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Abr 08

Ranking do Oricon (JP) – 04/04/2010

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Categorias: rankings

Eva 01

Bom, seguindo a tendência da semana passada, temos uma lista equilibrada, com bastante presença de materiais para jovens e para adultos. Bleach entra de cara na faixa dos 400.000 exemplares vendidos, encabeçando uma leva de títulos da revista semanal para garotos Shonen Jump, em sua maioria de médio e baixo porte – e em geral isso não significa necessariamente pouco em termos dos títulos dessa revista. Mas não adianta: o grande campeão da semana é o maior hit da editora Kadokawa Shoten – nada mais, nada menos do que o atrasado Neon Genesis Evangelion que aparece pela primeira vez na história das listas de quadrinhos do Oricon simplesmente porque seu último volume saiu há quase três anos atrás, quando o Oricon nem listava quadrinhos! Reclamações com a lerdeza do autor, Yoshiyuki Sadamoto, para a redação da revista Young Ace, por favor.
(Lembrando sempre: o primeiro número corresponde às vendagens da semana, o segundo às vendagens acumuladas desde que foi lançado, e o último representa a sua posição na lista geral)

Shonen/Para garotos

01. Bleach 44 (Shueisha) – 410.245 / 410.245 [2]
02. Gintama 33 (Shueisha) – 191.268 / 191.268 [3]
03. Nurarihyon no Mago 10 (Kadokawa) – 106.266 / 106.266 [5]
04. Katekyo Hitman Reborn – Official Visual Book: Colore (Shueisha) – 81.556 / 81.556 [7]
05. Pandora Hearts 11 (Square Enix) – 79.737 / 134.689 [8]
06. To Love Ru: Trouble 18 (Shueisha) – 71.995 / 71.995 [9]
07. Beelzebub 5 (Shueisha) – 69.734 / 69.734 [10]
08. Kuroko no Basket 6 (Shueisha) – 69.211 / 69.211 [11]
09. Sket Dance 13 (Shueisha) – 68.014 / 68.014 [12]
10. Medaka Box 4 (Shueisha) – 63.570 / 63.570 [13]
11. Ane Doki 3 (Shueisha) – 43.462 / 43.462 [19]
12. Kochikame 169 (Shueisha) – 39,098 / 39,098 [22]
13. Fairy Tail 20 (Kodansha) – 37.990 / 394.777 [23]
14. One Piece 57 (Shueisha) – 30.447 / 2.173.621 [26]
15. Major 75 (Shogakukan) – 29.450 / 212.904 [28]

Seinen/Para Jovens Adultos

01. Neon Genesis Evangelion 12 (Kadokawa) – 429.868 / 429.868 [1]
02. Detroit Metal City 9 (Hakusensha) – 110.374 / 111.340 [4]
03. Shingetsutan Tsukihime 8 (Kadokawa/Media Works) – 86.993 / 142.374 [6]
04. Kimi to Boku 8 (Square Enix) – 56.506 / 87.871 [14]
05. Billy Bat 3 (Kodansha) – 53.097 / 218.468 [16]
06. Hidamari Sketch 5 (Hounbunsha) – 48.770 / 99.142 [17]
07. Umi no Misaki 7 (Hakusensha) – 40.488 / 40.897 [20]
08. Shin Kurosagi 6 (Shogakukan) – 39.469 / 39.469 [21]
09. Joukyou Afro Tanaka 10 (Shogakukan) – 36.388 / 36.388 [24]
10. Working!! 7 (Square Enix) – 31.951 / 106.646 [25]
11. Piano no Mori 17 (Kodansha) – 28.653 / 112.424 [29]

