gundam pode ter marcado o momento em que o nome Gundam teve sua identidade preterida em nome da franquia (mesmo que sob mãos de gabarito), mas foi Gundam Wing que, mesmo sendo uma série menos lembrada do que seu sucesso à época parecia sinalizar, serviu como divisor de águas nesse sentido: ela levou um ícone da animação japonesa a tombar ante aos inimigos apontados de forma certeira por Sato. Uma canção sem som nem fúria, cantada por uma boy band, sem significado – e o público que foi agregado e que o defendia aos berros tem sua grande parte nisso, como atesta a expansão comercial desse material. Gente que não quer boas histórias: quer o oba-oba. De uma franquia clássica, que gerou alguns dos momentos mais Gundammemoráveis da animação japonesa (e que continua gerando material digno em outras mídias), só restou a cama feita, e acredito que o sucesso de Gundam the Origin nos quadrinhos seja menos pelas qualidades inerentes da obra (que é obrigatória) do que por um certo espírito de nostalgia, o que nunca é um bom sinal. Gundam Unicorn para mim é a tentativa de recuperar a dignidade do nome, mas acho que sua conclusão será seguida pelo próximo Universo Alternativo da série. Afinal de contas, Gundam 00, o herdeiro conceitual de Wing, continua por aí. E não por acaso seu character design é feito pela mesma artista que perpetrou a citada história do pedófilo que quer molhar o biscoito em um fedelho com orelhas de gatinho. Essas coisas não são feitas por mero acaso, acreditem.
Mas não há nada que preste em Wing? Bom, Shukou Murase é um profissional competente e seus designs apenas operavam de acordo com a fórmula comercial que foi imposta à série – e mal ou bem as cenas de luta eram ótimas, mas isso é esperado de qualquer Gundam que se preze. Então tudo o que nos resta (se descontarmos o jogo de luta, que admitamos, era legal; me lembro que na época eu gostava de jogar com o Heavyarms, mas deixa pra lá)… é a primeira abertura. Não dá pra negar isso, admitamos: ela é muito bacana e até engana – dá a entender que o que virá em seguida vai ser muito bom.
Quem não te conhece, que te compre…


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Comentários:

Nome: J Daniel 27/07/10 09:38
Foi o primeiro Gundam que assisti, em 2002. Achei também o roteiro muito confuso e os personagens muito esquizofrênicos. Mas serviu para despertar minha atenção para o universo original de Gundam. Como gosto de me informar, soube que existiam séries melhores. Ainda bem.
Na minha opinião, os designs desses Gundams (exceto os de Endless Waltz) estão entre os melhores.
A série que veio depois, Gundam X, que tem o mesmo character design, eu achei até interessante no começo. Tinha uma trilha sonora bem agradável durante os episódios... havia ali potencial. Pena que ela não vingou, encurtaram, foi caindo de qualidade, faltou aparecer um grande vilão e fizeram uma correria danada nos últimos capítulos. O final da série deixou muito a desejar.

Alexandre: O problema de Gundam X para mim é que tentaram fazer um meio termo, um universo que fosse alternativo e canônico ao mesmo tempo. Não podia dar certo.
Nome: Pedro Bouça 27/07/10 09:55
Gundam Wing... Eu ainda me sinto culpado por isso, você sabe (e, para quem não sabe, é uma longa história que eu não tenho vontade de repetir).

Para ser justo, as informações disponíveis na época diziam que a série fora um sucesso no Japão e fora dele - e FOI a série escolhida para lançar Gundam na maior parte dos países do Ocidente (antes disso, apenas a Itália tinha tido o privilégio de assistir a série original).

Dados posteriores revelaram a triste verdade. A série na verdade fracassou a longo prazo na maior parte dos países (não no Japão, bem entendido). Teve até a exibição cancelada no meio na França por falta de interesse do público.

Porém ela abriu caminho (ainda que aos trancos e barrancos) e a série que a seguiu na maior parte dos mercados estrangeiros (Seed) fez muito mais sucesso (mesmo no Japão, a bem da verdade) e parece ter firmado de vez a marca. Gundam 00 também está fazendo um bom percurso fora do Japão atualmente e permitiu o lançamento simultâneo de Unicorn nos principais mercados ocidentais, como EUA e França. Então não foi uma perda total.

Mas o Brasil, lamentavelmente, ficou pelo caminho. Teria sido melhor se ela nunca tivesse sido exibida e Seed ou 00 tivesse sido o primeiro Gundam a aportar em terras tupiniquins? Só podemos imaginar como as coisas poderiam ter corrido. O estrago já está feito!

Gundam Wing é apenas um mangá na estante, mas como dói...

(Incidentalmente, deve ser o Gundam mais MALFEITO de todos os tempos! Olha a animação canhestra de maior parte da segunda abertura! É pior que a média de Zeta Gundam, uma série criada DEZ ANOS ANTES! Só a animação do original fica abaixo, mas essa era uma série de pequeno orçamento de final dos anos 70, não tinha como ser melhor. A Sunrise tem uma tradição de animações de boa qualidade e as séries Gundam anteriores a Wing eram muito melhores, o que aconteceu?)

Alexandre: Concordo – só não sei se sob a mancha de Wing, Seed poderia ter salvo a pátria por aqui.
Nome: Felipe Onodera 28/07/10 12:08
É Lancaster, esse é um artigo bastante ousado. Mas vamos lá, Gundam desde o inicio é uma marca comercial e altamente rentável. Não só nos brinquedos e modelos plásticos, ainda é a franquia com mais jogos de videogame lançados no mundo... A galinha dos ovos de ouro da Bandai. E querendo ou não, as duas únicas séries que nadaram contra a corrente foram Zeta e Victory, destas duas, só a primeira foi bem sucedida. ZZ Gundam foi a primeira grande aberração da franquia, e pior, veio das mãos do próprio criador... O primeiro episódio é de beirar o ridículo, um retrospecto do que aconteceu nas séries anteriores com direito a crianças gritando “Quem é esse Móbile Suit? É o Rick Dias!”. Gundam também tem o crédito de ser o precursor dos Super Deformed e, consequentemente, as famosas versões fofinhas chibis das personagens. Todas as revistas infantis patrocinadas pela Bandai eram quase exclusivamente dedicadas a Gundam, com um ou outro artigo relacionado a alguma outra série. A mania Gundam, mesmo a original, também teve seu alto grau de nocividade para o público. Da mesma forma que nos Estados Unidos o maior estereótipo do Nerd é aquele do gordo, virgem, de mais de 30 anos, que ainda mora com a mãe e consome tudo que está relacionado à Guerra nas Estrelas, no Japão o equivalente mais próximo teria o quarto inteiro decorado com as milhares de tranqueiras lançadas do Gundam original.

Vamos ser sensatos, nada disso tem a ver com a qualidade ou mesmo a importância inerente à série original, o problema está na forma como ela é vendida. Do mesmo modo que as insinuações homoeróticas em Gundam Wing são fruto da imaginação dos fãs, chegou a um ponto onde os produtores descobriram que poderiam fazer mais dinheiro se investissem nisso. Daí surge os pôsteres, os spin-offs e todo o resto. O que eles fizeram não foi mais do que entregar ao público-alvo aquilo que eles queriam. Os doushinjis sobre relações coloridas entre personagens de anime já eram comuns desde o inicio dos anos 90, e segundo um amigo meu que morou lá por esse tempo, eram mais fáceis de encontrar até do que produtos oficiais das séries. Quando o primeiro Gundam foi lançado, a sua principal meta era vender brinquedos, e isso ele cumpriu bem, o design do Kunio Okawara foi desenhado especialmente para que um brinquedo pudesse reproduzir os mesmo movimentos vistos na TV. A única coisa que diferenciou Gundam dentre tantas outras séries de robôs gigante foi a direção que o Tomino escolheu tomar. Veja bem, desde o primeiro Yamato já se tornava claro o amadurecimento das produções animadas no Japão, e o Tomino nada mais fez do que imitar os mesmos passos que haviam dado certo com o Yamato na época em que a série ameaçou ser cancelada. Reduzir o número de episódios, compilar a história em longa metragem para cinema (incluindo ai a remoção de muitos variantes do robô principal que não passavam de desculpa para novos modelos plásticos.) e, eventualmente, gerar seqüências. Nesse meio tempo, vieram outras séries no mesmo espírito: Xabungle, Dunbine, L-Gaim, etc... Nenhum desses repetiu o mesmo êxito do Gundam original, a solução foi continuar a série respeitando o hiato de seis anos pelo que passou a franquia, e está sim contrariou tudo o que era vigente na época. Apesar do sucesso de audiência e público, Zeta nunca trouxe o mesmo retorno comercial que seu antecessor, o que justificou a total reformulação dos conceitos para a série posterior. Assim como G Gundam foi uma resposta à falta de popularidade de Victory, Wing só fez dar continuidade ao que já havia se perpetuado.

Não estou defendendo Wing em hipótese alguma, apenas ressaltando que a série original também tem culpa no cartório para o atual fanatismo exacerbado que tomou rédeas com Evangelion e seus derivados. O próprio Yoshikazu Yasuhiko já salientou isso em suas entrevistas. Quanto ao aspecto que o Pedro Bouça chamou a atenção, a animação na Sunrise sempre foi conhecida por ser limitada e se valer de poucas células, exceto nas suas produções para cinema. Agora, se existiu perda de qualidade entre Wing e Zeta eu não sei, mas as datas das séries são irrelevantes, porque a Sunrise produziu todos seus animes utilizando as mesmas técnicas até meados de 1996. Foi quando GaoGaiGar usou recursos de animação digital pela primeira vez na história do estúdio e ditou os padrões aos quais as séries são produzidas hoje em dia.
Nome: Jussara Gonzo 28/07/10 02:17
Fazer o quê? Fetiche é uma das formas mais baixas (literalmente) de fazer entretenimento vender, mas isso alavanca as vendas, aumenta o número de volumes vendidos e escritos, gera produtos, que é só ISSO que parece importar no mundo de hoje e ser sinônimo de sucesso.

Como muita gente vive dizendo, "mangás são só para diversão", indiferente se as duas mãos estão segurando a revista ou se uma delas está dentro da calça.
Nome: Marcio E. Goncalves 28/07/10 02:20
Materia muito boa - mas ignora o que aconteceu no principal mercado ocidental, os EUA e o pq o Gundam Wing veio ao Brasil.

Pela materia do Alexandre da impressao que os unicos fas existentes do Gundam Wing sao meninas "otakas" (sic) fas de yaoi.

E isso pode ser verdade, tanto no Brasil quanto no Japao (afinal, o Seed surgiu em parte para recuperar os fas masculinos e fas do universo UC).

Mas nao foi o caso nos EUA.

Eu acompanhei o lancamento do Gundam Wing nos EUA desde o comeco (a serie foi lancada bem na epoca que eu estava saindo dos EUA e voltando ao Brasil a primeira vez).

Aqui a serie foi um GRANDE sucesso entre GAROTOS tambem e, acreditem ou nao, fas de Robotech (nao de Macross) orfaos de algo semelhante (na epoca era impossivel encontrar qualquer forum de Robotech onde o pessoal nao estivesse acompanhando a discutindo o Wing tambem).

O sucesso foi tao grande que em consequencia disso que pela primeira vez jogos de Gundam passaram a ser lancados no Ocidente.

Acredito que a dublagem em ingles ajudou um pouco nisso tudo - os principais pareciam menos boialas em ingles. Apaticos e proto-emos mas menos yaoi.

Tambem vale lembrar que, ao contrario do que o pessoal ta falando aqui, a serie tinha sim uma animacao boa para uma serie de TV de 96 e uma trilha sonora muito boa para quem gosta d e Jpop.

E como alguem citou, a serie possui alguns dos melhores designs de mecha da franquia.

Levando tudo isso em conta, nao da p/ estranhar que tanto a Bandai quanto licenciadores tenham acreditado que o Wing tambem faria sucesso no Brasil - afinal, em geral o pessoal espera que os costumes no Brasil sejam mais semelhantes aos EUA do que ao Japao.

O que eh verdade em varios aspectos...a nao ser no que se trata do fandom de anime e manga, onde o Brasil se aproxima mais do Japao.

P.S. Nao estou defendendo a serie em si. Sou fanzao do Gundam original e acho o Wing bizonho, apesar dos otimos designs.
Nome: Marcio E. Goncalves 28/07/10 02:36
"Quanto ao aspecto que o Pedro Bouça chamou a atenção, a animação na Sunrise sempre foi conhecida por ser limitada e se valer de poucas células, exceto nas suas produções para cinema."

Eu tenho impressao que o pessoal aqui nao consegue entender muito bem a diferenca de qualidade que de uma serie de TV, de um OVA e de um longa para cinema - que hoje em dia diminuiu muito gracas a animacoa digital, mas ainda era muito forte nos anos 90.

