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Dez 26
Dragonlance… Mangá?
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Lancaster |
PERMALINK |
8
Categorias: literatura infanto-juvenil

Dragonlance é um nome bem conhecido para os jogadores de RPG (faz tempo que não rolo uns dadinhos na mesa, aliás). Criados pelos autores Laura e Tracy Hickman, mais Margaret Weis, gerou uma série de livros (a primeira trilogia, composta por Dragões do Crepúsculo de Outono, Dragões das Noites de Inverno e Dragões da Alvorada da Primavera, saiu no Brasil pela Devir), cenário de RPG para a linha Advanced Dungeons & Dragons (posteriormente D20) da TSR (posteriormente Wizards of the Coast), jogos eletrônicos… enfim, é uma franquia restrita, mas respeitável. E agora, os três primeiros livros estão sendo lançados no Japão por uma das editoras do grupo Kadokawa, com estrutura editorial de light novel, e direito a belas ilustrações.

Quem está acostumado com a caracterização de personagens como Raistlin, Caramon e companhia das ilustrações pintadas dos velhos livros de bolso da TSR, com certeza vai chiar. Especialmente porque caso essa abordagem cole bem de verdade, essa vai ser a face dos personagens para muita gente daqui para a frente – e se por acaso a franquia ganhar versão animada e mangá, assim como aconteceu como Deltora Quest, é bem provável que muitos garotos que jamais chegaram perto de uma mesa de RPG passem a conhecer esses personagens dessa forma. Ainda dá tempo de se lançar essas edições no ocidente…
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Comentários:
Alexandre: Sempre tem quem jogue. Mas o fato é que o jogador padrão acaba sendo adolescente – porque depois não tem tempo para jogar. Abandonei uma campanha em andamento no meio da faculdade porque simplesmente eu não tinha tempo para me dedicar a isso. A dedicação não se limita a mesa de jogo, o que é uma pena.
A arte está belíssima! Mas isso me causa tristeza, pois eu lembro que os IMBECIS da Panini Brasil não tiveram capacidade de concluir uma mini-série em DUAS edições: A Dama de Pharis!
Alexandre: Pois é. Até hoje fico revoltado com isso e com Seton, que veio na mesma leva e que é fabuloso.
Gostaria de pegar este livro só pelas ilustrações. E quem sabe um dia eu ainda entro num grupo (à propósito, você tem dado de 4?
Alexandre: Só jogadores de D20 tem dado de 4. Eu prefiro sistemas menos constrangedores.
E um dos grandes charmes do Dragonlance eh a arte do Larry Elmore, que eh um dos meus artistas de fantasy favoritos. Pode-se dizer que ele eh tao "autor" do DragonLance quanto a Weis e o Hickman.
A dois inclusive ja falaram em varias entrevistas que dificilmente o Dragonlance teria vendido tanto sem a arte do Elmore (com lembrar que o Dragonlance foi o primeiro romance de RPG a entrar na lista de best-sellers do NYT).
O livro Art of Dragonlance eh uma delicia de ler p/ ver o processo criativo que gerou os livros e o trabalho de design do Elmore e como ele foi fundamental na historia. Muitas cenas do livro foram escritas inpiradas em seus quadros e nao ao contrario.
Dai ver tudo isso jogado de lado p/ um visual Lodoss War (que eu adoro) eh meio estranho.
Alexandre: Bom, ele ao menos parece ser muito bem feito. Em todo caso essa vai ser a face de Dragonlance no Japão.
Mas, enfim, se isso significa um desenho animado decente mais p/ frente e nao aquela coisa horrorosa e bizonha que lancaram em 2008 (com uma animacao que parecia um desenho ruim americano dos anos 80) talvez seja uma mudanca que valha a pena.
Alexandre: Eu sei. Eu tentei ver o desenho do Dragonlance e não aguentei. E nem sou grande fã, é por ser pobre mesmo – fiquei com a sensação de perda de tempo. Mesmo os fãs reclamaram.
Mas eh dificil nao pensar nas pinturas do Elmore quando se fala em DragonLance.
E se colocarem um tom bishonen entre o Raistlin e o Caramon eu vou ter um treco. Sou capaz de ir ao Japao matar alguem...rs
Alexandre: Bishonen diz respeito à aparência, mas entendi o que você quis dizer e concordo. É pegar um bando de clavas, colocar a obra completa do Rhapsody no mp3 players e sair detonando a equipe... XD
So achei o visual muito Lodoss Rip-Off, essa goldmoon eh um clone da Deedlit. Podiam ir p/ um visual mais Ninja Scroll ou Ghost in the Shell, um pouco mais anatomico.
Alexandre: A Laurana ficou mais Deedlit ainda, acho que a Goldmoon nem foi tão próxima assim só por ser loura...
O anime do Highlander foi pro esse caminho e ficou fantastico.
Alexandre: Bom, veremos aonde isso leva.
Alexandre: Anotado.
Pelo material que eu tenho, se diz que mundo foi decisao editorial da TSR que fez uma pesquisa de marketing e viu que o publico queria mais Dragoes no D&
O mundo foi criado em comitê e a Weis entrou sim bem mais tarde no processo, pois ela era só uma editora e estava tentando achar alguem para escrever o livro. Depois de tentativas sem sucesso o Hickman sugeriu que ela escrevesse com ele.
A parte RPGistica sempre ficou mais com o Hickman e os outros gamedesigners - ela ficou com a caracterização dos personagens e prosa (e, no final, é isso que faz os livros bons, nao o world building em si).
Esse processo de criação é o conteúdo do livro Art of Dragonlance (que apesar do nome não é só sobre a arte do dito).
Em nenhum momento citam o mundo como sendo criação do casal Hickman, mas sim de um comitê criativo.
Tem que ver que o Dragonlance foi criado p/ vender RPG.
(Mas tb o Art of Dragonlance é um livro oficial da TSR e é sabido que a TSR tinha problemas com os direitos autorais de seus autores, entao pode ser que o livro nao cite isso que você disse por motivos comerciais.)
Alexandre: E o longa animado de Dragonlance ficou uma porcaria tão grande...
me lembra aqueles Street Fighter, Darkstalkers, WildC.A.T.S., Megaman, Highlander e etc.. que tinha nos anos 90,
eram muito mal adaptadas.
Muito legal.
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