Bleach

Mas vamos primeiro a lista juvenil. O topo dela – e segundo lugar na lista geral – é o mais do que bem-sucedido Bleach, de Tite Kubo, como dito lá em cima. De cara ele mostra porque ele é o Espírito Santo da santissima trindade que tem One Piece como o Pai e Naruto como o Filho (sim, estou me sentindo herege hoje). Bleach pode não abrir com as vendagens violentíssimas desses dois, que já chegaram respectivamente ao seu segundo e primeiro milhão de exemplares vendidos dos seus mais recentes volumes, mas tem o desempenho dos grandes blockbusters do mercado japonês, ao começar tão alto. Basta comparar com o segundo na listagem shonen, Gintama; a diferença é muito Katekyo Hitman Reborngrande – e pouquinho mais de 85.000 exemplares separaram Gintama de seu colega de Shonen Jump, Nurarihyon no Mago. Mas Nuramago (como Nuharihyon vem sendo apelidado oficialmente pela Shueisha – sempre tem uma alma que reclama, mas até o website foi batizado dessa forma, pô!) é uma série mais nova, com boas perspectivas de crescimento. Não duvido que em um ou dois anos ela possa ascender em vendagens e quem sabe fazer parte desse panteão. Vejam que eu disse "possa". Um pouco de realismo cai bem e sinceramente, todo mundo quer fazer parte do topo; há muita estrela para pouca constelação em qualquer mercado competitivo que se preze.
O que temos que admitir é que abaixo de One Piece, Naruto e Bleach, qualquer coisa bem-vendida em termos japoneses acaba se tornando "nível médio da Shonen Jump". E no que diz respeito a essa revista, o que é médio pode ser bem alto comparativamente a outras publicações. As estrelas são essas três mesmas, acabou; mas isso não quer dizer que materiais que vendem acima dos 100.000 vendem mal, nem de longe. Posso não gostar de Katekyo Hitman Reborn, por exemplo (eu acho aquilo um porre), mas ele é um grande vendedor e é significativo que um artbook – veja bem, um artbook – seja um grande vendedor em semana que tem Bleach novo na parada. Claro que ele não chegou a marca dos 100.000 exemplares, mas artbooks são produtos voltados ao segmento dos fãs mais apaixonados por uma respectiva série. Como eles de modo geral são mais caros, a lucratividade fatalmente é maior. E é representativo da força comercial que Reborn tem com seu público que esse material não seja lançado simultaneamente ao volume mais recente da série e ainda assim tenha força de vendagens.
GFantasyO fato é que ele abre a "linha de baixo". Não vou perder meu tempo falando de Pandora Hearts, que sai na revista GFantasy da Square Enix e que para mim, sinceramente, nem deveria estar nesta lista: os títulos dessa revista, como Nabari no Ou ou o nefando Kuroshitsuji não são realmente quadrinhos "para garotos" – são quadrinhos que se valem da iconografia e estruturalidade criada para os quadrinhos voltados a um segmento masculino jovem, mas atendem aos fetiches e interesses de um público feminino, que é seu verdadeiro leitor; e não sendo este o verdadeiro leitor, ele destoa por completo do perfil dos demais títulos dessa listagem. Ninguém é maluco de, digamos, listar os títulos da Comic High, que se vende como "uma revista shoujo (feminina) para garotos", na lista dos quadrinhos para meninas; o que há na High não é feito para elas realmente, e sim para fãs hardcore babões que nunca tiveram uma namorada na vida. Porque então os títulos da GFantasy (cujo nome pega até mal por aqui, cá entre nós) deveriam ser classificados realmente como shonen se não são realmente dirigidos a esse demográfico? É shonen de araque, isso sim.
A partir daí temos um domínio quase que completo da Shonen Jump. Convenhamos que há cinco títulos acima dos 50.000 exemplares vendidos, o que não chega a ser sinal de cabeças a serem cortadas a menos que venham acompanhados por maus desempenhos em pesquisas de popularidade...

Bakuman

... o que não chega realmente a ser o caso aqui. To Love Ru: Trouble, Beelzebub, Kuroko no Basket, Sket Dance e Medaka Box. To Love Ru, que foi por um bom tempo o título ecchi (material hormonal para adolescentes cheios de espinhas) oficial da Jump agora se despede de vez, e não podemos dizer que ele teve um desempenho comercialmente ruim ao longo de todos esses anos, apesar dele realmente ter tido posições baixas por muito tempo em popularidade. Claro que jamais chegou a arranhar a posição de nenhum medalhão – nenhum ecchi consegue de modo geral nos dias de hoje, Sket Dancea menos que venha com a assinatura do Ken Akamatsu de Negima. Mas suas vendas estão dentro do aceitável para esse segmento. Beelzebub, Kuroko no Basket e um dos favoritos daqui da casa (ao lado de Bakuman, é meu favorito na atual grade da Jump), Sket Dance, estão coladinhos praticamente na mesma faixa de vendagens – pouco abaixo de 70.000 exemplares vendidos. Não duvido que eles alcancem essa marca em algum tempo, talvez até mesmo na próxima semana, mesmo que não venham a aparecer no Top 30 do Oricon. Já falei extensivamente de Sket Dance em um artigo que pode ser lido AQUI – e efetivamente nada mudou realmente muito desde a época em que o redigi: a série continua tendo posições oscilantes de popularidade. Sket não tem uma grande trama que prenda seus leitores, e isso é sua bênção e maldição – é parte da própria proposta da série, que encontra em sua natureza episódica a forma mais prática de administrar um elenco bem interessante, onde todo mundo é marcante e tem suas próprias idiossincrasias e tem seu momento periódico de brilho. Essa flexibilidade também permite que a série passeie por todos os gêneros: com diferentes graus de sutileza, já tivemos de quase tudo aqui – drama, comédia rasgada, comédia de situação, esportes, quadrinho de luta, quadrinho de gangues, série de mistério investigativo, romance… e tudo isso com um traço absurdamente adaptivo, que mantém a consistência de design dos seus personagens (reparem que por mais que eles sejam diferentes entre si, porque são pensados tendo como referência gêneros diferentes a ser parodiados, eles são mutuamente consistentes e não parecem corpos estranhos quando um está ao lado do outro) mas trafega por subestéticas tão diferentes Sket Dancequanto a dos quadrinhos infantis a la Doraemon, o quadrinho para meninas, o shonen de porrada – tanto o mais pop, que encontramos nos quadrinhos mais destacados da Jump o tempo todo, quanto o mais durão encontrado nos quadrinhos sobre gangues. Kenta Shinohara está se revelando nessa série o artista mais completo de sua geração, e ele não apenas merece as indicações que já teve de prêmios como desenhista – sejamos honestos, muita gente que parece superficialmente – e eu faço questão de grifar essa palavra – ser melhor artista do que ele não tem capacidade de mostrar a mesma competência e versatilidade em diferentes tipos de traço e narrativa. Longe de ser um "Pau para toda Obra e Mestre em Nenhuma", ele progressivamente mostra como é possível se ser mestre na arte de ser pau para toda obra – acredito que ele vá chegar lá – e apesar das flutuações, tenho certeza de que em cinco anos, ele mostrará de vez ao que veio na Jump. Por outro lado a própria estrutura da série depõe contra seu crescimento em termos de popularidade: não há uma trama maior que vá agregando gente a medida em que pega fogo – Sket Dance é algo que se lê casualmente, tão fácil de se acompanhar quanto de se largar. Não é algo que vá deixar alguém roendo as unhas esperando pela própria edição, de acordo com o padrão folhetinesco que impera nos atuais quadrinhos japoneses. Nunca vai ser um dos três mais da Jump. Acredito que ela vá seguir seu ritmo natural, sem jamais ser um grande sucesso, mas também sem ser um desastre comercial. Os fãs de Sket Dance dificilmente ficarão órfãos, e a série cresce na base do pouco em pouco, devagar e sempre. Melhor assim do que afundar – mas acho que a própria Shueisha já percebeu o que tem em mãos.
Ane DokiE falando em ladeira abaixo, temos que falar um pouco do terceiro e último volume de Ane Doki, de Mizuki Kawashita – afinal este é seu tomo final e se há uma oportunidade de falar sobre o assunto é agora. Diferentemente do que acontece com Ichigo 100%, cujo lançamento no Brasil foi anunciado agora pela Panini, eu pessoalmente olho essa série – que teve uma condução muito errática, apesar de um bom capítulo final – com simpatia, embora nem de longe eu seja o maior fã do gênero. Talvez porque embora ambos partam de premissas inverossímeis (Ichigo 100% tem seu ponto de partida em um cara que se apaixona literalmente por uma calcinha com morango estampado e a princípio quer descobrir sua dona; Ane Doki acompanha o cotidiano de um garoto de treze anos que, do nada, passa a viver sozinho com uma garota cinco anos mais velha – e beeeem mais dotada do que suas coleguinhas de classe – que tira casquinha dele o tempo todo), eu acredito que a primeira parte de uma premissa que só um otaku (a.k.a. fã hardcore) em estágio desesperador pode se identificar, enquanto a segunda é uma fantasia que qualquer garoto de treze anos com hormônios entrando em ebulição já teve em sua vida – e diabos, eu cheguei a ter minha cota de escola pública nessa idade, estudando com algumas garotas mais velhas e mais desenvolvidas, então sei o que é isso na pele. Entre a fantasia descaradamente otaku (tem outra palavra?) e a fantasia legitimamente adolescente, fico com a adolescente. Os japoneses fizeram outra escolha, pelo visto: Ane Doki nem chegou a cinquenta mil exemplares e faz sentido que com esse desempenho, o material seja cancelado. É chato, mas é parte do jogo.

