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Fev 27
O Famigerado Plágio de Bleach
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Lancaster |
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Categorias: bleach

Todo mundo pela internet está falando de Incarnate, o famigerado quadrinho de Nick Simmons (que talvez só esteja dando o que falar porque Simmons é na verdade filho de Gene Simmons – sim, o famoso linguarudo da banda de rock Kiss). Sim, houve cópia descarada do Bleach de Tite Kubo. Sim, a editora (Radical Comics) fez bem em interromper a publicação ao receber o alerta do plágio através dos engravatados da Viz (leia-se Shueisha/Shogakukan) e eu vejo menos culpa na idoneidade da editora do que pelo fato de não saberem nada a respeito do que se faz no terreno de mangás hoje em dia a ponto de uma cópia tão descarada passar por baixo do seu nariz. E não, a imagem que coloquei aí em cima nada tem a ver com Incarnate. É uma imagem japonesa, assim como a imagem que vem a seguir.

Por que colocar essas imagens antes de ir direto aos finalmentes? Porque isso tem que ser dito: no Japão, se copia tanto ou mais, e se pode passar muito bem desapercebido sob um volume imenso de produção. Volta e meia alguém é desmascarado, como Yuki Setsugu, autora do quadrinho para meninas Eden no Hana, que chupava suas sequências de basquete logo do referencial máximo dos quadrinhos desse esporte no Japão, Slam Dunk, de Takehiko Inoue. Eden no Hana teve seus volumes recolhidos dos pontos de venda, lógico; é o procedimento correto que uma editora deve fazer nesses casos, nem que seja apenas para averiguar se o plágio é verdadeiro ou não.
Claro que isso não é defesa para Nick Simmons. Aqui não há dúvida. A carreira dele praticamente acabou – mesmo que ele se emende e ponha a mão na massa, sempre vai ser visto com desconfiança daqui para a frente. É uma péssima forma de marcar seu nome na indústria. Para que se entenda a gravidade da questão, estou postando logo abaixo uma compilação feita na internet de vários dos "melhores momentos" de Simmons. Da lista, acho que só a nº5 é um pouco forçação de barra dos que a montaram, mas isso não quer dizer que aquilo não tenha sido copiado de algum lugar; apenas escolheram a imagem errada, porque o resto fala por si.
Bem, divirtam-se, se puderem; eu acho trágico.





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Comentários:
O filho do linguarudo cospe fogo agora está queimado.
E a autora voltou sem problema, e deve ganhar muitos prêmios ainda por seu Chihayafuru.
Alexandre: Corrigindo. Bom pra ela que deu a volta por cima, mas que isso é muito feio, não há o que discutir.
Que na verdade é quase o mesmo mangá, só que gira em torno de personagens diferentes.
Quanto ao resto eu não conheço.....
Alexandre: Pensava que esse Nick fosse "ele". Não vi nenhuma referência a gênero.
Mas realmente, influência é uma coisa, mas isso é cara-de-pau.
Mudando para um assunto que não tem nada a ver, Alexandre você viu que na TV Brasil estreou um programa só sobre quadrinhos? Eles ja falaram sobre vários quadrinhistas famosos como Will Eisner. O programa se chama ´´Profissão Cartunista``.
Alexandre: Conheço sim. Programa de primeira.
tristeee >.>
Alexandre: Na verdade quem desenhou foi o Kubo, o filho do Simmons apenas decalcou na mesa de luz. XD
Isso só serve para denegrir a imagem dos gibis... sinceramente... ¬¬
Alexandre: A Kayono realmente tem um traço de altíssimo nível. E eu não duvido que seja superior a Takashima, mesmo que eu não conheça o traço dela – a Kayono alcançou um nível técnico que não se encontra em todo canto.
Uma dúvida minha, Alexandre: é plágio se a gente copiar foto? Lembro que falaram mal do Inoue por conta de plágio com fotos da NBA, isso é tão errado assim? E é plágio se a gente usar foto de propriedades, como prédios, casas ou até ruas?
Alexandre: Isso é polêmico e não há uma posição oficial quanto a isso. O que eu acredito é que não é plágio salvo em duas condições. Uma é que não seja uma foto artística onde houve visível interferência do fotógrafo para obter o efeito desejado (por exemplo, com pessoas posando em um ensaio de moda – a menos, é claro, que você seja o próprio fotógrafo. Um caso assim nos quadrinhos é o Tony Harris. de Ex Machina. Ele é um excelente desenhista de estilo realista, mas todos os seus enquadramentos são baseados em fotografia, para dar uma sensação similar a uma fotonovela; ele é seu próprio fotógrafo). A outra é quando é uma foto documental, livre de copyright ou com termos de uso claros – leia-se, você pode usar, desde que cumpra certos termos (fiz uso disso na pegadinha do mangá de Tropa de Elite. Eu não poderia "assinar" a foto pura. Mas usá-la como base para cenário não gerou problema).
O caso da NBA era algo a parte. Não são fotos documentais "de verdade" – há uma busca dos melhores ângulos dos atletas em ação e eles eram usados em materiais de divulgação. Mas isso foi rapidamente resolvido porque o pessoal da NBA, ao invés de pedir indenização ao Inoue, decidiu contratá-lo pra fazer os próprios itens de divulgação da NBA no Japão.
Alexandre: Eu já vi alguns trabalhos dela a traço. Já passou da hora de colocarem a moça para pilotar um material só dela.
E em defesa do Inoue e de todos nós, pobres artistas, que ralamos para conseguir melhorar o nosso trabalho dia após dia, usar fotos como referência (repito: REFERÊNCIA) não é plágio.
Só seria se o artista reproduzisse EXATAMENTE a foto (uma foto que não foi ele quem tirou...) e disesse que é coisa dele, aí sim é plágio. E mesmo assim só se for o caso de fotos com copyright ou mais "conceituais", digamos. Se você reproduzir exatamente a foto que um cara tirou da estátua da Liberdade... ora bolas! Você pode alegar que VOCÊ tirou a foto e passou para o desenho.
Mas pegar um ângulo de um corpo humano e passar para uma ilustração é referência legítima. É claro que eu acredito que certos artistas como Tony Harris exageram um pouco. Afinal se é para fazer uma história em quadrinho parecer fotonovela não é mais fácil fazer a fotonovela de uma vez?
Alexandre: Bem, isso eu concordo. Mas como eu falei, isso é extremamente polêmico. É por isso que quando eu tenho dúvidas quanto a posições ou preciso de referências, admito: utilizo o Poser. Claro que não abuso dele porque depender demais de referências na minha opinião acaba deixando o artista dependente, e eu construo a pose normalmente através de sua composição no quadro. É pedir demais que uma imagem fotográfica seja boazinha para se encaixar nos pontos certos da minha narrativa.
Mas com isso eu evito futuras dores de cabeça.
Daí me veio à mente a questão. Será que pegando um mangá e comparando a outro isso não aconteceria? Tipo, existem limites para as posições humanas. O caso aqui é claro, mas acho que isso pode acontecer.
Na última imagem a imagem de "Incarnate" parecia uma montagem, sei lá, será possível copiar uma páina inteira na cara dura? Parece mais que eles recortaram duas páginas diferentes com imagens semelhantes para "compor" essa cena.
Sinceramente, eu espero que esse(a) Nick Simons aprenda a lição e não tenha a carreira destruída, pq apesar de copiar ele(a) parece ser bastante talentoso.
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