Busca
Jul 10
Ranking do Oricon (JP) – 04/07/2010
Compartilhe:
Lancaster |
PERMALINK |
11
Categorias: rankings

Primeiro desculpando um certo atraso – essa semana não está fácil. De antemão, também desculpando a brevidade deste post; salvo motivos óbvios (como feriados japoneses, que acabam gerando artigos minimalistas neste blog, porque há pouco o que se falar), essas coisas acontecem e trombam com nossa agenda. Temos uma vida do lado de fora. De resto, depois de semanas com campeões ou óbvios (é preciso ser um gênio pra advinhar que semana de primeiro time da Jump já tem dono?) ou deprimentes (Kuroshitsuji? Pfffft!), começamos finalmente BEM uma lista dos mais vendidos. O topo da lista geral é nada mais nada menos do que o sensacional Team Medical Dragon – e separando por segmento, o campeão da lista shonen é o popular Claymore, que não é realmente o meu favorito, admito, mas é um material que segura o topo com dignidade.
(Lembrando sempre: o primeiro número corresponde às vendagens da semana, o segundo às vendagens acumuladas desde que foi lançado, e o último representa a sua posição na lista geral)
Shonen/Para garotos
01. Claymore 18 (Shueisha) – 100.166 / 100.166 [2]
02. Nurarihyon no Mago 11 (Shueisha) – 98.185 / 98.185 [3]
03. Toriko 10 (Shueisha) – 89.353 / 89.353 [6]
04. Durarara!! 2 (Square Enix) – 73.185 / 122.573 [11]
05. Sket Dance 14 (Shueisha) – 69.682 / 69.682 [12]
06. Kuroshitsuji 9 (Square Enix) – 64.213 / 478.082 [14]
07. Medaka Box 5 (Shueisha) – 59.279 / 59.279 [15]
08. Kure-Nai 5 (Shueisha) – 54.257 / 54.257 [17]
09. One Piece 58 (Shueisha) – 47.982 / 2.184.422 [19]
10. Psyren 12 (Shueisha) – 46.629 / 46.629 [22]
11. Pyu to Fuku! Jaguar 19 (Shueisha) – 43.164 / 43.164 [25]
12. Nabari no Ou 13 (Square Enix) – 42.104 / 65.893 [26]
13. Shiki 8 (Shueisha) – 38.315 / 38.315 [27]
14. Ao no Exorcist 4 (Shueisha) – 34.810 / 34.810 [30]
Seinen/Para Jovens Adultos
01. Team Medical Dragon 23 (Shogakukan) – 110.824 / 110.824 [1]
02. Ookiku Furikabutte 15 (Kodansha) – 93.457 / 372.020 [5]
03. Steel Ball Run 21 (Shueisha) – 87.778 / 87.778 [7]
04. Toaru Kagaku no Railgun 5 (Kadokawa / Media Works) – 85.225 / 142.196 [8]
05. Gaku - Minna no Yama 12 (Shogakukan) – 74.270 / 74.270 [10]
06. Dr. Koto Shinryojo 25 (Shogakukan) – 55.712 / 55.712 [15]
07. Summer Wars 3 (Kadokawa) – 53.412 / 53.412 [18]
08. Sekirei 10 (Square Enix) – 47.019 / 120.991 [20]
09. Jisatsutou 3 (Hakusensha) – 46.917 / 46.917 [21]
10. Amagami Precious Diary 1 (Hakusensha) – 44.004 / 44.004 [24]
11. Shin Kurosagi 7 (Shogakukan) – 36.547 / 36.547 [29]
Ao contrário do que muita gente gosta de acreditar, eu sei separar gosto pessoal de avaliação fria. Claymore é um material no qual não vejo nada de errado, nada muito sério a criticar. A arte é boa e o roteiro é bem-construído – ele apenas não me empolga de nenhuma forma, e desconfio que nesse caso seja mera questão de gosto mesmo. A série é uma história de fantasia pseudo-medieval protagonizada por mulheres e cuja premissa esconde claras alegorias sexuais – é um tanto óbvio (mesmo sendo bem-colocado) o significado metafórico do despertar. Realmente ele tem fãs fiéis, que garantiram que ele fosse um dos poucos títulos a sobreviver ao cancelamento da antiga Shonen Jump Mensal e migrasse para sua sucessora, a Jump Square. Nurarihyon no Mago por sua vez é um material que tende a crescer com a proximidade da estreia de seu desenho animado na televisão japonesa, mesmo que o desenho não seja de horário nobre e n ão possamos contar com o volume de capítulos que ele teria num dos usuais desenhos de massa para a Tv Tokyo.
