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Mar 09
Tiragens de Outubro a Dezembro de 2009
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Lancaster |
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Categorias: tiragens

Faltava justamente a última leva do ano de 2009 para fechar o lote. É bom lembrar que a última leva oficial de informações (publicadas na revista Magazine Data, voltada ao meio editorial) contabilizou o ano a partir de 1º de Outubro de 2008 a 30 de Setembro de 2009. Então teoricamente esse marca o começo do ano para o meio dos quadrinhos japoneses. É uma lista incompleta, como essas listas trimestrais costumam ser. A Jump, a Corocoro e a Dragon Age (como efeito de sua reestruturação editorial) se mostraram as únicas a reagir e subir – e nos quadrinhos para meninas, temos tanto estabilidade para a Betsucomi, para a Melody e para a Office You – quanto um crescimento paulatino para a Asuka e para a Chorus. Este blog não costuma se deter sobre os quadrinhos femininos, por isso não quero elucubrar sobre o perfil desses títulos, mas se não me engano a Office You e a Chorus são voltados a mulheres adultas – e de repente isso poderia sinalizar um envelhecimento do segmento, mas deixo essa discussão para quem acompanhe esses títulos com mais atenção do que eu.
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Comentários:
Alexandre: Pode postar sem galho. Foi de um fórum francês, mas a fonte é confiável – o responsável pelo website News Paradise.
Só para contar, a Office You e a Melody são revistas josei. A Melody publica Ooku da Fumi Yoshinaga, talvez isso tenha pesado, mas Himitsu também sai lá e teve anime. Já a Office You, não sei. De qualquer forma, as quedas foram mínimas.
Alexandre: O problema não é que elas sejam mínimas, e sim contínuas. É de pouco em pouco que a coisa pega. Mas o Office sinaliza que o público dela é a mulher no mercado profissional, as Office Lady, certo?
A Asuka é uma revista esquisita, pois vive de material que foi ou será anime, ou ex-light novels. Mas como outra revista da editora acabou (*não lembro o nome agora*), títulos importantes foram puxados para ela este ano.
Agora, é sempre estranho não ver a linha Princess e as revistas de terror listadas, ou as da Ohzora. Essas listas são muito incompletas quando o assunto são revistas femininas.
Alexandre: A lista está bem incompleta de uma forma geral se pensarmos bem. Em geral só vemos listas mais completas na virada do ano – as trimestrais costumam omitir muita coisa.
A Shonen Magazine semanal teve uma queda bem pequena, espero que fique estável, pois a acho a melhor antologia juvenil no momento.
Alexandre: Eu acredito que ela nunca vá cair muito enquanto continuar na cola do público que larga a Jump.
A Afternoon manteve o patamar. Isso é bom, ficar acima da marca simbólica de 100 mil.
E parece que a partir de agora a diferença entre a Young Magazine e Young Jump deve aumentar em favor da representante da Kodansha.
Alexandre: Depende. Historicamente, a tendência é o cabeça a cabeça, até porque a diferença continua pequena – é só medir em percentual – e a Young Jump está numa fase muito boa, tanto com talentos reconhecidos como Katsura (finalmente com um roteiro sólido em Zetman), Morita (Beshari Gurashi, que começou na Jump), Toriyama (Jiya tem que virar série!), Inoue (Real) ou sucessos respeitáveis como Liar Game, Gantz e Rozen Maiden (não curto esses dois últimos, mas temos que admitir que eles são sucessos). A Young Magazine tem materiais de peso como Kaiji e Initial D, e historicamente já teve materiais com o peso de um Akira, mas na média de seus títulos seinen, acho que outras antologias da editora como a Morning são melhores.
A Dragon Age dando uma subida... não sei se isso é bom ou se é ruim.
Alexandre: Olha, gostando dela ou não, eu tenho que respeitar os editores dela por ter reagido na hora certa e encontrado uma metodologia que estancasse a queda e tornasse a revista sustentável.
E continuo achando que o aumento de tiragem da Jump semanal é um blefe, ou uma campanha publicitária para pegar o bonde de One Piece. Mas isso só poderia ser confirmado com o número de vendas também.
Alexandre: Eu sei que você prefere os títulos da Kodansha, mas isso não é um fla-flu.
No mais, é uma pena não ter números das GanGan.
Alexandre: Pena mesmo, mas as listas de meio de ano tendem a ser incompletas mesmo.
E ao contrário das tiragens dos volumes de One Piece, não vejo marketing aqui não. Pra quê imprimir a mais revistas que são feitas para um consumo extremamente rápido e cuja validade para vendas é extremamente limitada - ao contrário dos volumes?
E a Sunday continua sendo a que derrete mais...
O que me preocupa é que parece que os japoneses se conformaram e já aceitaram a perda do status potência regional para a China como fato consumado. É compreensível, mas isso indica que o governo japonês não tem planos de reformar a estrutura produtiva do país na escala que a situação exige.
Sem estas reformas, o processo de monopolização das editoras descrito por Ken Akamatsu (quem é grande ficará maior, e quem é pequena ficará ainda menor) irá continuar, o que será trágico a médio prazo e catastrófico a longo prazo se a economia japonesa não retomar seu crescimento.
Uma das razões principais do sucesso dos mangás é a diversidade. A grande variedade de títulos e estilos que esta indústria sempre ofereceu só é possível porque essa indústria possui uma natureza muito dinâmica resultante da intensa concorrência entre diversas editoras de todos os tamanhos. O processo de concentração das vendagens nas mãos de um punhado de editoras grandes resultará em um empobrecimento da força criativa e do poder inovador dessa indústria, caso de torne um problema agudo.
E os políticos de lá, enquanto isso, continuam empurrando o problema com a barriga.
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