Comparem Macross Plus e Macross 7 feitos na mesma epoca mais ou menos (94). Ou entao o OVA do Lodoss com a serie de TV.

Levando isso em conta falar que Gundam Wing tem uma animacao ruim para 96 eh totalmente sem nocao.

P.S. Claro que estou falando em termos de animacao japonesa, que por si so eh uma variante do que se chama nos EUa e Europa de "limited animation". Eh um estilo que por si so ja eh "pouco animado" - o que explica a ojeriza que varios animadores possuem pelo estilo no Brasil e nos EUA.
Nome: Felipe Onodera 28/07/10 03:20
Acabei esquecendo totalmente do Turn A no meu texto... Bem, Turn A Gundam sim é uma série sem nada de comercial, sem pressões por parte dos produtores(só a de que o Rolan tinha de ser um garoto, e não uma menina, como queria Tomino) e sem dever um tostão para os cofres da Bandai. Mas enfim, os fãs costumam ter uma relação de amor e ódio para com essa série. Eu gosto.
Nome: Warty 28/07/10 09:27
Bem, eu gostei e concordei bastante com o que o Felipe Onodera disse.

E ao contrário de você, eu não acredito que o mundo japoÊs gire em torno dos mangás. Não acredito que animes são comerciais de 26 minutos pra mangás, etc. etc. Creio eu que animes servem bem mais pra licenciamentos que qualquer coisa. Tenho certeza que se ganha mais vendendo lancheirinha de Gundam que mangá dele.

O que quero dizer com isso? Ora pois, Gundam foi feito pela BANDAI pra vender brinquedo, caramba. Era de se esperar que uma hora eles pensassem: "só queremos vender brinquedo mermo, joga qualquer tralha aí e desenha bem os robôs, porque assim vende mais". Aí alguém mais esperto ainda completa "Pow, se é pra fazer qualquer coisa a gente ainda faz material pra fã hardcore, assim aumentamos a popularidade da série, rererere". Claro que tinha gente interessada em fazer um trabalho de qualidade, aqui e acolá. Mas claro que o lucro fala mais alto ;)

Enfim, sei que vão tentar me matar mas creio que opera em Gundama mesma lógica dos tokusatsus: o importante é vender, roteiros de qualidade? NEVER!

Brincadeira :)
Nome: Pedro Bouça 28/07/10 10:26
Quero lembrar que Gundam Wing surgiu apenas doois anos antes de Cowboy Bebop. Duas séries de TV da mesma produtora - e a diferença de animação é ABISSAL!

E, já disse, comparem com Zeta. Embora não seja uma obra-prima em termos de animação, Zeta bate Wing facilmente. Ambas séries de TV, ambas da mesma franquia, Zeta dez anos mais antiga...
Nome: Gustavo 28/07/10 10:50
Às vezes a ignorância é uma benção. Quando Gundam Wing passou no Cartoon Network eu ainda estava com internet discada, comprando fitas VHS de fansubbers e dependente da televisão.

A série foi meu primeiro contato com a franquia e eu não tinha a mínima idéia desses detalhes, nem do legado maldito que ela estava gerando. E o pior, gostei do anime na época. :)
Nome: mrs 28/07/10 12:07
Como eu assistia Samurai Troopers quando criança,vou defender a série:os bonequinhos eram mais legais que os de Cavaleiros do Zodíaco.
O objetivo era esse,não era?

Alexandre: Bingo.

Mas temos que entender o panorama do surgimento de Gundam para que se entenda a minha reclamação. Há um conceito que pode ser definido como Arte Comercial: você está sujeito a demandas e prazos, e tem que cumprir objetivos comerciais para sustentar seu projeto. No entanto, você tem a obrigação de produzir um material que, cumprindo essas diretrizes, ganhe o público e tenha seu próprio padrão de qualidade. Dumas era o artista comercial por excelência. Produzia para o povão. Foi rejeitado pela academia francesa de letras, mas quando morreu, Paris parou. Seu filho por sua vez foi aceito nela por causa de uma baboseira de melosidade insuportável, mas garanto que Os Três Mosqueteiros e O Conde de Monte Cristo são mais lidos do que A Dama das Camélias até hoje. Balzac era outro: hoje ele é reverenciado como literato com L maiúsculo, mas ele era um autor popular, que serializava seus capítulos nos rodapés de folhetim dos jornais e tirava inspirações da moda. Dentro do seu ciclo geral, conhecido como "a comédia humana", há uma trilogia dedicada a uma organização secreta conhecida como "Devoradores", composta pelos livros "Ferragus", "A duquesa de Langeais" e "A menina dos olhos de ouro". Ele fez isso simplesmente porque teorias da conspiração estavam na moda entre o público e, não por acaso, "Ferragus" foi um sucesso enorme.

Gundam foi criado como Tomino com a proposta de ser um anime de ficção científica militar, inspirado no livro Tropas Estelares de Robert E. Heinlein. Ele estabeleceu uma ruptura e provou que a inovação podia ser comercial, embora não o conseguisse de imediato (Gundam só se estabeleceu durante suas reprises). Zeta em particular é um exemplo dessa corda bamba e ao mesmo tempo que é o Gundam mais dramático e autoral, é também um dos mais comerciais, mostrando robôs atrás de robôs para a alegria da Bandai. Pegou o ponto?

Eu estou meio que me conscientizando da importância da forma nos últimos tempos. Ser comercial sim; cumprir o que se promete, sim; mas... e aqui vamos citar uma das melhores sequências recentes de Bakuman, aonde dois assistentes de Mashiro discutem se o importante é ser comercial ou ser autoral acima de tudo. E Mashiro deixa claro: é importante ser comercial sim. Mas jamais fazer algo que deponha contra a mídia. É fácil falar mal das novelas de televisão como um todo a partir do que vem sendo exibido em nossa televisão. Mas houve um tempo aonde os autores, tentando driblar a censura e tratar de temas mais inusitados, produziram obras como Irmãos Coragem e Sinal de Alerta. Os Gigantes foi uma novela que naufragou porque tocava diretamente no tema da eutanásia. E curiosamente há um episódio de Patrulha Estelar que passou por aqui, justamente tocando nesse mesmo tema, e a censura da ditadura militar nem deu bola. Nosso ministério público o censuraria, o que me faz pensar que a censura daqueles tempos era mais democrática do que nosso ditatorial ministério público...

Claro, você tem que se dobrar como artista comercial a uma série de diretrizes. Samurai Warriors não escondia ao que veio; era um produto de segunda, você vai me desculpar, mas era mais honesta do que Wing (e eu tendo a respeitar minimamente os produtos que são por excelência honestos). "Somos um produtinho de bolo feito pra vender brinquedos". O problema é que Wing não era honesto. Ele aplicou uma lógica de piloto automático a uma trama que fingia ser mais profunda do que realmente era, usando reviravoltas políticas como desculpa para espanar os persoangens para longe uns dos outros e formar vários conjuntos de duplas provisórias: personagens que passam a história sem movê-la realmente para que possam despertar discussão em massa. Desculpa, cara, mas Wing não tem perdão.
Nome: Felipe Onodera 28/07/10 01:28
"Quero lembrar que Gundam Wing surgiu apenas doois anos antes de Cowboy Bebop. Duas séries de TV da mesma produtora - e a diferença de animação é ABISSAL!"

Na verdade, foram três. E é como eu falei, a Sunrise não se preocupou em renovação até o GaoGaiGar, de 1997. Antes disso, a animação tradicional do estúdio se distanciava bem pouco das produções dos anos 80. O que fez a diferença foi mesmo a partir daí, porque a animação digital era relativamente barata se comparado ao tempo que se perdia produzindo uma série aos antigos moldes. As série poderiam mesmo estar dez ou até vinte anos distantes uma da outra, compare a qualquer série dos cinco anos anteriores e não haveria a menor diferença. Se bem que G Gundam teve mesmo animação muito mais caprichada que a de Wing, e algo me diz que Imagawa teve alguma coisa a ver com isso...
Nome: will walbr 28/07/10 02:31
Ótimo artigo... como sempre!

...maaas, eis que sou lembrado que esse é o motivo de GUNDAN existir, vender brinquedo, então quase tudo que foi escrito perde mesmo sua razão. O verdadeiro problema aqui é a dificuldade de encontrar espaço pra obras que não sejam taaão descartáveis e como isso vem se tornando uma constante em TUDO.

Achei o mangá(wing!) na época absolutamente tosco. Nunca vi o anime e do game eu só gostava da música de abertura porque o jogo cansava muito rápido.
Nome: Pato_Supersonico 28/07/10 04:21
Parabéns por mais um excelente texto, caro Lancaster. O espalharei alegremente por aí.

Eu, como moezeiro assumido, sou naturalmente um defensor da variedade, mas justamente por isso não vejo com bons olhos esse achatamento cultural que vem assolando a indústria de quadrinhos japonesa.

Embora eu não acredite na História como um processo cíclico, aprendi que seres humanos nunca mudam, o que acaba mesmo passando a impressão de que a História está sempre se repetindo. Digo isso porque essa sua matéria me lembrou esta outra:

http://www.interney.net/blogs/maximumcosmo/2008/10/22/crescimento_manga_global_estados_unidos_1/

http://www.interney.net/blogs/maximumcosmo/2008/10/25/crescimento_manga_global_estados_unidos_2/

Quando os empresários do ramo de divertimento passam por uma crise, inevitavelmente recorrem à apelação, e quando a coisa funciona, estes simplesmente se sentam sobre ela e se acomodam. A resposta óbvia de quaisquer indústrias ao comodismo é a dinâmica do capitalismo, o nascimento de novas editoras que se aproveitariam da inércia das editoras "caducas" para explorar os leitores que gostam de uma bom roteiro e que estão sendo praticamente abandonados, mas não é bem isto que está acontecendo. Mas as razões para essa falta de reação já são outra história, bem longa por sinal.

Como você já deve saber, a crise atingiu em cheio a indústria de quadrihos japonesa e, devido à diversos fatores da cultura empresarial japonesa, como o emprego vitalíco e o prezo pela "honra da empresa" (seja lá o que isso quer dizer), as editoras não podiam cortar custos para compensar a perda da lucratividade decorrente da queda das vendas. Por isso, a única alternativa para as editoras não falirem de vez era aumentar a margem de lucro sobre seus produtos para compensar a perda de escala.

Mas o cidadão comum japones, que estava na corda bamba para pagar as contas, não estava disposto a pagar mais caro pelo que consumia, e não demorou para as editoras descobrirem o único tipo de freguês sem-noção o suficiente para se dispor a deixar de almoçar para permanecer comprando quadrinhos: O fã fanático.

Podemos considerar isso como uma versão do conto da galinha dos ovos de ouro. A necessidade desesperada de sobrevivência está minando a capacidade de planejamento de longo prazo das editoras japonesas, que adotando estratégias mercadológicas mais imediatistas, passaram a explorar seus mercados de forma predatória.

E a mediação cultural fez o resto. Como a crise durou muito, a produção de obras para otakus teve várias oportunidades para se infiltrar na cultura popular, e foi o que fez e é o que continua fazendo até agora, com K-ON, Negima! & Cia.

Como não estou muito esperançoso com relação à indústria japonesa em si - tanto as editoras quanto o governo japonês não estão fazendo nada para mudar essa situação, e este não é um tipo de problema que se resolve sozinho - acredito que a salvação para os mangás está justamente no mangá global. A mesma crise econômica que eclodiu o fenômeno (ou melhor, a decadência) otaku na indústria cultural japonesa teve o efeito de espalhar o mangá pelo mundo, e se o mangá prosperar em outros lugares, estes se tornarão fontes alternativas de títulos.

Não sei se isso retomará a qualidade da indústria global de mangás, mas certamente contribuirá com mais variedade, o que já é algo bem-vindo. E sempre existe a possibilidade de que a concorrência com editoras de mangás de outros países obrigue as editoras japonesas a rever sua políticas.

Alexandre: A possibilidade do mangá global é um bom tópico aqui. Vários autores japoneses já levantaram essa possibilidade – o proprio Tomino mencionou isso na sua palestra por aqui. Mas isso vai depender também de nossos artistas saírem de uma mentalidade de gueto. Um bom exemplo de que isso pode dar frutos é o Scott Pilgrim. Ele está longe de ser um naruto, mas talvez seja o primeiro grande produto bem-sucedido dessa nova ordem.
Nome: Pato_Supersonico 28/07/10 04:33
A propósito, essa sua resposta no post de mrs seria um ótimo tema para uma matéria sobre a importância da qualidade (no caso, um bom roteiro e uma boa mnarrativa) para a saúde e mesmo a sobrevivência da indústria de quadrinhos.

Alexandre: Curiosamente eu pensei justamente nisso. É um tema que rende. :)

Afinal, preocupar-se com a qualidade do que se vende não é apenas um compromisso ético, mas uma atitude visando o longo prazo.

