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Dez 21
Mangá de… Alan Moore?
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Categorias: falta do que fazer

Ryusuke Hamamoto é mais conhecido pelo character design de um dos subprodutos da franquia Evangelion da Gainax: o videogame (que também ganhou uma animação direto para home dvd) Petit Eva: Eva@Game. Mas também é um nome particularmente com algum trânsito no ocidente, tendo trabalhado para a Image Comics americana com a série Compass, cujo projeto incluía a publicação original a cores e em capítulos em formato americano para o mercado direto de quadrinhos local, enquanto no Japão ele seria lançado em preto e branco, diretamente em formato mangá. Mas ele também tem participação dentro do cenário dos fanzines (os doujinshi, que funcionam de forma semi-profissional no Japão; o maior evento de quadrinhos nipônico, o Comic Market, na verdade é dedicado aos fanzines). E esse fanzine não poderia passar batido…
Vocês não leram errado. Alan Moore. O excêntrico criador de Watchmen, V de Vingança e outras obras obrigatórias dos quadrinhos (e de algumas obras não tão obrigatórias – para não dizer dispensáveis – como Cobweb). Hamamoto está produzindo The Alan Moore Fan Book (um trocadilho entre "The Alan Moore Fan Book" – um livro com material para os fãs – e seu significado literal, o "Livro da Fã de Alan Moore", e a fã é essa menina?) onde reinventou o autor como uma personagem calcada no aspecto mais folclórico associado a ele, como seu culto a uma serpente chamada Glyphon; a própria menina parece ser uma versão feminina, mais jovem e bem menos cavernosa do que o sujeito (falem a verdade: vocês não tem a impressão que pode saltar alguma criatura chtulhuiana a qualquer momento das barbas de Moore enquanto ele fala?). O que é um conceito bizarro, mas vai chamar atenção no ocidente entre vários fãs tarja-preta de quadrinhos – muito deles que cuspiriam em um mangá caso ele fosse jogado em seu colo.

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Comentários:
http://pwbeat.publishersweekly.com/blog/2009/01/09/things-that-should-not-exist-1-moe-watchmen/
ele falando dos hentais nessa entrevista:
http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL78296-7084,00.html
e a Erica Awano desenhando pra filha dele:
http://www.ezoneonline.com.br/hq/noticia/2371/erica-awano-ilustra-alice-de-lewis-carroll-para-a-dynamite
essa menina é assustadora
Não sei se isso vai fazer os xiitas dos comics americanos prestarem atenção nos mangás que eles insistem em desprezar (embora, à julgar pelo que faz sucesso lá, eu não os culpo completamente...) mesmo porque isso aí é um fanzine - e vai ser duro isso chegar nos Estados Unidos, a não ser que seja publicado on-line e em inglês.
Alexandre: Na verdade acho que isso vai é fazer algum barulho na internet e esses fanboys vão falar mal disso sem parar por algumas semanas.
Alexandre: Quanto aos quadrinhos ocidentais, é pequena. Não é que eles sejam exatamente refratários a elas: eles conhecem os personagens ocidentais mais por licenciamentos e filmes do que pelos quadrinhos em si – o desenho animado do Batman dos anos 90 chegou a ser exibido por lá e estar entre os 50 mais vistos, o que não é pouca coisa por exemplo. Conta pontos para isso o fato de que o Japão tem um mercado saudável, e em mercados saudáveis os produtos nacionais tendem a apitar no pedaço (a França também tem). Mas os quadrinhos americanos estão presos a cronologias complicadas de se entender em um primeiro momento e as tentativas de se lançar material gringo por lá acaba só pegando para meia dúzia de gatos pingados.
Quanto ao Moore, bom, esta foi uma iniciativa de um autor que também é fã. Provavelmente Moore só é conhecido entre o círculo de autores. Mas eu gostaria de saber como foi a recepção do filme de Watchmen por lá.
Tomara que alguém traduza.
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