Busca
Jan 26
Mangá para Kindle – e um Mundo de Possibilidades
Compartilhe:
Lancaster |
PERMALINK |
3
Categorias: internet

Topei com essa notícia no blog Japan Pop Cuiabá (dêem uma olhada AQUI) : a dupla de autores Takahiro Ozawa e Asako Seo – que assina coletivamente como Ume e é a responsável pelo vindouro Tokyo Toy Box (que será publicado no Brasil pela editora Savana) está lançando o mangá Aozora Finder Rocks, cujos capítulos estão sendo disponibilizados pela loja Kindle da Amazon. O que conta aqui é um detalhe extra: os autores estão colocando o trabalho diretamente à venda para compra digital sem participação de nenhuma editora.
E isso merece alguma consideração.
Essencialmente, essa história parece estar em caráter de testes – é uma história fechada, não uma série regular. Os autores não são exatamente famosos nem tem um produto que já tem carreira na mídia – como foi o caso do Say Hello to Black Jack de Shuho Sato. O Kindle não tem suporte para a língua japonesa, mas pode exibir imagens – e ele tem vantagens visíveis sobre a leitura tradicional em telas de computador; pra começar, não tem aquela luz brilhando na sua cara e pode ser lido à luz do dia, mesmo em ambientes abertos. Como as editoras japonesas já estão dando sua prensa nas indústrias ligadas à tecnologia para a criação de um equivalente local ao Kindle (por conta de questões relativas a direitos e a interferência do Google nesse sentido), uma notícia dessas acaba por chamar atenção para autores que não tem lá uma grande expressão no mercado japonês.
Além do mais, todos sabem que o que conta no Japão é a vendagem em livrarias – plataformas mais descartáveis (como os almanaques e a própria internet) funcionam como forma de fidelização, mas o dinheiro de verdade vem da compilação em papel. Eles não poderão ficar sem contar com uma editora por muito tempo caso invistam nisso.
Posts similares:
LLL em Versão Kindle
Kindle 2 é o iPod para livros
Façam suas Perguntas sobre o Kindle
Post anterior: Sai Ga-Rei, entra Tokyo ESP na Shonen AcePróximo post: Autores de Full Metal Alchemist e Ushio to Tora na Eureka



Comentários:
http://search.japantimes.co.jp/cgi-bin/nc20100113pc.html
Se as editoras não correrem logo, eu creio que vão perder um bom terreno.
Alexandre: Eu tenho até uma outra percepção: e-book readers são melhores plataformas para antologias do que celulares e websites. Talvez esse afete as vendas de banca como nunca e eu não me espantaria se víssemos cedo ou tarde uma edição para kindle ou similares da Shonen Sunday (a Shogakukan tem se mostrado mais esperta em relação as duas outras grandes, quando o assunto é internet).
Pena que o restante do mundo não está vendo isso.
É, os mangás ditam a moda novamente...
http://br.noticias.yahoo.com/s/28012010/48/tecnologia-ipad-deve-acabar-kindle-ajudar.html
O Kindle já havia sinalizado de que estamos passando por um momento crítico da história da tecnologia que irá afetar dramaticamente o hábito de leitura das pessoas e a própria estrutura atual do sistema de comunicações, ainda que de forma restrita. Mas o iPad está sinalizando que este momento pode se desenrolar de uma forma um pouco diferente do que foi imaginado.
Para as editoras, tanto faz. Já está mais que óbvio que a digitalização da leitura terá um papel decisivo no mercado de quadrinhos e que as editoras (e não só as de quadrinhos) terão que desenvolver novas metodologias, doutrinas e técnicas para a exploração comercial eficiente do formato digital. Mas para os consumidores...
Ah, quanta diferença. Embora seja perfeitamente possível que as duas tecnologias convivam, eu acredito que o iPad ou alguma futura tecnologia derivada dele é que será dominante. A história da tecnologia mostra que a questão da versatilidade é um fator decisivo para o sucesso de um conceito.
O PC, por exemplo, apesar de ser um trambolho para os padrões atuais de praticidade e portabilidade, ainda é popular porque é um instrumento muito versátil, que permite não apenas que façamos várias coisas, como permite que as façamos quase todas ao mesmo tempo. Se não fosse por isso, ai dele.
Outro exemplo é o celular, que vem acumulando cada vez mais funções e cujo conceito está cada vez mais parecido com um PC. O iPhone é praticamente um laptop de bolso.
Assim, instrumentos para atividades mais específicas como o Kindle só serão atraentes para um público específico, como pessoas que gostam de ler em todo lugar, que podem comuns no Japão, mas não tanto no resto do mundo (Brasil? HA-HA!), enquanto o iPad poderá atender a necessidades diversas, inclusive a leitura de quadrinhos digitais.
Eu, pelo menos preferirira ter um iPad. Deve ser muito legal poder ler scans de mangás e animes em tela grande em todo lugar, ao invés de só em casa. =D
Deixe seu comentário: