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Jun 27
Hollow Fields sai no Brasil
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Lancaster |
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6
Categorias: mangá global

Bom, acabou de chegar em primeira mão aqui na minha caixa de mail o release e a capa brasileira de Hollow Fields, de Madeleine Rosca, pela editora NewPOP. Pessoalmente não gosto de publicar releases de forma crua e direta; a função do press-release é servir como base para o redator escrever sua própria notícia, não ser copiada e colada. Mas a chegada de Hollow Fields, da australiana Madeleine Rosca (publicada originalmente pela editora americana Seven Seas), por mais modesta que possa parecer, é importante. Estamos falando da chegada do primeiro time do mangá não-japonês no Brasil – e de uma obra premiada com o reconhecimento do Ministério do Exterior Japonês, através do prêmio Shorei de Excelência para os melhores mangás ao redor do mundo. A série, visualmente influenciada pelo subgênero Steampunk da Ficção Científica, se passa em época e lugar indistintos e conta a história de uma menina chamada Lucy Snow, que por mero acidente, acaba se matriculando na escola que batiza a série – um colégio de cientistas loucos (ou, mais formalmente, "Academia para os Academicamente Superdotados e Eticamente Ilimitados!"), no qual você não apenas pode acabar sendo morto pelo próprio trabalho de aula, mas é sujeito a uma regra cruel: uma vez a cada semana, o aluno com desempenho mais baixo é enviado para detenção em um local conhecido como "o moinho" – de onde ninguém voltou.
É importante apontar que Rosca toma menos como referência outros mangás do que a literatura infanto-juvenil de autores como Lemony Snicket (Desventuras em Série) e Eoin Colfer (Artemis Fowl, Aviador) – e talvez tenha sido este o seu maior trunfo. Ele não é um material de nicho, pelo contrário: é um vislumbre do que o mangá feito fora do Japão pode oferecer no futuro – não a autofagia referencial nem a nostalgia por um Japão aonde o autor jamais viveu, mas um diálogo com as referências próprias da cultura pop que o autor vive (podemos dizer o mesmo de um produto completamente diferente: o Scott Pilgrim de Brian Lee O'Malley). E é esse tipo de abordagem que tem mais chance de ganhar mundo ao longo do tempo. Não foi a toa que no fim das contas, Hollow Fields teve o reconhecimento oficial dos Japoneses. Eles sabem reconhecer um mangá quando o vêem, apesar de algumas almas insistirem que se não é japonês, não é mangá. ;)
Mas é o leitor que vai tirar a prova. E em todo caso, o material vem em padrão de banca por aqui: Dez reais, 192 páginas, papel Pisa Brite, o formato de sempre. Talvez esse material rendesse melhor em livrarias, com acabamento um tico melhor e marketing voltado aos leitores de literatura juvenil (que ocupa um ótimo espaço nas estantes), mas enfim, o que importa é que ele chegou. Agora depende da editora chegar ao seu leitor.
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Comentários:
http://cidadephantastica.blogspot.com/2010/06/manga-australiano-e-publicado-no-brasil.html
Alexandre: Valeu, Romeu.
Mas, e o Hansel e Gretel brasileiro? Sai quando?
Alexandre: Trocou de desenhista e tem que ser reprogramado, pelo que parece.
Palmas para você, o que devia ser uma regra acaba sendo uma exceção - embora não creio que seja preciso diploma em jornalismo para escrever para sites de quadrinhos e entretenimento (alias o diploma AINDA serve para alguma coisa?)
Muito interessante! Eu adoro esta pegada "cientista louco", principalmente quando é trabalhada de um modo diferente. E a arte parece bacana. Verei, com certeza.
Acho que tem um errinho nessa última sentença.
Alexandre: Corrigido.
Ah, eu acho bom sair em banca. Tá na hora de bater de frente e dizer "Hey, gente, tem quadrinho legal em banca com preço acessível, sai pra lá, otaku! Vem aqui, pessoa normal, me compra!"
Notícia bacana que não me surpreendeu nem um pouco! Pareceu até que a NewPop já tinha anunciado há tempos...
Ah, e Lemony Snicket e Eoin Colfer são ótimos! Materiais que com certeza meus filhos lerão!
Alexandre: Não faço idéia, mas não faz muita diferença; Junho acaba em dois dias.
E o preço tá bem convidativo pras bancas, comprarei com certeza.
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