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Dez 31

Brindes de Soul Eater e Cavaleiros do Zodíaco – Lost Canvas na França

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Lancaster | PERMALINK | 4

Categorias: merchandising

Soul Eater, Cavaleiros do Zodíaco, Saint Seiya, Lost Canvas

Uma vez que agora as editoras japonesas começaram a meter suas mãos em território francês (leia-se: a Shueisha e a Shogakukan, através da Kaze; a Kodansha, agora fazendo dobradinha com a Akita Shoten da mesma forma que as duas editoras citadas, adoraria fazer o mesmo, mas teria que peitar a Hatchette, que detém a publicação de boa parte dos títulos da editora no país, e falamos de um peso pesado editorial muito grande para que os japoneses possam fazê-lo em território gaulês), as editoras locais precisam divulgar muito bem seus produtos e torná-los atraentes dentro da briga de foice que se desenha. Mas as editoras francesas nunca descuidaram disso, antes mesmo desse panorama se desenhar no horizonte. Como o seu público é essencialmente juvenil, materiais escolares são um produto óbvio de divulgação, sempre procurados, sempre consumidos e com picos sazonais de consumo. É por isso mesmo que a editora francesa Kurokawa está lançando um par de pastas estampadas com os personagens de Soul Eater, de Atsushi Ookubo (publicado originalmente na antologia mensal para garotos Shonen Gangan, da Square Enix), e Cavaleiros do Zodíaco – The Lost Canvas (de Masami Kurumada e Shiori Teshirogi, publicado em outro almanaque para garotos, a revista semanal Shonen Champion, da Akita Shoten). Haverá uma rede de livrarias envolvida e os interessados poderão saber como obter o brinde através delas – porque afinal de contas, a tiragem é limitada. Bom, é uma pasta de papelão, ora, e duvido que ela resista ao final do ano escolar, mas diabos, é um brinde legal. Fica novamente a pergunta: porque nossas editoras não divulgam seus produtos e fazem esse tipo de movimento comercial para torná-los visíveis e aumentar suas vendagens? Os americanos costumam dizer que para se fazer dinheiro, é preciso se gastar dinheiro.
Eles estão certos.


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Comentários:

Nome: Antonio Pereira 31/12/09 04:46
Na época que eu era criança, várias vezes as editoras davam albuns e alguns pacotinhos de figurinhas na entrada da escola. Funcionava demais, colecionei vários albuns que não faria se não fosse por ganhar ele. Falta fazer mais disso, divulgar nas portas das escolas, com os jovens.

Alexandre: Sim, verdade. O que importa é justamente isso, divulgar e criar leitores com o processo.
Nome: Carlos Eduardo 31/12/09 07:46
O que falta:

1º Primeira edição com desconto, Turma da Mônica Jovem teve, Vampire Kisses teve e foram dois *cof* mangás *cof* que venderam horrores, se as editoras sacrificassem um pouco o lucro da primeira edição e ao invés de cobrar 10R$ ou 10,90R$ cobrassem 8R$ ou 8,50R$ muito mais gente seria fisgada, aqueles que resolvessem dar uma chance pelo descontinho teria uma bela chance de curtir o material e continuar comprando.

2º Boa divulgação, a Panini mandou muito bem anunciando assinatura de Bleach e Naruto no orkut, mas não é só isso. O ideal é divulgar em outros locais, como tv, revistas e jornais. Sem divulgação acontece o que aconteceu com Seton, o mangá não encontra seu público consumidor e vende abaixo do que poderia. Conheço muitos "otakus de evento" que não sabem o que as editoras estão lançando e acabam perdendo a oportunidade de colecionar em bancas.

3º Brindes, não é só de pôsteres que os leitores gostam (pelo menos a Panini coloca alguns hoje em dia). Eu dei uma sugestão por e-mail à Panini, fazer como os jornais fazem, lançar selos em seus tankos e depois de determinada quantidade o consumidor poderia trocar por um brinde. No caso eu sugeri que quando eles trouxessem Reborn! poderiam dar cupons nos tankos, juntando 10 ou 12 cupons o leitor trocaria por um anel vVongola (anéis Vongola custam 10R$ em eventos, imagine quanto custaria para a editora que precisasse comprar uns 10.000? No máximo 2 reais e teria um público cativo por 12 edições). E o melhor dessa promoção é que depois de darem os anéis Vongola de brinde ainda tem os anéis Mare e as caixas (de pokémon xD).
As vezes eu fico pensando, tem aquelas miniaturas que custam em ienes o equivalente a 5R$, qual seria o custo disso para a editora que compraria em massa e contaria com uma boa distribuição?
Em Bleach eles poderiam usar straps de telefone celular, em Naruto a mesma coisa. As garotas pelo menos adorariam ter o strap dos seus personagens e bichinhos preferidos, os garotos podem gostar também, o custo é ridículamente baixo e a opinião do leitor sobre a editora melhoraria muito (e é o que a Panini mais precisa depois de tantos cancelamentos).

Mas sinceramente, o que mais faz falta nesse mercado é sincronicidade. Lançar animes na tv aberta e mangá ao mesmo tempo é a chave. Nossas editoras ainda usam as scans como maior meio de divulgação. É só ir no Chrno Scanlator e ver quais são os mangás que estão lá, não é nenhuma coincidência notar que eles têm pelo menos 10 mangás em comum com a Panini, sendo que eles começaram esses projetos bem antes da Panini sonhar em lançar esses mangás (MPD - Psycho, Gantz, Aishiteruze Baby, Abara etc. que o digam).
Nome: Warty 01/01/10 12:50
Só acho que pra lançar brindes (principalmente anéis, ou chaveiros, ou trecos de celular) eles teriam que negociar com um licenciante japonês desses produtos, não usar os piratas de eventos '-'
Nome: Carlos Eduardo 02/01/10 06:40
Isso é lógico Arthur, você achou que eu estava falando para usar produto pirata em uma campanha de marketing?
Eu comentei o preço que o produto pirata (que é fábricado na mesma China - e se duvidar na mesma fábrica - que produz o produto original) é vendido ao público em eventos (aliás, nem sempre é produto pirata) por preços ridículamente baixos, mesmo o público sendo ínfimo, a Panini enquanto gigente multinacional pode conseguir preços menores do que o dos piratas - e nem todos são piratas, diga-se de passagem.
Quando eles querem eles conseguem, é só lembrar da campanha de Digimon, tinha miniatura dos Digimons de brinde em um chocolate similar ao Kinder-ovo por 2R$ na época, muitos produtos vieram e foram vendidos por preços baixíssimos, resultado de uma boa campanha de marketing (tem uma entrevista com um licenciador no JBOX, é só olhar).
Esse post fala dos esforços de marketing internacional, de como a Kurokawa tenta driblar os problemas de mercado usando brindes e pergunta pq as editoras nacionais não fazem o mesmo, eu comentei uma das minhas ideias, mas é claro que o maior erro é vender anime e mangá como produtos independentes. Enquanto os licenciadores não notarem isso não há muito o que se fazer.
Quando a Square-Enix declarou que não licencia mais o mangá de Soul Eater sem o anime em conjunto foi a primeira gota de sanidade no mar de estupidez que vem regendo os licenciamentos feitos pelos japoneses.

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