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Abr 14
IPad: Revolução no Mercado Japonês?
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Lancaster |
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Categorias: business

Muito se fala sobre o IPad e seu efeito no mercado de impressos ao redor do mundo. Eu pessoalmente sou cético quando se fala dele especificamente no Brasil: ele faz diferença em países aonde se compra conteúdo impresso e audiovisual regularmente pela internet. No Brasil, internet é frequentemente vista como um território aonde tudo é de graça. Mas uma coisa é certa: a sua hora por aqui vai chegar. Nem que seja apenas por seu valor agregado como item de consumo, da mesma forma que aconteceu com o IPhone por em nosso país. Pode reparar: quantos dos usuários
brasileiros de IPhone realmente baixam seus mp3 pagos na loja online da Apple?
Mas o que pode acontecer em um país como o Japão aonde cada vez mais é fácil encontrar uma pessoa andando pelo metrô com celulares do que com almanaques, como tradicionalmente aconteceu por décadas e décadas? De certa forma, a presença dos celulares por mais que viesse a competir com os quadrinhos como entretenimento, também explicava porque os almanaques não estavam realmente ameaçados apesar do seu declínio de vendagens: há muito mais em quadrinhos do que ler uma imagem seguida da outra. Os quadrinhos são uma mídia que oferecem muito em termos de interação entre leitor e história, através dos próprios recursos narrativos que uma página desenhada oferece. A maior prova disso são os próprios quadrinhos pirateados pela internet: eles são pensados para uma plataforma impressa e a diferença de mídia não impede a sua proliferação; por outro lado, as experiências narrativas feitas até agora por criadores como Scott McCloud não se revelaram satisfatórias; a tão decantada "tela infinita" não apenas não mostrou nem de longe a mesma eficiência do que uma boa página de quadrinhos (compare os projetos experimentais feitos nesse sentido com o pragmatismo que pode se encontrar no leitor oficial de quadrinhos da Viz, que serializa o Kekkaishi de Yellow Tanabe semanalmente na página da Shonen Sunday americana – dêem uma olhada AQUI)...

... como também deixa claro que não há muita vantagem em se publicar na internet uma página que não possa ser impressa – acham que uma série como o webcomic Megatokyo (que funciona em um esquema muito parecido com websites de mangás escaneados como o OneManga) não saem na vantagem em ter seus volumes compilados em versão livro impresso? Apesar de tudo, o papel ainda é a melhor plataforma de leitura, e se olharmos bem, os e-books normais (como o Kindle) são bem limitados quando o assunto é a publicação tradicional de quadrinhos. É claro, limitações quando o assunto se trata de tecnologia tendem a não durar para sempre. E essa limitação rompida se chama IPad. Gente como o escritor Paulo Coelho costuma dizer que ele tem como desvantagem o fato de ter uma luz de fundo, e nisso o Kindle sai na frente.

Bem, concordo com ele. Não é a mesma coisa ler um livro na tela do computador e ler no papel. Mas quem disse que o IPad é apenas um IPhone turbinado? Pense no cenário dos rpgs de mesa, por exemplo: o setor de e-books do gênero tem se desenvolvido muito bem nos últimos anos lá fora (lembrem-se: no exterior se compra conteúdo online) mas sempre haverá o inconveniente de se procurar as regras em um notebook aberto na mesa. Bem, o IPad é praticamente como uma prancheta: você não precisa levar os livros para a mesa ou imprimir tabelas de jogo. Pense naquela receita que você
precisa levar para a cozinha: basta abrir a receita na internet, sem precisar imprimi-la. A computação em nuvem até faz mais sentido. Há coisas que você até pode precisar em um momento, mas uma vez passada a necessidade, não passam de mero lastro.
