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Jul 04
Dramas Médicos em Reta Final na linha Big Comic
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Lancaster |
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2
Categorias: Shogakukan

Team Medical Dragon, de Taro Nogizaka e Akira Nagai, talvez seja um dos melhores quadrinhos sendo publicados atualmente no demográfico seinen (leia-se: para leitores adultos). Serializado na revista Big Comic Superior da editora Shogakukan, conta a história de um grupo de médicos que age com um objetivo em mente: tentar tomar o seu hospital das mãos de uma estrutura gerontocrática estagnadora, aonde os pacientes só são recebidos para um último tratamento pro forma antes de serem largados de mão (leia-se: dar uma olhadinha rápida, encaminhar para o cemitério de uma vez, e ir logo para casa antes da novela das oito) – e fazer dele um local dedicado a aquele que deveria ser o objetivo de qualquer hospital: salvar vidas. Em vários aspectos, eu diria que ele é a versão hospitalar de um discurso que pode ser encontrado em quadrinhos como o excepcional Sanctuary, de Sho Fumimura e Ryoichi Ikegami, ou até mesmo (e a sua própria forma) em um Giant Killing: o de ruptura com a estagnação gerada com um pensamento conservador (cá entre nós: isso não nos parece familiar, não?). Agora, foi anunciado, com o lançamento do volume mais recente (o 23), que a série está entrando em sua reta final: não há muito mais detalhes, mas nossos médicos se despedirão em cerca de dois ou, no máximo, três volumes.
Essa não é a única série médica a encerrar sua carreira em breve nas revistas sob a griffe Big Comic da Shogakukan. O New Say Hello to Black Jack de Shuho Sato, continuação (obviamente) de Say Hello to Black Jack, terá seu último capítulo nas páginas da edição de 19 de Julho do almanaque Big Comic Spirits. Esse chamou menos a atenção pela própria história ou personagens do que por ter sido produzido durante a revolta do criador contra o sistema editorial de antologias, que foi vastamente acompanhado pela imprensa especializada. Agora é que vai ser posto a prova o sucesso ou não da empreitada de Shuho Sato na internet, para onde ele pretende continuar publicando seus trabalhos daqui para a frente. Resta saber se seu próprio trabalho, sendo serializado, terá aonde ser publicado na forma de livro e, em caso de negativa, se ele pode sustentar sua equipe apenas com as vendagens online de seus capítulos.
Agora a Big Comic terá que arrumar novos dramas médicos para os fãs mais fiéis do gênero e… de resto, o que dizer? Obrigado, doutores.
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Comentários:
Se é que posso adicionar em algo é que o manga possui sim um discurso similar a Sanctuary com a diferença notavél que entre os seus protagonistas existe o residente que estava na mais pura inércia.
E é muito interessante você acompanhar essa evolução dele, pois diferente de um personagem Jump que uma vez que ha o chamado ele vai sem questionar, o residente de Team Medical Dragon é um completo acorvadado pelo sistema que tem que ser posto nos eixos na base de muita porrada dada pela vida
ps: Melhor cena iconica do manga na minha opnião é a analogia feita com a equipe Batista como uma banda de Jazz
ps2: Seria o Iujin um otaku?
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