Ane Doki

Há pouco a se falar do desempenho de One Piece e até de Fairy Tail (que deve se despedir da listagem semana que vem e teve um bom resultado), que é um bom exemplo do que é um sucesso em termos normais de mercado: Provavelmente chegará aos 400.000 exemplares nessa próxima semana, mesmo que não entre no Top 30 (e duvido que vá entrar), mas esses números são extremamente respeitáveis, mesmo que títulos como Bleach e Evangelion consigam em uma única semana mais do que Fairy Tail conseguiu durante todo esse tempo. Eles são blockbusters e isso é um passo além do que é um sucesso. Os números do mercado não podem tomar blockbusters como parâmetro, porque eles não representam a sua imensa maioria. Então, vamos falar um pouquinho do Beisebolrepresentante oficial da Shonen Sunday da Shogakukan esta semana: Major.
Essa série de beisebol, em muitos aspectos, é herdeira direta (e a seu próprio modo, bom dizer) do seminal Star of the Giants de Ikki Kajiwara e Noboru Kawasaki. Ela acompanha a trajetória de vida de um jogador de beisebol desde a infância até a sua carreira profissional, de forma novelesca. E ela é o tipo de material que pode ganhar um lugar especial na memória afetiva dos que a leram após sua conclusão. Talvez por isso o seu maior competidor desde que os volumes mais recentes de ambos foram lançados, Daiya no Ace (publicado na Shonen Magazine da Kodansha), possa até ter vendido mais em um primeiro momento, mas caiu mais rapidamente e já está fora. Ele é mais energético que Major e profundamente adolescente, e por isso mesmo é naturalmente mais chamativo – com o bônus de ser conduzido com competência. Mas Major está ancorado em valores agregados mais sólidos. O protagonista cresce e envelhece com seu leitor. A série é calculadamente feita para criar laços com quem a lê, e esses laços tendem a operar a longo prazo. Ou seja: Daiya pode até vender mais em um primeiro momento, mas tende a ser superado com o tempo por Major. E isso mostra que a Shonen Sunday pode até enfrentar um processo de decadência de vendagens, mas quando o assunto é quadrinhos de beisebol – um dos segmentos mais importantes em termos de quadrinhos de massa japoneses – ela ainda é quem manda. Ponto.
Agora podemos falar de Neon Genesis Evangelion, que é o que vocês estavam esperando.

