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Jul 02
Novidades da Linha Jump com Nurarihyon no Mago e Claymore
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Lancaster |
PERMALINK |
3
Categorias: Shonen Jump

Duas séries da linha para garotos Shonen Jump, da Shueisha, estão chegando aos seus mais recentes volumes nas livrarias japonesas – e terão lançamentos paralelos a essas publicações, voltados aos seus fãs mais fiéis. Nurarihyon no Mago, de Hiroshi Shiibashi, que narra as aventuras contínuas de um garoto com sangue youkai (uma espécie de diabrete japonês – muitas vezes é traduzido como demônio, mas não é uma definição muito exata; para estes, existe o termo oni) que procura praticar boas ações para evitar se transformar em um youkai completo, comemora seu décimo-primeiro volume não apenas com a expectativa do lançamento de um novo desenho animado (embora as notícias que sinalizem que a série será exibida em horários tardios e com um número relativamente modesto de capítulos funcionem como um banho de água fria para quem esperava um estímulo comercial que faça a série ser empurrada para patamares mais altos de vendagens, nos moldes dos medalhões da Shonen Jump, aonde a série é publicada), mas também com o lançamento de um guia de personagens, perfeito tanto para colecionadores completistas quanto para os leitores de primeira viagem que querem se inteirar em um primeiro momento do elenco da série – e com o desenho, espera-se que eles virão, mesmo que agora não se espere mais que eles sejam realmente muitos.
Mas Nurarihyon no Mago não é o único a ganhar lançamentos com o seu mais recente volume. A série de fantasia pseudo-medieval Claymore, de Norihiro Yagi e inicialmente publicada na revista Shonen Jump Mensal (sendo publicada no Brasil pela editora Panini), se mostrou um dos poucos sucessos sólidos da revista ao lado de Tegami Bachi (que estava meio que se iniciando), Rosario + Vampire e Gag Manga Biyori; quando do cancelamento dessa publicação, o título acabou sendo um dos poucos que sobreviveram ao lado desses outros três; eles por fim passaram a ser publicados na sua herdeira editorial, a revista Jump Square, e tem se saído muito bem obrigado. Agora, a série chega ao seu décimo oitavo volume nas páginas da Square, e já com um desenho animado nas costas e um histórico sólido de vendagens, ela está ganhando um artbook com inúmeras ilustrações das mulheres-guerreiras que povoam a série. Novamente, um desses produtos obrigatórios para os fãs da série (ou apenas para aqueles que apreciam a arte de Yagi), e a prova de que uma editora inteligente sabe como recompensar a fidelidade dos seus leitores mais dispostos a esvaziar os bolsos.
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Comentários:
Não tenho certeza, caro Lancaster, mas acho que é justamente o contrário. O lançamento da versão animada em horário desértico significa que está sendo lançado justamente para aumentar a vendagem do mangá, dentro da lógica do "comercial de vinte minutos". Até hoje não consigo entender direito o porquê, mas o horário de exibição, embora importante, não chega ser um fator decisivo sobre a capacidade de um anime de promover o tronco da franquia.
A sua exibição em horários mais nobres só é conveniente porque significa que a versão animada em si faz sucesso próprio, o que significa que o anime também terá lucratividade própria, o que, por sua vez, significa dinheiro extra para os proprietários da marca.
Pessoalmente falando, eu acho isso até uma boa notícia. O fato dos patrocinadores do projeto não terem objetivos tão ambiciosos reduz consideravelmente a posibilidade de cancelamento em caso de repercussão modesta.
Pior é quando lançam o anime diretamente em horários mais nobres, pois isso significa que os patrocinadores esperam uma grande audiência, e nada menos que isso. Se o anime falhar em conquistar o público e for transferido para horários de menor audiência, certamente terminará prematuramente.
De um jeito ou de outro, é sempre melhor começar modestamente e depois crescer, do que o contrário. Já dizia um estimado professsor meu que é melhor impressionar do que decepcionar.
Alexandre: Eu esperava que ele pudesse não ser a última bolacha do pacote, mas que fosse mesmo assim um produto de potencial popular. Exibindo fora do horário nobre e com um número reduzido de capítulos, eu duvido que o seja.
Falando na Jump mensal, como anda a obra de Frankesteins do Watsuki? Ainda está viva?
Alexandre: Nunca mais ouvi falar dela – e isso é péssimo. O que está acontecendo com o Watsuki eu não sei.
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