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Jan 12
Ranking da Taiyosha (JP) – 10/01/2010
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Lancaster |
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6
Categorias: rankings

Depois de um início de ano medíocre, veio a bonança – ou melhor, os títulos da revista Shonen Jump da Shueisha, que comparecem em massa (a única exceção na lista para garotos é o forte Full Metal Alchemist, cujo volume mais recente estreou há um tempinho mas já está entrando em ritmo de queda e estabilização). E é uma lista particularmente boa para a Jump, porque estão presentes mesmo títulos de médio porte como Psyren – que ilustra o topo desta coluna justamente por ser uma figurinha meio difícil de aparecer. E não é o único. Diabos, quantas vezes vemos uma semana aonde um Gag Mangá escarrado e cuspido como Pyu to Fuku! Jaguar chega a lista dos mais vendidos?
Shonen/Para garotos
01. Naruto 49 (Shueisha)
02. Bakuman 6 (Shueisha)
03. Gintama 32 (Shueisha)
04. New Prince of Tennis 2 (Shueisha)
05. Hunter X Hunter 27 (Shueisha)
06. Sket Dance 11 (Shueisha)
07. Kuroko no Basket (Shueisha)
08. Pyu to Fuku! Jaguar 18 (Shueisha)
09. Full Metal Alchemist 24 (Square Enix)
10. Psyren 9 (Shueisha)
Seinen/Para Jovens Adultos
01. Jin 17 (Shueisha)
02. Tomehane! 6 (Shogakukan)
03. The Legend of Koizumi 3 (Takeshobo)
04. Initial D 40 (Kodansha)
05. Ookiku Furikabutte 13 (Kodansha)
06. K-On! 3 (Houbunsha)
07. Hirameki Hatsume-chan 1 (Mag Garden)
08. World Embryo 6 (Shonen Gahosha)
09. XXX Holic 16 (Kodansha)
10. Flat 3 (Mag Garden)

Em todo caso, Naruto é campeão e Bakuman vem a tiracolo, mostrando sua força e provavelmente impulsionado também pelo anúncio do vindouro desenho animado. New Prince of Tennis, por sua vez, é publicado na Jump Square, mas não faz diferença: ele teve uma longa carreira inicial na
Shonen Jump e a nova série parece sinalizar mais a mudança de periodicidade do que alguma transformação concreta na história que justifique a conclusão da série original e o início de uma continuação. Quem gostava da série (e eu não era um deles) vai continuar gostando, quem detestava (sim, eu era um deles) vai continuar detestando. Simples assim – claro, a arte era bem-feita, e entendo que as garotas devem gostar daquilo por causa da fauna dos marmanjos (duvido que se eles parecessem a galera de Crows, essa história, com o mesmo roteiro, com os mesmos personagens, teriam a mesma defesa do público feminino), mas como série de esportes, sempre achei uma coisa bem… "e daí?". Quando em uma série de esportes, o melhor episódio é quando o protagonista sai com uma menina e é tão obcecado com tênis que nem percebe que aquilo é um encontro – a ponto dos coadjuvantes que testemunham a cena precisarem se segurar para não encher o desgraçado de porrada – é porque algo vai mal. Muito mal. Em todo caso, a lista não é ruim: são todos materiais de massa, Sket Dance está em uma posição muito boa (se pensarmos bem ele só perdeu para títulos de peso), e Psyren, de Toshiaki Iwashiro – título que oscila em posições instáveis na Jump e que tem uma premissa complexa: os personagens tem poderes psíquicos e são arremessados a um futuro devastado; sua missão é impedir que esse futuro aconteça, mas como
paradoxos temporais fazem parte do pacote, nada é certo. Some-se a tudo isso várias idas e vindas de roteiro pontuadas por boas cenas de combate. Alguns elementos nele me remetem, de leve, aos explosivos quadrinhos "paranormais" tão populares nos anos oitenta, mas traduzidos para o atual padrão popular das séries para garotos da Shonen Jump – e acredito que essa combinação não poderia ser feita sem que arestas não surgissem ao longo do processo. Talvez seja este o problema que impede que sua popularidade decole: não é um título que possa ser acompanhado de forma casual pelo leitor que pega o bonde andando.