Se as editoras japonesas não se endireitarem, criarão lacunas de mercado que editoras japonesas novatas ou mesmo estrangeiras irão explorar, pelo menos no mercado internacional. Seria bom se os editores japoneses percebessem isso e se antecipassem.

Alexandre: Depende muito delas próprias. Como você mesmo disse na outra resposta, isso não se cura sozinho.
Nome: mrs 28/07/10 05:00
"Desculpa, cara, mas Wing não tem perdão."

Pode ser (não assisti, nem li), mas... eu não defendi Wing... aliás,no fim das contas não defendi nem Samurai Troopers...

Já que estou por aqui mesmo: impressão minha ou todo mundo, incusive eu, jogava com o Heavyarms?

Alexandre: Ele não era o mais rápido, mas para jogadores medianos como eu, tinha a vantagem de ser o mais resistente e ter ótimos ataques a distância. :)
Nome: Pedro 28/07/10 05:14
"... e aqui vamos citar uma das melhores sequências recentes de Bakuman, aonde dois assistentes de Mashiro discutem se o importante é ser comercial ou ser autoral acima de tudo. E Mashiro deixa claro: é importante ser comercial sim. Mas jamais fazer algo que deponha contra a mídia."

Na minha opinião, o diretor Ridley Scott se encaixa nesse perfil. Apesar de ele não acertar sempre (vide o recente Robin Hood), ele já fez grandes filmes de qualidade, e que não deixam de ser comercialmente rentáveis, como Alien, Blade Runner, Gladiador, O Gangster e Rede de Mentiras.

Agora, a constante reciclagem de idéias afeta em muito nosso mercado. Os lançamentos em DVD aqui no Brasil refletem isto, pois são quase todos de shonens. Quem dera eu pudesse comprar um box do Kaiji, ou do Samurai Champloo e Cowboy Bebop, ou mesmo de animes desconhecidos, mas que não envolvam lutas entre adolescentes a lá Cavaleiros do Zodíaco.
Nome: Marcio E. Goncalves 28/07/10 06:30
"Quero lembrar que Gundam Wing surgiu apenas dois anos antes de Cowboy Bebop. Duas séries de TV da mesma produtora - e a diferença de animação é ABISSAL!"

Comparacao que nao se mantem - esses dois anos que vc cita nao sao pouca coisa, entre 95 a 2000 tivemos uma explosão em animação digital, tanto em 2d quanto 3d. Foi a epoca em que programas caríssimos cairam de preco e/ou programas equivalentes surgiram p/ desktops.

Por exemplo, o 3d Studio virou 3dS Max na epoca. Em termos de 2d o toonboom foi lancado por ai, sendo ele uma versão simplificada do USAnimation, programa usado pela Disney e outros, etc...

Alem do que, o Cowboy Bebop tinha uma qualidade melhor do que QUALQUER anime na epoca. Foi um desbunde, era uma serie de TV com qualidade de OVA. Foi a exceção, nao a regra.

Oras, o Akira é de 88, pre-digital, e ainda se mantem pau a pau com um bom numero de longas anime atuais.

Mas isso nao quer dizer que um longa de 90 que nao esteja no nivel do Akira seja "tosco". O Akira é que estava com uma qualidade bem acima da média da epoca.

Alias, se animacao em si fosse uma das atrações de anime, Evangelion nunca teria sido um sucesso. Da mesma epoca do Gundam Wing e com um animação pior.

Anyway, parei aqui, não vou ficar defendendo o Wing não. :P
Nome: juserra 28/07/10 09:27
minha teoria: quanto pior a série, mais espaço pra fandom se tem (veja os 3 carros chefes da Jump, Naruto, Bleach e One Piece... Enquanto as duas primeiras povoam a internet com material de gosto duvidoso, a terceira tem bem menos fandom rolando por aí. Quer uma prova? Vá procurar fanarts no Deviant Art; achará muito mais das duas primeiras (é a minha opinião, mas de fato tem muito menos fanart e fanfics de One Piece na net que dos outros dois, ainda que exista um fandom!)

Alexandre: Eu acho Naruto um produto competente. Não a coisa mais genial do mundo, mas competente; e não vejo problema em haver um fandom, eu vejo problema na história ser preterida em prol de que se "jogue para galera" em relação ao Fandom. Naruto chegou a dar suas derrapadas, mas olhando bem, Kishimoto não cedeu a transformar sua história em prol da criação de Shippings ou coisa pior.

E não é só isso, séries de manga como Monster mal e mal tem alguma coisa a ser achada.

Acabo por acreditar que quão melhor é a obra, é mais díficil pra se imaginar desdobramentos espaciais da 3ª dimensão do mundo onde todo homem do manga é gay!

Alexandre: Tem a ver com saber amarrar e definir os personagens para que os leitores entendam: "ele é assim".

(eu gostava de gundam wing xD, mas porque era criancinha e achava os desenhos do pseudo casal principal bonitinhos, quando a série passou eu meio que fiquei decepicionada pela falta de uma história... era realmente só um monte de acontecimentos jogados, como você falou xD~~)

Alexandre: Acho que pior do que isso é o fato de que não teremos mais outro Gundam no Brasil tão cedo justamente por causa desse destroço automobilístico ambulante.
Nome: Thaís 28/07/10 09:40
Não sei porque mas quando vi a 14º imagem (de Gundam Wing) a primeira coisa que me veio a cabeça foi Sailor Moon...

Alexandre: Por algum motivo, isso faz sentido, de uma forma assustadora, e se pensarmos bem, que isso venha de uma série Gundam é mais assustador ainda... XD
Nome: Biguá 29/07/10 05:00
Olha.. eu leio manga e vejo anime a qse duas décadas, mas até hj evito Gundam por não saber por onde começar..e nem pra onde ir depois disso.. vejo aqueles graficos de relacionamento do anidb e fico com mais duvidas ainda XD. Minha mulher tem gundam wing da panini, mas por sorte nunca li..ela nom tem a edição 01 ;p , depois de ler esse artigo..fico feliz por isso.

Alexandre: Vai por mim, começar é fácil: vá para os três longas-resumo do gundam original e se gostar, encare a série Zeta Gundam (evite os longas de New Translation). É batata. ;)

Não deixe que Wing afaste você do original, porque ele vale a pena. :)
Nome: Pedro 29/07/10 08:52
Lancaster, de tanto que você fala desse Gundam The Origin, fiquei com vontade de ler. Mas para mim que não leio em japonês, que edição você recomenda? Já dei uma olhada na Amazon, mas não sei se pelo site é o meio mais barato de adquirir os mangas.

Alexandre: A edição da viz (que só foi até o volume doze, infelizmente) é boa, mas ela não corresponde aos volumes japoneses: eles dividiram por arcos para que cada volume pudesse ser lido de forma relativamente fechada e correspondesse aos episódios originais da série. Então recomendo a edição francesa publicada pela Pika (do grupo Hatchette), que segue a original. Ela está ainda no 13º volume, mas está seguindo adiante.

Aliás, a melhor língua fora do Japão para se ler mangá é o francês: praticamente tudo que interessa sai por lá. E as edições em sua maioria são praticamente idênticas às japonesas em termos gráficos.


Valeu.

Alexandre: Não tem de que. :)
Nome: Marcio E. Goncalves 29/07/10 09:14
"Vai por mim, começar é fácil: vá para os três longas-resumo do gundam original e se gostar, encare a série Zeta Gundam (evite os longas de New Translation). É batata."

Alexandre, sejamos razoáveis - pouquissimos fãs novos vao aceitar o nível de animacao dos longas originais.

Se estão detonando a animação do WIng aqui, o que dizer do Gundam Movie 1? Nas palavras de um amigo 5 anos mais novo: "Porra, a animação ta no nível do desenho do Pimentinha!"

O Zeta ja tem uma animação bem mais legal, mas a série só faz sentido se você viu a original.

Logo, para quem é mais novo (ou nao atura animação fraca), eu recomendo comecar com o Gundam Seed - que nada mais é do que um "quase remake" do Gundam original e do Zeta.

(Alias, o mesmo amigo que me xingou pelo "animação Pimentinha do Gundam 1" ficou viciado em Gundam depois de ver o Seed)
Nome: Felipe Onodera 29/07/10 05:39
O Gundam original realmente está cheio de erros de animação. Mas, pessoalmente, detesto Gundam Seed, quase tanto quanto não gosto de Wing. Acho uma série fraca e com uma sequência pior ainda. Não gosto das personagens, não gosto do enredo, não gosto do character design, enfim, pra mim pouca coisa se salva em Seed. Mas que a série tem chances muito mais amplas de ser bem sucedida, ela tem. Se alguém realmente acha que a animação do original é algo relevante e que prejudica o resultado final, então o que recomendo mesmo é ficar com o Gundam The Origin. O que pra mim é meio preocupante, porque o Yasuhiko já está velho e a série caminha a passos lentos... Não gostaria de ter nenhuma surpresa desagradável durante seu andamento...
Nome: Matheus.../ 29/07/10 07:18
É, concordo com a sua opinião a respeito da ambiguidade irritante dos personagens (tudo jogada de marketing no final das contas), não tenho nada contra personagens serem moldados esteticamente de forma a agradar certo fandom, isso acontece direto até em materiais para o grande publico, mas a partir do momento em que o enredo e o desenrolar do anime são afetados por isso fica evidente os buracos causados na história.

Nesse caso acredito que a versão ''atual'' de Wing, Gundam 00, que de certa forma pegou os mesmos conceitos de Wing, mesmo não deixando de lado a apelação conseguiu conduzir a trama de maneira bem mais coesa e transformar aqueles personagens inicialmente vazios em seres ''crediveis'' (mesmo que ainda tenha se utilizado dos mesmos clichés basicos que Wing se utilizou, como o personagem viciado em guerras ou o vilão com vontade de ser deus). Basta ver que os personagens de 00, ao contrario dos de Wing, evoluem conforme os eventos vão ocorrendo.

Eu pelo menos acho isso um bom exemplo de que nem sempre é a apelação que é nociva ao anime, contanto que ela se mantenha apenas na estética e não comprometa o que verdadeiramente importa nele, a história.

Apesar de que não acho que isso seja motivo total para desmerecer Gundam Wing, quer dizer eu pelo menos considero a série de OVAs que ganhou a dita adaptação em mangá recente ''Endless Waltz'' bem superior a propria série.
Não que ela ajude a tirar o gosto amargo que foi presenciar o roteiro cheio de buracos e personagens vazios daquela série (e Sunrise/Bandai mostra tambem que nem sempre aprende com seus erros... Né Code Geass R2?).

E olha, não sei se faria muita diferença se ao invez de Wing ter sido a primeira série Gundam no nosso pais, fosse outra como Seed ou o original. Não vejo isso de que a história foi considerada ''confusa'' pelo publico do Cartoon, o publico do Cartoon era composto por crianças, na época ainda não existia o Toonami de madrugada, o Adult Swim ou o antigo Animax, eles achariam confusa qualquer história que não fosse mais simples que um anime da Jump de sucesso da época (Dragon Ball ou Cavaleiros do Zodiaco) por isso mesmo acho que em vez de Wing, deveria ter sido G a primeira série a aportar em nossas terras (aproveitaria ainda o embalo que Dragon Ball Z tinha naquela época por aqui) e que depois, com um mercado e publicos ja preparado, deveriam trazer séries mais complexas e variadas, como o original ou o Wing.

Fizeram isso nos EUA (invertendo G por Wing), e o resultado foi muito favoravel por lá (o fator ''boy band'', de bandas como Backstreet Boys na época tambem ajudou a associar Wing como um material ''da moda'' nos EUA naquela época, assim como os vampiros de Crepusculo e o sucesso que o mangá Vampire Knight faz por lá atualmente). E hoje ja lançaram quase todos os Gundams por lá, é uma marca rentavel (00 esta seguindo a mesma linha de sucesso de Wing, o que inclusive permitiu a exibição simultanea de Gundam Unicorn nos EUA tambem)...

Lembre-se tambem que não foram muitos animes de ficção cientifica envolvendo mechas ou espaço que fizeram sucesso aqui no Brasil, lembrando aqui acho que só Yamato, que foi lançado numa época favoravel e com pouca coisa inovadora no mercado, que conseguiu fazer um sucesso alem daqueles que só são conhecidos entre o publico que vai em evento e etc...
Algo me diz que o publico brasileiro tambem não vai muito a cara de mecha, justamente pelo preconceito que Power Rangers e Transformers incluiram nesse gênero por aqui. O que faz tanto o grande publico como o publico fandom de eventos nem olharem para a cara do material.
Nome: Pedro Bouça 29/07/10 09:21
Quem "estão" detonando a animação do Wing aqui é um grande fã do Gundam original - e que até TEM os longas em DVD (edição francesa!). :-p

Animação ruim em 1979 é perdoável, em 1995 nem tanto. Ainda mais que o Zeta e o G (ambas mais antigas) têm animação melhor.