(Sim, eu sei que isso que vocês estão vendo acima é tosco e provavelmente foi feito sob o efeito de drogas pesadas.)
Eu já discuti longamente sobre a série AQUI, e não estou muito disposto a repetir a mim mesmo. O ponto é que quando Hideaki Anno (que concebeu a série original para televisão), disse certa vez que tanto tempo passou e nada na animação japonesa era mais novo do que Neon Genesis Evangelion, expressou uma verdade dolorosa da qual ninguém poderia se gabar, nem mesmo ele. A mensagem era clara e ninguém escutou. Não que ele possa reclamar: isso encheu seus bolsos até não poder Evangelionmais, e enche até hoje. O ponto é que até hoje Evangelion é uma obra de impacto no imaginário do japonês moderno e esses quase 430.000 exemplares vendidos assim, na lata, são um sinal de que da virada dos anos noventa para cá, o japonês essencialmente não mudou. Não admira que a Kadokawa trate a série a pão de ló, passando a mão na cabeça de Yoshiyuki Sadamoto (character designer da animação original e autor da versão mangá) e de seus atrasos. São quase três anos sem um volume novo, tendo como paliativo várias séries derivadas que nem chegam perto do material principal, a partir do conceito de realidades alternativas apresentadas no último capítulo do desenho animado (e entendidas pedestremente de forma literal, pelo visto).
Na verdade eu pensei seriamente em não colocar o material na lista seinen, e sim no topo da Shonen. Eu teria um precedente válido: listas que fazem a separação (como a Taiyosha) em geral mantém a classificação original de uma série quando ela muda de revista e com ela, muda seu demográfico. Claro, eu sinceramente não acredito que, digamos, Bastard! um dia tivesse sido um quadrinho shonen, mesmo sendo inicialmente publicado na Shonen Jump; acredito que os editores perceberam o que tinham em mãos a tempo (seis volumes dão aproximadamente um ano de Neon Genesis Evangelionmaterial publicado em uma revista semanal) e transferiram o material para uma revista voltada a um leitor mais velho (a Ultra Jump), aonde esse produto pudesse prosperar e se dirigir ao seu público correto. O resultado é que Bastard! está aí até hoje. No entanto, mesmo após tantos anos, ainda há listas que o registram como o quadrinho para garotos que ele jamais foi – ele apenas estava no local errado, afinal.
Eva é outra história: se pensarmos bem, os dramas existenciais do verdadeiro angustiado profissional que é Shinji Ikari são extremamente adolescentes, e analisando friamente, a Shonen Ace jamais foi uma revista tão canonicamente shonen assim. Deadman Wonderland e Keroro Gunso não estariam em revistas para garotos caso fossem publicados por outras editoras e ambos – mais apropriados respectivamente a revistas seinen e yonen (infantil) por natureza – convivem na mesma publicação. Sem falar que a Kadokawa não vê problema nenhum em colocar spin-offs de uma revista shonen em uma revista seinen, como no caso de Mirai Nikki. Ela tende a ser muito flexível quando o assunto é classificação.
Por sua vez a nova revista Young Ace precisava de um carro-chefe, e a iniciativa de puxar títulos adultos mais sólidos de antologias que morreram na praia (como MPD Psycho e Kurosagi Delivery Corpse, que podem não ser grandes vendedores mas tem seu eleitorado) não ajudaria a manter a publicação viva. A Kadokawa fez até bem ao apostar suas fichas em Evangelion: a Shonen Ace já tinha um histórico antes da obra de Sadamoto aparecer e poderia se sustentar por suas pernas (não que suas vendagens sejam grande coisa, mas o investimento dedicado a uma revista mensal é menor do que o dedicado a uma semanal, bom dizer. Fosse esta sua periodicidade, a Ace seria inviável). A Young por sua vez é praticamente dependente de Evangelion – e esta listagem mostra exatamente o porquê disso: Eva vende, talvez mais do que qualquer outra coisa da Kadokawa. A revista deu uma sacudida para um material estagnado entre seus hiatos, sempre apresenta material para os fãs e é afinal de contas o atual veículo para a série que aos olhos de todos, é a oficial (porque dentro da lógica interna, todos são materiais oficiais e não são). Talvez esses hiatos sejam convenientes para a Kadokawa – porque garantem que a série, afinal de contas, não tenha um verdadeiro fim e a editora possa comer pelas beiradas enquanto isso. Mas um dia, o final virá. E disso, a Kadokawa não poderá fugir.
Umi no MisakiEm todo caso foi por causa disso que fiz oficialmente a transferência aqui: a série continua a mesma, mas a revista – que é seinen – é tão ligada a Eva que não há como classificar de outra forma.
E bom, como fomos excessivamente extensos hoje, há pouco espaço para falar do restante da lista. Vamos aos pontos básicos: o almanaque quinzenal Young Animal da Hakusensha comparece com dois títulos – o bem-sucedido Detroit Metal City de Kiminori Wakasugi, comédia que está chegando a seu final e conta a patética saga de um cantor que faz sucesso sob quilos de maquiagem em uma banda de rock bem calcada em grupos como Kiss e Slipknot, mas que na verdade gosta é de musiquinha baba mesmo; e o não tão bem-sucedido harém Umi no Misaki de Kou Fumizuki, cuja capa pode ser vista aí do lado e que, obviamente, segue a rotina do pamonha cercado por meninas de pouca roupa e que não pega nenhuma delas. Como sai numa revista seinen – leia-se, para leitores maduros – a única diferença concreta para seus congêneres shonen é que ao invés de mostrar calcinhas, ameaça mostrar mamilos. Muito maduro, pelo visto.. Títulos que venderam bem em sua semana de estreia como Working!! e Piano no Mori parecem não manter o mesmo fôlego – aparentemente seu público compareceu de cara quando o material saiu, mas isso não quer dizer que esse público seja tão grande. Billy Bat encolhe, mas já passou dos duzentos mil exemplares, o que são bons números. Nem de longe essa pode ser considerada uma semana fraca.


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Comentários:

Nome: Hakeru-chan 08/04/10 09:45
Alex, esse seu post me lembrou uma coisa: você chegou a ouvir um boato que um dos 3 grandes da Jump iria ser cancelado? E que pela inconstância nos TOCs e vendagens abaixo de One Piece e Naruto, iria sobrar pra Bleach ser chutado?

Foi um boato forte que rolou mais no início do ano, se você já tratou dele aqui até desculpe por tocar no assunto. Mas é que me lembrei disso ao ver você falando da "santíssima trindade" da Jump que parece que não tem como ser ameaçada tão cedo.

Alexandre: Sinceramente, com essas vendagens, Bleach poderia estar no chão das listas de popularidade que nada o arrancaria de lá (embora eu não acredite em um material que vendesse mais de 400.000 exemplares em semana de estréia que pudesse ser jogado nos cinco lanterninhas da Jump).

Eu acredito é que neste ano ou ano que vem, possamos ser surpreendidos com um anúncio de reta final oficial de Naruto, ainda mais se for verdade o que foi dito, que ele já estaria preparando uma nova série que já teria muitas páginas semiprontas.
Nome: Clô 08/04/10 09:59
"Daiya pode até vender mais em um primeiro momento, mas tende a ser superado com o tempo por Major. "

Erradíssimo. Ess é a terceira semana de Major nos rankings, e Daiya vendeu 212.445 volumes em duas semanas - menos de 500 de diferença pra Major. Ou seja, Daiya vende em duas semanas o que Major vende em três. Ele "saiu da lista mais rápido" porque já está nas livrarias japonesas há mais tempo, o que invalida toda essa sua tese da supremacia dos quadrinhos de beisebol da Sunday, pelo menos atualmente.

Alexandre: Bom, Major está no 75º volume e com anime entrando na sexta temporada. Não pode ser jogado à lama. É material sólido, e convenhamos que tradição não é algo que se joga pela janela da noite pro dia. Estou esperando inclusive o lançamento do ultimo volume de Cross Game para tecer mais comentários sobre o assunto, mas a Shogakukan tem várias séries com essa fama, de venderem mais a longo prazo.

"Os japoneses fizeram outra escolha, pelo visto: Ane Doki nem chegou a cinquenta mil exemplares e faz sentido que com esse desempenho, o material seja cancelado."

Não, não faz. Basta observar que Ane Doki ainda estava no terceiro volume, e o PRIMEIRO quase chegou aos cem mil exemplares vendidos, coisa que Sket Dance demorou quase uma dúzia de volumes pra conseguir e sucessos recentes (mas nem tanto) como Beelzebub ainda nem conseguiram. Pra um mangá novíssimo, Ane Doki estava vendendo absurdamente bem. Foi burrice cancelarem a série, ainda mais quando a única razão pra isso foram as más colocações nos rankings semanais... que não influenciaram em NADA a estadia de To Love na revista. Fala sério, Shueisha.

Alexandre: Você quer dizer o terceiro volume na revista. Mas se olharmos bem a história estava sem rumo naquele ponto e desconfio que o problema tenha sido pensado a longo prazo – os problemas da história estavam visíveis e isso não pode ter escapado aos editores.
Nome: Jussara Gonzo 08/04/10 10:11
Ooooh! Sentindo-se herege e até citou Raul Seixas! Hehehe!

Sket Dance seria uma espécie de "turma da monica", pelo que você está descrevendo e pelo o (pouco) que eu já li da série. Imagino que o autor nem tenha tanta pretensão de que isso vire mesmo um grande sucesso, e o seu trânsito por vários traços e gêneros narrativos seja apenas um "treino" para o momento em que ele for, definitivamente, lançar sua grande série que virá após a conclusão de Sket Dance!

Alexandre: Bom, a Shueisha parece acreditar na série, que já tem uma edição especial em livro e dois cds de radionovela. E aquilo é divertidíssmo, cá entre nós.

Ok... me mostre um tradutor Português-Japones e eu mando minhas farpas para a Young Ace... e se possível antrax via e-mail.

Alexandre: O tradutor do google serve? :)

Será que Bleach acaba esse ano mesmo? Não acho que Nuramago esteja pronto...

Alexandre: Esses são boatos, mas acho mais fácil Naruto acabar do que Bleach a essa altura do campeonato, e não por ser cancelado, mas pelo autor querer fechar sua história.
Nome: Hakeru-chan 08/04/10 11:10
Quanto à reta final de Naruto, o próprio Masashi Kishimoto já disse que está nela e que o arco da 4º guerra é o último grande arco da história (acho que ele disse isso na Jump Festa do final do ano passado). Mas logo depois ele disse que essa reta final não é tãããão final assim (num freetalk num volume do mangá que saiu logo depois da festa), porque provavelmente tinha gente achando que era coisa pra só mais um ano de mangá. E pelo andar da carruagem, acho que ele segura mais dois anos fácil.

