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Dez 20
Mais um Hiato em Cross Game
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Lancaster |
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11
Categorias: Mitsuru Adachi

Oh, droga. Foi anunciado que na sexta edição de 2010 da revista para garotos Shonen Sunday, da Shogakukan, teremos uma nova parada da série de beisebol Cross Game, do bom e velho Mitsuru Adachi. Pelo menos ela vai ser curta: serão apenas duas semanas (as edições de 6 e 13 de Janeiro) sem Koh, Aoba e companhia. O que incomoda é que esse hiato veio apenas um mês após uma pausa bem maior da série, que durou mais do que um mês. Em todo caso, Adachi anda bem ocupado: além dessa série, ele está produzindo a série Q&A para a Shonen Sunday mensal (e não duvido que o final de Cross Game esteja relativamente próximo, já que só falta mais um jogo para a decisão dos personagens no Kôshien – e não duvido que tenha umas amarras extras depois disso, mas é que nem final de novela, quando ainda precisam ser fechadas algumas pontas soltas). Por isso, acredito que seja meio difícil que ainda haja outro hiato depois desse, a menos que a história se estique mais. E com Q&A na Sunday mensal, acho difícil que vejamos outra série do autor na Sunday semanal tão cedo. Adachi não é mais nenhum rapaz e não deve ter tanto fôlego para uma nova maratona dessas.
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Comentários:
O traço do Adachi é muito simpático.
Até mais
Isso seria uma proposta tipo a que o Togashi aceitou né? "Trabelhe quando vier na telha"
Alexandre: E acho que você sintetizou justamente o grande problema para esse tipo de material.
Não que eles sejam ruins – pelo contrário, há materiais ótimos; Rookies de Masanori Morita acabou se tornando um dos meus favoritos, por exemplo. O ponto é que lá o beisebol é o esporte povão por excelência, com toda a carga emocional que associamos ao futebol. E eu acho legal isso, por ser a tradução de um universo mais mundano para o Japonês.
Mas esperar que algum mangá sobre beisebol dê certo aqui é fugir da realidade.
Não nego que beisebol é o segundo esporte mais chato do mundo, perdendo para o golfe. E de modo geral os mangás de esportes acabam se tornando bons porque o esporte é apensas catalisador, o que conta é que acontece ao redor dele (e nesse sentido, tanto faz se for beisebol ou porrinha). Como beisebol não tem expressão no Brasil, não é chamariz para seu público. E isso não tem nada a ver com qualidade, por exemplo: como eu disse, tem muita coisa boa nesse tipo de material.
Eu até acho bom que agora que Adachi voltou a velha forma, ele esteja fazendo um mangá que nada tem a ver com beisebol (Q&A), o que aumenta bem as chances dele ser publicado por aqui no futuro. Ele é um grande narrador visual e sabe construir personagens.
O problema é o beisebol, mesmo.
E tênis também é um esporte beeeem chato.
Alexandre: Bom, mas há quem goste dele aqui no Brasil e ele teria melhor chance comercial do que um mangá de beisebol.
1- Beisebol não é um esporte chato é tão empolgante (alguns diriam que mais) quanto futebol. Não possui regras complicadas que podem ser intuídas durante uma única entrada. É uma questão de gosto: tem gente de gosta de futebol tem gente que não gosta. Tem gente que tem orgasmo com corrida de F1 ou jogo de truco.
2- O Brasil possui sim expressão no esporte, sua prática vem crescendo ano a ano – vide a quantidade de equipes amadoras que se inscrevem para a Liga Paulista ( 10 em 2008, 15 em 2009, 20 em 2010 –projeção). Sem contar as dezenas de clubes “de colônia” ou não filiados a CBBS, que participam do rico calendário peloteiro nacional. Há de se notar que espera-se um crescimento ainda maior nos próximos anos, tanto que, com essa expectativa, o Tampa Bay Rays, da MLB, abriu uma academia em Marilia.
3- O problema do esporte por aqui é a falta de uma categoria profissional e a sua ausência total da mídia – se a mídia não fala, não existe – e quando aparece é para ouvirmos os chavões de sempre: é um esporte chato (vide Jô Soares) ou esporte de japonês (hahahhaha).
4- Um mangá de beisbol poderia fazer o mesmo sucesso que qualquer outro mangá no Brasil porque o esporte não é totalmente alienígena para o cidadão médio, graças as sessões da tarde, e para os otakus (blergh!) que o vêem em seus animes. Ainda mais porque o esporte é apenas um pano de fundo para histórias melodramáticas que acertam o latino. Pelo menos faria mais sucesso que um mangá sobre GO!!
