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Abr 20
Mangettes da Clamp em Suspenso
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Lancaster |
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3
Categorias: Clamp

A editora americana Dark Horse tinha o plano de lançar a série Mangettes: Gate 7, encomendado ao popular grupo de artistas Clamp, simultaneamente nos Estados Unidos e no Japão – e foi inclusive essa relação da editora com a Clamp que aparentemente fez com que, para surpresa geral de todos, as obras pregressas da equipe, publicadas pela moribunda Tokyopop, não tivessem ido
para a esteira de influência do braço americano da Kodansha quando esta retirou suas licenças da concorrente, e sim para a citada Dark Horse. A capa de Mangettes chegou a aparecer no website da Amazon, mas pelo visto tudo furou: a editora anunciou que o projeto está em suspenso e em primeiro lugar eles pretendem trabalhar nas reedições dos grandes sucessos da Clamp no mercado americano. Claro, há quem diga que isso é apenas uma postergação – um dos membros da equipe, Satsuki Igaraki, anunciou que está na região de Kansai colhendo pesquisa visual para a série, que dessa vez não será ambientada em Tokyo (ou seja, nada da Torre de Tokyo, tão recorrente nas obras das autoras aqui?). Pensando bem, relançar as obras anteriores e refazer todo um trabalho de base faz sentido – as meninas de treze anos que leram Sakura Card Captors quando foi lançado em território americano, a essa altura, já estão saindo da faculdade ou trocando fraldas, aterrorizadas com a perspectiva da chegada do seu primeiro pé de galinha. A Clamp ainda tem fãs de carteirinha no ocidente, dispostos a comprar tudo o que sai com a griffe da equipe, mas bases de fãs precisam ser renovadas se a idéia é manter a viabilidade comercial. Se a Dark Horse lançar seu Mangettes sem trabalho de marketing, pode acabar atingindo um público bem mais velho do que pretendia – e insuficiente para o investimento de se co-produzir uma série e faturar com seus dividendos.
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Comentários:
Alexandre: Não acredito nesse caso específico, porque isso é com a Kodansha e a Tokyopop. A Dark Horse está apenas com os direitos de material da Clamp e mais nada. E alguns desses mangás se não me engano já estavam fora de catálogo.
Outra coisa à notar; a volta da Dark Horse aos mangás,uma coisa meio nostalgica para os leitores mais velhos; Lancaster, com as reformulações publicatícias no mercado americano, como ficou a situação da Dark horse; nihguem consegue me dar uma resposta clara; alguns dizem que ela perdeu todos os contratos antigos, outros falam que não apenas renovou estes contratos, mas ainda ganhou outros.
Afinal, qual é a real situação da editora?
Atenciosamente
Júlio Nunes da Silva Filho
Alexandre: Ela não saiu dos mangás, mas seu acervo não é lá muito poderoso. O que aconteceu foi que no ano em que os mangás estouraram, a distribuidora da dark horse para livrarias faliu e eles não puderam aproveitar o boom do mercado. Eles tem bons títulos, mas nenhum deles é muito forte e trazer Clamp para suas hostes parece uma forma de tentar se recolocar de forma sólida no mercado.
Pra mim a questão que fica é se o Clamp continua mantendo um certo "padrão de qualidade" além dos desenhos em si (ou seja, boas histórias). Eu não sei, vendo a qualidade de certos trabalhos recentes (como as novas obras de Masami Kurumada - que só sabe explorar CDZ - e Rumiko Takahashi) eu preferia que esse pessoal se aposentasse de uma vez.
Alexandre: Pessoalmente nunca vi grandes histórias na Clamp. A melhor coisa que elas fizeram, para mim, ainda é a primeira metade de Rayearth – que elas só prosseguiram por pressão editorial (pode reparar que no Japão Rayearth não é uma série de seis volumes, como costuma ser publicado no ocidente; são duas séries diferentes de três volumes; Rayearth era para ter acabado no terceiro volume). Eu acho inclusive que o primeiro episódio do anime de Sakura foi muito melhor resolvido do que a versão original do mesmo episódio – e isso é meio que um mau sinal quanto a obra original; além do mais, acho que antes elas faziam imagens exuberantes, mas não sabiam usar isso a favor da narrativa – eram mais ilustradores do que quadrinhistas. A Clamp de hoje pode ter perdido essa exuberância visual mas é muito melhor narradora, acredito que elas tenham evoluído bastante nesse sentido. Mas como eu disse, pessoalmente – e faço questão de repetir essa palavra para não ser atacado por enchedores de saco – nunca vi grandes roteiros de modo geral via Clamp.
E tenho raiva mortal de X (e aquele primeiro volume totalmente enrolão), apesar de, quanto aos autores que citei no comentário anterior, eu ter uma certa curiosidade de ler BTX.
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