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Mai 25
Recorde Manjado de One Piece
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Lancaster |
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10
Categorias: One Piece

Assim não tem nem graça. A Shueisha anunciou que a tiragem inicial do 58º volume da mais do que popular série One Piece, de Eichiro Oda (publicada na revista semanal para garotos Shonen Jump, etc.), terá uma tiragem de… 3,1 milhões de exemplares, batendo assim o recorde plantado na edição anterior, cuja tiragem de lançamento foi a de três milhões de exemplares, se tornando assim a maior primeira prensagem de qualquer livro em território nipônico. Convenhamos que não tem muita gente que possa ameaçar o reinado de Oda no atual mercado japonês e que esses cem mil a mais de tiragem são apenas para pegar carona no marketing de "novo recorde". Assim eles vão queimar a estratégia. Se bem que com as vendagens que eles têm, duvido que precisem se ancorar em novas estratégias tão facilmente. :P
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Comentários:
OP deveria voltar ao mercado BR.
Alexandre: E deveria mesmo. Acho até que se relançassem tudo, eu compraria. Impliquei mais com a queimação de filme que é falar em fazer barulho com "três milhões e um tico" depois que chamaram a atenção de todo mundo no volume mais recente. Manter a tiragem, okay, mas isso é ridículo.
Alexandre: Acho que você entendeu errado mesmo. A do 57 foi a maior, e eles vão simplesmente jogar um pouquinho mais de água no leite no próximo volume para baterem o recorde mais uma vez.
Será que o Oda rouba o posto de mangaka mais rico da Rumiko?
Alexandre: Na verdade nao vende menos do que dois milhões por volume hoje em dia.
Quanto a esse posto, não sei. Apesar de Rinne estar com um desempenho vergonhoso, ela teve dois hits monstruosos na carreira (Ranma e Urusei Yatsura) e mesmo Inu-Yasha teve sua fase de pico durante sua primeira versão animada. Por outro lado, One Piece vai durar quantos anos mais? E quando acabar, será que Oda vai emplacar outro sucesso do mesmo tamanho e duração? Se o fizer, ele vai fazer mais do que um mega-sucesso – vai fazer história. Por ora, não me arrisco a dizer se ele consegue chegar lá.
Claro que a partir do volume 60 tudo vai voltar a acalmar, a não ser que o flashback actual do passado do Luffy, Ace e Sabo seja epico ao ponto de justificar tamanha tiragem inicial.
E comparado ao restante dos mangás do mercado, acho que One Piece merece o título - apesar de que achar que a história deu uma caída de qualidade desde Thriller Bark. E que tá enchendo linguiça em relação a alguns personagens (flashback do Ace pra quê? E já que resolveu fazer, pra que reciclar a história fodíssima da Nami?).
E pensar que os caras que defendiam os mangas em relação aos comics diziam que os primeiros tinham começo-meio-fim. Gostaria de encontrar esses caras hoje e perguntar o que acham dos blockbusters da Jump.
O lado ruim do Japão ser um povo de cultura muito especial é que, como eles são diferentões, não existe garantia nenhuma de que o que faz sucesso lá possa fazer sucesso no resto do mundo, por isso não dá para usar a lista do Oricon como referência para decidir o que deve ser publicado por essas bandas.
O melhor método ainda é o olhômetro. É ler e ver se o título em questão tem características que sejam atrativas para o leitor ocidental casual. Estas listas até podem influenciar a leitura dos ocidentais otakus, mas o cidadão ocidental "médio" sequer sabe o que é o Oricon ou quem diabos é a Shueisha. E duvido que queiram saber.
Alexandre: Olha, já passei dos dezesseis há muitíssimo tempo e gosto de One Piece. Acho a arte dele icônica e personalíssima, inclusive.
Mas gostando ou não, temos que ir direto ao ponto: lá no Japão, otaku fanboy não lê one piece, lê coisas como Tsugumomo, Greed Packet Unlimited, Yuru-Yuri, Yomeiro Choice, essas coisas. One Piece é povão, e é feito para um público infanto-juvenil que parece não o largar a medida em que cresce.
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