A comodidade acrescenta outros fatores: estão vendo essa imagem ao lado, mostrando um mangá para IPhone? A primeira página é em formato vertical, contendo uma ilustração de abertura. Mas para que os quadrinhos possam ser legíveis, eles foram desmontados e ajustados – o que faz o leitor girar seu celular para a vertical e para a horizontal como se fosse um guidão de automóvel. Com o IPad, essa maluquice some de vez. Outra coisa é justamente a ineficiência de se simplesmente colocar uma página, do jeito que veio ao mundo, no tamanho diminuto de um celular; mesmo em e-books ele pode se tornar muito pequeno para ser realmente legível. Acredito que agora possamos esperar que as editoras sofram com a paulada e que talvez surja a sombra de que o futuro de uma Shonen Jump passe fatalmente por sua transformação em app...
... como almanaque. Porque não acredito que a mídia impressa vá desaparecer. Acredito que o futuro esteja na intercambialidade e se pensarmos bem o verdadeiro negócio das grandes editoras de mangá jamais foi o dos periódicos; é o dos livros. Os periódicos servem apenas para estabelecer um elo fundamental na mecânica que faz do mangá o que é: a inclusão de um personagem nos hábitos de seu leitor; os lucros estão nas livrarias. Fidelizar é fundamental – e garante que na hora das vendagens que interessam, a das compilações, o seu público esteja lá. Um criador pode prescindir de
uma editora e vender diretamente seu material pela internet, cortando intermediários – e após iniciativas como a do autor Shuho Sato, que revende capítulos isolados para leitura online em seu website Manga on Web, essa sempre vai ser uma possibilidade. Mas mesmo que se venda capítulo a capítulo seu material por website próprio, pela loja do ITunes ou pela Amazon, ainda vai ser necessária a presença de uma editora para publicar uma versão livro do material se quiser ter um retorno consistente do seu esforço; se houver potencial comercial, precisará de algum tipo de intemediário se quiser uma máquina de divulgação a seu favor; se quiser gerar licenciamentos, precisará ter alcance. Ninguém é burro de querer prescindir disso em uma indústria quadrinhística como a japonesa. Bom lembrar que apesar da crise dos almanaques no Japão, os mangás em forma de livro continuam vendendo. One Piece não bate seus próprios recordes à toa.
Não é a toa que os japoneses estão assustados. E os potenciais efeitos nessa que é uma das maiores indústrias editoriais do mundo não escaparam às publicações especializadas em negócios no exterior como a Business Week, de onde traduzimos o artigo a seguir, que pode ser lido no original AQUI. Ele é particularmente interessante quando se trata do mercado de quadrinhos, mesmo que o mencionem só de relance – porque por tudo o que falamos até agora, pode ser que ele não seja destruído, e sinceramente eu duvido que ele o seja; mas fatalmente será transformado para sempre. Então, vamos parar com minhas considerações e ir diretamente à matéria.
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IPad pode ser o Navio Negro que Sacudirá a Indústria Editorial Japonesa
Por Pavel Alpeyev e Yoshinori Eki
O IPad da Apple pode forçar o mercado japonês de livros, que move 21 bilhões de Dólares por ano, a reformatar os preços de sua indústria em proporções históricas, de acordo com publicações oficiais e analistas.
O Ministro das Comunicações Kazuhiro Haraguchi e a Associação Japonesa de Editoras de Livros Eletrônicos compararam o aparelho da Apple aos "Navios Negros" que abriram o país ao mercado com os americanos há 157 anos. Ao contrário da maior parte dos mercados ocidentais, as editoras japonesas estabelecem preços de revenda e se previnem contra descontos, permitindo que mais de 450 companhias possam coexistir (N. do T.: Reparem o quanto a política de descontos é daninha para o mercado e é prevenida pela indústria local. Aqui, essa política faz com que leitores sabotadores prefiram esperar os preços baixarem e comprarem com desconto em eventos, forçando a editora a um prejuízo antecipado. No Japão, os preços pré-fixados cumprem essa função e são respeitados à risca).
