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Jul 25
O Primeiro Volume de Babel II: The Returner
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Lancaster |
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4
Categorias: Young Champion

Sendo sincero, não faço parte da geração sobre a qual escrevo, logo não posso ser chamado de saudosista. Compreendo que a indústria dos mangás precisa crescer, que certos títulos envelhecem, e que nem sempre o que é antigo vai ser visto com bons olhos por uma nova geração de leitores. Até ai tudo bem, mas creio que a nova série Babel II: The Returner é uma série pensada para um público eminentemente quarentão e que se vale da nostalgia para vender.
Minha primeira impressão da série que está sendo publicada na Young Champion, da Akita Shoten,
e que está tendo seu primeiro volume lançado nos pontos de venda japoneses, é muito parecida com a que eu tive quando tomei conhecimento de Kikaider Code 02, de Meimu, uma revitalização do imortal Jinzou Ningen Kikaider, de Shotaro Ishinomori. Mas aqui não se trata apenas de uma atualização, mas sim de uma sequência, onde o herói psiônico Babel II irá enfrentar as forças armadas americanas por motivos que ainda desconheço.
Vale ressaltar que o brilho da série original provinha principalmente do conflito idealístico entre o protagonista e seu arqui-rival Yomi, rendendo embates em que não se sabia qual dos dois sairia vitorioso. Não era possível prever se Babel II seria capaz de escapar dos estratagemas de seu adversário ou se seria capaz de detê-lo no final, já que o próprio Yomi sempre provou ser capaz de escapar de suas investidas. Esse jogo de intrigas me lembra muito àquele de Sleuth (1972), de Joseph L. Mankiewicz, onde Michael Caine e Laurence Olivier são lados opostos da mesma moeda e travam inúmeros conflitos cerebrais tentando sobrepujar um ao outro. Curiosamente, Sleuth também rendeu um remake em 2007, bastante medíocre, apesar de contar com Michael Caine no elenco, na tentativa inútil de resgatar o público do filme original.

Eu não sei qual exatamente era a intenção do autor Takashi Noguchi com essa série, mas ele deliberadamente ignora o fato de que o próprio Mitsuteru Yokoyama já havia antes produzido uma continuação para Babel II e ela se trata de Sono Na Wa 101, onde Babel II retorna à antiga identidade civil, Koichi Yamano, e enfrenta um sindicato criminoso que se apossou de uma
amostra de seu DNA e criou um exército de superhumanos. A diferença é que agora ele atende pelo codinome cedido pela CIA, número de registro 101, e mesmo seus três serventes estão confinados em um abrigo subterrâneo para testes nucelares.
Sono Na Wa 101 pode não ter sido tão popular quanto seu antecessor, mas Babel II: The Returner também não promete nada nesse sentido, e, sejamos francos, não se pode comparar a uma sequência pelas mãos do criador original. Ainda é válido lembrar que a personagem Gin Rei, que se tornou popular graças à sua participação no Robô Gigante de Yasuhiro Imagawa, é originalmente uma personagem de Sono Na Wa 101.
E por falar em Imagawa, foi ele próprio quem já provou não ser necessário mudar o espírito e nem o estilo de uma história para torná-la atrativa ao público de hoje. Afinal, ele sempre nos brindou com excelentes adaptações de clássicos que não precisaram abandonar sua essência para enfrentar os seus contemporâneos. Não é o traço que fará a diferença, é a narrativa, a forma como a história é contada. Apropriar-se da estética vigente da época atual jamais pode ser considerado garantia de retorno, não trará de volta o antigo público que acompanhou a saga original na Shonen Champion e não tem apelo suficiente para atrair novos leitores. O retorno de Babel II já veio com a direção errada, e provavelmente assim terminará. (por Felipe Onodera)

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Comentários:
Alexandre: Bom, o Onodera teve uma opinião. Mas acho válido que todos façamos as nossas. Eu pretendo lê-la, mas fazer opinião é parte da natureza deste blog.
Não... não estou dizendo que foi ele(a) que fez esta obra, mas o traço lembra um pouco,.
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