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Dez 24
Trinta Anos de Carreira de Tsukasa Hojo
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Categorias: Tsukasa Hojo

Tsukasa Hojo é um autor que fez história. Fez parte do seleto time de autores que emplacou dois sucessos na revista semanal para garotos Shonen Jump da Shueisha: Cat's Eye (1981), sobre três irmãs que levam uma vida dupla tanto como donas de uma cafeteira quanto como ladras de obras de arte; e o hoje clássico City Hunter (lançado em 1985 e que marcou a década na revista), que reinventou a fórmula do atirador de aluguel popularizada por Golgo 13 com um bocado de senso de humor. Ele também teve suas histórias publicadas em outras revistas da Shueisha como a Weekly Playboy e a Allman (aonde sua série cômica Family Compo, sobre uma família particularmente esquisita, rendeu 14 volumes), mas acabou se desligando da editora por conta da fundação da Coamix – o braço de quadrinhos da editora Shinchosha, aonde ele lançou a série Angel Heart – o maior sucesso do almanaque semanal Comic Bunch, aonde revisita o universo de City Hunter em uma "versão alternativa" e mais dramática. Agora, a Bunch presta um merecido tributo às três décadas de atividade de um dos melhores e mais importantes artistas de seu tempo (e que pensando bem, escova o chão com a cara da concorrência mesmo hoje em dia). Autores como seu colega de Jump e de Bunch Tetsuo Hara, a artista shoujo Shinjo Mayu e ninguém menos do que Takehiko Inoue – que foi seu assistente em City Hunter antes de chegar ao estrelato com Slam Dunk – estarão presentes ao lado de outros artistas para relembrar seus personagens. Além disso, haverá uma mini-exposição de originais, de hoje até o dia 27 de Dezembro, em Tokyo. Fica o registro. Hojo merece.
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Comentários:
Sobre os posts anteriores, agora entendi o que você quer dizer com "estranho" quando se referia a Baki hehe. E sobre a coleção, provavelmente deve sair em um artbook futuro mesmo, mas não se esqueça que os japoneses tem uma atração enorme pela palavra "produto com número limitado" heheh.
Até mais
Alexandre: Eu sei. Estou lendo Family Compo e é incrível como ele consegue tratar com nível um tema que nas mãos de outros poderia ter gerado um festival de apelações.
City Hunter devia ser publicado no Brasil. Eu acho que faria mais sucesso que muito shonen moderno...
Alexandre: Num mundo ideal, não é? Eu seria o comprador nº1 de City Hunter no Brasil, mas duvido que fosse vender para o público que temos.
Eu penso que venderia bem. Não a níveis naruticos ou lobosolitáricos, mas bem.
Alexandre: Sim, mas primeiro teríamos que convencer o público disso, não? Acho que traço anatômico se tornou radioativo para o público usual de mangá até este momento. E não pense que eu fico feliz com isso.
Alexandre: Eu realmente pretendo comprá-los, mas acho que foi um erro mirar tudo no mesmo público. Tem muito material coreano bacana que poderia ser lançado. Adoraria ler Change Guy por aqui, por exemplo – isso ninguém pensa. Por outro lado falamos de uma série (completa) que tem trinta e um volumes. Nenhuma editora no seu juízo perfeito lançaria isso por aqui.
E por falar nisso, cadê Golgo 13 que deveria sair em novembro? JBC amarelou ou tá demorando pra lançar mesmo?
Alexandre: Pergunte a eles, estou apenas a espera. Mas faço questão de resenhar o Golgo da JBC assim que sair.
City Hunter é mais comercial que qualquer um desses três...
Alexandre: Não subestime esses três. E olha que isso não tem nada a ver com gostar ou não. Eu pelo menos acho Gantz um porre.
O que eu tenho é mais confiança no potencial de City Hunter!
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