Os produtores do IPhone podem desafiar o establishment editorial japonês em um mercado aonde as vendas de e-books – estimadas pela Nomura Holdings Inc. em quatro vezes mais do que os Estados Unidos – vem em sua maioria de quadrinhos para celulares (N. do T.: O grifo é meu). As duas maiores produtoras de eletrônicos japonesas, a Sony e a Panasonic, espalharam seus
e-readers pelo país e a Amazon ainda tem o que oferecer com seu Kindle. "Há uma chance imensa de que um aparelho como o IPad permita a autores cortar editoras como intermediários, diz Jun Hasebe, analista da Daiwa Securities Group, sediada em Tóquio. "As indústrias gráficas, editoriais e de distribuição japonesas são fortemente interconectadas e todas as três enfrentam essa ameaça.”
A Amazon.com e a Barnes & Noble Inc. (produtoras do leitor Nook) estão dando controle sobre os preços às editoras, em nome da competição com a Apple, de acordo com declarações oficiais de três editoras neste mês. Mais de sete milhões de IPads tem sido vendidos ao redor do mundo neste seu primeiro ano, de acordo com a empresa de pesquisas ISuppli.
Apreensivos com o IPad
No Japão, algumas editoras estão temerosas sobre como o IPad pode afetar negociações de preço com autores e distribuidores, de acordo com Mitsuyoshi Hosojima, diretor do grupo E-Book Association, sediado em Tóquio e formado no último mês por trinta e um membros, incluindo editoras como a Kadokawa Group Holdings Inc. e a Shueisha Inc.
“O IPad está vindo dos Estados Unidos e traz um novo conjunto de normas com ele", diz Toshihiro Takagi, pesquisador da área impressa em Tóquio.

Jill Tan, representante da Apple em Hong Kong, não respondeu às ligações telefônicas a respeito desses comentários. Misao Konishi, representante da Amazon, preferiu não comentar sobre os planos para o Kindle no Japão com a entrada da Apple no mercado.
Ao contrário dos Estados Unidos, as livrarias japonesas não tem incentivos para competir em preços porque eles podem retornar os volumes não-vendidos às editoras, de acordo com Takayoshi Koike, analista da Deutsche Bank AG em Tóquio. Esse sistema obstrui a habilidade de se oferecer títulos eletrônicos mais baratos do que livros impressos, de acordo com Nomura em artigo de 17 de Novembro.
Mercado Único
“O mercado de livros japonês é único porque os revendedores tem que seguir absolutamente o preço estabelecido pelas editoras", diz Koike. "As lojas são protegidas pelo retorno dos livros, e isso explica porque um grande número de pequenas livrarias pode continuar existindo.”
Por exemplo, um livro vendido por mil ienes (aproximadamente US$10,70 dólares – cerca de R$18,86) em Tóquio resultaria normalmente na editora recebendo 630 ienes, o autor ganhando 70 ienes, o distribuidor recebendo 80 ienes e a livraria com os restantes 220 ienes, de acordo com o Ministério Japonês da Economia, Indústria e Comércio.
"Um monte de coisas vem sendo ditas sobre o IPad e o Kindle, e você pode chamá-los de 'Navios Negros', disse o ministro Haraguchi no dia 6 de Abril em Tóquio.
O Comodoro Matthew Perry é creditado por historiadores como a mão que empurrou o Japão à época moderna em 1853, quando abriu as poras do país para o comércio exterior ao trazer quatro navios negros a vapor para negociar um tratado. Os japoneses, chocados pelo número e tamanho das armas a bordo dos navios, capitularam após testemunhar "os dragões gigantes cuspidores de fumaça", de acordo com o website da Naval History & Heritage Command.
Pedindo Arrego
O Japão ainda tem que se abrir aos e-readers. Os compradores do Kindle (Amazon) são redirecionados ao website americano da empresa porque não há títulos em japonês disponíveis. A Sony, sediada em Tokyo, parou de vender e-readers para o mercado interno em 2007; a Panasonic entregou os pontos em 2008.
"Nós estaríamos interessados em nos juntar à plataforma IPad mas não ao custo de arruinar os preços de nossos produtos", diz Fumiyuki Kakizawa, representante da Kadokawa, a maior editora japonesa listada. Ele se recusou a comentar sobre o impacto do IPad na indústria editorial japonesa.
