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Mar 30
Companhia Francesa Ankama Produz Animes no Japão
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Categorias: anime

A Ankama é uma empresa francesa mais conhecida por seu trabalho em jogos – notadamente o popularíssimo MMORPG Dofus, que se espalha como uma praga pelo mundo inteiro. Mas ela é mais do que isso. Ela é um verdadeiro grupo multimidiático que conta, além de sua incubadora de jogos, com projetos de animação (em geral baseados em seus jogos, como Wakfu, que apesar do traço sugerir um meio termo entre uma estética mangática e um quê de disneyano, parece mais um Samurai Jack em computação gráfica – e visualmente é legal) e até uma editora, a Ankama Editions, que publica mangás como o subversivo Debaser, já no quarto volume, e a própria adaptação de seu Dofus para mangá (já no nono volume) – que não chega a ser tão mangá assim, apesar dos character designs terem toda a cara de personagem de videogame dos tempos do 8-bits, mas tudo bem – ele vende bastante em território francês.
Mas eles não se contentam apenas com a influência da estética dos mangás e dos animes ter rendido bons dividendos comerciais para a empresa: eles agora querem conquistar o Japão, com direito a um blog bilíngue (que pode ser visto AQUI) e um website que dá alguma prévia dos seus projetos na terra do sol nascente (é só clicar AQUI). O mais interessante é que eles não se limitarão a tentar exibir suas produções francesas, como Wakfu; eles tem duas produções locais agendadas – Nox: Special Episode, que reúne artistas japoneses e de outros países que fogem ao convencional da estética, e Iron Vendetta – este, completamente anime e aparentemente dentro dos padrões do mercado (há um blog acompanhando o desenvolvimento do projeto que pode ser visto AQUI). É curioso esse processo de migração, em um momento aonde a animação japonesa se encontra em um de seus pontos mais baixos. A Sav! the World de Savin Yeatman-Eiffel está no Japão desde a produção do excelente Oban Star-Racers, mas até agora não mostrou nada de novo. Recentemente, surgiu a Mirai Fusion de Danny Choo, que está produzindo o anime Chinka – e está prestes a anunciar um segundo anime sendo produzido pela empresa. E agora, temos a Ankama. Faz sentido que dos três, dois tenham um dedo francófono: não custa lembrar que o trânsito entre franceses e japoneses em animação foi aberto justamente pelo sumido Jean Chalopin (Taiyo no Ko Esuteban) no começo dos anos oitenta, e hoje a França é o segundo maior mercado de quadrinhos no mundo, e o maior mercado para os mangás e animes fora do próprio Japão. Em um momento em que os japoneses buscam novas idéias desesperadamente, esse intercâmbio parece ser um caminho natural.

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Comentários:
Na torcida para que dê certo. E caso não dê, na torcida para que os caras não desistam. Enriquecer o mundo dos mangás será algo muito positivo para a indústria J-Pop, especialmente a médio e longo prazo.
Alexandre: Estou esperando para ver, mas de modo geral intercâmbios são enriquecedores. Estarei à espera dos resultados.
Alexandre: Foram, mas existem várias empresas produzindo animação para consumo interno na França. Já foram exibidas várias séries francesas animadas na televisão brasileira, como essa (que eu não vejo como anime), ou Skyland (que deve as calças visualmente a Last Exile, mas também não chega a ser tão anime), e até o Três Espiãs Demais. A praia da Ankama em animação é um pouco diferente – http://www.youtube.com/watch?v=H2JrWJfdoqk – mas acredito que no Japão eles devem se ajustar um pouco ao padrão local.
...embora os europeus em geral esperam que o público seja culto o suficiente para entender o contexto histórico da saga sem precisar de mais explicações. (ou seja, que tenha estudado a matéria História direitinho para saber o que se passava na Europa e China em 1900...) Um brasileiro médio boiaria legal assistindo este desenho pela falta de explicações. Uma pena.
Alexandre: Olha, acho que não é tão necessário esse background para o espectador assistir sem boiar, não – o desenho é muito calcado no material original e o Pratt sempre soube se fazer contextualizar.
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