Mas não podemos negar que a linha média da Jump tem sua força. Não chegam a ser Narutos, One Pieces e Bleachs, mas fazem seu estrago. Mago estreou com quase cem mil exemplares, quatro títulos além dele ultrapassaram os 50.000 exemplares (Toriko, Sket Dance, Medaka Box e Kure-Nai – que assim como Claymore, é da Jump Square, não da Shonen Jump, mas faz parte da linha editorial e por isso eu o junto ao lote). A semana, no demográfico juvenil, pertence a Shueisha, ponto.
Por isso é melhor ir direto a lista para adultos. Não é segredo para ninguém que Team Medical Dragon tem um altíssimo crédito comigo. A obra de Akira Nagai e Taro Nogizaka, publicada na Big Comic Superior da Shogakukan e que está caminhando para seu final já anunciado, é aquele exemplo perfeito de material comercial que sabe equilibrar de forma pop temas sérios, crítica social e entretenimento de primeira linha, atacando de forma virulenta uma mecanização institucionalizada da prática médica subscrita pela anuência de uma estrutura gerontocrática inflexível – a mesma estrutura gerontocrática atacada por obras como o fabuloso e obrigatório Sanctuary (eu já repeti isso um zilhão de vezes, mas não dá para evitar isso quando se menciona essa série), e que tem sua continuidade garantida de uma forma simples: coloque os mais novos dentro dessa estrutura, e moa qualquer tipo de iniciativa, até que eles simplesmente se acostumem e sejam incapazes de alterar qualquer coisa, repetindo os mesmos procedimentos de seus sucessores e garantindo que no futuro eles possam estragar uma próxima geração de médicos. Fica patente que essa é uma preocupação social recorrente – tanto quanto os nossos políticos em Brasília, se pensarmos bem: uma mostra de quando a fonte do verdadeiro problema detém as cartas para bloquear toda solução. Em suma...

... como se livrar das raposas quando elas tem as chaves do galinheiro?
A julgar pela presença de vários títulos de temática similar, esse é um problema concreto e estabelecido cronicamente no cotidiano dos leitores. Que lêem mangá, vêem gente enfrentando o que gostariam de enfrentar... e continuarão lendo mangá. Catarse parece ser mais efetiva do que censura, pelo visto.
De resto a lista está bem sólida. Além de Team Medical Dragon, temos o quadrinho de montanhismo Gaku: Minna no Yama; e também o Dr. Koto Shinryojo que foi vencedor do prestigiado prêmio geral do Shogakukan Manga Awards. Summer Wars tem seu terceiro volume publicado, estabelecendo o material como o segundo maior hit da Young Ace – bom para uma revista mensal, mas preocupante, já que esse tem prazo relativamente curto pra acabar. Foi pouco, eu sei. Mas só não foi uma semana tão boa porque, infelizmente, as vendagens não foram muito altas. Mas ela apresentou material de bom nível, e isso conta.
