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Jun 07
Os Bastidores de um Projeto Cancelado
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7
Categorias: Monthly Shonen Magazine

Como eu já cansei de repetir e repetir aqui neste blog, os desenhos animados japoneses para televisão, de forma geral obedecem a uma dinâmica de marketing da milionária indústria dos quadrinhos locais – ou, relembrando o mantra até dar nos nervos: um anime é um comercial de 26 minutos para uma história em quadrinhos a ser vendida nas livrarias. E por isso mesmo a adaptação animada de uma história é um produto ansiosamente aguardado pelos autores e editores; ele impulsionará as vendagens e licenciamentos. Por outro lado, nem tudo são rosas na relação entre empresas de animação e editoras de quadrinhos. Atrasos e cancelamentos de uma história podem fazer que uma produtora de animação puxe o plugue de uma produção (Os atrasos foram os responsáveis pelo cancelamento prematuro da versão animada de Hunter X Hunter; já o autor Koji Kumeta, de Sayonara Zetsubou Sensei, trocou a Shogakukan pela Kodansha justamente porque aquela cancelou duas séries suas para a Shonen Sunday enquanto as animações das mesmas estavam em processo de desenvolvimento inciial).
Nem sempre, entretanto, as circunstâncias são culpa do autor. E esse foi o caso de Alive, the Last Evolutionary Boy, de Tadashi Kawashima, cujo mangá original foi publicado pela Shonen Magazine Mensal da Kodansha e que estava prestes a ser adaptado pela Gonzo, estúdio responsável por séries como Full Metal Panic. Aparentemente foram os problemas econômicos e posterior desmonte do estúdio os responsáveis pelo abortar do projeto em 2009, mas jamais houve um esclarecimento público sobre o assunto.
Pelo menos, até agora. A edição de Março da Shonen Magazine Mensal está trazendo um artigo trazendo, finalmente, uma explicação oficial para o final do projeto. Não que faça diferença a esse ponto do campeonato: a série foi concluída recentemente, fechando com 21 volumes. Melhor sorte para o autor da próxima vez.
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Comentários:
Alexandre: Eu não diria isso a respeito de FMA. Ele tem o nível de vendagens dos grandes hits da jump, algo raramente atingido fora da Jump hoje em dia. Fairy Tail não chega ao ponto dele.
Um que está dando certo é a animação ser a base de uma franquia - focada em fãs hardcore - que se espalha por vários setores, de CDs a licenciados, e com mangas feitos para chamar a atenção para o anime (exatamente o contrário do modelo principal). DARKER THAN BLACK e Angel Beats! seguem esse modelo.
Alexandre: Isso é verdade. É uma metodologia restrita em termos de público mas funcional. Mas repare que aí o anime foi feito justamente para vender os produtos licenciados, não o material que gerou os produtos licenciados. Ele corta uma etapa.
P.S.: Falaria 24 em vez de 26 minutos; Naruto atualmente tem 23min10s, OP, 23min30s e FMA, 24min15s.
Alexandre: Pois é, o tempo aperta mais e mais...
Agora é esperar esse ultimo volume ser traduzido...
Por exemplo os animes de Busou Renkin e Hatsukoi Limited que foram feitos depois do mangá ter acabado (com recepção fraca do mangá no caso de ambos).
FMA vende mais que Naruto, afinal. A Gangan (SQUARE-ENIX) vai sentir muita falta dele...
Aparentemente não teve muita sorte por lá... =/
E sobre as séries mais vendidas, é importante lembrar que Fairy Tail tem um ritmo de lançamentos bem mais ágil do que Fullmetal Alchemist.
Enfim, creio que a diminuição do tempo dos episódios se dá pelo maior número de anunciantes. Porque tipo, se One Piece tem uma média alta de audiência, teremos uma enxurrada de anunciantes querendo o horário das propagandas. e todos sabemos que a televisão vive delas, não?
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