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Jul 17
Lançado (finalmente) Jumbor, do criador de Shaman King
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Lancaster |
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3
Categorias: Hiroyuki Takei

A Ultra Jump, se olharmos bem, é uma revista mais focada em visual: seus desenhistas de maior destaque tendem a ser percebidos como grandes ilustradores, e suas séries muitas vezes são séries mais conhecidas por serem bem ilustradas do que bem-roteirizadas (lá é tanto o lar de Bastard! quanto de Tenjho Tenge). Quem acompanha as sequências mais cinemáticas de Karakuridouji Ultimo, de Stan Lee e Hiroyuki Takei (o mesmo criador de Shaman King) pode perceber que o artista tem evoluído a passos largos nesse sentido, e por esse viés é muito coerente a migração do autor para a revista, aonde ele lançará a série Jumbor – o reboot da velha Jumbor
Barutronica, que teve vida curta nas páginas da revista semanal para garotos Shonen Jump. Pode ser achismo, mas desconfio seriamente que Takei, na Jump juvenil, não pôde executar exatamente o que pretendia – caso contrário não insistiria nessa série nem a levaria para uma revista voltada a leitores mais velhos.
Em todo caso a Shueisha parece estar investindo de maneira bem firme na divulgação desse projeto – sinal de que o autor conseguiu recuperar, com o lançamento das edições definitivas de Shaman King, que trazem o verdadeiro final da série (após o seu cancelamento prematuro na Shonen Jump, por conta de queda de popularidade), o crédito aparentemente perdido que ele tinha com a editora Shueisha. Além da nova série ser o destaque de capa, a Ultra Jump trouxe ilustrações dos mechas da série no estilo das capas dos moldel kits de Gundam – sinalizando bem qual pode vir a ser o rumo comercial desse produto, ilustradas por Hidetaka Tenjin, responsável pelos desenhos mecânicos nas séries Macross Frontier e Macross Zero. De quebra, está sendo lançada a edição definitiva(!) do velho Jumbor Barutronica, em dois volumes, trazendo não apenas os capítulos originais da série mas também o episódio piloto e as histórias curtas publicads posteriormente na Ultra Jump, além de ilustrações – e falando nisso, as duas capas, reunidas, formam uma imagem única que pode ser vista no topo deste post. Pelo visto, Takei deu a volta por cima – e segue em frente muito bem, obrigado.
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Comentários:
E seria certo falar que ele levou a série pra Ultra JUMP? Eu creio que quem toma essas decisões são os editores, acho mais fácil a série ter sido levada pro almanaque.
Alexandre: Taí, é uma boa questão.
Sou fan de carteirinha de Takei e suas obras, e com certeza vou acompanhar esse "novo começo" de JUMBOR.
Desde de Butso Zone ele demonstra o interesse especial em armaduras mecânicas, recursos para armas, mechas e outras coisas do tipo. Agora que consegiu uma serie, que o principal atributo do protagonista é a transformação hardcore em maquina - vai ser bem legal acompanha-lo.
Se comparamos o 1 volume de Shaman King com os 10 últimos volumes,teremos uma boa e outra má surpresa.A boa é que você verá uma mudança significativamente estupenda do traço do autor;a má,é que vai querer jogar fora os outros volumes [maioria] que não estão tão bons [e olha que,nem as histórias os salvariam].
Sobre o comentário do carinha daí de cima,acho que não é de maneira nenhuma cansativo para Takei desenhar mechas/espíritos,pois se fosse era não faria.Desde de Shaman King que ele faz isso,com toda certeza é uma paixão [e das grandes] do mestre.
Longa vida ao Takei e seus projetos.
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