No mais, concordo com o Onodera, achei o Seed intragável! MAS poderia fazer sucesso no Brasil.

Idem para o 00, que eu até gostei (mais da primeira temporada do que da segunda, a série se perde pelo caminho) e é na prática um Wing mais bem pensado.

Para tentar "ressuscitar" a franquia no Brasil eu sugeriria o 00 mesmo. É similar o bastante ao Wing para o pessoal que tenha visto essa série (que, convenhamos, ainda é a única referência de Gundam no país) consiga "pegar" rapidamente e tem qualidade vastamente superior.

Alternativamente, tentar exibir os OAVs não seria uma ideia ruim. 0080 é perfeitamente compreensível mesmo para quem não viu a série original, não tem tanta cara de "série de mecha" e é uma obra excelente sob qualquer perspectiva! Só não sei é se o público médio não acharia "confusa" ou "chata"...

Como eu repito há séculos, um remake do original seria a melhor pedida (The Origin em versão animada?). E antes que algum espertinho mencione, Seed definitivamente NÃO É esse remake!
Nome: Marcio E. Goncalves 29/07/10 10:28
"Quem "estão" detonando a animação do Wing aqui é um grande fã do Gundam original - e que até TEM os longas em DVD (edição francesa!). :-p"

Nao quer dizer muita coisa em comparacao a minha pessoa, considerando que sou fa do Gundam original desde os anos noventa e tenho as VHS originais da primeira edicao americana dos movies originais (comprados em uma epoca em que todo mundo so comprava VHS pirata no Brasil).

Nao vou entrar no merito de "sou mais fa do que voce" da coisa.

Eu podia facilmente citar o fato de que eu trabalho com animacao/audiovisual faz anos e no momento estou terminando um mestrado na area nos EUA...mas isso realmente acrescenta algo a conversa?

Enfim, como disse, o Wing eh bizonho, nao vou defender a serie - mas se eh para meter o pau que se meta em seus defeitos reais (varios, como bem apontou a materia do Lancaster) nao em inexistentes.

Reitero que a animacao do Wing p/ epoca estava na media de animes de entao.

O pessoal tenta a lembrar das perolas dos anos 90 (Macross Plus, Lodoss OVA, Cowboy Bebop, etc...) sem parar p/ prestar atencao no nivel medio das producoes de entao.
Nome: Kaesar 30/07/10 07:37
"Ahh Gundam Wing, agradeço por ter me apresentado esta franquia maravilhosa, agora poderia fazer o favor de sumir da face da terra?!"

Voltando a programação normal, ótimo artigo e a discussão dos comentários não deixa nada a desejar.

Devo dizer Lancaster que o que acendeu a curiosidade em assistir o Gundam Original e Zeta foram os seus artigos na anime pro, então agradeço desde ja :)

Após ter acompanhando series como Original (0079), Zeta, 8th team e o filme CCA, é triste ver a decadência e desfiguração de Gundam.

Eu não sou nostálgico, torço para que Gundam Unicorn faça sucesso pois mesmo com todos os seus defeitos no primeiro Ova existe potencial para um crescimento, e ele assim se torne um novo marco na franquia.
Ja que Seed e 00 são coisa lamentáveis, seus plots e personagens são as coisas mais hipócritas possíveis, é fácil defender a paz cor de rosa quando os personagens principais estão armados com armas de destruição em massa e são os maiores genocidas da face do sistema solar, mas no final nada importa, pois todos estão com os seus devidos pares românticos.

Se Unicorn falhar em se tornar o novo carro chefe da franquia, então so nos restara um Rebuild of Gundam (ou vocês acham que a Bandai esta deixando isso passar desapercebido?) se até isso falhar, então é sinal que as previsões do roteirista de Cowboy Bebop se concretizaram de forma absoluta.
Nome: João ferreira 01/08/10 11:00
Ótimo texto, Lancaster. Volta e meia fico com a impressão de que os animes que queria ver já vi, mas achava que era "ranhetice" minha. Mas a situação na indústria japa, mais preocupada com os "fogos de artifício" do que com o conteúdo podem abalar seriamente a produção de animes no futuro.
Nome: Pedro 02/08/10 11:48
"A propósito, essa sua resposta no post de mrs seria um ótimo tema para uma matéria sobre a importância da qualidade (no caso, um bom roteiro e uma boa mnarrativa) para a saúde e mesmo a sobrevivência da indústria de quadrinhos."

Outro assunto que renderia uma boa matéria seria a importância na tradução e adaptação de material estrangeiro para a nossa língua. Estou assistindo agora a versão dublada de Samurai Champloo, e pelo menos para mim é impressionante como o anime se tornou mais agradável de se assistir. As legendas feitas pelos fãs normalmente são feitas ao pé da letra, o que já me deixou bem incomodado com outro anime que eu adoro, Cowboy Bebop. Parece que os personagens só falam frases de efeito, ao contrário da versão dublada, cheia de gírias...

E insistindo de novo sobre a questão do manga de Gundam Wing, você sugeriu a edição francesa. Por qual site eu posso comprar, e que seja confiável? Eu apenas conheço a Fonomag (tempos da Animax), e sites como a Amazon. Nem peço que você me explique tudo direitinho, só queria saber um site onde eu pudesse me localizar. O resto eu me viro.

Obrigado de novo.

Alexandre: Bom, o mangá de Wing eu não recomendaria a nenhum ser humano. Falava de Gundam the Origin.

Quanto a franceses, eu só conheço a Amazon e Fnac Francesas mesmo...
Nome: Pedro Bouça 02/08/10 06:24
Ah, vai. Força Domon era legal...

Para comprar na França material relativamente barato como mangá, sai mais em conta pedir na Decitre (www.decitre.com) ou em alguma loja especializada como a Discount Manga (www.discountmanga.com). Amazon e FNAC cobram postagem por item, as outras que eu citei cobram por valor da compra.
Nome: Pedro 02/08/10 10:25
Obrigado Alexandre e Pedro Bouça pelas dicas dos sites.
Nome: Biguá 06/08/10 04:01
Lancaster, vlw as recomendações, só confirma pra mim.. qdo tu fala 3 filmes, são esses:
Kidou Senshi Gundam I Gekijouban
Kidou Senshi Gundam II: Ai Senshi Hen
Kidou Senshi Gundam III: Meguriai Uchuu [Sora] Hen

Alexandre: Eles mesmos.
Nome: J Daniel 10/08/10 12:08
voltei aqui só para postar isso.
me rendeu risadas espontâneas:

http://www.youtube.com/watch?v=_T1jJETieUI

Alexandre: É Gundam Wing com sérias restrições orçamentárias. XD
Nome: Pedro Bouça 24/08/10 05:05
O público brasileiro não gosta de animes de mechas? De onde veio isso?

Façamos uma pequena retrospectiva: Animes de mecha exibidos no Brasil no tempo pré-Cavaleiros foram Pirata do Espaço, que eu lembro ter feito um certo sucesso (menos que Patrulha Estelar, é certo) mesmo sendo talvez a pior série do Go Nagai, e Robotech, que sofreu na Globo por conta de horários incertos (dia de semana às 5 da tarde?) mas não se saiu pior que sua contemporânea Zillion. O Macross original (com o título de "Guerra das Galáxias) foi exibido por ANOS a fio em pequenas emissoras (eu vi na CNT), sinal que teve algum sucesso.

Comando Dolbuch saiu em VHS na época, penso que o único anime a ser lançado em VHS integralmente no Brasil, mas nesses tempos prá-venda direta de vídeo para o consumidor ele passou em brancas nuvens. Como qualquer lançamento de anime da época, por sinal. Maior parte das pessoas nem soube que foram lançadas pelo menos duas fitas de Patrulha Estelar, por exemplo...

Desde Cavaleiros, quando anime virou realmente mainstream, o que saiu de mecha no Brasil? Eu só lembro de Gundam Wing! Foi um fracasso, é verdade, mas acho precipitado decretar o fracasso de todo o gênero só por conta disso!

Alexandre: Acho que Albegas (que no Brasil virou Arbegas e que o pessoal que assistia chamava de "Bodegas") também foi lançado na íntegra em VHS. Aqueles foram anos muito estranhos. XD
Nome: BluBlu 30/12/10 11:17
Eu gostei da análise, mas você só apontou a maioria dos defeitos de Wing e não apontou quase nenhuma qualidade, só a 1ª abertura e as cenas de luta, mas toda a trilha sonora de Wing é muito boa, querendo ou não, é, além disso os W tem alguns dos melhores senão os melhores mecha design de toda a franquia(é minha opinião, mas ao meu ver os mechas de Wing tiveram, como eu posso dizer, "personalidade", não foram apenas robôs gigantes com peças coloridas e coisa e tal), tá certo que os personagens de W são vazios, a animação era ruinzinha (apesar de na época estar na média, e tanto em personagens quanto em animação G Gundam era melhor), a série era uma porta para imaginação, do meu ponto de vista, o enredo e o desenvolvimento da série era tudo e nada ao mesmo tempo, muita coisa acontecia do nada ao mesmo tempo e as vezes sem nexo, mas ainda assim, a série tem diversas qualidades, como já disse, como os mecha designs, a trilha sonora, o traço (de fato melhor que o de G), que você poderia ter posto na matéria, mas ainda assim, está boa.

Alexandre: olha, pra mim os melhores designs da franquia são os de Turn A Gundam – mas isso é tão polêmico que gera discussões imensas entre seus fãs... XD
E eu nunca desvalorizei o trabalho de Shukou Murase como designer. Mas acho discutível dizer que são melhores do que o traço de Kazuhiko Shimamoto – são diferentes e adequados para propostas diferentes. Se Murase fizesse o design de G Gundam não funcionaria, e se Shimamoto pegasse o traço de Gundam Wing, o resultado seria pior. Mal ou bem, os traços são adequados às respectivas propostas. O problema de Wing foi a execução.
Nome: Sérgio Matias 28/01/11 03:33
Olá Maximum Cosmo, eu estou fazendo uma campanha no orkut para que a editora NewPop traga o grande mangá Gundam:The Origin para o brasil em edição definitiva, logo eu começarei a campanha no Twitter também, aqui está o endereço:
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=110898362&refresh=1
Espero que propaguem e gostem da idéia, um abraço.

Alexandre: eu gosto da ideia, o grande problema é que não vejo isso como viável no momento. E não sei se a NewPOP iria investir nisso, sinceramente.
Nome: marcelo 02/02/11 12:38
po, eu jogava com o deathscythe, que era um dos mais fodanchudos, embora quase todos os bonequinhos (exceçao feita ao Wing E o Wing Zero, que eram um coco) fossem legais. A trilha sonora era boa tambem, especialmente a da fase do Heavy Arms.

Alias, foi por causa do jogo, que chegou nas minhas maos muito mais cedo do que o anime, que eu me interessei na serie e toda a coisa Gundam. Mas confesso que ela nao me empolgou mto quando comecou a passar no cartoon, de modos que nem vi todos os episodios. Anos depois, assisti Gundam Seed inteiro, e achei, francamente, um cocô. Com duas experiencias ruins, acabei abandonando o universo Gundam, que prometia ser mais serio, politico e blablabla, mas nao me entregou nada disso, ou pelo menos nao o suficiente.

Alguem nao quer me indicar um pra mudar meu ponto de vista?

Alexandre: fácil, procure os três longas-resumo da série original Mobile Suit Gundam e depois emende com Zeta Gundam (não os longas, mas a série de televisão). Pule o Double Zeta e vá direto ao longa Char's Counterattack. Não tem erro.

Ah, sim, parabens pelo site. Conteudo de primeira.

Alexandre: obrigado. :)
Nome: Cicero 02/02/11 02:54
ola eu gostaria de saber se alguem sabe de uma serie parecida com gundam exibida entre 2000 e 2003 ....estou procurando e nao consigo achar nada sobre ela nao lembro nem o nome....
fico muito agradecido se puderem me ajudar....AHHH e gundam é o ANIME!!!!!

abraçao...
Nome: Thiago 03/04/11 02:55
Nossa, abri esse link meio antigo pq curtia série, mas não pensei q veria ela se tornando bode expiatório para o fim do mundo. Certo que ela não fez sucesso por aqui, sempre soube isso, mas daí pra criar todo um legado de decadência...

Se ela foi boa ou não, é mais questão de opinião certo? Embora muitos dos fatores de bastidores não possam ser negados por mim, como as intenções comerciais de vender os bonecos ou o apelo ao moe (apesar de que, pra mim, moe está nos olhos de quem vê, tanto que se fazem fanfic de qq coisa ultimamente, ou pior: http://tvtropes.org/pmwiki/pmwiki.php/Main/RuleThirtyFour ), ou até mesmo aquela reclamação mais comum de que a série era confusa, quando eu era mais jovem eu basicamente a via como basicamente um cenário de guerra no qual tudo obviamente caminhava para terminar as guerras ocorrendo e a ideia de ver a história era saber como isso iria ocorrer.

