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Fev 02
Fim de Hiato em High School of the Dead – Mais Anime
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Lancaster |
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3
Categorias: Dragon Age

O que um anúncio de animação não faz! Deu na ANN uma notícia que vai deixar os editores da Panini aliviados aqui no Brasil: o almanaque mensal Dragon Age da Fujimi Shobo (uma das inúmeras divisões do grupo Kadokawa) anunciou em seu website o sinal verde para o lançamento de uma versão animada do mangá High School of the Dead, de Daisuke Satou e Shoji Sato. Além disso, a enorme pausa dos autores, que deixou o material com expectativa de não ser concluído na cabeça dos leitores mais temerosos, termina exatamente na próxima edição da revista, com direito a capa e tudo. Eu sei que a Dragon Age tem tido uma tendência crescente a apelar aos fãs mais hardcore desde sua reformulação editorial (eles são uma divisão muito pequena e sua tiragem é ridícula para padrões japoneses), mas as sequências apelativas em High School of the Dead, que já geraram críticas no meu ouvido, não são necessariamente motivo para incômodo nessa série por um motivo: é uma história de zumbis e nenhuma das fêmeas apresentadas, até onde vi, são fedelhinhas, ora bolas (CORREÇÃO: tem uma. É o que dá ler apressadamente quando se ouve um anúncio de "vai ser lançado ao Brasil. Quanto a ela, não tem desculpa mesmo)! A quantidade de filmes do gênero apropriadas pelo cinema exploitation é enorme, porque se incomodar quando isso é transposto – assumidamente – para os quadrinhos? A idéia de um mangá clichê de zumbis tem apelo comercial, afinal de contas, e isso vale em nossas bancas também. Vamos ver para onde isso leva.
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Comentários:
Alexandre: Bom, fui dar uma reconferida. E aqui eu entro no aspecto mais perigoso da questão:
Quando eu tinha uns 16 anos, tive minha fase de curtir material de terror. Eu vi MUITA coisa na época. E claro, vi muito filme de zumbi. Com isso em mente, acho que só existem dois caminhos para uma história do gênero. Um é a crítica social, focando mais nas pessoas sobre pressão e como todo o senso de moralidade e de limites sociais acaba indo pelo ralo enquanto o mundo desmorona. Em quadrinhos eu diria que o melhor exemplo a disposição no momento é Walking Dead – Os Mortos-Vivos, que está sendo publicado no Brasil.
O outro é o exploitation puro e simples.
Então entendi a apelação menos como fanservice comum do que parte da proposta: um mangá descerebrado de zumbis aonde se alternam cenas de garotas seminuas com zumbis sendo feito em pedaços. Diacho, se a gente aceita isso no espírito grindhouse da coisa quando sai em um filme italiano qualquer cujos efeitos especiais são feitos no armarinho, como é que pode reclamar quando fazem o mesmo em quadrinhos?
Na verdade eu o acho um título mais comercial em nosso mercado do que muita coisa qualitativamente superior. Porque a própria premissa não é coisa de fã hardcore: é a mesma coisa que vimos em mil filmes baratos. É isso o que High School of the Dead é: Um filme B em quadrinhos, só. Exigir mais do que isso não tem cabimento. Já passei da fase de ler isso, não vou esquentar.
Já a menina eu localizei (okay, eu fui ler apressadamente quando a Panini anunciou o material e não li realmente tudo à ocasião) e admito que mesmo para exploitation aquilo é absurdamente desnecessário.
Eu ainda tô pensando, acho que vou dar uma olhada antes. Se for o que estou pensando, pode ser um bom substituto do Hellsing que acaba agora em janeiro.
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