Isso de Bleach inclusive diziam que quem tomaria o lugar dele seria Reborn. Eu mesma na época não acreditei muito - até porque o Kubo tinha falado em novo arco da história e tals - e agora lendo o que você disse (e concordando), penso se essa história de cancelamento de um dos 3 grandes não teria sido plantada por algum fã de algum dos lados (fã de OP ou de Naruto) ou ainda fã de Reborn? Claro, um fã que quisesse ver o circo do fandom pegar fogo XD
(teorias da conspiração, perdão XD)

Alexandre: Bom, em todo caso Naruto pode ser o primeiro a acabar de todos eles. Não acho que Kubo vá largar o osso agora – e se o fizer, vai ser um final pra lá de apressado, ainda mais que ele parece não se apressar em nada a julgar pelo pouco que pode ter um capítulo de Bleach.
Nome: Kaesar 09/04/10 08:20
Eu acredito que seja muito dificil que Kubo va largar Bleach tão cedo, ate pq o autor esta se mostrando melhor tanto em traço como narrativa e o estado atual da série permite que ele aprimore ainda mais essas caracteristicas. :)
Nome: Matheus 09/04/10 05:17
(embora eu não acredite em um material que vendesse mais de 400.000 exemplares em semana de estréia que pudesse ser jogado nos cinco lanterninhas da Jump).

Hunter X Hunter ^_____^''

Alexandre: Bom, Hunter X Hunter não é um caso normal...

Pandora Hearts, que sai na revista GFantasy da Square Enix e que para mim, sinceramente, nem deveria estar nesta lista.

Cara, sou obrigado a discordar. Como é que você fala mal de Pandora e coloca por cima uma imagem de 3 personagens de Reborn! todos com visual a la Kei e com cara de que um quer comer o outro...

Alexandre: Fácil, Reborn está na revista errada também. XD

Brincadeiras a parte, vou ser sincero: como leitor, acho Reborn a pior série atualmente na Jump e eu concordo com a sua observação sobre os personagens dela. Mas é uma bomba que vende e tem a griffe Jump por trás.


Tem tanto mangá da Jump com o mesmo estilo (e apelação), que acho fortemente que sua classificação independe do traço ou de sua apelação, mas sim de sua história para com o seu publico.

Tanto é que se o mesmo fosse publicado numa Jump poderia ter o mesmo estilo que não faria diferença, mas como é lançado numa revista de nicho tende a chamar a atenção de outro tipo de publico (no caso as fushoji querendo ver 2 bishounens se pegando), mesmo não sendo necessariamente um mangá voltado para isso.

Alexandre: Bom, aqui vou deixar bem claro que é uma opinião pessoal: a Jump parece saber até que ponto deve ir normalmente. Eu não conseguiria imaginar, digamos, Nabari no Ou publicado em suas páginas. Acho que a GFantasy é o equivalente feminino à Comic High, e ninguém pode chamar isso de homofobia porque ambos são revistas criadas não focando conteúdo ou demográfico, mas o fetichismo de certos setores mais radicais. Ou seja, Kuroshitsuji (da GFantasy) está pra Fujoshi assim como Akatsuki-iro no Senpuku Majo (da Comic High) está para o otakuzão mais hardcore, só muda o sexo do alvo. É o fetiche não como acessório menor à história, mas como razão de ser e definidor de segmentação de público.

Não vejo isso com simpatia.

Quanto a Jump, tem uma sequência em Bakuman que para mim vai ser sempre esclarecedora – e que ganha força no original ("Shonen" quer dizer "garoto" ou "dos garotos"). Em um período de crise criativa para a série que eles estavam fazendo, Detective Trap, eles decidiram olhar as cartas dos leitores e partir das sugestões. E de repente o editor se aterrorizou: "QUE PORCARIA É ESSA?" E aí ele tocou no ponto: "vocês tem muitas leitoras mulheres, certo? Um leitor é um leitor e deve ser igualmente respeitado, não importa quem seja, mas lembrem..." – e ele pegou a revista. "Vocês estão escrevendo para a SHONEN Jump".

Estava claro: Apesar de tudo aquilo é uma publicação segmentada, com público-alvo definido. Tudo bem que sempre se espirra um pouco fora da margem de público, mas você não está na Jump pra fazer material pra meninas – e a partir do momento que há um grande contingente de leitoras, tem que se partir do princípio que elas compram a revista e gostam dela porque gostam de ler material para garotos, da mesma forma que existem caras que gostam de ler shoujo e não devem ser alvo de piadas ou ter sua masculinidade questionada por causa disso. E o sistema demográfico funciona por isso mesmo, por em sua maioria cada público ficar no seu quadrado: conseguem imaginar, digamos, Buronson e Tetsuo Hara (que fizeram carreira na Jump) fazendo história para meninas na Ribon?


Sobre Ane Doki, acho que o fato de não ter vendido nem 50.000 é mais pelo fato de que o povo sabia que o mangá não teria fim e deixou de comprar do que o decorrente abandono dos fans da série. Não tenho certeza, mas isso tambem não aconteceu com outros mangás cancelados na Jump?

Se Medaka ja tivesse sido cancelado creio que o ultimo vol. venderia até menos que isso.

Alexandre: Difícil saber. :|

E Evangelion viu... é o sinal do fim dos tempos (e fim da Young Ace quando a série acabar). Você falou que Evangelion é o material de maior lucro da Kadokawa, é serio mesmo? Até mais do que Gundam? Sempre tive curiosidade em saber qual dos dois faz mais sucesso...

