Busca
Mar 25
Vinte Anos de Carreira do criador de Grappler Baki
Compartilhe:
Lancaster |
PERMALINK |
6
Categorias: Shonen Champion

A franquia Baki (composta pelo tríptico Grappler Baki, New Grappler Baki e Baki: Son of the Ogre) pode despertar narizes torcidos ao redor do mundo pelo visual esquisitão de seus lutadores de vale-tudo (se bem que justiça seja feita, os personagens gradualmente estão ficando mais caricatos e menos… suspeitos, se é que vocês me entendem), mas não há como negar que ela é uma série querida e bem-quista no Japão, e uma das marcas registradas do almanaque semanal para garotos Shonen Champion, da Akita Shoten. E diabos, abstraindo os pesares, sempre restam as cenas de luta, que são ótimas, e o roteiro que pode ser hilariantemente trash se olhado com isenção, da mesma forma que aqueles velhos filmes de ação que povoavam nossas locadoras nos anos oitenta. De qualquer forma, o criador das três séries (na verdade uma série só distribuída em três atos, se pensarmos bem), Keisuke Itagaki, está completando vinte anos de carreira, e a edição 17 deste ano da Champion semanal trouxe as mensagens de parabenização de muita gente boa para o autor – que pelo visto continuará por muito tempo distribuindo porrada crua, seca e bruta nas páginas da revista. Seguem algumas das imagens – e divirtam-se.

Tetsuo Hara (Hokuto no Ken)

Hiroshi Takahashi (Crows, Worst)

George Morikawa (Hajime no Ippo)

Rumiko Takahashi (Urusei Yatsura, Ranma 1/2, Inu-Yasha)

Masahito Soda (Capeta)

Takehiko Inoue (Slam Dunk, Vagabond, Real)
Posts similares:
Baki em Triplo na Shonen Champion
Calendário de Baki – Son of the Ogre na Shonen Champion
Brindes Para os Fãs na Shonen Champion
Post anterior: Ranking do Oricon (JP) – 21/03/2010Próximo post: Menos um Título de Beisebol na Shonen Sunday



Comentários:
Alexandre: Acho que ele está com vontade é de acabar de uma vez o Vagabond, que ele visivelmente já está de saco cheio.
(bem, é uma fase que todo artista passa... espero que passe rápido)
Alexandre: Acontece.
No mais, adoro esse tipo de homenagem, só acho que merecia ter sido feita num papel melhor.
E que coisa, a Rumiko usar a Lamu (Lum) para dar os parabéns. Pelo visto nem ela tá acreditando muito em Rinne.
Alexandre: Eu meio que reparei que de modo geral essa é uma das maldições da linha Champion. Salvo na França, onde os materiais dela parecem ter boa saída, e tirando as exceções (nem conto os atuais títulos de Cavaleiros do Zodíaco porque eles criaram sua base de público na Shueisha), de modo geral os títulos da Shonen Champion tendem a não pegar muito bem no ocidente. Isso porque de modo geral eles tem um lado meio casca-grossa e sem suavizações (personagens bonitinhos, etc) que ajudam a ampliar seu apelo. Títulos como Naruto e Bleach, da Jump, por exemplo, conseguem um bom apelo teen em ambos os sexos. A Sunday sempre foi um pouco mais puxada para o infantil, e todo mundo tem um pé no amigável. A Magazine tem um aspecto "sou maneiro" (Air Gear se ancora nisso) bem calcado no espírito de materiais cinematográficos e séries de tv (pegue um Bloody Monday por exemplo).
A Champion não tem isso a seu favor. Minha teoria sobre eles é que quando o perfil dos quadrinhos shonen mudou, eles decidiram preservá-lo como era para poder atrair leitores que ficassem órfãos da antiga direção dos quadrinhos no demográfico. Parece ter funcionado, já que a revista pode não ser a mais vendida, mas talvez seja a mais estável do mercado, mais até do que a Shonen Jump. Em miúdos, a Champion tem cheiro de vestiário masculino na sexta feira, antes da faxina semanal. E isso já meio que reduz chances de crescimento entre públicos diferentes do de sempre. Basta comparar que quando a Shonen Jump publicava Samurai X em suas páginas, a Champion ao mesmo tempo lançou uma série chamada Apocalypse Zero, que era grotesca pra cacete. Mas olhando bem, a presença de uma série como essa numa revista shonen aconteceria facilmente na época em que Go Nagai produzia obras como Devilman e Violence Jack. E nessa época, Nagai produziu Abashiri Ikka para a Champion, que não é nem mais nem menos casca-grossa do que os títulos que ele fazia para outras editoras.
Em miúdos, a Champion virou o último bastião do quadrinho "macho, grosso e fedido" para garotos. E isso evitou que o encolhimento gradual do mercado os devorasse como aconteceu com outras revistas semanais como a Shonen King.
Para piorar, no caso específico da série Baki: mesmo que os leitores curtam materiais casca-grossa como Crows e Worst no ocidente, há de convir que a arte de Keisuke Itagaki não ajuda. A história não tem nada a ser criticada nesse sentido, e acho que há coisas mais suspeitas em termos de roteiro nos quadrinhos shonen das grandes editoras (Reborn! existe pra confirmar o que digo), mas não ajuda o fato dos personagens serem muito esquisitões visualmente. Lembrei de um comentário feito na internet, de que Itagaki parece desenhar seus personagens vendo pornô gay e lendo a G Magazine. E isso nem de longe poderia captar, digamos, o interesse das fãs yaoizeiras, que se ancoram na fantasia de que sexo homossexual é tão limpo quanto bundinha de neném – duvido que elas tivessem estômago de ver dois homens se esfregando de verdade. Na verdade, nem nós homens machos heterossexuais do sexo masculino temos esse estômago, mas com elas seria pior: quebraria seu mundinho de ilusão.
Não estou dizendo que Baki é gay em termos de roteiro, mas o visual assusta. E pena, porque itagaki desenha algumas das cenas de luta mais impressionantes dos mangás atuais.
Em todo caso acho que é por isso que Baki não vai pra frente no ocidente. Salvo na França, onde os materiais da Akita Shoten conseguem pegar e acho que foi isso o que contou para a Kodansha fazer com eles esse acordo de penetração internacional, no mesmo molde que une Shueisha e Shogakukan sob a aba da Shopro.
Esse sua tréplica acabou valendo por mais um artigo. Bem interessante, por sinal.
Também concordo com muito do que foi dito aqui nos comentários, e coloco ainda um ponto a mais no caso de Baki: outro motivo para a obra ter um público tão restrito é que ela é por demais repetitiva. É porrada atrás de porrada que não acaba mais! É um combo infinito!
Eu gosto da saga de Baki. Li vários capítulos no OneManga, mas chegou uma hora que encheu o saco. Uma qualidade muito boa de Hajime no Ippo é que a história não fica supersaturada de Boxe, com umas intercaladas. O jogo de beisebol, o passado de Kamogawa kantoku (que não é só Boxe, mas também História com H), as memórias sobre o pai de Ippo e outras partes dão ótimos respiros à narrativa.
Discordo quando você diz que Baki é uma franquia, mas aí acho que é uma questão conceitual. Para mim seria uma franquia se Itagaki sensei vendesse os direitos sobre a obra para que aparecesse tudo quanto que é derivado usando a marca, como joguinhos toscos, bugigangas, série cheia de fillers e filmes sem a mão do autor. Enfim, acredito que sejam definições diferentes que temos.
Deixe seu comentário: