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Jan 21

Tiragem Gigante Para o Mangá de Crepúsculo

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Lancaster | PERMALINK | 17

Categorias: mangá global

Twilight

Eu sou o primeiro a admitir que tenho horror aos vampiros emos de Stephanie Meyer de Crepúsculo. Entretanto, até aí eu também tenho horror aos vampiros de Anne Rice, que considero tão emos quanto (a diferença é que com os vampiros de Stephanie Meyer temos um veículo não-assumido de um discurso de direita religiosa pró-Bush, os mesmos que geraram "anéis de pureza" e ídolos inócuos Twilightcomo Jonas Brothers e Hanna Montana na televisão; os vampiros de Rice tem um comportamento que encheria de horror essa turma. Mas fora isso, ambos são uns chorões chatos sim, e podem me chamar de velho a vontade, mas bom mesmo era ver o Christopher Lee apontando suas presas para mulheres de camisolas com grandes decotes). E quando apareceu uma série aonde dá para encarar os vampiros com algum respeito (o quadrinho italiano Dampyr, porque os vampiros não ficavam choramingando angústia pelos cantos – eram monstrengos que tinham que ser estourados com tiro na cara), ele não vendeu no Brasil. Então eu tenho que ser coerente com meu discurso de valorização da massa e aceitar isso com resignação, colocando Stephanie Meyer ao lado de outros grandes exemplos de sucesso, como o Big Brother Brasil, o Zorra Total, o Pânico na TV e – horror dos horrores – as novelas do Manoel Carlos. São parte de um preço que tem que ser pago em nome de abertura e acessibilidade, e É um direito que cabe ao público, goste-se ou não. Negar esse direito em nome de um "gosto superior" e um espírito de "príncipe entre os plebeus" é o primeiro passo para a criação de guetos, e é por isso que nosso mercado de quadrinhos é tão estreito: lançam-se materiais para a crítica especializada, não para o público. E sinceramente, dentro de certas correntes "valorizadas" de Crepúsculoquadrinhos, volta e meia tecem-se loas a grandes porcarias. Acho mais válida qualquer tralha da Stephanie Meyer do que os incensados espetáculos de mutilação e coprofagia de Suehiro Maruo em seu Ero-Guro, que por serem povoados de citações atrás de citações, acabaram valendo defesas de críticos deslumbrados. É mera questão de honestidade.
Por essa razão, mesmo, eu acho totalmente acertada a postura da Yen Press, braço de quadrinhos do selo Orbit da editora Hatchette USA – o braço americano da maior editora européia, a francesa Hatchette, em embarcar na onda de Crepúsculo e lançar o seu próprio mangá da série, com uma artista coreana (Young Kim). Talvez não fosse a minha escolha como artista – é só comparar o manga de Gossip Girl por exemplo da mesma editora e ver que ali eles acertaram na mosca; em Crepúsculo, tudo ficou inexpressivo – mas como atitude editorial, é perfeito. Eu só não digo que a Yen Plus – o almanaque oficial de mangá da editora (aí do lado) – caminha a passos largos pra se tornar a grande rival da Shonen Jump local em território gringo Yen Pressporque ela, apesar de publicar quadrinhos para garotos como Soul Eater e Jyuushin Enbu, se dirige de modo geral a um público diferente. A revista investiu pesado em licenciamentos e se deu bem: publica o mangá de Gossip Girl (com a qual atraiu grande atenção da mídia) e também adaptou a série de livros juvenis Maximum Ride, marcando posições em listas como a do New York Times a cada volume. Curiosamente, Crepúsculo não será lançado em suas páginas (o que eu considero um erro – imaginem o peso comercial de uma revista que lança tanto o mangá de Gossip Girl quanto o de Crepúsculo?), mas diretamente em sua forma compilada para livrarias, sem serialização. A Yen Press anunciou que lançará uma tiragem de 350.000 cópias do primeiro volume da série – números respeitáveis para qualquer mercado no mundo em se tratando de um volume inicial; a aposta é bem alta e a Hatchette tem bala na agulha o suficiente para isso. Foi anunciado também que a adaptação terá dois volumes, mas não foi dada uma data de lançamento para o segundo tomo, que concluirá tudo – até a chegada de Lua Nova e de todo o resto do universo dos vampiros castos e "vegetarianos" que brilham sob o sol, é claro.
O material sairá em março e entrou hoje mesmo nas pré-ordens da Amazon.


