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Jan 31
Mostra de One Piece em Angoulême!
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Lancaster |
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9
Categorias: One Piece

Um dos maiores atrativos no maior evento de quadrinhos do mundo, o Festival de Angoulême (atualmente em andamento na cidade homônima) são as inúmeras exposições com originais de diversos autores. E os fãs de mangás do mercado de quadrinhos francês – o segundo maior mercado do mundo, perdendo apenas para o Japão – estão sendo brindados para uma exposição que vale ouro…

… nada menos do que uma mega-exposição dedicada a One Piece (a toda-poderosa série de Eichiro Oda, publicada na revista semanal para garotos Shonen Jump, da Shueisha) no painel Manga Building do evento. A série, como é usual no ocidente, não tem a mesma força comercial de um Naruto, mas é uma série popular, e a exposição traz várias artes originais do autor, incluindo aí ilustrações e páginas das próprias histórias.

Eu sei que pareço um velho rabugento nessas horas, mas evento de verdade é isso aí.
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Comentários:
Alexandre: Eu reparo que sempre que posto essas coisas, deixo um rastro de pessoas deprimidas...
(nem falei das criaturas que se acham os donos do mundo porque estão de cosplay...)
Alexandre: Sinceramente, vou deixar bem clara a minha posição sobre o assunto cosplay: Não tenho nada contra como os outros se divertem ou mesmo com a existência deles em eventos. Meu problema é a supervalorização do que deveria ser algo correlato em detrimento do que deveria ser a base. Ou seja, não vejo se falar realmente de anime e mangá, aquilo que deveria ser o mais importante nisso tudo. Um evento de mangá de verdade deveria ser, para mim, algo parecido com o que foi a Bienal de Quadrinhos no Rio de Janeiro em 1991, mesmo que em escala reduzida. Quem não viu, não tem idéia das dimensões do que realmente foi – e só não foi pra frente depois disso por causa da boçalidade dos governantes do Estado que decidiram não dar apoio a esse tipo de evento.
O pior que isso é previsível. É a cultura carnavalesca do concurso de fantasias e trio elétrico, sem piada mesmo. Quem se diz otaku vai negar até a morte, mas isso está enfronhado no DNA cultural brasileiro. É simplesmente uma forma de participar desse tipo de tradição sem dizer que se faz parte dela. Não é a toa que isso eclipsou os animes e mangás, que viraram mais tematização de festa do que razão de ser por si sós. Quanto mais os fãs hardcore querem ser japoneses, mais são brasileiros.
Não é a toa que o carnaval se tornou mais importante que o essencial. No Brasil, tudo acaba em Samba. E Axé. Até os animes e mangás. XD
Eu duvido que um Brasileiro médio daria chance ou se sentiria atraido por um evento de concursos fantasia com shows de bandas góticas/androginas japonesas fazendo trio eletrico.
E tambem não vejo nenhum esforço em trazer algum autor ou animador japonês para dar palestras como acontece nos eventos do exterior, acho que a única vez q isso aconteceu foi quando Yoshiyuki Tomino deu duas palestras na UFRJ e pelo que me lembro muitos fãs ficaram falando asneiras após a palestra sem dar o devido valor a palestra do cara. Os fãs daqui parecem estar mais interessados em participar de carnavais especializados do que discutir anime/manga que são (ou eram) a razão de ser desses eventos.
Hoje em dia não vejo os eventos de anime brasileiros como eventos de anime, os vejo mais como convenções de fãs hardcore.
Alexandre: Pois é. Eu juro que senti muita vontade de enfiar porrada em alguém quando vi as pessoas falando e ficando de palhaçada durante o evento do Tomino. Muita porrada.
Ótima resposta a Warty. O interessante é que muitos cosplayers são paga-paus de japoneses.
O PAGA-PAU DE JAPONÊS adora o Japão e os japoneses. Afinal, tudo que vem desse país é maravilhoso e perfeito. Faz aula de Japonês; faz arte marcial japonesa; só ouve música japonesa; adora comida japonesa (nos dois sentidos); quer viajar para o Japão; só vê filmes, novelas, seriados e desenhos animados japoneses; só lê quadrinhos e livros japoneses; frequenta associação japonesa (mesmo que seja visto como intrometido); e quer ter um monte de bugigangas e objetos de arte japoneses, sendo o principal a namorada japonesa ou descendente (mestiça também serve).
Esse é um fenômeno bem comum, do indivíduo projetar a perfeição em uma outra cultura, idealizando-a, sem nenhum olhar crítico, e buscando a ela pertencer. Existem também os paga-paus de franceses, estadunidenses, cubanos, ingleses, chineses, brasileiros, judeus, árabes e indígenas, entre outros. Não por acaso os países e culturas idolatrados costumam ser os evidenciados pela grande mídia. Mas, independente do destino, o importante é que "vou-me embora para Pasárgada"!
Para um paga-pau de japonês, é um tapa na cara ouvir que eventos de anime (fantásticos universos paralelos, onde ele está por um momento livre da atrasada cultura tupiniquim) são tipicamente carnavalescos e brasileiros.
Mandou bem nessa constatação!
Praticamente na mesma época que tivemos a celebrada Bienal de Quadrinhos no Rio de Janeiro em 1991 tivemos também um outro evento marcante, evento esse que sacode com o universo da animação tomando Rio e São Paulo todo mês de Julho.
O Anima Mundi, que está por aí e cresce firme e forte desde 1993, quando teve o primeiro.
2010 é o ano do Anima Mundi 18 - o evento vai ser definitivamente de gente grande agora.
Não tá na hora de nós aprendermos com o pessoal deles ao invés de ficar papando mosca?
Quando vou a esses eventos só vou mais para comprar mangás, mas pelo o que vejo diria que não é um evento mas sim uma feira comercial. Eu acho que para mim, que quero ter mais experiência nessa área de trabalho, me benficiaria muito mais indo a uma feira dessas com ilustrações, para aguçar meus traços, e autores dando palestras, para conheçer o trabalho, do que um "evento" aqui no Brasil. Aqui os eventos só servem para o comércio e shows e só para se divertir mesmo, sempre fui lá com amigos só para fazer farra e ficar rindo das coisas. Sempre tive esperança de ver algo como o que aparece aí mas nunca se realizou.
Me desculpe se eu estiver errado mas acho que o público de mangás do Brasil está se equivalendo a um público hardcore local, e eu não gosto nem sou disso e nunca vou ser, sempre achei o mangá um tipo de uma bela arte por assim dizer, com ótimas histórias e muitas vezes traços belos, mas isso que vejo do público hardcore, eu acho ridículo. Como disse antes, me desculpem, mas é uma opinião minha.
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