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Fev 05
Sai novo Volume de Rumic World
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5
Categorias: Rumiko Takahashi

Que ninguém diga que a veterana Rumiko Takahashi não é produtiva. Enquanto desenvolve suas séries de carreira para a revista semanal para garotos Shonen Sunday, da Shogakukan, produz one-shots (histórias curtas e fechadas, usualmente na faixa das 30 a 50 páginas) e eventualmente séries paralelas para outras revistas da editora. As suas várias histórias curtas, publicadas em revistas como a Big Comic Original e a finada Young Sunday, costumam ser compiladas sob o selo Rumiko Takahashi Theater – mais conhecidas como Rumic World no ocidente – e agora está sendo anunciado um novo volume da série, que tende a ser eventual mesmo (ela só surge quando a autora faz um determinado número de histórias curtas). O material será lançado em 20 de Fevereiro, no Japão, e realmente vale uma boa olhada: eles de modo geral são histórias uninucleadas, bem-escritas, com um ritmo mais lento – mas mais arguto – de desenvolvimento de personagens em poucas páginas, e geralmente são mais interessantes do que os últimos trabalhos de carreira da autora, como Inu-Yasha e, claro, Rin-Ne.
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Comentários:
Não seria mais prático para a propria Rumiko Takahashi parar com as séries continuas(embora eu seja fã de Inuyasha), e só se dedicar as histórias únicas, ou a coisa na Shonen Sunday está ainda pior do que nós percebemos?
Atenciosamente
Júlio Nunes da Silva Filho
Alexandre: Eu acho que não porque é simplesmente menos lucrativo. Mesmo que ela não venda tanto quanto antes, ela ainda vende mais permanecendo no shonen do que se migrar para títulos adultos. Mesmo Inu-Yasha tendo demorado a decolar e despencado com o fim do anime, ele foi um produto mais garantido no processo do que, digamos, One Pound Gospel.
Alexandre: Eu gostaria que ela voltasse a se dedicar ao humor maluco de Urusei Yatsura e Ranma, quando ela era boa. Olhar para os volumes que estão sendo publicados pela JBC e comparar com Inu-Yasha mostra que em termos de roteiro... ela retrocedeu com o tempo.
Mas sinceramente, eu acho o trabalho dela datado. Apesar da melhora relativa que teve na arte em Inu Yasha, ainda acredito que ela devia tentar mudar... fazer algo diferente... e pelamor, MUDAR os atores principais das suas tramas!
Alexandre: Bom, atualizar é bom, mas basta lembrar de um autor como Mitsuru Adachi, que em essência mudou muito pouco, e que nas poucas ocasiões que tentou dar algum tipo de upgrade na arte, mostrou que isso era supérfluo. Cross Game é um trabalho em muitos aspectos mais parecido com o que ele fazia na época de Touch do que, digamos, Katsu; e é simplesmente o melhor trabalho dele em muitos anos, é o Adachi voltando à velha forma.
Talvez faça bem a Takahashi se reinventar, mas melhor ainda seria ela retornar ao nível que um dia ela mostrou.
Tudo bem que um desenhista tem o costume de sempre desenhar rostos e personagens parecidos, mas no caso do senhor Kurumada, da Rumiko e de outros é até ofensivo!
Alexandre: Não esquento muito com isso. Se Tezuka tinha seu "Star System", quem sou eu pra criticar?
Mas Maison Ikkoku e Urusei Yatsura, que eu leio em francês, são ótimas!
Alexandre: Ikkoku eu achei chatinho. Urusei é genial.
O material curto dela eu li pouco até hoje, mas gostei. One-Pound Gospel, porém, eu achei um cruzado de direita no saco.
Alexandre: Eu tenho alguma simpatia pelo drama do sujeito, porque eu sei como é duro manter o peso quando comida boa aparece por todos os lados... XD
Aliás, alguém sabe se a versão animada do Rumic World é boa? Os DVDs foram lançados por aqui e eu estou tentado a comprar.
Alexandre: Eu não vi, mas ouvi elogios.
Alexandre: Verdade, mas repare que ela tem dois sucessos monstruosos nas costas (Urusei Yatsura e Ranma) e um sucesso razoavelmente grande a seguir (Inu-Yasha, que apesar das irregularidades, não pode ser considerado um título que vendeu pouco e de quebra teve uma penetração internacional imensa).
Eu acho que ela não vai para o seinen pois tem carinho pela Shounen sunday mesmo. Pode parecer besteira sentimental para alguns, mas acho que depois de tantos anos, a mulher deve ter um carinho enorme pela revista. Pela situação preocupante da revista, se ela sai, mesmo que ela não venda mais tanto, seria um baque e tanto. E ela deve saber disso. Sei lá, se eu fosse ela, não sairia não.
Alexandre: Eu não duvidaria. Aquele My Sweet Sunday que ela fez em parceria com o Adachi é uma declaração pública de afeto, mas lembrem que nessa revista, eles são reis (e em My Sweet Sunday eles ainda lembram do Gosho Aoyama, sinal claro de que esses três são os galos do terreiro). Claro, isso não vale para todo mundo e quero ver se gente como Makoto Raiku e Koji Kumeta tem lembranças tão felizes da Sunday...
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