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Comentários:

Nome: Conspiração Ideológica 21/01/10 01:27
O problema de Myers não são os vampiros serem emos ou não... Isso é questão de gosto... Por exemplo a obra de Anne Ricce tem forte conteúdo homossexual, porém é bem escrita, e esse é o problema com Myers, ela é muito ruim (segundo até mesmo o Deus da literatura de horror, Stephen King). Ela é péssima, sua obra é risível, conforme o próprio ator principal da cine-série que é baseada em sua "obra", que disse que o livro parece ter sido escrito por uma adoelscente e que seu personagem era muito ruim, ridículo mesmo de tão mal escrito...

Alexandre: Mas eu não coloquei Anne Rice ao lado de Manoel Carlos. ;)

No entanto, por pior que seja, eu parto do princípio que ao se abrir a porta para um mercado de massa, o público faz suas escolhas. E isso inclui tanto o potencialmente bom quanto o potencialmente ruim. Quem faz o filtro qualitativo é o tempo, assim que a onda passar. Eu nem esquento.

Mas acredito que isso vai ser bom para a indústria dos quadrinhos americana.

(ah, sim, corrigi seu link, como você pediu na outra mensagem)
Nome: Antonio Pereira 21/01/10 01:41
Vai vender mais que água no deserto.
Nome: Warty 21/01/10 02:00
Mas o traço ficar sem expressão não é problema: os fãs já estão acostumados, os atores do filme são mais inexpressivos que pedras.

PS: se prepare pralguém ai escrever textos e textos em defesa da Anne Rice.

PPS: Stephen King Deus do horror? hauahauahauah. Acho que Allan Poe e HP Lovecraft choraram nos túmulos agora.
Nome: R. Moss 21/01/10 02:56
A princípio eu concordo com a decisão dessa série não estrear na Yen Plus. (Isso porque dizem que a tiragem dela está por volta de 100 mil).

Já que a Yen Plus se estabeleceu, acho mais proveitoso publicar Twilight nas suas páginas num futuro não muito distante (talvez numa pausa de Maximum Ride).

Assim, após o boom de vendas de Twilight nas livrarias, consigam novos adeptos entre leitores da revista e um gás a mais nos encadernados.

Alexandre: Ou talvez Lua Nova, logo a seguir.
Nome: Cícero Thiago 21/01/10 02:57
(off-topic) O link 'compartilhe' do delicious no site não tá postando o permalink e sim o endereço do blog: http://del.icio.us/post?url=http://www.interney.net/blogs/maximumcosmo/&title=Tiragem%20Gigante%20Para%20o%20Mang%E1%20de%20Crep%FAsculo

Alexandre: Estranho, vou verificar.

P.S.: Verifique agora, aparentemente foi corrigido.
Nome: Gk 21/01/10 03:17
Eu passo longe de crepusculo, esse titulo é um misto de melosidade e eu acho que ja passei da idade de preciar esses ´´draminhas`` adolescentes.
Mais do ponto de vista comercial ele é um titulo com grande potencial, em uma época em que os adolescentes leem pouco os livros de crepusculo bateram recordes de venda na minha cidade e eu acredito que o mesmo tenha acontecido em outras cidades do Brasil. Se mais iniciativas do genero alcansassem o mesmo sucesso de crepusculo seria ótimo pois estimularia os adolescentes a leitura.
Seria interessante tambem se essa graphic novel fosse lançada por aki como tentativa de popularizar os quadrinhos entre o público médio brasileiro.
Nome: Pato_Supersonico 21/01/10 06:51
Nessas horas, temos que nos consolar com o fato de que isso nos beneficia indiretamente.

