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Mar 09
Primeira Leva de Volumes da Bessatsu Shonen Magazine (Ou "Porque Merchandising é Tudo")
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Categorias: Bessatsu Shonen Magazine

A Bessatsu Shonen Magazine aparentemente estava destinada a ser apenas mais um título derivado da griffe de quadrinhos para garotos Shonen Magazine, da Kodansha. Mas a editora não cometeu a pisada de bola que fez com a Shonen Rival – uma antologia tapa-buraco, que muitos esperaram que fosse a resposta da editora para a Jump Square da Shueisha, mas que na prática foi criada apenas para ocupar um gargalo editorial vindo do cancelamento de um almanaque infantil, a Comic Bonbon. A Bessatsu veio ao mundo com planejamento editorial, divulgação pregressa – e tendo como carro-chefe um artista com visibilidade: Makoto Raiku, que havia atraído atenção da mídia
especializada ao jogar no ventilador todo o tratamento que a Shogakukan dispensa aos seus contratados, processando a editora com sucesso (e juntando-se a um coro de descontentes que inclui gente como Shinjo Mayu, que abriu a boca quanto a assédios morais; e Koji Kumeta, que teve seu título Katte ni Kaizo cancelado por conta de mero rearranjo editorial, sem levar seu desempenho em consideração, justamente quando a série estava prestes a ganhar uma versão animada que acabou morrendo com o cancelamento). Agora estão vindo os cinco primeiros encadernados baseados nos títulos da revista: o Doubutsu no Kuni (País dos Animais) de Raiku, que deve levar uma bela grana ao autor e a Kodansha quando for descoberto pela televisão e pelos licenciantes; Chojin Gakuen - Konton Moryo Seishun Jihen, de Yousuke Ishizawa; Shingeki no Kyojin, de Hajime e Ken Isayama (ambos tem o mesmo sobrenome); Mardock Scramble de Tow Ubukata e Ooima; e Aku no Hana, de Shuuzou Oshimi.
E a Kodansha está investindo pesado: está sendo preparada em quinhentos pontos de venda ao longo do país uma série de sorteios e tardes de autógrafos, com direito a prêmios como edições em capa dura do material, calendários, canetas – e, como não poderia deixar de ser, uma versão de pelúcia do texugo que protagoniza Doubutsu no Kuni (que não deixa de ser uma forma pouco sutil de chamar a atenção dos futuros licenciantes), com 30 cm de altura. Tudo para vender quadrinhos. ;)

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Comentários:
Com certeza já é o título de maior sucesso.
Me pergunto a que se deve esse sucesso repentino a ponto dos 3 volumes estarem vendendo horrores no Japão. Será que foi a divulgação gratuita na internet?
Só sei que estou de olho na Kodansha Comics. Taí um título que eu acho que pode fazer sucesso no mundo todo.
Alexandre: não sei se pode decolar fora do japão. Ele na verdade é o que os americanos chamam de sleeper hit: aquele título que não tinha nada para dar certo, ficava discreto em seu canto e de repente aglomerou massa crítica para explodir assim, de supresa. Provavelmente foi o boca-a-boca – e ele tem um monte de elementos que poderiam afastar público (como o fato do desenhista ter um traço rude, que na cabeça de muita gente poderia passar por um traço ruim). Mas decolou.
Não sei se decolaria fora do Japão, repito. Mas ele vai acabar precisando de um anime para se estabelecer – e que não seja um anime de 26 capítulos perdido na madrugada...
E como a Kodansha Comics disse que a postura deles será diferente, fica aí a expectativa.
O investimento pode ser arriscado, mas acredito que se vencerem o Taisho Awards, a série vá ganhar outra dimensão.
Fico na torcida. Esse, pra mim, é um dos melhores títulos (baseado no primeiro volume) lançados em 2010.
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