A lista dos adultos também está respeitável. Não há nada similar ao vagalhão jump aqui, mas até aí não há vagalhões de uma editora só no segmento adulto, por isso as listas tendem a ser mais equilibradas. O campeão da semana é a série Jin, de Murakami Motoko, publicada na revista Super Jump da Shueisha e que está claramente impulsionada pelo sucesso de sua versão televisiva. A história gira tem torno de um médico que acaba viajando pelo tempo e sendo arremessado à Edo (hoje Tóquio) do século XIX, no período conhecido como Bakumatsu (entre 1853 a 1869). Sem muito o que fazer, ele acaba
desempenhando seu papel como médico sem contar com os recursos e comodidades do presente. Embora eu acabe olhando com estranheza o protagonista da série quando comparo com seu original no mangá, não há como negar que a versão televisiva tem cumprido um excelente papel como impulsionador de vendagens do quadrinho original. Tomehane, de Katsutoshi Kawai, e publicado na revista Big Comic Spirits da Shogakukan, acaba se beneficiando do mesmo fator, abordando o cotidiano de um clube escolar de caligrafia e se valendo do empurrãozinho dado por sua série de televisão. É bom notar que de resto o grosso da lista é rearranjo de forças em relação a semana passada. The Legend of Koizumi, Initial D, Ookiku Furikabutte, XXX Holic e K-On!, são todos títulos que alcançam um público maior e que conseguem se manter estáveis. Na verdade eu poderia dizer que tirante K-On! – um material voltado ao público moezeiro que escapou de suas amarras e acabou atingindo um público maior – não temos o tradicional material de otaku na lista dessa semana. E isso não é apenas algo raro, mas também sinaliza um comparecimento em massa dos leitores nos pontos de venda. E isso é ótimo.
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Comentários:
Alexandre: Ruim não. Péssimo.
E Bakuman está surpreendendo em termos de desempenho. Fico imaginando se o número de pirralhos batendo na porta da editora da JUMP com seus pacotinhos teve um aumento muito significativo desde que o mangá começou a despontar. Tenho certeza que sim, mas queria saber a porcentagem...
Alexandre: Isso eu acho previsível. O que quero saber é se entre esses pirralhinhos está o próximo Akira Toriyama.
Nunca dei muita bola, até que comecei a ler no início de Dezembro e... é uma das melhores coisas da Jump.
É quase perfeito (pra mim). Coisas sem sentido e diálogos bizarros, o que mais precisa?? XD
Falam que é complicado trazer um gag mangá para o ocidente, mas se eu fosse o responsável pela Viz, o colocaria pelo menos na seção online. Acho que teria seu público.
(Faltou a edição de Kuroko no Bakset aí. Acho que é a 5ª ).
Alexandre: É a quinta mesmo.
E sinceramente, tem gags mangás que eu acho bem interessantes. Gag Mangá Biyori, por exemplo, tem uma arte tão horrorosa que faz Jaguar parecer uma obra prima, mas é impossível não rir volta e meia daquilo (a história da artista shoujo que não sabe o que fazer quando chega a hora de desenhar uma cena enquadrando um dedo segurando uma lente de contato e uma personagem com olhões gigantes à la Arina Tanemura... bem, é antológica). Só que nunca vi a menor graça em Jaguar.
E porquê tem que ser justo o volume 3? O que tem de tão especial nele? o_o'
Alexandre: Tenho medo de saber. o_o'
Prevejo um MOE tão poderoso que poderei usá-lo como arma para submeter o conselho de segurança da ONU e a OTAN. Moezeiros comandarão o mundo e K-ON! será classificado pela UNESCO como patrimônio cultural da humanidade.
Será a glória! *risada maligna* >=D
Alexandre: Tudo bem, como a espécie não se reproduz, o resto da humanidade retomará o planeta em menos de duas gerações. XD
=X
A propósoto, o que é este "Flat"?
Alexandre: É um drama adulto, de Natsu Aogiri, sobre um homem que passa a cuidar de um primo pequeno nas horas vagas, e a medida em que o tempo passa, o garoto começa a crescer agarrado a ele. Nada de perfil moezeiro.
Lancaster: Sinceramente, é bem possível que a indústria de anime acabe primeiro.
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