No caso dos EUA, essas iniciativas estão revolucionando a cultura empresarial do meio editorial de lá, ao trocar os dinossauros-acomodados-e-baba-ovos-de-nerd por EMPREENDEDORES, gente que tem interesse em fazer o negócio crescer. No bom sentido.

E se o mercado cresce, o respectivo crescimento do público dá margem para viabilizar títulos que nas antigas (e mesmo atuais) circunstâncias, não seriam comercializáveis. Sempre existe a possibilidade de que quem lê esse mangá apenas por ser fã de Crespúsculo passe a se interessar por mangás, desde que as editoras saibam como empurrar seus demais títulos.

Nesse sentido, eu concordo com o Moss de que este título deveria ter sido lançado na antologia mesmo sem necessidade, porque assim Crepúsculo poderia ter servido de isca para chamar a atenção para os demais títulos. Vou dar meu voto de confiança e presumir que os responsáveis devem confiar suficientemente em seus tacos para dispensar esse recurso, ou acharem que não seria uma boa idéia por saberem de algo que eu não sei. Mais isso aí já é outra questão.

Apesar de seu enfraquecimento como potência global, os EUA ainda são o farol cultural do ocidente e grande geradores de modinhas e tendências aqui no Brasil, especialmente no ambiente de negócios. Uma renovação da cultura empresarial de lá cedo ou tarde irá reverberar por aqui.

Estou na torcida para eu estar vivo para ver isso.
Nome: Carlos Eduardo 21/01/10 09:54
Eu escreveria alguma coisa em defesa da Anne Rice se soubesse que seu desprezo vai além do simples repúdio pelos vampiros "bissexuais".
Aliás, os vampiros da Anne Rice são sempre bissexuais pq segundo os livros em séculos de vida com aparência jovem e bela os preconceitos acabam sendo desfeitos, imagine viver por 200/300/5000 anos como um belo jovem de 20 anos, sexo de todas as formas é o que não faltaria. Só que não há sexo entre vampiros, eles trocam sangue, isso é mais do que suficiente para eles já que o prazer de beber o sangue seria maior que qualquer êxtase sexual. Claro que algumas exceções ocorrem (principalmente nas vidas pregressas dos vampiros), mas em tese seria isso o que os livros dizem. Mais um adendo, os vampiros da Anne Rice estariam mais para libertinos do que para homossexuais.
Sobre angústia, bem, ela reinventou e ressucitou o gênero que estava praticamente morto com as crises existênciais dos vampiros. No primeiro livro o vampirismo não passava de uma alegoria (como todo o lado Místico de EVA), mas depois que ela percebeu o potêncial da série ela fez o mesmo que o Anno, explorou a série de todas as formas possíveis (e claro que há lixos puramente comerciais e pérolas dentro d'"As Crônicas Vampirescas."

Pois é, eu que disse que não escreveria nada acabei me prolongando mais do que deveria.

Alexandre: Os vampiros bissexuais são outra coisa. Eu falo de vampiros EMOS, ou seja, com crises existenciais, angústias e chororôs que dão no saco. Por isso que eu gostava de Dampyr: os vampiros se instalavam em áreas endêmicas de violência e morte, aonde a vida humana não valia nada, para ter mais áreas de caça e permanecer discretos. Assim, era mais fácil aparecer um vampiro na África em meio a guerras tribais do que chorando pelo laquê derramado.

Deixando claro: isso deu no saco. XD
Nome: Júlia Serra 21/01/10 11:04
credo esses vampiros tão pra tudo q é lado!!!! e o pior é q vende.... e muitooooo D=

Alexandre: Mas é por isso que eles estão por todos os lados! XD
Nome: Karina Malfoy 22/01/10 11:36
"mas bom mesmo era ver o Christopher Lee apontando suas presas para mulheres de camisolas com grandes decotes."
Risos! Visão bem marxista não? Que bom que Twilight não foi feito para o publico masculino!