Alexandre: Na última vez que saiu um volume de Gundam the Origin (em fevereiro), ele debutou com 72.349 exemplares vendidos e na oitava posição geral (quarta no segmento shonen), e esse volume permaneceu por mais duas semanas, saindo da lista com 186.997 unidades vendidas. Foi uma entrada digna e esses foram ótimos números, ainda mais levando em conta que esta é uma franquia de longa duração, seus fãs tendem a ser fiéis e tem uma base de leitores que se renova – ou seja, não duvido que a longo prazo ele se beneficie de uma mecânica de cauda longa. Mas convenhamos: isso nem se compara às vendagens de Evangelion. Em uma semana ele vendeu 2,3 vezes mais do que isso.

O mundo não é perfeito, infelizmente. :(
Nome: Matheus 09/04/10 07:28
Ah eu entendi, mas eu estava falando do meio multimidiatico geral, contando anime, mangá e impacto que ambos tiveram na cultura japonesa...

Mas creio que a resposta seja a mesma tambem.
Nome: Carlos Eduardo 10/04/10 03:52
Concordo em muita coisa com você mas quero questionar uma coisa. Você diz que Evangelion sustenta sozinho a Young Ace, e como a revista sobrevive aos constantes hiatus quando não tem EVA sendo publicado?

Alexandre: Simples, ela se vale dos apêndices que são dirigidos justamente aos fãs de evangelion, cheio de brindes e ilustrações. Ou seja, quando não tem história, tem material para o fã.

Sobre Bleach. Bom, a série não está estável. Está caindo lenta e constantemente, as vezes algum número em especial se sai melhor, mas em geral Bleach está perdendo muitos leitores a cada novo exemplar:

Bleach #44 1ª semana: 410.245
Bleach #43 1ª semana: 441.333
Bleach #42 1ª semana: 475.911
Bleach #41 1ª semana: 414.722
Bleach #40 1ª semana: 589.621
Bleach #39 1ª semana: 532.553
Bleach #38 1ª semana: 476.611
Bleach #37 1ª semana: 607.616
Bleach #36 1ª semana: 551.006

Eu já estou vendo o dia que Bleach vai estar na faixa de 300k na primeira semana de vendas. É triste mas a enrolação (que provavelmente é culpa dos editores que devem mandar o autor enrolar tudo o que ele puder - é só reparar que o Kubo não enrolava tanto assim umas 15 edições atrás) do Kubo está atrapalhando o desempenho da série. Se quiser mais provas é só pegar a lista de vendas anuais. Apesar de Bleach continuar vendendo bem os volumes de Bleach que saíram em 2008 venderam muito melhor que os volumes que saíram em 2009 (cerca de 150.000 de diferença).
Mas ultimamente o Kubo tem apertado o passo com Bleach e parece ter tomado o jeito, os últimos 15 capítulos estão em um ritmo bom (apesar de uma enrolação ou outra, mas isso todos fazem para fechar o tankohon em um bom gancho).
Acho que poderia chamar essa síndrome do Kubo de síndrome de Kishimoto, ele começou a achar que era bom demais e só conseguiu perceber que os leitores estavam desgostando do material quando a série começou a não se sair tão bem nos tankohons (lembrando de um post do XIL que cita uma entrevista com o Masashi Kishimoto que passou pela mesma coisa e agora está bem mais humilde).

Alexandre: Ela está alta, esse é o ponto. Não se pode negar que ela é uma grande vendedora e que só perde na Jump em termos de vendagens para Naruto e One Piece na atual grade.

A título de comparação, o último volume de Hunter x Hunter que saiu emplacou 488,446 de cara logo na primeira semana, chegou a 773,616 na segunda semana e se despediu da lista na 3ª semana com 811,139 (o que um volume de Bleach vende em um ano se o Kubo tiver sorte - e lembrando, HxH não tem animação faz muito tempo, Bleach tem desenho passando na tv indefinidamente).
Acho que com isso não é errado afirmar que o Hunter x Hunter de Togashi é o 3º apoio da Jump.
Eu tenho uma teoria de que HxH só esteve em hiatus por todo este tempo para que em um momento de necessidade como quando a Jump estiver prestes a perder um de seus títulos ele apareça para ser o suporte enquanto não se estabelecer uma série nova. Ou seja, HxH vai estar a pleno vapor e sustentará a revista enquanto Naruto e Bleach saírem e Mago (sou um dos que odeia o apelido japonês horroroso, aliás, Mago é tão mais prático) e Beelzebub não estiverem fortes o suficiente para alcançarem vendagens semelhantes às de Bleach e Naruto.

Alexandre: Eu até acreditaria nisso não fossem os famigerados "capítulos incompletos", que aparecem com quadros inacabados. Aquilo não é coisa de quem estoca material para o futuro.

Eu não acredito que Reborn! ou Gintama tenham força suficiente para se tornar parte da trindade da Jump. Acho que esses materiais não vão conseguir passar muito do que já vendem hoje em dia, Gintama é muito episódico e não é um mangá para qualquer, ele requer embasamento para se ler e Reborn! é o mangá feito para chamar o público feminino, apesar da Shonen Jump ser voltada para garotos as garotas também consomem a revista e a Jump precisa ter pelo menos um material para agradar ás meninas além de um fanservice ocasional aqui e ali em séries como Bleach ou Hunter x Hunter (aliás, o Togashi adora colocar um temperinho BL em seus mangás, hein?).