E o que eu realmente gostava era do que tanto reclamam, da história não ser simples e dar indicativos bem claros como luzes de neon florescentes a respeito de como fariam aquilo. O destino final aliás vc só sabia que estava sendo procurado por causa dos varios lamentos de como guerra é ruim e talz, mas nao pq havia personagens ativamente buscando ir atrás de terminar os conflitos da Terra e das Colonias. Nem tinha aquele espírito de "levar algum lado a vitória" q deixaria td bem banal e comum. Isso me causou uma sensacao que eu achei muito agradavel de ficar pensando comigo mesmo "e agora hein meu autor do anime? como vc vai acabar com a guerra num contexto desses?".

E ele escolheu um estilo de quebra cabeça, aonde o enredo caminhava até o local que deveria ir através dos caminhos tortuosos das escolhas dos personagens que nem sempre eram as melhores possíveis para isso, pois por vezes eram egoístas e separavam pessoas por aí e confundiam a parada toda. Até mesmo a batalha final acabava sendo um suícidio sem noção do grande vilão com um plano sem pé nem cabeça, é, mas q fazia sentido ao personagem ao menos. Exigiu demais de quem ve pra reconhecer os pontos legais? Provavelmente... mas conseguiu mesmo assim entregar algo que conseguia ser diferente e original aos meus olhos sem deixar de ter problemas e td aquela apelacao comercial para os olhos de quem nao conseguisse ignorar isso (algo dificil, vai? mas nao a faixa etaria destinada ao menos, tanto que tem ateh gente por aih falando de como "gostava antes e agora nao", gente que podia ignorar o outro grande problema do "confuso" ao menos).

Sei que provavavelmente (definitivamente xD) estou tentando dar mt mais profundidade a algo que não tem, mas acho divertido histórias assim, que realmente te surpreendem no caminho pelo qual te leva (sem chegar a ser aleatório demais... embora aí já seja questão de opinião novamente) pois o proprio objetivo final nao possui forma definida (como possuiria um classico "mate o grande vilao). Sei que tinha muitos buracos na trama também, e que poderia ser melhor... E que talvez até os outros Gundam já sejam melhores (a nao ser o Seed e o 00, esses eu ja dei uma olhada e não gostei mt xD). Mas dependendo da interpretação uma pessoa pode adorar algo que a outra odeia, então essa ideia toda de legado parece meio exagerada para mim. Aconteceu de não vingar aqui, e da sua opinião ainda assinar embaixo de que o troço não prestou, mas não precisa crucificar também. xD

Enquanto ao que o Sato disse (aliás, já tinha visto essa entrevista antes em outro site e prefiro sim Cowboy Bebop a Gundam Wing) vi ele se referir a mts termos técnicos... sobre terceirizar mão de obra e investir tanto assim em moe... Pra mim soa mais como uma crítica a industria ter se estagnado, pq começou a ganhar dinheiro, e não estar tentando se arriscar mais para se manter na ativa. É, eu acho q falei o óbvio, mas o que eu quero dizer é q a meu ver ele reclama mais não da existencia do moe ou de que histórias assim "matarão" os manga no futuro, mas ele dá um panorama geral dizendo que o problema é mais no sistema de produção como um todo. Coisa cultural sabe? De preferir investir no que eh seguro e diminuir as chances para o resto... E baratear para lucrar mais e entregar material nao mt variado de menor qualidade e assim futuramente perder a confianca do consumidor assim. Mas o que eu quero dizer eh que isso, naquele contexto cultural, aconteceria se qq outro tipo de historia fosse a atrativa, e nao a moe em especifico. Nao eh ela q eh o problema, mas sim a ideia de dar o enfoque em produzir mais do mesmo tipo de material em maior quantidade e menor qualidade e nao dar espaco aos outros.

Mas aih eu ja me sinto meio bobo pq estou falando mt como se me achasse o grande entendedor do assunto enqnt na verdade eu soh to numa noite bem desocupado. Ah, nao eh como se eu quisesse defender o Gundam Wing tb... (to de zoa, eh q eu li varios comentarios nessa pag falando isso antes de comentar eu msm xP).

Soh espero que tenha dado pra entender algo do q eu falei, pq digitei com pressa e posso ter, coincidentemente e sem relacao alguma, soado tao confuso qnt a propria trama do Gundam Wing.
Nome: Aryam 12/06/11 08:07
Apesar de não concordar com metade do que vc falou e ter achado sua análise extremamente superficial do anime, me diverti bastante lendo seu testo "trollando" as fãs de GW XD

É inegável, porém, que o trunfo da série foi justamente deixar metade do plot para interpretação (como vc mesmo menciona) e justamente por isso a série faz um sucesso absurdo até hoje . Só não acredito que isso seja ruim. Você diz que a série não era "honesta", mas estava na cara, para quem *quisesse* ver que a série trazia "fanservice" atrás de "fanservice", cheia de cenas desnecessárias como o Treize tomando banho ou os dois tocando violino. Você pode achar isso ruim, mas eu acredito que seja mérito da série e dos produtores (ou sorte?). Quando os dvds foram remasterizados, as vendas já estavam esgotadas bem antes deles serem sequer lançados. Pode-se comprar os robôs de GW em qualquer loja de brinquedos que se vá no Japão/Taiwan até hoje, e tanto que o mangá está sendo refeito e um livro está sendo lançado como comemoração dos 15 anos da série.
Concordo que as fãs são fanáticas e GW de repente virou um seriado homossexual (o que eu acredito ter sido proposital para vender para o maior público consumista existente: MULHERES), mas GW também tem seu lado bom e a história não é tão inexistente quanto você descreve (minha opinião).
Tanto isto é certo, que Gundam Seed e Gundam 00, ambas séries bem sucedidas, seguem ridiculamente a linha do Gundam Wing, que se tivesse criado esse preconceito todo isso não teria acontecido.

Mas também sei que a série pode ser facilmente resumida como: cinco garotos confusos lutando com robôs gigantes pela libertação das colônias da Terra e uma princesa (que está lá para representar a audiência comum).

GW criou um monstro (yaoi) sim, mas fez muitos meninos e meninas irem atrás de outras séries gundams e outros animes melhores. Merece seu devido respeito.

Quanto a Gundam *no Brasil*, aqui só pega Dragon Ball e Chaves, sejamos sinceros. O público em geral não quer histórias e ponto, quer pancadaria. Não estou criticando, pois aqui bem se sabe que quando as pessoas realmente querem assistir algo, vêem pela internet e não pela tevê. Gundam Wing começou bem por aqui, mas aí começou aquela vira-casaca e ninguém entendeu mais nada...
Nome: Rodrigo 02/07/11 02:36
Cara como vc teve paciência de escrever tanta babuseira sobre algo que vc mesmo disse não gostar. Fala sério.

Alexandre: "babuseira" não sei o que é, mas baboseira é algo que eu tenho que aturar muito certas horas. :P

E uma das funções desse blog é falar de obras que tiveram efeitos de longo prazo na indústria, ou apontar materiais que acrescentem ao mercado, não fazer oba-oba sobre as séries que gosto.
Nome: Marco Aurélio Tomaz 24/07/11 07:07
Gundan Wing para mim, é um anime que fala sobre diversas visões de uma mesma guerra, no caso entre a aliança, colônias, OZ.

Não acho que venha ser um anime muito apropriado para quem quer ver cenas os locas, poderes infinitos, etc, vide DBZ, CDZ, Naruto, Bleach,etc.

Acho um bom anime, sério na maior parte do tempo.

Entendo que alguns não gostem, vejo o anime com um roteiro realmente um pouco confuso, por que não fica claro um inimigo logo de início, quando digo um inimigo, digo algo como um Mecha que superasse todos os Gundans, ai muitos achariam lindo.

O maior inimigo é justamente a capacidade de alguns conseguirem realizar ações sem nem mesmo usar armas.

No mesmo estilo, seria assisir Game Of Thrones, que em nada lembra Senhor do Anéis.

Alexandre: comparar Gundam Wing a Game of Thrones é um tanto demais. Mas se você quer realmente ver animes sérios nesse tom – sem buscar "cenas loucas e poderes infinitos" recomendo Zeta Gundam e Lenda dos Heróis Galácticos, mesmo. São animes brilhantes em execução – quesito que não dá para defender Gundam Wing.
Nome: Marco Aurélio Tomaz 24/07/11 07:10
Gostaria que se possível, me indicasse 10 animes bons para que eu pudesse analisar, baseado na sua opnião.

Se quiser mandar por email, eu agradeço.

Alexandre: farei isso. :)
Nome: Pedro H. 06/11/11 10:20
O problema de Gundam Wing e de quase todas as outras séries Gundam que quiseram contar histórias sérias é que a seriedade das histórias é quase totalmente artificial. São animes pretensiosos, e nessa leva incluo também Zeta Gundam, que, apesar do grande potencial, possui vários defeitos:

1. diálogos "adultos" expositórios, onde os personagens emendam uma lição de moral atrás da outra, além de serem ditos em situações completamente inverossímeis, como os personagens discutindo a relação enquanto participam de batalhas mortais no espaço;

2. personagens femininas muito mal escritas - como Reccoa, Fa, Bertolchika, Rosamia, Sarah... são tantas, com suas motivações e explicações estúpidas sobre moral, realidade e guerra que ficou impossível para mim simpatizar com tais personagens.

3. Personagens masculinos foram escritos de maneira mais razoável, mas os mais interessantes são colocados de lado. Char então é um coadjuvante de luxo, longe do personagem cativante da série original. Infelizmente, ele foi mal aproveitado. Katz então é por excelência o personagem mais irritante de Zeta, além de um indicador de que os roteiristas extrapolaram no número de crianças-piloto na série. No Gundam original, a explicação do porque haver tantos personagens jovens a bordo da White Base era plausível, o que não ocorre em Zeta.

4. Zeta Gundam é uma série dramática... sei. Ficavam episódios e mais episódios desenvolvendo pifiamente alguns personagens, dai eles morrem e colocam uma música triste, e eu tenho que me importar? Que morram todos, no decorrer do anime só ficam reclamando ou fazendo proclamações sobre suas ideologias e crenças de vida. Realmente irritante.

5. Newtypes pra tudo quanto é lado. Eles precisam que dois personagens no meio de uma cidade cheia de gente se encontrem acidentalmente para fins narrativos? Opa, entra em cena o poder extra-sensorial quase vidente dos newtypes.

Apesar de todas as reclamações, gostei muito de como certos personagens evoluiram ao longo da trama, como Camille e Amuro, e alguns episódios específicos eu fiquei particularmente vidrado. Mas acho que a quantidade de episódios torna não apenas Zeta Gundam, mas muitas séries Gundam enfadonhas com o decorrer do tempo.

Por tudo isto que falei, adoraria ver uma matéria aqui no site sobre os Gundam UC. Entendo a importância de Z Gundam na história da franquia, e até relevo algumas características de época, mas acho que a qualidade de Zeta é carregada pela nostalgia, e nada mais.

No mais, em um dos seus comentários você citou Lenda dos Heróis Galáticos. Esta sim é uma série que pega tudo aquilo que vários Gundams tentaram fazer e não conseguiram: fazer uma história adulta. E é um dos poucos (senão o único) anime com grandes quantidades de explicações filosóficas expositórias que, incrivelmente, quase nunca se tornam excessivas. Possui alguns defeitos sim, mas pela sua extensão é algo tolerável.

