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Jul 15
Nova Edição de Flame of Recca
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Lancaster |
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2
Categorias: shonen
Ao contrário do que muita gente parece pensar, não basta ser antigo para ser um clássico. Eu diria que há duas formas de sê-lo: um é servir de paradigma e, por influência, marcar tudo o que veio posteriormente; a outra é sobreviver ao efeito do tempo, continuar despertando interesse e encontrando ressonância em gerações posteriores. Pegue qualquer edição dos anos 70 da Shonen Magazine, da Shonen Jump ou da Shonen Sunday: para cada três títulos transformados em clássicos pelo tempo – e descartando os fracassos de vida breve que mergulharam para o esquecimento – temos vários títulos que podem até ter feito sucesso em sua época, e que poderiam até ser bons; mas que hoje em dia ninguém sabe que existem. Eventualmente eles são reimpressos, despertam interesse, mas não são nem serão clássicos – e isso não faz deles ruins.
Flame of Recca, de Nobuyuki Anzai, é um exemplo perfeito desse tipo de situação: foi hit da revista Shonen Sunday, da Shogakukan, nos anos noventa. Bem influenciado por materiais como Yu Yu Hakusho, e antecipando a reinterpretação do tema "ninja" bem antes de Naruto, a série foi um material competente e divertido que não pode ser considerada nem de longe um fracasso: gerou 33 volumes entre 1995 e 2002, um anime (bacaninha) de 42 episódios com a assinatura de Noriyuki Abe, e gerou dois games pela Konami. Enfim, Recca foi um desses materiais que até são bacanas, mas que não tem estofo para durar. É produto para ser consumido, para que nos divirtamos – e para que esqueçamos dele após a leitura. Haverá ainda uma geração que se lembrará bem dele, e que provavelmente o guardará na estante. Mas depois, virão as reimpressões eventuais e as memórias de quem o curtiu, mas o deixará em um canto pessoal e nostálgico da existência. E só.
Então, para quem quiser aproveitar: a Shogakukan está lançando a edição bunko da série. Bunko, para quem não sabe, são as edições mais encorpadas, com muito mais páginas por volume (mesmo) – que, aliás, seriam um modelo perfeito para a publicação de mangás em livrarias no Brasil. Nessa versão, os 33 volumes originais serão redistribuídos em uma coleção de 17 volumes (quase dois volumes originais por edição), e os dois primeiros volumes estão sendo lançados simultaneamente hoje mesmo, dia 15. Além da republicação, os volumes trarão memórias da produção do material feitos pelo próprio Anzai, além da presença de Kazuhiro Fujita, autor de Karakuri Circus, Ushio to Tora e, atualmente, Moonlight Act, em dois artigos sobre a série. O volume 3 sairá em agosto.
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Comentários:
Alexandre: Eu teria medo de uma história com um nome desses. "A Chama de Rebecca" parece nome de romance Harlequin de banca.
Alexandre: Em essência o bunko é mais grosso, reunindo dois ou mais volumes em média em relação ao volume original. O Kanzenban é uma edição de colecionador, formato diferenciado, todas as paginas coloridas e bicolores já publicadas, eventualmente bônus extras, etc. – e há um formato de publicação mais luxuoso ainda, o Aizouban, mas esse não é toda obra que merece, não.
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