5- Mas posso estar falando uma tremenda bobagem porque Hikaru no Go é desenhado/feito pelo cara do Death Note (argh!!) e... quem é Mitsuru Adachi mesmo? Um cara que desenha seus personagens com orelhão e cujas histórias não tem nem um pouco de moe?
6- Em tempo: alguém consegue intuir as regras do tênis só olhando?
É isso.... e discurpa a boca grande...
E não acho Tênis complicado, Marmalade Boy fala bastante no esporte e ler um especial de 5 páginas sobre o assunto e assistir um set de um jogo ao lado da minha mãe (que adora o esporte) me fez entender bastante do esporte em menos de meia-hora. O que eu dúvido que aconteceria com o Baseball, mas uma coisa eu admito, acho as camisas do esporte muuuito legais e estilosas. xD
Não sei exatamente o mangá terminara com eles simplesmente entrando no koushien. H2 teve bastante folego depois desse evento, não é mesmo? Mas quem sabe.
Agora quanto ao fato do mangá ser sobre baseball, não posso negar que publicar um mangá desses seria um tiro no escuro. Um porque Adachi não é tão conhecido assim entre os otakus nacionais. Dois porque é sobre baseball.
Eu compraria, mas seria uma minoria. Rough, ou alguma outra obra sem baseball talvez tivesse um pouco mais de sorte. Mas nem tanta, imagino.
Alexandre: Adachi, mesmo sem beisebol, é uma incógnita. O melhor trabalho para apresentá-lo a um leitor novo, para mim, está saindo agora: Q&A. Mas ele é muito recente e para piorar sai em uma revista mensal – o que não seria um problema se fosse lançado diretamente em livrarias, mas complica muito em bancas. Quanto ao resto, as suas obras mais curtas são justamente seus poucos trabalhos para adultos, como Adventure Boys e Jinbe. Mas eu até entendo porque de modo geral seus seinen jamais pegaram. Adachi tende a ser amargo quando o assunto é a vida adulta e não é isso que seu público quer. Claro, pesquisando entre seus materiais para garotos, o que parece mais prático de ser lançado é logo Katsu!, por ser de boxe – mas Katsu talvez seja seu produto mais feito no piloto automático. E é chato dizer isso porque eu gosto de Adachi e gosto de Boxe, mas é uma obra fria no mau sentido da palavra.
Alexandre: Por isso eu digo e muita gente vai me odiar por isso: o maior obstáculo para o mangá no Brasil é o otaku. Ou você o tira de suas mãos, ou mangá por aqui vai continuar nas mãos de meia dúzia. E muita gente prefere que ele fique nas mãos de meia dúzia.
Ainda costumo ver opiniões contra Slam Dunk (umas das melhores coisas publicadas no páis) apenas por ser de "esporte". O que é muito triste. Ficam baixas chances de vermos muitas séries boas por aqui.
Alexandre: É bom dizer que o quadrinho de esporte é uma expressão de um quadrinho de massa, comprometido com identificação cotidiana. Por isso ele é importante.
E, meu caro Hadrian, 50 times de beisebol no país não fazem dele um esporte conhecido. O brasileiro comum não tem a mínima noção do jogo. E, convenhamos, beisebol é um saco. 8D
Alexandre: Lamento dizer, Hadrian, mas ele está certo.
Beisebol no Brasil não tem expressão popular. Pergunte a alguém do povão sobre o que ele acha dos times de beisebol brasileiros e você vai perceber isso.
Mas temos sim que tentar vender o produto a "gente normal". E mangás de esporte seriam uma boa. Esse Giant Killing parece bacana (estou indo lê-lo, mas vou traduzido pouco, triste) pra pegar uma fatia enorme de público. Porque grande parte do povo gosta de futebol (eu não torço pra nenhum time, mas admito: é um esporte muito divertido. As partidas são interessantes e jogar futebol na rua, no campinho, na praia, é muio legal. Mesmo com minha habilidade ridícula, rere). Tênis tem um público maior já qe beisebol. Mas devem ter outros mangás de esportes bons e que poderiam aparecer aqui. espero que o quadro mude.
Meus comentários foram apenas para esclarecer alguns coments que davam a entender que não haviam praticantes de beisebol do brasil.
Agora, se seu publico é menor ou não do que o do tenis teriamos que ver estatisticas e talz. Lembrem-se que o sengundo esporte mais praticado no pais é o cricket...
Alexandre: Hadrian... cricket? As pesquisas mostram que é o skate.
Um mangá de beisebol tem as mesmas chances de emplacar que um manga de qualquer outro esporte, mesmo se fosse de futebol (vide o artigo do lancaster).
Agora, se o esporte é chato ou um saco é questão de gosto pessoal, pra partidas de tenis são entediantes e partidas de futebol sonolentas...
É isso.
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