Alexandre: O Togashi, hein... XD
Mas realmente Reborn e Gintama não tem essa força. Gintama até foi longe para um material que essencialmente é um gag mangá – muito acima da média do gênero mas um gag mesmo assim. Reborn vende bem mas é segundo time da Jump, o primeiro é justamente a santíssima trindade (e okay, podemos incluir o "apócrifo" HXH aqui).


Aliás, essa semana toda foi muito fraca para a Jump. Todos os títulos dela tiveram um desempenho mais fraco que o de costume.

Gintama #33 1ª semana: 191.268
Gintama #32 1ª semana: 311.062 (tem que se levar em consideração q foi semana de contagem dupla do feriado de ano-novo somados).
Gintama #31 1ª semana: 264.895
Gintama #30 1ª semana: 203.750
Gintama #29 1ª semana: 204.432
Gintama #28 1ª semana: 229.223
Gintama #27 1ª semana: 306.488

Nurarihyon no Mago#10 1ª semana: 106.266
Nurarihyon no Mago#09 1ª semana: 125.105
Nurarihyon no Mago#08 1ª semana: 109.637
Nurarihyon no Mago#07 1ª semana: 85.323
Nurarihyon no Mago#06 1ª semana: 126.714

Beelzebub #05 1ª semana: 69.734
Beelzebub #04 1ª semana: 75.652
Beelzebub #03 1ª semana: 87.761
Beelzebub #02 1ª semana: 68.072
Beelzebub #01 1ª semana: 51.163

E sim, eu salvo esses números no HD e em breve farei gráficos com eles.

Alexandre: Bem interessante. Mas acredito que Nuramago deve ganhar impulso com o desenho animado.
Nome: Carlos Eduardo 10/04/10 04:03
Sobre as séries Ecchi eu não creio que Ane Doki está mal. Eu acho que o leitor japonês é diferente do brasileiro e prefere investir o dinheiro dele em uma série que tenha futuro e possa fechar com um mínimo de lógica.
Se for parar para pensar bem Medaka Box carrega o trunfo de ser de autoria do autor de Bakemonogatari, 63.570 não é um número tão alto assim se pensarmos que a animação de autoria do mesmo autor e um DVD custa 10 vezes mais que um mangá no Japão.
Os 43.462 da Kawashita jamais seriam feios em qualquer lugar do mundo, mesmo na Jump. A série foi cancelada, está no seu 3º volume e outra série da Jump (To-Love-ru: Trouble) em seu volume final alcança só 71.995, sendo que a série já teve animação e OADs. São 30.000 exemplares de diferença, mas To-love-ru já teve muito mais recursos financeiros investidos do que Ane Doki, além de ter sido licenciada inclusive no exterior. Parando para pensar nesses termos Ane Doki cumpriu muito bem o seu papel, acredito inclusive que os editores da Jump deveriam ter cortado Houkenshitsu no Shinigami ao invés de Ane Doki.

Alexandre: Acredito que eles devem ter tentado investir em uma série nova em que eles viram potencial. Se bem que ele não se concretizou.
Nome: Kaesar 10/04/10 06:59
Lancaster, o fato de Evangelion ter vendido isso tudo alem do que você mencionou também pode ser embasado
pelo motivo de que a franquia de hideaki anno esta com dois filmes ai na praça ja a um bom tempo o que deu
chance para novos leitores ingressarem as fileiras do manga

Enquanto em Gundam ainda não surgiu uma obra nova que pudesse captar o publico mainstream (00 foi uma lastima). Unicorn ao meu ver ainda nao mostrou ao que veio.


Sejamos pragmaticos, a Bandai esta dando varios tiros no pé com Gundam pois, se o foco e revitalizar a U.C para o mainstream nas series animadas e dar um novo gâs a franquia não ha razão então para se dividir a atenção com o efadonho filme Gundam 00 que sinceramente, a série teve o diretor certo (o mesmo de Full Metal Alchemist) mas caiu na mão dos executivos errados.

O foco deveria ser em Unicorn, a escolha de adaptar as light novels em OVAs de 50 minutos como forma de balancear as equipes de produção para o longa de 00 ao meu ver foi pessima devido ao fato de que a primeira impressão deixada pelo primeiro OVA foi: lindas batalhas e animação impecavel porem um epsodio que teve problemas em lidar com toda uma bagagem de historia passada e tentar apresentar ao mesmo tempo o personagem e dizer quem ele e como veio a ser, enquanto por debaixo dos panos se constroi toda um contexto para mais uma guerra, o tempo foi curto demais pois a ligação que se constroe entre os protagonistas é tão abrupta que e dificil o espctador comprar a historia.

Minha torcida e que melhore, mas e necessario se saber o que colocar e como executar dentro destes 50 minutos.
Nome: Vorspier 14/04/10 10:17
Dá uma certa tristeza ver a Young Ace ser sustentada apenas pelos materiais relacionados a Evangelion...

E dá um certo medo de colocarem mais umas 10 séries contendo Rei, Shinji e cia só pra lucrarem ainda mais.

Alexandre: Isso é bem provável. Não dá pra pedir para você virar a boca pra lá porque eles já devem estar pensando seriamente nessa possibilidade antes mesmo de você mencionar... XD

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