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Jun 23
G Gundam de Volta por seus Criadores Originais
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Lancaster |
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5
Categorias: Gundam

Quando a companhia de brinquedos Bandai comprou o estúdio Sunrise, levando a franquia Gundam no pacote, a segunda iniciativa da empresa (a primeira foi meter o dedo em V Gundam, levando a conflitos criativos com Yoshiyuki Tomino que o levaram a pular fora da série) foi tentar se descartar da cronologia, que já acumulava certa complexidade, e estimular a criação de universos paralelos – que foram os exportadores do nome "Gundam" para fora do Japão. Gundam Wing foi um ovo podre indefensável – o equivalente no mundo dos animes ao fenômeno "fãs de crepúsculo"/"família restart" e similares – mas G Gundam, que o precedeu… bom, foi um passo mal dado do ponto de vista de um fã da franquia; mas analisando friamente, não era um material ruim. Era na prática uma série de luta-livre entre robôs para moleques, e não tivesse o nome Gundam associado ao produto, poderia ser visto como o produto divertido, farsesco e hilariantemente canalha que realmente foi (diabos, tinha um Gundam mexicano de SOMBRERO!), tendo a assinatura de gente boa de verdade como o diretor Yasuhiro Imagawa (responsável pela fabulosa adaptação animada de Robô Gigante nos anos noventa) e Kazuhiko Shimamoto (autor do hilariante Blazing Transfer Student, cult oitentista da Shonen Sunday, que até ganhou uma versão animada pela Gainax).
Agora, G Gundam está de volta – e melhor, sob a batuta de Imagawa e Shimamoto! A revista Gundam Ace, da Kadokawa Shoten, irá seguir a linha editorial de Gundam, the Origin e Macross, The First, trazendo os criadores originais de animações consagradas (respectivamente Yoshikazu Yasuhiko e Haruhiko Mikimoto) para criar adaptações bem cuidadas, com um sabor de "mangá oficial como deveria ter sido" na época em que foi lançado o desenho animado. Obviamente, Imagawa cuidará dos roteiros e Shimamoto, dos desenhos. E sinceramente, se você não for tão purista assim, pode encarar como diversão redonda. Agora, tomara que eles não se empolguem e desencavem Katsuyuki Sumizawa e Shukou Murase para trazer de volta certos espíritos do mal.
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Comentários:
Alexandre: Eu acho que não. Mas supers, um dia, foram legais. E robôs são legais, embora eu esteja sentindo falta de algo realmente bom nesse sentido. XD
Segundo Imagawa, foi o próprio Tomino quem o entregou a batuta da direção, ou seja, ele ainda era o dono da franquia, independente da Bandai querer ou não. Ele caiu fora por motivos de depressão, foi uma época muito difícil na vida dele. O Victory foi uma das séries mais pessimistas que ele já criou, tanto que quando se recuperou e voltou a trabalhar na Sunrise, disse que estava arrependido de ter feito uma série como aquela. Tomino repensou toda a sua carreira com Turn A Gundam, que era o completo oposto de tudo que havia feito antes.
E sabe o que acho? G Gundam aconteceu para o bem, a franquia Gundam precisava mesmo de um descanso. Gundam F91 não foi bem na bilheteria e Victory foi soterrado pela febre dos Yuushas, Eldoran e outras séries extravagantes feitas para um público mais jovem. G Gundam foi a série ideal para aquele tempo, muita ação e pouca conversa. O melhor de tudo são as inúmeras criações do Tomino aparecendo no episódio final.
HATERS GONNA HATE
Chore ao lembrar que Gundam Wing foi a série Gundam de maior sucesso da decada de 90.
E graças a G-Gundam nós também tivemos Força Domon! Só isso já basta para comprovar a importância de G-Gundam.
E o Gundam holandês era um moinho de vento. Como é possível não gostar disso?!?
Ou se tiver a indicação de um site bom em portugues...
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