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Fev 08
Super Campeões: Que Time é Teu?
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Lancaster |
PERMALINK |
9
Categorias: Super Campeões

Existe uma diferença enorme entre os autores que reciclam infinitamente a mesma série ao longo da vida por não terem emplacado mais nada, e aqueles que o fazem por terem percebido seu potencial como franquia comercial e não sentirem vontade de largar a galinha dos ovos de ouro: aqueles que fazem parte da segunda categoria ganham bem mais do que os que fazem parte da primeira. Certamente este é o caso de Yoichi Takahashi, criador do assassinato ao esporte bretão em forma de quadrinhos chamado originalmente de Capitain Tsubasa no Japão – e de Super Campeões no Brasil. A série chegou a seu 16º título na franquia, e completa trinta anos de existência ganhando um especial no programa de televisão Ametoku (sim, eu sei. Podem fazer piadas a vontade) da TV Asahi, aonde ele fala não apenas de sua carreira, mas também é inquirido sobre… futebol (o que para mim é desastre antecipado: as cenas em campos intermináveis e chutes especiais para mim são desculpas para ele não desenhar cenas de ação esportiva verdadeiras em campo – alguém precisa publicar desesperadamente no Brasil o Even a Monkey can Draw Manga de Koji Aihara e Kentaro Takekuma, pelo amor de Deus, para ver como se faz um mangá sobre um jogo ou esporte que você não precisa necessariamente dominar – e comparar com Super Campeões e O Príncipe do Tênis logo em seguida). Os espectadores japoneses poderão vê-lo falando sobre a formação de seu time ideal (não, o título não do post não foi gratuito) e outros assuntos de enorme importância para a humanidade. E antes que vocês me perguntem porque eu estou postando isso, parem para pensar: chamaram um quadrinhista, criador de uma franquia de sucesso, que inspirou muitos dos atuais jogadores do futebol profissional nipônico a pôr o pé em uma bola. Aqui, que tipo de celebridade chamariam para um programa desses, se pensarmos bem?
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Comentários:
Alexandre: Bom, a melhor definição de Super Campeões foi feita por alguém que não assistiu, quando falei da série na época em que estava sendo exibida: "Parece ser muito engraçado – desde que você só assista UMA vez." Acho que ele tinha razão... XD
Alexandre: Estou esperando ansiosamente o desenho animado. Não que eu espere que seja grande coisa – a Kodansha de modo geral não gera produções de primeira linha salvo exceções (o pessoal que reclama de Fairy Tail deveria ver o que foi feito com Tantei Gakuen Q em outras mídias), mas ao menos muita gente vai descobrir que isso existe.
Agora me pergunto qual tipo de autor é Hirohiko Araki, de Jojo Bizarre Adventure, pois tá até hoje com Jojo e a série tá com uns 90 volumes? Mas o trabalho dele é tão legal, que sou até fã dele, ou seja qual seja a razão dele continuar tudo bem, desde que faça um ótimo trabalho. Se bem que Steel Ball Run era pra ser uma série nova, não?
Alexandre: Era, mas ele preferiu incluir a seu cânon pessoal, sei lá por que. Ele tem seu público e teve peso para continuar na Jump por um bom tempo até deixar de ter o perfil da revista. Pessoalmente não gosto dele, mas reconheço que tecnicamente ele é um grande ilustrador.
Alexandre: Mediação cultural é isso: Super Campeões, aqui, é um clássico do trash.
Me lembrou Sawamu - O Demolidor buscando um novo golpe mortal enquanto treinava chutando ondas. Mas ele não era jogador de futebol, era um kickboxer...
Alexandre: É o futebol-arte... marcial. XD
Eu não acredito que ele seja exatamente bem sucedido com essas continuações. Nunca vi o nome deles nem na lista do Oricon... Lost Canvas por mais 25.000 que sejam sempre aparece na listagem da Oricon. Acho muito triste não emplacar outro sucesso. Já o Hirohiko Araki, não só vende, como vende bem, está sempre entre os top10 e vende quase o equivalente a um Gintama da vida.
Nunca curti futebol, mas se saísse um Area no Kishi eu talvez comprasse. Captain Tsubasa jamais, nem como saudosismo.
Alexandre: Na verdade acredito que ele seja bem sucedido com licenciamentos, o mangá apenas mantém o nome da franquia vivo e circulante – e ele entrou na cultura popular japonesa, com todos os seus defeitos. Pode reparar que a mídia comemora os trinta anos da série original e sempre que sai uma continuação, há algum holofote mínimo da mídia especializada em cima dela, pode notar. E note: ele teve DOIS grandes sucessos na carreira: a série de Capitão Tsubasa da Shonen Jump, e a primeira continuação na Young Jump, o Road to 2002, ambos considerados títulos fundamentais na trajetórias de ambas as publicações.
Não que isso os torne obras-primas, claro
Acho que essa frase representa bem o que é a série, XD.
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