Posts similares:
Ranking da Taiyosha (JP) – 11/10/2009
Ranking da Taiyosha (JP) – 05/04/2009
Ranking da Taiyosha (JP) – 03/01/2010
Post anterior: Originalmente em Preto e BrancoPróximo post: A Alegria dos Perdedores



Comentários:
Alexandre: Claymore é aquela série que eu olho e vejo que está tudo no lugar – não há o que eu critique ali, apenas não me diz nada. :\
Sobre Team Dragon, pois é! Idealistas morrem de frio ou então lutam todos os dias para... comprar a sua televisão 3d! Quem pode culpá-los? Sinto que a cada dia mais o mundo está se tornando mais "brasileiro"!
Alexandre: Em todo caso é essa percepção que faz da série algo sensacional.
"" (...) atacando de forma virulenta uma mecanização institucionalizada da prática médica subscrita pela anuência de uma estrutura gerontocrática inflexível (...)""
Sim, Lancaster, eu sei que você era um dos alunos cuja redação era a mais elogiada pelos professores...
Alexandre: O Voltaire dizia: "se eu tivesse tido mais tempo, esse texto seria mais curto". É verdade – polir dá trabalho. Escrevo à medida que posso, e dá nisso. XD
Alegorias sexuais em Claymore? Uau, eu nunca percebi isso. Acho que não quero entender. XD
Eu gosto de Claymore, mas entendo o que quer dizer com ver que está tudo no lugar e não gostar. Não consigo passar do capítulo dez de Naruto (até aí eu não vejo nada de errado com a história) ...
Ou talvez os fillers do anime tenham apagado da minha mente tudo que eu pudesse gostar na série (eu assisti o anime primeiro e parei nos fillers)
Aliás uma estória como Claymore, em que 99% do elenco é feminino poderia ser muito moe.
Ainda bem que não é.
E eu estou pensando em começar a ler Team Medical Dragon. Estou seriamente para trás em matéria de seinens, hoje em dia. -_-
Abraços
Só percebi isso depois que não encontrei meu comentário no post em que pensei ter comentado.
mas e a resposta? Alguma editora americana pensa em licenciar ele por lá?
vai ser desta vez então que serei obrigado a aprender a japonês ._.?
Alexandre: Não. Mas terá que aprender francês. Lá, os seinen menos shonenizados e os quadrinhos adultos em geral são valorizados. Team Medical Dragon sai pela Glénat (e os mangás dela tem uma edição tão boa ou até melhor que a japonesa) e está no volume quinze.
O fato dos mangás de moezeiros não terem infestado a lista apesar das tiragens pequenas me parece um bom presságio. Se esta tendência permanecer estável pelos próximos meses, isso pode significar que o estado de espírito do consumidor japonês está finalmente se recuperando efetivmente.
Se bem que esperar por um estado de euforia pré-crise é pedir demais. Até porque as coisas ainda andam muito bagunçadas por lá.
Alexandre: Realmente. A ausência de uma invasão moezeira é sempre um bom sinal em termos de vendas médias.
http://www.youtube.com/watch?v=zxVvgR3Pye0
É a glória. Temam, infiéis! XD
Alexandre: O pior é que como sai na Shonen Sunday, me parece um sinal desesperado por sobrevivência mirar para esse caminho... XD
Mas tem a assinatura da Manglobe. ALGO deve sair daí.
Entendo que eles precisam fazer caixa, mas isso significa que nem tudo com a assinatura deles é obrigatório.
Alexandre: É um ponto. Eu tendo a me esquecer que aquilo é da Manglobe.
Em todo caso seria mais interessante se eles aprendessem a pôr sua marca registrada naquilo que põem a mão, mesmo que não seja originalmente seu. E por incrível que pareça, até dá para fazer isso em Kaminomi.
(Sim, essa viverá para sempre na infâmia!)
Jaguar na lista é motivo de comemoração. Fico contente quando a melhor série da Jump semanal aparece no ranking. =D
Tirando isso, o melhor mangá esportivo de todos os tempos e o mais vendido da atualidade continua forte.
Deixe seu comentário: