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Jan 21
Sket Dance ganha Prêmio Shogakukan de Melhor Shonen
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Lancaster |
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Categorias: Premiações

Melhor notícia do dia. O prestigiado Prêmio Shogakukan de mangá chega a sua 55ª edição e está longe de ser um equivalente japonês ao "Troféu Imprensa", especializado em premiar o material da própria casa: desde 1955, ele é um grande sinalizador de qualidade para o mercado japonês – e agora, foram anunciaram os vencedores desse ano. E o grande vencedor do segmento mais rentável e disputado dos quadrinhos para garotos (shonen) foi ninguém mais, ninguém menos, do que um dos títulos favoritos deste blog: Sket Dance, de Kenta Shinohara (se você não conhece, dê uma olhadinha AQUI), publicado na revista semanal para garotos Shonen Jump, da Shueisha (eu o considero, ao lado de Bakuman, talvez o melhor título da revista atualmente). Há grande expectativa para o título este ano: há muito os leitores esperam que ele ganhe a sua versão animada na televisão japonesa, e dois cds de radionovela já foram lançados no que parece ser sondagem para demanda desse material. Vamos ver se dessa vez vai. A série merece ganhar um público maior.
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Comentários:
Alexandre: Olha, a série dança tanto de posição na Jump que ela está numa situação mais segura do que títulos que praticamente fizeram sua casa entre os cinco menos vendidos.
Alexandre: Bom, ele não tem respeitabilidade a toa.
Isso cai no que comentei outro dia.
O que esses prêmios representam na vendagem das séries?
Ter um prêmio desses é bom para alçar o nome da série no exterior. Imagino que deva ser bom para o autor também.
Mas reconhecimento sem aumento nas vendagens é algo que não interessa muito o mercado japonês de mangás, imagino eu.
Nessa situação, eu com certeza compraria a próxima Jump semanal para conferir esse título. Mas o que parece é que poucas pessoas devem fazer isso no Japão.
Alexandre: Aí precisaríamos acompanhar as vendagens para verificar se há algum efeito. E vá por mim: hoje, potencial de exportação conta também.
Aquilo ali na camisa do personagem principal é o símbolo do The Who né?
Alexandre: Na verdade é o da Força Aérea Britânica (a RAF).
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1255953-EI6783,00-Reputacao+forte+lucratividade+alta.html
http://www.manager.com.br/reportagem/reportagem.php?id_reportagem=570
http://www.b2i.cc/Document/1628/art_DIFERENCIALCOMPETITIVO2005.pdf
http://www.cit.sc.gov.br/propaganda/pdfs/artigos/imagem_marca.pdf
Nesse caso, o simples fato de se ser patrocinador de um prêmio importante e respeitado que leva seu nome dá uma grande credibilidade. E o fato do prêmio em questão ser considerado um prêmio sério, ético, honesto e sincero fazem com que estas características sejam associadas também a empresa organizadora.
Tudo isso contribui para a construção de uma marca forte, que ajudará a empresa proprietária de forma indireta, mas sutil (a ponto de quem não for do meio dificilmente perceber), mas decisiva, e que cresce em importância com o tempo. Isso é bem a cara das editoras japonesas, criadas dentro de uma cultura empresarial que valoriza a visão de longo prazo e o planejamento de grande amplitude, e que ainda dá importância a um conceito, decadente no ocidente, chamado "honra".
Aliás, a comparação entre o Prêmio Shogakukan e o Troféu Imprensa dá uma ótima idéia da diferença de capacidade de visão, do nível de desenvolvimento moral, da competência e mesmo da sensatez da cultura empresarial da indústria japonesa quando comparada com a mentalidade empresarial da indústria brasileira.
Também dá uma pequena (mas muito esclarecedora) mostra das diferenças entre as duas culturas em um aspecto mais amplo.
Alexandre: Você esquece de um detalhe: por causa disso, e de anos de premiações ridículas (diabos, 1983 foi o ano de estréia de He-Man e Patrulha Estelar, e premiam... Pica-Pau?), hoje em dia o troféu imprensa... não existe. Ninguém liga para ele. Ele não vale nada. Todos deixam ele de lado e vão assistir outra coisa.
Não ter credibilidade tem seu preço, acredite.
E no caso de um prêmio, é tudo.
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