Os consumidores japoneses, acostumados a usar celulares para navegar pela internet, estavam relutantes em comprar aparelhos que podiam apenas ler livros, de acordo com os representantes Yuki Kobayashi da Sony e Akira Kadota da Panasonic.
Além disso, o IPad oferece às editoras uma chance de virar o jogo contra vendas decrescentes com conteúdo que combine texto, vídeo e áudio, de acordo com Daiwa Hasebe, que acompanha companhias de Internet. As vendas de livros de papel e revistas no Japão caíram 4,1% no seu ponto mais baixo em 21 anos, em 2009, totalizando 27% de encolhimento desde seu pico em 1996, de acordo com o Instituto de Pesquisa para Publicações.
O gasto em publicidade no Japão caiu 26% em revistas e 19% em jornais em 2009, de acordo com a Dentsu, a maior companhia de publicidade japonesa.
"O que distancia o IPad de um leitor de e-books por definição como o Kindle é que muitas pessoas irão comprá-lo por outros recursos e terminar lendo livros como uma possibilidade", diz Hasebe.

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Comentários:
A vantagem do iPad, basicamente, é ser um "kindle colorido" neste sentido - além de outras que só se revelarão com o tempo... sim! O coitadinho do Jobs está sendo incompreendido - além de ser maior que um celular e mais divertido que um kindle (embora absurdamente mais caro!) então creio que, por amor ao design, logo ele vai começar a se espalhar por aí, mas bem aos poucos.
Anyway, não adianta ainda sequer citar o Brasil no meio desta marolinha... ainda falta MUITO para termos culhões de verdade para entrar neste maravilhoso mundo tecnológico. Como você citou na matéria acima... a gente nem compra mangá que sai na banca porque tamo sem grana, esperamos o mangá sair mais barato em eventos e acabamos por dar um tiro no próprio pé, falindo nossas próprias editoras.
Os japoneses, em crise ou não, ainda terão muitos iPads pipocando no seu país. Mas a bem da verdade é que só um estudo empírico vai mostrar qual o verdadeiro impacto desta nova tecnologia neles - e principalmente em seus mangás.
E à propósito... "Navio Negros..." como andam derrotistas estes japoneses!
Atenciosamente
Júlio Nunes da Silva Filho
P.S.: O Interney foi comprado pelo Ig?
Alexandre: Não sei, mas desde que eu entrei o Interney já era ligado ao Ig. Mas é importante deixar claro que eu só escrevi uma introdução aos leitores, a matéria do Business Week é que merece crédito.
Algo a se pensar, não?
Alexandre: Seriamente. A pergunta é como isso pode ser estabelecido aqui.
Quando fizeram essa lei, o pessoal na França chiou paca. Tem gente que faz lobby contra até hoje (como o Leclerc, dono da rede de supermercados de mesmo nome e conhecido patrocinador de eventos de quadrinhos).
Mas funciona. As lojas físicas não têm de competir em condições desfavoráveis com as Amazon da vida. As grandes redes como a FNAC não arrasaram com as pequenas livrarias de Paris. Qualquer um pode abrir uma livraria especializada em quadrinhos e, havendo público, sobreviver.
Compare com o que o Brian Hibbs, dono de uma das maiores comic shops dos EUA falou quando eu sugeri que caso o mercado direto entrasse em colapso (o que parece cada vez mais provável...) ele poderia tentar usar os distribuidores de livraria. Ele disse que sem o desconto que a Diamond (distribuidora do mercado direto) faz para os lojistas, ele não teria como sobreviver, porque é a única maneira dele ter preços competitivos com os das grandes redes!
Sentiu o drama?
As novas gerações sempre chegam avidas por novas tecnologias e não será diferente com as próximas. Se não fosse assim ainda estaríamos comprando fitas k7. Mas estamos comprando coisas interessantes como o iPad e essa é a evolução natural da humanidade.
Penso que as editoras atuais saberão como se adaptar a isso. Se não souberem, outras aparecerão e saberão como comercializar. Afinal, evolução tecnológica não é sinônimo de fim do capitalismo.
Se estiver com um limão em suas mãos, faça uma limonada.
