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Mar 22
Longa Americano de Bleach?
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Lancaster |
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Categorias: bleach

Deu na ANN e na ICV2: A Warner Brothers está prestes a adquirir os direitos de adaptação para o cinema da série Bleach, de Tite Kubo, publicada na revista semanal para garotos Shonen Jump, da Shueisha. Ela já tem um precedente e adquriu os direitos para fazer o mesmo em Death Note, também um título da Jump. Mas faz sentido. Diferentemente de, digamos, um Dragon Ball – que convenhamos, resultou em uma atrocidade – não é complicado adaptar Bleach ou Death Note para outros lugares no mundo. Bleach em especial precisaria de muito pouco a mudar para se transferir a ambientação – porque convenhamos, os mundos sobrenaturais por onde os personagens trafegam podem ser nipônicos, mas são mundos de fantasia. Daria para se mudar os nomes e salvo por um detalhe ou outro, ninguém notaria a diferença. E convenhamos, Chad é mexicano e Yoruichi é negra, sejamos realistas. Ninguém iria forçar a barra do roteiro em nome de cota étnica aqui (dizem as lendas que os produtores tentaram fazer isso com Senhor dos Anéis, acreditem). Sinceramente, fazendo direitinho, dá pra não pisar na bola – e principalmente, é a Warner (que tem sua cota de erros grotescos mas também de acertos certeiros), e não a Fox, que já é sinônimo de incompetência total quando o assunto é adaptação.
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Comentários:
Alexandre: Olha, os X-Men foram a exceção que acabou confirmando a regra. Bastou uma mente criativa sair que veio um boitatá no terceiro filme afundar tudo.
E a lista da Fox fala por si: Demolidor, Motoqueiro Fantasma, Elektra, os dois Quarteto Fantástico (eu acho o primeiro terrível, na boa. O segundo é um pouco melhor mas não tanto assim pra salvar da lista negra. E fora da Marvel, tem Liga Extraordinária. E com mangás, tem Dragonball. E com literatura juvenil, tem o Eragon, que não era grande coisa, mas que quem viu o filme fica acreditando que é muito pior do que realmente é. A Fox não sabe adaptar franquias alheias, ponto. Licenciar para eles é correr o risco de ter sua franquia queimada a longo prazo – perder mais dinheiro com o tempo do que o que você vai ganhar ao ceder seu material pra ser destroçado.
A Warner é irregular. Eles cometem monstruosidades como Mulher Gato, bobeiras como Speed Racer e materiais meia-boca como V de Vingança, mas acertaram na mosca tanto nos primeiros Super-Homem quanto nos mais recentes Batmans – e Watchmen pode ter arrecadado pouco nas bilhterias, mas qualitativamente é uma adaptação razoável e até corajosa que jamais teria sido feita caso estivesse na Fox, vai por mim. O saldo deles é mais positivo do que o da Fox, para mim.
Quanto à questão da "cota étnica", é só ver a celeuma provocada pelo casting de The Last Airbender e The King of Fighters. Eu estava 100% esperançoso com a adaptação de Tekken até mostrarem a Christie Monteiro...
Alexandre: Ah, mas ainda está para nascer o jogo que vai ser adaptado decentemente para o cinema. Mas vou admitir que tenho um "prazer culposo" com Dead or Alive. O roteiro é fraco, a direção é tanto faz, as lutas são padronizadas, mas é impossível para um ser humano macho heterossexual do sexo masculino achar aquele filme ruim com aquela vista geográfica à disposição.
Alexandre: Se não me engano é a Fox, daí meu medo.
Não consigo ver Bleach funcionando como filme.
Acho até Naruto e One Piece mais fáceis de serem adaptados.
De todo jeito, duvido muito que saia. Dragon Ball não pegou (deixemos o roteiro de lado XD) e os executivos só se importam com os números gerados.
Alexandre: Não vejo porque seria mais difícil funcionar. De modo geral, séries em que os personagens praticamente tiram folga no cotidiano porque passam mais tempo em lugares fantásticos são as mais fáceis de adaptar para mim.
Alexandre: Taí uma boa idéia: chamem o Kiss pra fazer a trilha sonora e o Nick Simmons para fazer o desenho de produção. Ele vai ser fiel ao original, acreditem: é só desenhar por cima do papel vegetal. XD
Bem lembrado, estou curiosa para saber como será esta versão gringa de Death Note. Also... há rumores de que vão produzir Dragon Ball II...
Alexandre: Tão querendo perder mais dinheiro, é?
Ah, notaria sim. Imagina o Ichigo se chamar Justin. Ninguem ia gostar né.
Alexandre: Uma geração inteira chamou Speed Racer de Go Mifune, Hikaru Ichijo de Rick Hunter e Mamoru Kodai de Derek Wildstar. Mas os personagens estavam lá, intocados. Esse para mim é o menor dos problemas. O Goku se chamava Goku, mas p*** *** *****, aquilo não era nem Goku, nem Gohan, nem nada. Prefiro ver o personagem com outro nome mas respeitado como personagem do que com o mesmo nome mas totalmente descaracterizado.
Além do mais, quando os japoneses pegam material estrangeiro, também costumam fazer suas adaptações. Basta lembrar dos dois Homens-Aranha Japoneses, e do livro de ficção científica Needle que, ao ganhar mangá, foi devidamente niponizado. Mesmo peso, mesma medida.
