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Jan 21
Dia dos Namorados Nostálgico nas linhas Jump e Magazine
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Lancaster |
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2
Categorias: antologias

Ao contrário do que diz o ditado popular, acredito que saudade tem idade sim – e termina no cemitério. E dois títulos derivados das principais antologias semanais para garotos japonesas (a Shonen Jump, da Shueisha, e a Shonen Magazine, da Kodansha) parecem piscar um olho para leitores não tão velhos assim, a partir de material derivado de antigos títulos das grades dos títulos principais de suas editoras. A Oh! Super Jump – que já publica Reibai Izuna, continuação de Jigoku Sensei Nube (é a série da garota de cabelos roxos da capa à esquerda), traz um one-shot que resgata os personagens da comédia romântica escolar Bonbonzaka Koukou Engekibu – que rendeu doze volumes na Jump semanal de 1992 a 1995, e conta a complicada saga de um rapaz que se apaixona por uma menina com medo de homens, mas é assediado pelo gay oficial da escola, o que faz com que ela pense que o coitado também não gosta da fruta. Comédia romântica escolar também é o tema de Open Sesame, série lançada em 2001 na Shonen Magazine que mostra um garoto boxeador que é transferido para uma escola aonde as mulheres mandam e os homens sofrem, o que o faz reagir para tomar o poder do mulherio… ou ao menos seria isso, se lá pelas tantas o autor não esquecesse a trama principal e transformasse tudo em um mangá de harém, rendendo vinte volumes de enrolação. Em todo caso a série vai ser revisitada agora nas páginas da Magazine Special, abordando o que foi feito dos personagens após o colegial. Curioso: assim como a Oh! Super Jump tem Reibai Izuna, a Magazine Special publica Boys Be: Next Season (que está em destaque na capa à direita), outra continuação de um título de médio porte da Magazine. E nos dois casos esses personagens do passado carregam um bombom para um dia dos namorados movido, certalmente, a nostalgia. Coincidências irônicas, se não tivessem um quê de melancólico: muitos autores que não emplacaram um sucesso novo acabam se estabelecendo com continuações de suas obras pregressas para leitores nostálgicos – e ficam nisso pelo resto da vida, o que é digno e é melhor do que ser alijado da indústria, mas não pode ser chamado exatamente de um final feliz. Os bombons desse dia dos namorados não parecem descer tão bem, pelo visto.
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Comentários:
Alexandre: Em material de época tem desculpa.
Às vezes. XD
E "bombons", né Lancaster? Eu sei que foi só descuido. Graças a Deus (força de expressão, não creio em tal figura folclórica)o Maximum Cosmo é um dos poucos lugares da net salvo do miguxismo e do tiopês.
Alexandre: Corrigido, obrigado.
Mas, putz, coitados dos autores desse tipo que não conseguem mais emplacar nada. Já deve ser um pé no saco imenso ser um mangaká e ter que abandonar sua vida social inteira pra dedicar a algo que você gosta, mas que nem sempre dá o restorno que você esperaria, acabando numa tremenda desilusão.
Tenho a sensação que eles não continuam reciclando suas séries porque gostam...
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