Alexandre: desculpe a demora em responder. Acho que isso tem que ser discutido com calma,, sim, mas acredito que realmente uma série de artigos sobre o UC Gundam se tornou absolutamente necessária – ainda mais quando Gundam: The Origin vem por aí ano que vem. Principalmente após um comentário como o que vem a seguir... >_<
Nome: Luiz Renato Junqueira 17/11/11 12:07
Acho que o autor do texto acima não assistiu a Gundam Wing. Ou melhor, sua percepção rasa da trama o impediu de visualizar todos os elementos. Gundam Wing, além de ter um cenário bem melhor construído do que outras séries Gundam (ultrapassa o mero antagonismo Terra X Colônias para inserir instituições militares e política, civis e aristocráticas, na trama), apresenta personagens bem mais interessantes e complexos do que uma primeira análise superficial possa fazer crer. Os personagens são tipos? São criados sobre esteriótipos? São, sim. Mas os de Shakespeare também. Isso não significa, de modo algum, que não exista profundidade psicológica. Os tipos, inclusive, são um recurso clássico do teatro e da ficção de modo geral. Como se trabalha esses tipos é que define o mérito do autor, e esse é precisamente um dos diferenciais de Gundam Wing: embora existam tendências de personalidade, os personagens, em suas ações, mudam frequentemente de comportamento, pois estão amadurecendo juntamente com os fatos transcorridos e não meramente participando dos fatos sem ser afetados por eles. Gundam Wing tem um roteiro confuso? Não, tem um roteiro complexo. Mais uma vez, uma avaliação superficial pode prejudicar definitivamente a percepção da obra. Gundam Wing, para começar, não se restringe a contar estórias pessoais de personagens. Os acontecimentos não ocorrem em função deles, pelo contrário. Durante toda a trama, os personagens se veem pressionados e surpreendidos pelos acontecimentos, o que imprime boa carga de realismo à trama. Afinal, na realidade, o mundo não gira ao redor deste ou daquele indivíduo (embora muita gente pense que o mundo gira ao redor de si), mas nos lança nos acontecimentos, nos obrigando a tomar posição. A trama de Gundam Wing trata de dois temas importantes e complexos: 1) a natureza humana; 2) a função dos estados (instituição) na manutenção do bem-estar da sociedade (o que envolve entre outras coisas sua segurança, que é o foco do enredo, a paz e a guerra). Gundam Wing aborda até mesmo o papel dos soldados, a moralidade na guerra e os diversos agentes históricos, isto é, as causas dos eventos que determinam o desenrolar dos acontecimentos. No entanto, todos esses temas são subjacentes às cenas dos acontecimentos das vidas dos personagens, de maneira que sua percepção não é tão óbvia, principalmente se os diálogos são negligenciados. Em outras séries Gundam, o conflito acaba resumido às posições de líderes extremistas em um ou em ambos os lados. O vilão é sempre um louco que quer destruir o mundo ou, pelo menos, promover o genocídio de seus inimigos. Isso, sim, é característica de vilão de desenho infanto-juvenil, uma loucura destrutiva e dominadora. Gundam Wing, de maneira diferente, não tem vilão. Trazy, um dos líderes da Oz, busca a redenção do homem pelo ideal aristocrático, no primeiro momento, e, mais adiante, a paz mundial, ainda que efêmera, respondendo ao grito dos fracos. Trazy não é um vilão, não é um louco, não é nem sequer um fanático que segue um superior ou que quer vingança por alguma coisa, essas, sim, características de vilões do capitão planeta e de muitas séries gundam que são consideradas "melhores". Zachs também não é um vilão, não é um louco, nem um fanático. Existe uma busca por vingança em seu personagem, sem dúvida, mas esta nem chega a dirigir suas ações, que são baseadas, sempre, no sentimento de dever e em reflexões sobre os resultados de cada atitude tomada. Nem mesmo Tubarov ou o Duque Dermail (não estou certo da grafia dos nomes) são vilões, em sentido estrito. Tubarov deseja que as guerras não causem a morte de soldados; já o Duque acredita que a paz só pode ser alcançada pelo governo dos aristocratas (dos melhores, mais instruídos, detentores da tradição) sobre os cidadãos comuns. Ninguém é maluco, ninguém deseja a destruição total de seus inimigos, ninguém age por interesses pessoais, simplesmente. Estes são personagens infantis? Acredito que tenha ficado muito claro que não. Aliás, Gundam Wing conta com um número considerável de personagens secundários interessantes e que não são meros figurantes, mas que contribuem para o desenvolvimento da trama. Tenente Noem, Lady Unit, Majos Saali, Tenente Trent, Tenente Nikol, os rebeldes do oriente médio, que apoiam Quatre, os engenheiros, Howard, enfim, o número é realmente grande. Porém, apesar desse número, nenhum personagem aparece na trama sem uma função, apenas para representar um obstáculo transitório para os protagonistas da série. Nenhum desses coadjuvantes é dispensável. Até mesmo os menos importantes, como os tenentes da Oz Nikol e Trent (o primeiro tenta manipular a Lady Unit e o segundo tenta desvendar o sistema zero), têm participações relevantes, que alteram o curso da trama.
O que dizer então dos personagens principais? Bem, para começar, o simples fato de não se tornarem imediatamente aliados mostra que o criador da estória não buscava soluções fáceis. Apesar das comparações do início do texto do blog, a interação entre os personagens em Gundam Wing não tem nada a ver com Cavaleiros do Zodíaco, absolutamente. Como foi observado no texto, inclusive, os personagens sequer ficam juntos até o desfecho da trama. Em Cavaleiros do Zodíaco, desde a guerra galática, os 4 principais já trabalha como equipe, com o Fênix aparecendo em momentos de necessidade. Isso ocorre em Gundam Wing? Não. Porque, como já demonstrei, o roteiro não cede aos interesses dos personagens, mas, pelo contrário, os personagens é que caminham pela trama, ora em uma posição, ora na outra. Aliás, em que outra série Gundam os personagens mudam tanto de lado, se infiltram em um organização, se aliam a outra, conforme as circunstâncias exigem? Os pilotos, em Gundam Wing, sequer possuem um ideal bem definido. Eles lutam pelas colônias, no início, mas, com o desenvolvimento da trama política, os lados se confundem, a ponto de fazer os protagonistas perderem a noção de seus inimigos e a entrarem numa busca quase espiritual por um ideal para os nortearem. O autor do texto desse blog não se aprofundou nas questões de Gundam Wing, apenas tentou olhar o anime do ponto de vista de arquétipos que já conhecia. Ou seja, o autor tentou encaixar uma trama que não entendia em modelos que ele conhecia de outras ficções e que era capaz de entender. Aliás, esse é outro mérito de Gundam Wing, porque a trama possui várias camadas. O espectador adolescente pode ver um anime sobre batalhas em robôs gigantes, enquanto o espectador mais maduro pode ver uma reflexão sobre a natureza humana e sobre as consequências do progresso tecnológico e do aumento do poderio bélico para os estados e sociedades. Se alguém lê um livro e não o entende, a culpa é sempre do livro? Não. Neste caso, passa-se o mesmo. Gundam Wing é, na minha opinião, a melhor série Gundam. E eu já vi muitas, inclusive a original. Na minha análise, as séries antigas devem sua fama quase que estritamente ao fato de serem isso mesmo: as mais antigas. E só. A trama, os personagens, até mesmo a qualidade gráfica, tudo é inferior a Gundam Wing, que, inclusive, conta com desenhistas de ótima qualidade, produzindo os episódios sempre com uma qualidade consistente, apesar da complexidade das cenas, dos veículos militares, dos cenários, às vezes amplos, como bases, às vezes pequenos, mas nem por isso menos surpreendentes, como o escuro interior das colônias ou os salões iluminados dos palácios da nobreza. Sugerir que Gundam Wing é um anime de menininhas adolescentes é ultrajante, só pode ser a opinião de alguém que não entendeu a interessante trama do anime, tanto por preconceito quanto por má vontade, por vontade de falar mal de alguma coisa para justificar suas preferências. Diante disso, não pude evitar de escrever este comentário, que, acredito, poderá chamar a atenção de muitas coisas que passam despercebidas pelo público médio. Aos que não gostam de Gundam Wing, deixo o seguinte conselho: revejam a série sem preconceito e prestem atenção à trama que ocorre por trás das trajetórias dos personagens, procurem distinguir as opiniões conflitantes e como elas são trabalhadas ao longo do enredo. Vocês não vão se arrepender.

Alexandre: Bom, o leitor expôs sua opinião. Mas me desculpe, tem frases que eu vou pinçar e que falam por si:

"Acho que o autor do texto acima não assistiu a Gundam Wing."

Alexandre:
Eu assisti. A tudo. Eu tive que assistir, por ser o primeiro gundam a ser exibido por aqui. E é absurdo pensar que só quem não tenha assistido possa ter uma opinião que não a sua.

"Gundam Wing, além de ter um cenário bem melhor construído do que outras séries Gundam…"

Alexandre:
eu escrevi uma longa resposta, mas sinceramente, achei melhor deixar pra lá: tento respeitar as opiniões dos outros, mas nem vou falar nada depois de uma frase dessas.

"Em outras séries Gundam, o conflito acaba resumido às posições de líderes extremistas em um ou em ambos os lados. O vilão é sempre um louco que quer destruir o mundo ou, pelo menos, promover o genocídio de seus inimigos. Isso, sim, é característica de vilão de desenho infanto-juvenil, uma loucura destrutiva e dominadora."

Alexandre:
Ahn, Hitler manda lembranças. A Guerra da Iugoslávia entre Sérvios e Croatas, também. E não custa dizer que Genghis Khan teve que ser demovido por seus conselheiros de não varrer os chineses do mapa para abrir pastos.

"Estes são personagens infantis? Acredito que tenha ficado muito claro que não."

Alexandre:
Dorothy Catalonia: "eu amo as guerras, hahahahaha". Relena: "você não quer me matar?" E claro, não podemos esquecer...



"Apesar das comparações do início do texto do blog, a interação entre os personagens em Gundam Wing não tem nada a ver com Cavaleiros do Zodíaco, absolutamente."

Alexandre:
Não, tem a ver com Samurai Warriors – que é clone dos Cavaleiros – aonde elas não existiam. Se você não percebeu isso, leu meu texto na diagonal. E todos sabem que isso uma iniciativa deliberada da Bandai, que respingou também na outra franquia de robôs da empresa, a Yuusha. Qualquer texto sério sobre Wing constata que isso aconteceu de propósito.

O autor do texto desse blog não se aprofundou nas questões de Gundam Wing, apenas tentou olhar o anime do ponto de vista de arquétipos que já conhecia. Ou seja, o autor tentou encaixar uma trama que não entendia em modelos que ele conhecia de outras ficções e que era capaz de entender.

Alexandre: Quer dizer que "quem não gostou é porque não entendeu"? Novamente, nem vou falar nada.

Sugerir que Gundam Wing é um anime de menininhas adolescentes é ultrajante, só pode ser a opinião de alguém que não entendeu a interessante trama do anime, tanto por preconceito quanto por má vontade, por vontade de falar mal de alguma coisa para justificar suas preferências.

Alexandre: Tanto essa busca da Bandai pelo público feminino foi deliberada (movida, novamente, pelo sucesso de Samurai Warriors; pode pesquisar pelos bastidores de Wing que eu espero)que ao tentarem repetir a fórmula, chamaram uma autora de yaoi para o visual de Gundam 00 – que é Wing passado a limpo e ao menos bem executado. Se não fosse assim, não o teriam feito. Pesquise.

"Gundam Wing é, na minha opinião, a melhor série Gundam. E eu já vi muitas, inclusive a original. Na minha análise, as séries antigas devem sua fama quase que estritamente ao fato de serem isso mesmo: as mais antigas. E só. A trama, os personagens, até mesmo a qualidade gráfica, tudo é inferior a Gundam Wing, que, inclusive, conta com desenhistas de ótima qualidade, produzindo os episódios sempre com uma qualidade consistente, apesar da complexidade das cenas, dos veículos militares, dos cenários, às vezes amplos, como bases, às vezes pequenos, mas nem por isso menos surpreendentes, como o escuro interior das colônias ou os salões iluminados dos palácios da nobreza."

Alexandre: opinião é opinião, mas julgar uma animação de 1978 pelos padrões de uma animação de 1995 é cegueira, e considerar artistas de primeira linha e importantes como Yoshikazu Yasuhiko e Haruhiko Mikimoto como inferiores é mais do que mero fanboyzismo, é absurdo e falta de critério. E dizer que elas só devem seu mérito por serem as mais antigas é simplesmente falta de senso de importância, relevância e história.
E quanto a qualidade gráfica, Gundam 0083 é anterior a Wing em cinco anos:




Eu poderia ser muito mais extenso, mas sinceramente se você acredita mesmo nisso, não tenho muito a dizer. Mas vou dizer uma última coisa: não adianta levantar temas interessantes se você não souber executá-las. Wing teve suas boas ideias e seu potencial como cenário? Teve, embora boa parte delas fosse herdada de outras produções Gundam. Mas se elas foram devastadas por uma execução desastrosa, do que adianta?

Trajes napoleônicos são muito bacanas, mas nostalgia não é boa conselheira, vai por mim.
:P
Nome: Pedro H. 18/11/11 02:08
Calmo era a última coisa que eu estava quando postei meu último comentário. Havia acabado de assistir ao segundo filme do A New Translation, então você deve entender como eu me senti. Na hora me lembrei do seu artigo sobre Gundam Wing, e acabei escrevendo tudo que me veio a cabeça. Relendo o comentário agora, percebo que fui agressivo demais, dando a impressão que apenas queria extravassar. Foi mal.

Alexandre: você viu o New Translation? Está explicado! Diferente dos três longas originais de Gundam, o New Translation foi muito mal conduzido pelo Tomino. O melhor de Zeta é a série original; pedir para alguém julgar a série por aquilo é como pedir para julgar Ideon pelo primeiro longa-resumo, que realmente é capenga.