"E convenhamos, Chad é mexicano e Yoruichi é negra, sejamos realistas. Ninguém iria forçar a barra do roteiro em nome de cota étnica aqui "
Mas é claro que precisa. Chega de filmes só com loirinhos e negros só servem pra colorir o ambiente. Se vão fazer que sejam fiéis á caracterização dos personagens.
Alexandre: Tudo dentro do bom senso. No Thor teremos um Heimdall negro – só que falamos de deuses vikings. Aí passou dos limites, não?
Não sei bem explicar. Talvez eu deva mudar meu questionamento: Como um filme desse será acessível nos EUA?
Como fazer um filme censura livre onde você tem várias espadas e monstros (porque lutando contra outros "humanos" na aparência, elevaria a indicação etária) e que não pode ser muito violento e ainda assim manter a essência da série?
Dificilmente seria censura livre. Seria no mínimo PG-13, o que cortaria boa parte do público (eu acho. Não sei quem lê Bleach na América).
Posso estar errado, mas vou traçar um paralelo.
Se a adaptação sombria de Avatar (que eu sei que não é anime) nas mãos de Shyamalan der certo, acho que Bleach tem chances, pois é algo claramente feito fora de seu público padrão.
Alexandre: PG-13 é padrão para grandes sucessos. Cavaleiro das Trevas foi PG-13, Harry Potter a partir dos ultimos filmes deixou de ser livre e passou a ser PG-13, Homem de Ferro foi PG-13. Novamente não é problema. Se tentassem pôr Bleach livre, aí sim é que seria um desastre. E de modo geral, nos Estados Unidos dos dias de hoje, censura livre virou praticamente sinônimo de cinema de última categoria salvo exceções muito raras.
Um anime pode ter um tema batido e um roteiro clichê, mas ainda assim fazer sucesso se seus personagens forem carismáticos e serem empáticos. Claro que bons personagens são coisas importantes em qualquer lugar, mas no ocidente, o elenco é considerado apenas parte de um todo, enquanto que no Japão ele é frequentemente o centro das atenções. Acho que é por isso que fãs J-Pop sempre estranham adaptações.
Mas o que importa nesse caso é a tradicional FRESCURA do fã. Não importa o quanto os envolvidos sejam fiéis para com a obra original e o quão competente seja a apaptação, basta a versão adaptada do personagem ser ligeiramente diferente do original que lá vem reclamação. E isso não é exclusividade de fã J-Pop, todo fã de qualquer coisa é assim.
Assim, eu acredito que existe a possibilidade de vir algo razoável, mas não tem jeito, Adolphinho vai ter outro ataque histérico, com certeza:
http://www.youtube.com/watch?v=2yDPzbV7yWA
Já no caso dos mangás seinen,versões americanas podem ser uma boa idéia.Animes desse gênero parecem não fazer sucesso fora do Japão,e nos Monsters e Golgos 13 a nacionalidade do protagonista geralmente não faz muita diferença.
E se realmente for adaptado, é claro que os fãs vão reclamar. Os Estados Unidos é o país em que um filme estrangeiro precisa ser refeito [REC é exemplo recente disso] para atingir o americano médio. E o americano médio que é necessário para algo render seus 100 milhões ou mais de bilheteria interna não vai querer ficar falando "Kuchiki Byakuya", por exemplo.
E claro, sempre lembrando que certos fãs de manga e anime são um saco. Se cada um de nós ganhasse um real para cada "baka" ou "jutsu" que deixam de traduzir por aí...
Mesmo que saia uma bomba, inevitavelemnte dará força para a franquia nos EUA e no próprio Japão ( já que certamente será exibido lá ), o que é algo muito positivo em si mesmo.
Alexandre: Aí é injustiça: a pior adaptação de quadrinhos de todos os tempos foi Batman e Robin do Schumacher e dois filmes depois, veio aquele que pra mim é o melhor filme de supers de todos os tempos, Cavaleiro das Trevas.
Mas eles estão planejando fazer um DB Revolution II mesmo?? Eu jogava notas de 100 descarga a baixo a gastar dinheiro numa continuação dele.
Alexandre: Sinceramente não acredito nisso. Mas eu não duvidaria que a Fox tenha batizado de "evolution" pensando na hipótese de um reboot ao ver o monte de esterco que tinham em mãos.
É realmente verdade que Zac Efron vai participar de Death Note? Daqui a pouco vejo Robert Pettinson no papel do Gray de fairy tail XDDD
Alexandre: Vade retro Saravá Zifio!
http://eiga.com/buzz/20100324/6/
Alexandre: Não que Hollywood não tenha um vasto histórico de apropriações indébitas, mas acredito que nesse caso seja coincidência. Cavaleiros do Zodíaco não emplacou quando foi lançado pela Jump americana e rapidamente foi defenestrado da publicação.
Será que pelo menos um live action bacana 'baseado' em um anime pode enfim sair? XD
Alexandre: Eu acho até possível. Bleach é um material que fazendo direitinho dá pra não pisar na bola, mesmo adaptando os personagens para os Estados Unidos.
O diretor louis leterrier confessou que o filme é sua homenagem a serie
Alexandre: Mea culpa. Não acessei mesmo.
E lembrando que é o Letterier, faz sentido: ele é francês e Cavaleiros emplacou absurdamente bem na França.
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