Alexandre: Mas o problema não foi fazerem "vampiro pras muié". Foi justamente o desaparecimento de um vampiro sem complicações e com atitude definida. E tem outros pontos. Eu não acho que você lia Dampyr, mas vamos também ao ponto do motivo pelo qual ele não vendeu aqui no Brasil: por desafiar estereótipos procurados pelos fãs do gênero. Vampiros querem passar desapercebidos. Por isso eles não queriam ser cool; seria mais fácil, digamos, aparecer um vampiro negro com dreadlocks, camisa florida e um trezoitão na cintura do que um vampiro de preto com rímel nos olhos e brinco na orelha esquerda. Por quê? Porque ao pensar em vampiro, ninguém pensa em um negro de dreadlocks, camisa florida e com um trezoitão, ora! Eu acho isso uma grande sacada, mas...

E vamos tentar abordar o lado do vampiro "para mulheres": vocês querem um cara resolvido ou um eterno adolescente? E eu li um comentário interessante ontem sobre isso, agora no cenário dos super-heróis. Vale a pena o questionamento.

Além do mais até no texto eu deixo claro que todos tem o direito a assistir o que bem entender, independentemente de eu ou qualquer outro gostar ou não, mesmo que eu ache que o Edward deveria ser solto em plena luz do dia no morro do alemão em meio a disputa de terreno entre o Comando Vermelho e o Terceiro Comando (ele seria um chamariz, seria divertido).

Pombas, eu gosto de mulheres com decotes generosos em camisolas... XD

E marxista nunca! Podem me chamar de machista, mas jamais de esquerda! XD
Nome: André Luis 22/01/10 02:42
Alexandre, pelo menos a re-leitura vampírica que o Maruo faz em "Vampiro que ri" é muito superior aos da Meyer, ele tem base justamente no Drácula do Christopher Lee, embora eu ache que o Ennis em "Preacher" escrotizando os vampiros da Rice, são muito superiores.

Trocando em miúdos, nos dois casos, os vampiros são superiores ao da Meyer/Rice

Alexandre: Olha, com todo o respeito ao gosto alheio, acho a obra do Maruo o maior engodo do mundo. Ele é um artista com um traço bonito e pessoal, ele recicla muito bem toda aquela estética da era Showa (sayonara zetsubou sensei também faz isso), mas na verdade é um pornógrafo da escatologia que disfarça que ele faz sensacionalismo pelo sensacionalismo com citações haute-culture a rodo. Sim, li Baurdrillard, vi Dali e Buñuel. Aí ele coloca seu espetáculo mundo-cão, mas como piscou para a crítica, ele sai dessa respeitado. Nesse sentido aqueles filmes B italianos do tipo Canibal Holocausto são muito mais honestos. Eles não negam o que são: apelação assumida. Nada tenho contra eles.

E sinceramente eu tenho que respeitar mais a Meyer do que o Maruo. Crepúsculo é uma besteira? É. Mas é uma besteira honesta. Maruo é um açougueiro que sabe blefar culturalmente para que digam "é gênio, é gênio."

Ah, sim, o Ennis. Acho Preacher superestimado (acho que o Ennis se sai muito melhor quando é inconsequente, como em Hitman e na sua fase inicial do Justiceiro na Marvel, antes de ir para a linha Max), mas valeu a zoação.
Nome: Warty 22/01/10 04:07
poxa, Preacher é muito incosequente. Ao menos até onde li. Poxa, tem um pastor texano badass e um vampiro punk caminhoneiro de jeans e ray ban, poxa! E o episódio do Cassidy zoando os vampiros da Anne Rice é impagável! Nem imagino se o encontro rolasse novamente com os vampiremos de Crepúsculo.

Alexandre: Mas esses são "momentos", entende? O problema é a costura – ela é feita por um contexto que tem aquele traço típico dos quadrinhos Vertigo, de querer "mostrar que é maduro" – o que só mostra o quanto o quadrinho adulto americano ainda é imaturo e sofre com o trauma causado por Wertham nos anos 50. Ele precisa mostrar que é para adultos ao invés de se dirigir a eles (sim, Ennis é inglês, eu sei, mas foi nesse contexto que ele se criou como autor de verdade). Nesse sentido, com Hitman e Justiceiro, temos um quadrinho que é de certa forma mais maduro do que materiais como Preacher e o Justiceiro da linha Max; porque aquilo não é para adolescentes, porque aquilo tem um referencial que você precisa ser adulto para pescar. Só na DC, o Jonah Hex é um bom título adulto – na Vertigo, pisariam na bola com ele. Todos esses materiais são para adultos, mas como não estão em um selo "adurrrrrto", não tem a obrigação de forçar a barra para esse fim e apenas... contam suas histórias, com competência. O normal é que os bons quadrinhos adultos americanos não estejam em selos para adultos. Quando aparece um "for mature readers", a chance de bomba é grande.
Nome: Karina Malfoy 22/01/10 11:53
"Além do mais até no texto eu deixo claro que todos tem o direito a assistir o que bem entender, independentemente de eu ou qualquer outro gostar ou não, mesmo que eu ache que o Edward deveria ser solto em plena luz do dia no morro do alemão em meio a disputa de terreno entre o Comando Vermelho e o Terceiro Comando (ele seria um chamariz, seria divertido)."

Risos! Adorei! Nunca rir tanto lendo um único paragrafo! ok ok ok entendi seu ponto de vista! ^___^

Mais usando sua frase: Pombas(ôchente), não posso gostar de um vampiro romantico!?...ai ai ai ai! XD

Adoro seu blog seu Alex! Risos ^_^

Alexandre: ^_^
Nome: Pato_Supersonico 23/01/10 02:50
"Pombas(ôchente), não posso gostar de um vampiro romantico!?...ai ai ai ai! XD"

Tanto quanto os cuecas podem gostar de uma vampira voluptuosa que vaga pelas noites vestida como se estivesse na praia. Pode, mas vai ter que aceitar resignada o fato de que um monte de gente do sexo oposto vai te olhar torto. =P
Nome: André Luis 25/01/10 02:28
E não é que ele já tá no Top10 dos mais vendidos da Amazon =p

http://www.amazon.com/gp/bestsellers/books/ref=pd_ts_b_nav

Ao que parece não foi um mau négocio fazer toda essa tiragem titânica!
Nome: Elaine Bernacci 03/03/10 01:27
Cuidado, a inveja faz muito mal... Por que você não vira um Filósofo e começa a escrever livros ao invés de resenhas?
Quem sabe, daqui a alguns anos a USP acabe contratando você para dar uma daquelas palestras tão edificantes.
Eu prefiro ficar em casa lendo mesmo, não sou tão inteligente quanto você...

Alexandre: Inveja do quê? Se você tivesse parado para ler ao invés de destilar ironia, teria lido que defendi o direito de todos lerem o que quiserem, inclusive daquilo que eu acho porcaria. Você tem o direito de ler aquilo e de suspirar por um sujeito que declarou ter alergia a vaginas, e ninguém tem a ver nada com isso. E eu tenho o direito de dizer o que penso sobre essa onda de vampiros emos. Dê uma olhada na Karina Malfoy: ela gosta de crepúsculo, eu não, mas pegou o ponto e todos permanecem alegres e contentes. Civilização é isso: reconhecer o direito de opinião do outro. Discordância não significa desrespeito. Se o assunto for invadir e tentar desacreditar e amolar, se perde automaticamente a razão e desacredita a sua própria capacidade em exercer o seu direito.

E sim, apesar do pessoal do Bush, da Sarah Palin e companhia provavelmente achar que vampiro é coisa do demo, acredito que o discurso de Meyer é justamente uma propaganda vagabunda dessa moral que esses sujeitos perpetram e tentam impôr. É Disney Channel, adolescência limpinha e asséptica, Jonas Brothers, anéis de pureza, imposição da virgindade, e controle social. Bastou vestir de preto, e um monte de gente caiu.

Direito tem dois lados. Sou livre para exercer meus direitos e você é livre para exercer os seus. Inclusive para comprar o discurso que te vendem e o defender sem nem ter idéia do que estão empurrando.

Cresça.
Nome: Quiof 03/03/10 03:20
Alexandre, o que acha do Dracula do Ataide Braz e Neide Harue?

Alexandre: Não li, não tenho opinião.

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