A comparação que fiz com Gundam Wing também não me pareceu muito justa. O Tomino realmente tinha o interesse em contar uma história adulta mas acessível a um público mais amplo, ou até mesmo a uma faixa etária específica. O contexto aqui deve ser levado em consideração, pois é uma obra relativamente antiga. O que não significa que eu tenha que necessariamente gostar da obra em si. Pego o exemplo de Steamboy, que é um anime visualmente deslumbrante, mas que a história me pareceu sem graça. Com o seu artigo sobre o filme, consegui entender várias idéias por trás da história, mas ainda assim não acho o filme empolgante. O tema simplesmente não me atrai tanto. O que não significa que o filme em si seja ruim. Ele só não é do meu gosto.

Valeu, e desculpe pelo tom desabafo do post.

Alexandre: fica tranquilo. :)
Nome: Pedro H. 18/11/11 07:14
Eu já assisti a série original no começo do ano, e as críticas que eu fiz refletem impressões que eu tive enquanto eu assistia a série original. Mas nem de longe isso faz de Zeta Gundam uma série ruim, muito pelo contrário, Zeta foi um dos animes que mais gostei de assistir.

Acho sim que da metade para o final o número de personagens crianças saltou exageradamente; queria que o Char aparecesse mais (apesar de grandes momentos, como o seu famoso discurso); e a quantidade de Newtypes também me pareceu exagerada, bem como a demonstração de algumas de suas capacidades (como o episódio onde o Kamille "esbarra" com a inimiga numa cidade imensa, e meio que sem sentido descobre o plano da bomba para explodir a cidade); e alguns romances são estranhamente desenvolvidos (fiquei com a impressão que tinha cenas que os personagens se beijavam apenas por que queriam incluir um romance na história).

Alexandre: bom, realmente – em séries muito longas, é normal que acabem querendo incluir um romance de qualquer forma para tentar polir certa aridez. Nem sempre dá certo.

Também tenho que dizer que alguns diálogos são expositórios sim, o que foi agravado pela quantidade de episódios. Mas Gundam era (e é;) uma série comercial, e alguns fatores eu relevo tranquilamente. Afinal de contas, o objetivo principal era vender brinquedos e, por que não, entreter com uma história coerente.

Alexandre: a última frase sintetiza tudo.

Quanto a Steamboy, fiquei pensando se não teria sido mais interessante se o Otomo não apenas reproduzisse um gênero literário já extinto, mas sim pegasse inspiração nesse gênero para fazer algo completamente novo. Ainda acho que ele poderia ter feito melhor. Mas enfim...

E pegando o gancho no seu comentário sobre os "trajes napoleônicos", me lembrei de outro anime com trajes espalhafatosos: Tytania. Assisti ao primeiro episódio e, além do visual exagerado e excessivamente colorido, achei a história uma cópia meio mais ou menos de Lenda dos Heróis Galáticos. Ali tinha uns diálogos expositivos chatos de verdade.

Alexandre: eu tive essa impressão também: Tytania pra mim parece descaradamente um "Logh for Dummies" e com um visual mais exagerado. Mas é bem feito e dá para assistir na falta de opção melhor à mão; só que "dar pra assistir" não chega a ser uma boa recomendação.
Nome: Pedro Bouça 19/11/11 11:55
Tytania é uma adaptação de uma série de livros do mesmo autor de LoGH, daí talvez as similaridades.

Na prática, achei Tytania bastante inferior, nem que seja por uma série de concessões à indústria de animes (da qual LoGH estava afastada, talvez por ser um OVA), tipo uma menininha moe que não parecia ter qualquer função na história.

Alexandre: isso eu não sabia. E agora fico em dúvida se a culpa do resultado de Tytania se deve a fonte original ou se foi por conta justamente dessas concessões.
Nome: Luiz Renato Junqueira 23/11/11 09:43
Obviamente, não afirmei a sério que você não assistiu a Gundam Wing, sugeri apenas que sua percepção da série é tão deturpada que é como se você não tivesse visto. Para perceber isso, basta ler o "ou melhor" que inicia a frase seguinte.

"eu tive de assistir", pra mim, não faz sentido algum. Alguém te obrigou? As pessoas fazem o que querem, e o fato de você tentar tornar um tipo de obrigação ter assistido a Gundam Wing, pra mim, só demonstra uma implicância descabida com a série, implicância aliás que eu já havia comentado anteriormente.

Sobre a suposta resposta longa que você escreveu, bem, nada posso dizer, afinal, na realidade, você não escreveu nada. Não posso argumentar contra nada. É importante ressaltar também que respeitar opiniões não tem nada a ver com não se manifestar diante de uma discordância. Discordar não é desrespeitar opinião. Desrespeitar opinião, ao contrário, é usar frases como "não vou falar nada depois de uma frase dessas", desqualificando a opinião do interlocutor sem oferecer um só argumento, usando, em vez disso, apenas uma postura arrogante.

Hitler pode até ser apresentado como um lunático, mas ele não pretendia, de modo algum, destruir o mundo, como eu disse que os vilões das demais séries gundam normalmente agem. Mesmo seu genocídio contra os judeus era fundamentado em questões morais que, ao que parece, você desconhece. Mais uma vez, você não discute, apenas responde de modo altivo. Isso deve servir como "argumentação" na sua rodinha de amigos, mas comigo não cola.

Sobre seu sarcasmo em relação as duas falas de personagens tomadas fora de contexto: são só isso mesmo. Duas frases tomadas fora de contexto. A personagem da Dorothy, aliás, é bastante interessante. Filha de uma importante família de aristocratas, ela só pode admirar a força e a virtude guerreiras, que são postas em prática na guerra. Apesar disso, ela também possui uma dimensão trágica, pois, apesar de ter sido educada para amar a guerra, ela percebe o quanto os indivíduos podem vir a sofrer por causa dela, com a perda de entes queridos. O conflito da Dorothy é entre os valores que aprendeu (valores sociais) e seu desejo pessoal (de indivíduo) de não perder as pessoas que ama, como perdeu o pai. Se você não consegue compreender isso e só se prende a uma frase ou outra, não me admira que tenha essa opinião sobre a série, porque, desculpe-me, mas acho que o que te falta é profundidade pra entendê-la.

Nem sempre, mas, muitas vezes, pessoas não gostam de coisas boas porque não conseguem entendê-las. Acontece, sim, e pode acontecer com qualquer pessoa. A sua postura de achar que está com certeza acima disso é só mais um indício da sua já comentada arrogância, que, aliás, fica ainda mais evidente no seu repetitivo comentário "nem vou falar nada", que, afinal, não significa nada também, já que não é argumento algum, apenas uma vazia pretensão de superioridade.

Sobre suas informações sobre as intenções da Bandai: irrelevante. Eu não julgo um livro pelo tipo de campanha publicitária que a editora utilizou para divulgá-lo. Julga-se um livro pelo seu conteúdo. O resto é irrelevante. Da mesma forma, uma ficção, qualquer que seja a mídia, seja livro, desenho ou filme, deve ser analisada pelo enredo, não por outros elementos quaisquer. Apresentei uma análise de enredo e de personagens, você me veio com estratégia publicitária. Mais uma vez, vou repetir: você só busca argumentos para justificar sua implicância pessoal com a série, em nenhum momento fala sobre ela, realmente.

Por fim, quando mencionei que Gundam Wing era melhor do que as séries anteriores, não me restringi a falar da qualidade da animação. Eu quis dizer em todos os sentidos, inclusive, na qualidade da animação. Você, mais uma vez, tomou só um trecho do que eu disse para me refutar. De resto, falar em "relevância histórica" como argumento para justificar a preferência pelas séries antigas é, na minha opinião, uma bobagem. Sou obrigado a repetir: uma obra deve ser julgada apenas pelo seu conteúdo. O resto é irrelevante.

De resto, sua insinuação de que eu não soube executar os temas interessantes que levantei é só mais uma tentativa de refutar argumentos com coisa nenhuma, isto é, se valendo só de uma postura arrogante que não apresenta nenhuma razão. Essa falácia do "eu poderia dizer muito mais" não cola. Se você pode dizer, diga, porque só fingir que sabe não é saber. Se você tem argumentos sobre o enredo da série, apresente-os. Caso contrário, não comente, apenas deixe as outras pessoas lerem e julgarem por si.

P.S.: quero ver se você vai publicar este comentário ou se vai censurá-lo.

Alexandre: se você acha que eu não refuto argumentos com coisa nenhuma, ou que não apresento argumentos, então não tenho porque perder meu tempo com você – você não vai escutá-los.

Eu não vou censurá-lo. Apenas não preciso levar você a sério.

Um bom dia.
Nome: Luiz Renato Junqueira 23/11/11 11:32
Não precisa ou não quer, porque isso o obrigaria a rever suas posições insensatas. Faça o que lhe for mais conveniente.

Alexandre: ou seja, eu seria "obrigado a rever minhas posições insensatas?" por estar "naturalmente errado", pois concordar com você seria "o certo"?
O que você fala é discurso religioso, não argumentação. E religião não se discute. Por isso não vou levar você a sério.


Um abraço.

Alexandre: vai com o Wing Zero e que ele o proteja.
Nome: Luiz Renato Junqueira 23/11/11 12:58
Pare de falar bobagens. O que é próprio dos religiosos é não discutir e não apresentar argumentos. Os meus estão todos aí. Os seus não passam de uma série de "eu poderia dizer um monte de coisas, mas não vou dizer...". Isso é blá, blá, blá. Se você tivesse verdadeira vontade de argumentar, não assumiria a posição em que ficou até agora. Insinuo que você seria obrigado a rever suas opiniões porque, ao que parece, você não dispõe de argumentos para me refutar. E, se não dispõe, isso significa que as suas opiniões são menos consistentes. Isso, sim, poderia estimulá-lo a revê-las, mas quem opina pelo orgulho e não pela persuasão nunca muda de opinião, porque considera que isso é o mesmo que ser inferior. Tolice de vaidade.

Enfim, como eu te disse, faça o que achar mais conveniente.

Alexandre: tá, tá...
Nome: davimp 23/11/11 07:39
Gundam Wing, na minha opinião, só não foi um erro maior que o G Gundam. Visivelmente a Bandai e a Sunrise não acertavam com a franquia nessa época. Somente em 2002, com Gundam Seed, é que eles conseguiram fazer algo mais decente (e agradar "gregos e troianos"). Gundam Seed tem alguns desméritos, mas é, em muitos aspectos, um produto mais bem acabado que o Wing.
Wing foi e é um "pé no saco" para mim. Sempre que tentava apresentar a franquia para alguém, para conversamos sobre o assunto, reduziam tudo ao tal do Wing (que eles viram vocês sabem em que canal) e diziam não gostar de Gundam. xD

Alexandre: o pior é que friamente, G Gundam não era um anime ruim e tinha dois nomes bons envolvidos – Yasuhiro Imagawa e Kazuhiko Shimamoto. Eles executaram bem sua proposta e eu a vejo como uma boa série cômica e juvenil. Apenas não deveria ter sido chamado de Gundam; na verdade, teria sido melhor para ele ser alojado na franquia Yuusha ao invés de Dagwon, que representou para esta a mesma mancha que Wing representou para Gundam. Teria sido melhor para todo mundo... da mesma forma, se Turn A Gundam – que é excelente – não tivesse o nome Gundam no meio, talvez ele despertasse mais atenção de um público mais voltado a steampunk e similares.

Já Wing não tem essa desculpa.
Nome: davimp 23/11/11 07:54
*deméritos
E que venha Gundam: The Origin - para esse povo que eu citei saber o que é bom e o que é Gundam!

Obs: Também cairia bem um anime do Macross: The First...

Alexandre: olha, eu gosto de Macross, mas eu não recomendaria isso...
Nome: davimp 23/11/11 09:51
Putz, pensei esse Macross: The First fosse para Macross o que Gundam: The Origin está sendo para Gundam. Fui ingênuo, sempre esqueço que o mercado, na maioria da vezes, é quem dita as regras. =/

Alexandre: o factual está lá. Imagine um filme em que o diretor transa com a atriz e na hora de editar, pega material que deveria permanecer perdido na mesa de edição (isso acontece com todo filme, sempre tem partes perdidas) e insere porque nelas a atriz com quem ele transou sai exageradamente mais do que devia. Eu sei que isso não vale para esse caso, Minmay é só um desenho animado; mas ficou parecendo com isso.

Mas para o fã de velha data de macross, o básico tá todo lá e nada foi perdido. O problema são os adendos.
:\
Nome: Luiz Renato Junqueira 24/11/11 10:42
Nossa, G Gundam melhor que Gundam Wing? Gundam Seed melhor do que Gundam Wing? Putz, vocês têm um péssimo gosto mesmo. G Gundam tem como núcleo do enredo um torneio de luta de Gundams pra saber quem vai governar as colônias... Torneio de Gundams? Aff. Muito sem sentido. Gundam Seed é um anime para adolescentes. E quem ousaria reclamar da Helena Peacecraft quando comparada com aquela chatíssima princesinha de cabelo rosa, que além disso é uma estrela cantora, de Gundam Seed? Muito chato. Assisti a ambos, Seed e Seed Destiny e a minha impressão foi a de que os responsáveis por essas séries perderam totalmente a mão... E aqueles adolescentes no exército? Nada a ver... Pelo menos, em Wing os exércitos são tratados como organizações militares sérias, não como clubes de adolescentes, como em Seed. A única coisa interessante em Seed é a volta das grandes naves de batalha. Porém, sua eficácia fica seriamente comprometida se um único Gundam consegue destruir a ponte de uma dessas naves com um único tiro, matando dezenas de oficiais de comando. Em Seed, também é interessante a limitação de energia dos Gundams, o que torna o seu uso mais estratégico. Porém, o enredo é fraco. A batalha não é ideológica, é apenas um conflito étnico com mais um vilão louco que quer destruir o outro lado. Enfim, uma visão superficial e tola do que as guerras realmente são. Pelo jeito, vocês gostam desses protagonistas que se tornam os principais da estória meio que contra a vontade, sem querer, e passam o enredo todo se lamentando e hesitando entre lutar ou não, como o Amuro. Eu, particularmente, acho isso um saco. Em um conflito bélico, não há espaço para hesitação, e a obstinação de "exterminador do futuro" do Heero me parece muito mais interessante nesse ponto de vista do que o comportamento emo dos pilotos de Gundam Seed. Não nego, porém, que Gundam Seed tem alguns momentos legais e até entusiasmantes. Mas Gundam Wing, em termos de argumento, enredo e concepção de personagens é MUITO melhor.

Pra mim, um dos diferenciais mais interessantes de Gundam Wing é o fato de tentarem justificar de maneira verossímil o fato de existirem robôs gigantes amplamento utilizados como armas militares. Alguém de vocês sabe que justificativa é essa? Alguém sabe como outras séries Gundam justificam isso?

Se alguém estiver interessado em diálogo construtivo, eu terei prazer em participar.
Nome: BluBlu 24/11/11 06:23
Olha, entrando na conversa, eu acho G Gundam um excelente shonen, mas a maior aberração do mundo em termos de Gundam, é um bom anime.
Acho Gundam Seed uma releitura do Gundam dos anos 70 totalmente deturpada e lotada de fanservice e emices (cacete, prolongaram a cena da transa do Kira e da Flay na versão pro DVD pra alavancar as vendas, e o PIOR É QUE ALAVANCOU MESMO!), a série tem suas qualidades, mas em minha opinião é intragável e pior que o Wing, que se ao menos tivesse um enredo desenvolto ao longo dos episódios ao invés de andar em zig-zag e cheio de reviravoltas, seria uma série bem melhor.
Nome: Luiz Renato Junqueira 25/11/11 12:54
O roteiro de Wing não é fácil de entender, de fato. Eu mesmo tive de assistir à série mais de uma vez para conseguir assimilar todos os detalhes da trama. Mas não é assim com os bons filmes? Você vê uma vez e gosta, mas, quando revê e nota certos detalhes que passaram despercebidos da primeira vez, passa a gostar ainda mais. A minha preferência por Wing é uma preferência de quem já assistiu à série mais de uma vez e de quem conseguiu entender bem e até captar detalhes interessantes do enredo. Mas, admito, não é um enredo que se entenda totalmente de uma vez só, e se o expectador não vê com atenção pode mesmo se perder e não entender bem o que se passa.

Aliança, Oz, Fundação Romfeller, Facção Traize, Presa Branca, ao longo da série, as partes do conflito se alteram, mas, na minha opinião, isso é uma qualidade em Wing, porque, em questões políticas, as forças nunca são bem definidas e estáveis. Minha implicância com as demais séries Gundam advém, em parte, da simplicidade dos conflitos, que envolvem, normalmente, apenas duas forças antagônicas que se mantêm as mesmas do início ao fim, apenas intensificando seu radicalismo quanto mais próximo o final.

A trama de Gundam Wing é mais complexa do que isso e muito bem amarrada. Porém, é preciso ter atenção ao que está acontecendo para não se perder. Inclusive, porque alguns fatos que parecem pouco importantes, no início, acabam se mostrando essenciais depois.

Por exemplo: Se o Wu-fei não tivesse atacado os dormitórios dos recém formados pilotos para os MS Touro espaciais, na base do Lago Vitória, talvez os Mobile dolls nunca tivessem existido. O assassinato desses pilotos, provavelmente, foi determinante para que a Oz aplicasse os conhecimentos de Tubarov para a produção de unidades não pilotadas. É preciso lembrar que a Oz, apesar de sua fama maquiavélica, era facção de ideologia forte, com foco nos deveres e no orgulho dos soldados. Para que os soldados fossem descartados, algo drástico precisou ter acontecido. E isso explica a revolta da facção Traize no momento em que os mobile dolls se tornam a força principal da Romfeller.

Além disso, a própria Romfeller não é uma instituição de pensamento único e bem definido. Tanto é que havia pacifistas apoiando o Reino Sanq e, posteriormente, a raínha Relena, dentro da própria fundação, como o Conde Orange, que é outro personagem que aparece desde o início da estória.

A trama de Gundam Wing, inclusive, é explicada por um "locutor" em alguns episódios, para deixar claro o que está acontecendo, dada sua complexidade. Os especiais da Aliança, que vieram depois a formar a Oz, eram soldados sob a liderança de um jovem líder político, Traize, que nem sequer era da nobreza. O Duque Dermail se refere a ele como "um nobre cavaleiro da fundação Romfeller". Isso significa que ele não era um nobre, não detinha um título de nobreza, era apenas um "Sir", um cavaleiro nomeado, como Lancelot ou Mick Jagger. Era um homem comum com um status elevado por suas realizações pessoais.

Traize afirma, mais adiante, que só aceitou o apoio da Fundação Romfeller para sua campanha política pessoal devido ao apoio da Fundação à causa ecológica. É preciso lembrar que o prelúdio de Gundam Wing envolve a degradação dos ecossistemas na Terra, o que levou ao desenvolvimento das colônias. A trama de Wing se passa, justamente, no momento em que a vida na Terra retoma condições ambientais favoráveis, depois de muitos anos de degradação.

Enfim, não é que o enredo seja confuso, ele apenas é mais complexo do que das demais séries, o que exige do espectador mais atenção.
Nome: BluBlu 02/01/12 10:56
Sabe Lancaster eu queria falar de um outro assunto aqui, off-topic, mas ainda sobre Gundam, no caso a parceria JBC e Crunchyroll, a versão brasileira do Crunchyroll só chega aqui daqui a uns meses, mas a própria versão americana do site já tem alguns títulos licenciados para o Brasil e outros países no mundo, aonde Gundam entra nisso?Simples, o Crunchyroll, exibe várias séries Gundam, que são: Mobile Suit Gundam, Mobile Suit Zeta Gundam, Mobile Suit Gundam 00, Mobile Suit Gundam Wing, Mobile Suit Gundam UC/Unicorn,e mais algumas, no caso OVA's do Universal Century, mas não lembro quais são agora, no caso nós brasileiros já temos um outro Gundam legalizado no país além do Wing, que é o Unicorn(no caso a única série Gundam que a versão americana exibe no Brasil sem restrição de IP, já que se você tentar ver as outras, vai aparecer uma mensagem dizendo que o vídeo não está disponível no país), a má notícia em relação ao Unicorn é que os episódios foram retirados temporariamente do site, mas como a versão brasileira do site chega daqui a alguns meses, é possível que a série volte a ter exibição simultânea no Brasil.
Considerando que o Crunchyroll/JBC só exiba animes que a versão americana exibe, provavelmente não tenhamos Gundam AGE no Brasil, mas como a versão americana do site exibe os Gundams clássicos é provavel que exibam a versão animada do The Origin, e consequentemente as chances de Gundam: The Origin vir ao Brasil são razoavelmente boas, é uma boa notícia em relação a franquia Gundam nas terras tupiniquins, tá certo que a versão americana exibe mais de 200 animes, e que provavelmente sonhando alto a brasileira só exiba de 30 a 50 animes inicialmente, mas não deixa de ser uma boa notícia, o medo é o que a JBC pode fazer com as legendas, já que quem compra os mangás dela conhece a "qualidade" deles.
Além dessas séries Gundam, o Crunch exibe vários animes, como Naruto Shippuden, Bleach, Gintama, Un-Go, Usagi Drop, entre outros, todos que eu citei estão licenciados para o Brasil, mas o assunto é em relação a Gundam, foi mal ter comentado isso num post antigo como este, mas que eu achei que seria a melhor deixa pra falar desse assunto.

Alexandre: Pelo contrário, isso é algo relevante de verdade. Seria uma boa que Age viesse – ele tem sido a melhor coisa que aconteceu na franquia (juro que ao ver o capítulo 10 do anime me lembrei de... Patrulha Estelar. Sério). Não sei se The Origin deva vir nesse lote – para fins comerciais acho que não deva haver muita diferença entre Gundam e Gundam – mas acho que isso pode turbinar a franquia no futuro por aqui e sanar os danos feitos por Wing.
Nome: BluBlu 03/01/12 02:03
Quanto ao AGE, temos que ver se o Crunch americano vai exibí-lo futuramente, e as chances de a versão brasileira do site ser dependente da americana são altas, ou seja, só poder poder exibir animes que o Crunchyroll americano exibe, nesse caso, ficaria um pouco difícil saber de fato de AGE poderia ou não ser exibido no Brasil, mas as chances do The Origin serem exibidas pela versão americana são altas, já que o mesmo exibe os Gundam clássicos, mas não se sabe ainda, então fica a dúvida.
Mas bem que você poderia fazer uma matéria nova sobre o Brasil estar preparado para a era da sincronidade, que tal Lancaster?Porque parece que 2012, será o ano em que o Brasil estará nessa era, além do Crunchyroll, também temos o Netflix, que também exibe animes, e o Crackle, que parece que será o futuro Animax online.

Alexandre: Pode ser. :) Eu primeiro quero ver o resultado disso andar antes de falar qualquer coisa. Mas eu vejo muito potencial nesse novo cenário.
Nome: Vincent Law 02/04/12 06:42
Eles são heteros!

Exceto talvez Wufei pois ele é um misógino, mas ele odeia todo mundo por isso ele não conta.

Hiro gosta de Relena
Duo gosta de Hilde
Wufei era casado (veja o manga)

Trowa, bom, se a Catherine for sua irmão, necessitarei de outra fonte mais confiável :XD

E vamos levar a sério: Eles foram treinados desde criaça para ser um super soldado, e sentimentos foi a primeira coisa que eles conseguiram eliminar. Só quem é homo iria concordar que eles não são heteros (já que estão teorizando aqui, por que eu não? - O Pedro Bouça disse o mesmo: Deviam enaltecer a série, mas fazem o contrário).

Alexandre: mas é esse tipo de discussão que a série sempre viveu de alimentar!

Vou reiterar meu ponto. Eles não são nada que o espectador não queiram que eles sejam. São vagos, para que se atribua comportamentos. Se você os ver como heteros, eles serão heteros; se você os ver como gays velados, eles serão gays velados. Isso porque eles não tem personalidade verdadeira, tem "alinhamentos de comportamento básico" – o resto, você projeta.


A esquizofrenia que os personagens apresentavam, era bastante crível, pois como já falei, eles foram treinados para a morte. Eu achei a trama complexa, inteligente, e é parecido com a série Heroes (da primeira temporada).

Portanto, muitos não apreciaram desta receita, por ser complexa, e ter retardado a mente de muitas gentes que começava a assistir anime no mundo. Mas o Matheus já falou aqui nesta matéria. E palmas para o Marcio E. Goncalves.

Vide o sucesso no japão de Wing para outros países: Está aí a resposta.

Alexandre: O próprio hunter pontuou a efemeridade desse sucesso.

E por fim:

"Só por causa disso ter acontecido e causado o estrago que causou, há tanto para o roteirista Katsuyuki Sumizawa quanto para o diretor Masashi Ikeda um lugarzinho reservado em algum canto do inferno."

Ah, se isso fosse possível, eu despediria o cara que fez o Final Fantasy 13-2 (talvez até o próprio 13, não), e milhares de roteiristas de animação de hoje em dia.

Alexandre: E há mesmo, bem quentinho: o nível hoje tem sido MUITO baixo...

A propósito, cadê o meu calibre? :XD

Alexandre: Nah, não preciso levantar as armas: você veio e pontuou sua opinião, de forma honesta, ao invés de bancar o pretensioso que quer se mostrar esperto para os amiguinhos e aparecer com argumento ad hominem. Isso eu respeito. :)

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