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Fev 06
Anunciado Fim de Cross Game
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Lancaster |
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3
Categorias: Cross Game

Pois é, gente, a companhia foi boa, mas as histórias são como peixes frescos: tem prazo de consumo, senão deixam de ser frescos e começam a feder. Na edição nº 12 deste ano da revista semanal para garotos Shonen Sunday, da Shogakukan, estará sendo concluída a série de beisebol Cross Game, de Mitsuru Adachi – uma série particularmente importante na sua carreira, porque após anos no automático (como está acontecendo com Rumiko Takahashi por exemplo) em séries que se não arranharam sua reputação, também não são lá grande coisa – como Niji Iro Togarashi e Katsu! – ele simplesmente retornou a sua forma dos anos 80 ao oferecer uma espécie de revisão e desconstrução dos temas e posturas de sua obra mais famosa, Touch (de 1981), redefinindo seu trabalho daqui para a frente. Eu vou ser breve, porque devo tecer alguns comentários assim que a série for definitivamente concluída, mas os fãs do autor não tem por que ficar tristes: ele está produzindo a série Q&A para a Shonen Sunday mensal, em seu trabalho mais cômico até agora. E para quem não vê muito sentido em ler um mangá de beisebol e se pergunta o que Cross Game tem de tão especial, eu deixei um artigo sobre a série AQUI. Leiam e divirtam-se.
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Comentários:
Tô ansioso para ler essa obra, mas quero terminar Touch antes. Quero prestar atenção nessa descontrução que ele fez.
Também quero ver se aprendo como funciona o esporte, por melhor que sejam as partes fora de campo, incomoda um pouco ficar sem entender bem o que acontece nos jogos.
Como os editores americanos nunca pensaram em editar algum manga de beisebol?
Os leitores americanos potenciais (leia-se, os torcedores e os simpatizantes do esporte, que SÃO pessoas normais, nada de fandon)sabe como as coisas funcionam dentro do esporte,entendem as regras do jogo, ao contrarios dos brasileiros, que não teriam a menor noção do que acontece desportivamente dentro da história.
Pessoalmente, acho que Touch (já que o post é sobre Mitsuru Adachi) seria um sucesso surpreendente, embora se eu fosse um editor local, apostaria minhas fichas em Cross Game.
Tudo isso posto, será que essa situação é um reflexo dos leitores radicais locais, já que otaku que se preza tem um lugar reservado na churrasqueira para os mangas de esporte?
Atenciosamente
Júlio Nunes da Silva Filho
Alexandre: Olha, realmente essa é uma crítica bem comum. Mas se pensarmos bem talvez a reserva seja com materiais de esporte em geral. Slam Dunk já teve duas tentativas (a segunda em andamento pela Viz) e nunca foi um grande vendedor, para você ter uma idéia. E dentro do cenário dos quadrinhos convencionais americanos, ainda na época em que eles eram um produto de massa e não de gueto, Will Eisner tentou fazer uma série de beisebol chamada Rube Rooky. Foi um dos maiores desastres da sua carreira.
P.S.: Lancaster, você sabe se foi lançado algum manga de beisebol na Venezuela ou no Caribe?
Alexandre: Não que eu saiba. Mas não duvido que no Caribe o pessoal leia as edições francesas de material japonês. E dessa forma pode sim sair material de beisebol – quer dizer, se estiver sendo publicado por lá.
Alexandre: É bem-feito tecnicamente como todo Adachi, mas é um dos seus trabalhos mais fracos.
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