O avanço da leitura digital certamente será uma catástrofe para as gráficas, mas para as editoras, pode vir a ser até mesmo uma boa notícia.
Assim, como os autores podem oferecer seus produtos diretamente para o leitor sem intermédio das editoras, as editoras também podem vender seus títulos diretamente para o leitores, sem ter que dividir custos com gráficas, distribuidores e jornaleiros.
Para o futuro das editoras, o fator decisivo será mostrar para os autores que afiliar-se a uma editora pode ainda ser mais vantajoso (diga-se LUCRATIVO) do que trabalhar por conta própria.
Ser um bom desenhista e ser um bom empresário são coisas totalmente diferentes. Mesmo com os avanços na tecnologia, produzir quadrinhos ainda dá uma trabalheira danada e quem os produz não tem condições de administrar uma editora própria, seja por falta de tempo, seja por falta de aptidão.
Dependendo do caso, pode ser mais vantajoso para o autor deixar um terceiro divulgar e orientar seu trabalho, e se concentrar em produzir. É o que as editoras japonesas sempre fizeram, e, nesse sentido, o sistema terceirizado (em que editora e estúdio são autônomos entre si) em que se estrutura a indústria de quadrinhos japonesa pode até mesmo ser uma vantagem.
Eu acho que falta um aparelho realmente portátil para os mangás estourarem de vez nos meios digitais. Talvez com as tais telas que dobram, quando estiverem mais acessíveis e melhor incorporadas no dia a dia.
Sair carregando um tablet é mais desconfortável do que um livro ou do que uma antologia. Esse é o fator prático.
No fator comercial, poderiam começar distribuindo one-shots gratuitamente. Ao meu ver, seria uma ocasião perfeita para as grandes editoras testarem isso. (O que na minha opinião, acabaria com a Shonen Jump Next). Isso mostra que as editoras ainda não estão lá tão convencidas quanto à distribuição digital, sendo as iniciativas tomadas até agora bem tímidas.
A revolução bate à porta, mas ainda vai demorar a entrar.
Com relação a tecnologia eu penso que com uma tela dobravel a questão de se reproduzir digitalmente a experiência de ler um manga esteja mais perto ainda pelo fator 3d
Ja existem televisores que não necessitam de oculos para produzir o efeito. e o 3d ja se consolidou como tendência quer queira ou não o que traz consigo o barateamento da tecnologia o que permite sua aplicacao em uma futura versao do Ipad e similares xing-ling
http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL91523-6174,00.html
De posse de um programa bem construido pode se reproduzir o tamanho das folhas, movimento e pronto temos uma manga versão "holografica"! Sem dizer e claro nos efeitos de sonoplastia, animação de efeitos e dou um prazo de 5 a 6 anos para vermos um profusao de tablets 3d
Com relação ao papel, beeemm eu não ouso falar sobre a sua morte ou sobre-vida.
Aloha
Há semanas não comento no blog porque estou passando por uma situação de usar pouca internet.
Não li o texto, mas dei uma olhada nas imagens. Interessante notar que o manga no iPad da última foto é de Kisaragi Gunma, um mestre supra-sumo do hentai, com ótimas obras para quem gosta do gênero.
Firmeza aê!
Alexandre: Olá, Fábio. O Gunma é de alto nível como artista – embora eu não seja um leitor de Hentai, eu conheço o trabalho dele – certa vez um de seus materiais pornográficos simplesmente estourou a banca da vendagem geral da Taiyosha, que cobre gibiterias, o que me fez pensar que provavelmente os materiais "normais" vendem menos por lá do que se imagina; o fato é que eu tive que ler essa história em especial depois disso. O curioso é que mesmo em termos de "hentaiverso", ele pelo menos preparava uma lógica interna para o leitor, apresentava algo bem construído e que justificava de forma, digamos, coerente, que ele fizesse test-drive de todo o elenco feminino. Eu gostaria que ele fosse para o mainstream – muita gente boa, como Juzo Takada e Oh! Great, veio dos quadrinhos pornográficos.
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